O último vídeo é de 7 de Abril

4.600 edifícios devolutos põem Lisboa em perigo. Apesar da lei, ao legítimo direito à propriedade parecem continuar a não corresponder nenhuns deveres. São mais de sessenta mil fogos vazios numa cidade onde os preços das novas rendas e da compra de casa continuam a ser proibitivos. As rendas tinham de ser descongeladas e foram. Porque continuam a existir tantas as casas vazias? Porque sai demasiado barato tê-las assim e continua a faltar a coragem para seguir os melhores exemplos e, nos grandes centros urbanos, taxar fortemente os fogos devolutos. E porque o Estado continua a não usar todos os mecanismos que a lei lhe oferece para obrigar os proprietários a cumprirem as suas obrigações. Serão humildes proprietários sem capacidade para fazer obras os donos dos edifícios devolutos na Avenida da Liberdade? Não é provável.


73 respostas ao post “Tanta gente sem casa, tanta casa sem gente”  

  1. 1 1  The Studio

    Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Se essas casas valem “preços proibitivos”, não seria normal que os seus proprietários as rentabilizassem? Porque não o fazem? Será que querem perder dinheiro? Falta explicar alguma coisa.

  2. 2 2  Paulo Filipe

    Será muito possível que seja propriedade do BES, é um dos grandes proprietários de prédios em toda essa zona!!!!

  3. 3 3  Bruno

    O Rei vai Nu!

    Inconcebível o facto de na principal Avenida da Capital existirem edificios devolutos. O espelho de um País que apenas não figura na lista de Paises “em desenvolvimento” porque foi simpaticamente incluído na UE.

  4. 4 4  Mouzinho

    Ó Daniel,

    Acha mesmo que as rendas foram descongeladas?

    veja este link:

    http://dn.sapo.pt/2008/06/27/opiniao/o_sequestro_senhorios.html

  5. 5 5  L. R.

    Daniel ,porque não falar com o HOMEM DO TUNEL?
    fORÇA!!E JÁ AGORA NÃO SE ESQUEÇA DOS QUE VIVEM EM LISBOA!!!!!

  6. 6 6  Luis Dias

    Mas será que a esquerda não pensa senão em taxar os “pecadores” e dar dinheiro aos “coitadinhos”? Que ideologia tão mesquinha…

  7. 7 7  ovotas

    “”Inconcebível o facto de na principal Avenida da Capital existirem edificios devolutos. O espelho de um País que apenas não figura na lista de Paises “em desenvolvimento” porque foi simpaticamente incluído na UE.”"

    Sem palavras.Mas com umbigo.

  8. 8 8  Daniel Oliveira

    Luís Dias, eu não quero taxar o pecadores, quer taxar, como acontece nessa cidade de esquerdistas (Nova Iorque) quem tendo propriedade dentro de uma cidade não lhe dá o uso necessário tirando daí rendimentos. Trata-se de conciliar o direito à propriedade privada com os direitos da comunidade. Chama-se a isso viver em sociedade.

  9. 9 9  ovotas

    Tanta casa sem país ,tanto país sem casa.

  10. 10 10  Helder

    A maneira mais facil e barata de se correr com inquilinos de rendas baixas , para se deitar o prédio abaixo e fazer por exemplo um hotel , é…deix´lo ruir.

  11. 11 11  Contra-exemplo

    As rendas foram descongeladas? Hmm, deixa ver. A minha tia recebe 10 euros por uma casa com 4 quartos (e gasta bem mais que isso em obras, limpezas, manutenção e impostos). A minha mãe recebe 60 euros por uma casa comercial no centro de uma cidade (concorrência desleal até mais não). Repete-se a história de isso não chegar para os custos. E pronto, na família tenho mais umas quantas pessoas assim. O meu bisavô e o meu avô é que foram estúpidos. Trabalharam toda a vida em Portugal e no estrangeiro, em trabalhos duros e honestos, e conseguiram passar de uma situação de pobreza para uma de relativo bem estar. O meu avô investiu tudo em casas e prédios, abstendo-se de gastar noutras coisas, para poder garantir um futuro digno aos seus descendentes. E agora somos uma família convertida em santa casa da misericórdia.

    Ó Daniel, as rendas foram descongeladas onde? Se a minha mãe quiser fazer obras na casa comercial que tem alugada (tivesse dinheiro para tanto!), como é que ia aguentar pagar uma renda para o inquilino ficar instalado noutro local (que será pelo menos 1500 euros…)?

    Por mim, que os prédios nessas situações ardam e caiam. Sempre se fica com o terreno, que vale bem mais…

  12. 12 12  Fado Alexandrino

    As rendas de casa neste país socialista continuam a ser fortemente geridas pelo Estado.

    Se pegarem em cem inquilinos que habituem as casas há mais de vinte anos, verificarão que noventa por cento pagam rendas mensais inferiores a uma refeição num restaurante médio.
    Donde não resta outra solução para o senhorio do que rezar para que eles morram e que logo a seguir o prédio desabe.

    No caso dos grandes prédios nos grandes sítios a questão é muito mais simples.
    Construir para arrendar ou vender em habitação não tem o retorno que se almeja.
    A solução é fazer escritórios ou hotéis.
    Mas aqui porque a zona é muito nobre e precisa de muitos planos de orientação a Câmara pode demorar uma década a autorizar.

    Aqui está um ponto em que O Grande Paladino podia dar uma ajudinha.

  13. 13 13  Bruno Ferreira

    Como é que o Estado pode querer sequer “taxar” os proprietários de prédios devolutos em estado de abandono ou fora do mercado de oferta imobiliária se o mesmo não promove a recuperação do seu património imobiliário ou se outras pessoas colectivas públicas também não o fazem (exemplo das camaras municipais como a de Lisboa)!!!

  14. 14 14  Bruno Ferreira

    Como pode o Estado querer taxar os mesmos a quem durante décadas impos um Imposto ou um confisco de uso através do RAU que impossibilitava economicamente o senhorio de realizar “obras” e a quem apenas restava aguardar que a vetustez dos seus prédios se transformasse em ruína!!!

  15. 15 15  Gabriel Silva

    Daniel,

    «As rendas tinham de ser descongeladas e foram.»

    era bom era, mas não foram.

  16. 16 16  RFF

    Concordo, mas reconheçamos que essa conciliação não é fácil…. Lisboa é uma cidade em ruínas. Demorará, no mínimo, décadas a recuperar…

  17. 17 17  MigPT

    Algo de estranho se passa!!! Então, segundo DO, os preços das casas em lisboa são “proibitivos” e os burros dos proprietários insistem em ter as casas vazias???? A cabeça pré-formatada de um bloquista só consegue perceber a economia como causa-efeito directo, sem outras condicionantes.
    Já agora,só para relembrar, o caos urbanistico do centro da cidades foi criado pela imposição de restrições admnistrativas ao mercado do arrendamento, que na altura foi muito aplaudido pelos Danieis Oliveiras deste país.

  18. 18 18  Luis

    “quer taxar, como acontece nessa cidade de esquerdistas (Nova Iorque) quem tendo propriedade dentro de uma cidade não lhe dá o uso necessário tirando daí rendimentos. Trata-se de conciliar o direito à propriedade privada com os direitos da comunidade. Chama-se a isso viver em sociedade.”

    Óptimo. Mas não se esqueça de garantir, simultaneamente, como acontece em NY, que um senhorio tenha meios eficazes de garantir que o inquilino paga a renda, e de reaver o imóvel em menos de 3 anos.

  19. 19 19  Fernando Penim Redondo

    Este post do Daniel Oliveira, pessoa que considero inteligente, é demasiado demagógico para ser verdade.

    Nem há “tanta gente sem casa” nem os “preços da compra de casa continuam a ser proibitivos” (Portugal é dos países com maior percentagem de casa própria), nem as “rendas foram descongeladas” (como ainda recentemente foi demonstrado pela Fernanda Câncio no “cinco dias”).

    É difícil dizer tantos disparates, num post curto, sobre um assunto importante que merecia mais seriedade.

    Se o DO quer importar “os melhores exemplos e, nos grandes centros urbanos, taxar fortemente os fogos devolutos”, importe também as leis do arrendamento desses países e, já agora, os níveis de corrupção no licenciamento de novos projectos.

  20. 20 20  Luís Lavoura

    Erro.

    Os prédios estão abandonados por boas razões.

    1) Porque as Câmaras Municipais demoram anos a aprovar novos projetos. Os proprietários querem movimentar os prédios, fazer algo novo com eles, mas os obstáculos burocráticos são enormes e demoram anos (e frequentemente alguma corrupção) a ser removidos.

    2) Poque não é rentável investir em prédios, numa altura em que o mercado está saturado. Já hoje há casas a mais à venda e a arrendar, tal como o Daniel facilmente constatará dando umas voltas por Lisboa ou por qualquer outra cidade (ou mesmo em muitas aldeias e vilas).

    Se o Daniel quer resolver o problema dos prédios devolutos, pode ajudar

    1) Aligeirando os requisitos burocráticos.

    2) Permitindo a demolição de prédios devolutos mesmo quando não haja qualquer projeto para nova construção no seu lugar.

  21. 21 21  António de Almeida

    -Neste caso, tal como a maioria dos prédios devolutos na av da Liberdade, existem projectos de requalificação á espera de aprovação camarária. Porque não fizeram obras no edifício incendiado? Porque aguardam pelo licenciamento, estes e muitos mais. Para além de que o arrendamento não foi actualizado, existem muitas excepções, e os prédios não são rentaveis, nem para alugar nem para vender com os inquilinos lá dentro.

  22. 22 22  Paulo Filipe

    Uma coisa é certa… certas zonas da cidade estão em ruínas, outras totalmente horríveis com a confusão arquitectónica! E não se vê forma de dar a volta à situação! Ainda tinha uma certa confiança no meu amigo Zé Sá Fernandes, mas ele agora anda muito sossegado e caladinho!

  23. 23 23  José Silva

    Há um senhor, chamado Teixeira dos Santos, que se gaba de ter penhorado milhares de reformas, porque os contribuintes não pagaram os seus impostos. Com as coimas adicionadas ao respectivo pagamento do imposto, arranja ele dinheiro para mandar o António Pinto de Sousa para a Corunha para ser operado, mas não paga as deslocações, nem operações aos pobres que vão a Cuba ser operados às cataratas. Relembro as características da lei: Generalidade, Obrigatoriedade e Coacção; o que quer dizer que determinada lei é para aplicar a todos de igual modo, mas não é isso que se verifica, não me vou alongar mais e sim deixar um recado ao velho do restelo, que comparado com o Jaime Silva, deviam levar os dois com a tal designação de incompetentes e ceifar o feno que está a provocar os incêndios no nosso País:
    AO VELHO DO RESTELO
    E se um pobre hoje ousa
    dirigir-se a um hospital
    tratam-no como o Sousa
    não tratam-no muito mal!?
    -
    O António Pinto de Sousa
    irmão de nosso primeiro
    para não ver certa cousa
    levou o pulmão, porreiro!
    -
    com a vida por uma unha
    presa por uma unha negra
    foi António prá Corunha
    cá o pobre tem essa regra?
    -
    Para tratar umas cataratas
    foi minha Tia até Havana
    lá operações são baratas
    faz-se tudo numa semana!?
    -
    Cá dá-se já a prioridade
    segundo a ministra actual
    a tratal essa calamidade
    mas a coisa está a ir mal!?
    -
    Ontem o debate da Saúde
    fez-me a enorme confusão
    eu peço a Deus que ajude
    os pobres de nossa Nação!
    -
    o pobre não tem dinheiro
    ele à pobreza é subjacente
    o tem o irmão de primeiro
    do que lhe paga a gente!?
    -
    Ontem eu fui à farmácia
    levava a minha prima rol
    coitada da prima Inácia
    que paga pelo colesterol?
    -
    E a pobre não s’ aguenta
    ao tratar essa tal gordura
    remédio custou quarenta
    ao doutor pagou, fartura!?
    -
    a pobre já não tem cheta
    quero dizer euro não tem
    tem ainda um mal na teta
    com duzentos vive bem!?
    -
    O fisco fez-lhe a penhora
    pois não pagou o tal IMI
    coitada da pobre senhora
    anda a pedir a mim e a ti?
    -
    e falando na generalidade
    de males de meu cantinho
    não tem essa infelicidade
    o ex- ministro, o Cravinho!?
    -
    O Ronaldo quer a Espanha
    p’ra ter sua doce espanhola
    mas a pobreza é tamanha
    que o povo já pede esmola!?
    -
    Dou o exemplo destes dois
    para não falar dos demais
    que estão bem, que depois
    tratam pobres por animais!?
    -
    E é enorme a disparidade
    desta fossa que é abismal
    vejam como é a sociedade
    deste nosso belo Portugal:
    -
    Sobre crédito mal parado
    sobe tanto endividamento
    que morre pobre, coitado
    sem fazer seu pagamento!?
    -
    E há por aí uns senhores
    que dominam uma ciência
    são das casas de penhores
    que usam a sua clemência!?
    -
    mas há por aí muitos ricos
    qu ‘à Banca devem milhões
    não pagam aos “manjericos”
    das agências e dos balcões!?
    -
    E que se safe quem poder
    ai, nesta nossa democracia
    ganha o quem tem prazer
    goza com o fisco, todavia!?
    -
    Deixo aqui meu conselho
    deixo aqui o meu recado
    o do cabelo branco, velho
    que tire mais um bocado!
    -
    Pisco

  24. 24 24  m&m

    «E porque o Estado continua a não usar todos os mecanismos que a lei lhe oferece para obrigar os proprietários a cumprirem as suas obrigações»

    e com que autoridade moral?
    O estado tb é proprietário, esquece-se disso. Há um imenso património do estado a cair de maduro, e o Daniel quer que os proprietários cumpram as suas obrigações por decreto; tudo bem, mas então as câmaras podiam começar por dar o exemplo nos seus bairros municipais e o estado no seu património histórico…

  25. 25 25  Sem Nome

    Rendas congeladas pelo fascismo e depois pelo socialismo. O resultado é este, todos somos mais pobres e com centros históricos das cidades em decadência.
    É preciso depois uma grande lata vir um socialista falar em taxar fortemente casas devolutas.

  26. 26 26  Maria

    “Por mim, que os prédios nessas situações ardam e caiam. Sempre se fica com o terreno, que vale bem mais…”

    Ca esta.Esta bem de ver que deve ter sido esse o pensamento do dono do predio que ardeu.Claro que se deve ter esquecido dos predios ao lado; ou talvez nao , que isto ds associaçoes ( de ideias ) as vezes ate parece coisa do diabo.E pois; entao fica assim; os senhorios sao todos coitadinhos e “pobezinhos” os inquilinos sao todos uns malandros.Quem pensa assim nao e gago.

  27. 27 27  Luís Lavoura

    Vivo na zona central de Lisboa.

    Perto da minha casa há uma boa data de prédios antigos que foram recuperados e reconstuídos, e também prédios que foram construídos de raiz.

    O que eu constato é que boa parte dos andares desses prédios cotinuam à venda, anos depois da sua conclusão.

    Este e o panorama da atualidade: reconstruir casas no centro de Lisboa não é lucrativo, porque não há mercado que as absorva.

    Mesmo em frente ao meu prédio, estava um outro a ser construído, ao lado de um outro que foi concluído há poucos meses. O prédio que foi concluído está praticamente todo por vender; aquele que estava a ser construído, interromperam a construção, por motivos óbvios - para não estarem a gastar mais dinheiro numa coisa que dificilmente se venderá.

    É neste panorama que o Daniel pretende taxar os prédios devolutos?!

    A solução para os prédios devolutos é simples: deitem-nos abaixo e deixem crescer árvores no seu lugar. Ou então substituam-nos por mini-parques de estacionamento, se para isso houver procura no local (isto é, se houver automobilistas dispostos a pagar para estacionar o carro no local).

    Esta solução simples só não é adoptada porque as Câmaras a proíbem. As Câmaras proíbem a demolição de prédios a não ser que eles estejam em perigo de ruína iminente ou que haja já um projeto aprovado para o local.

    O que as Câmaras deveriam fazer era isso: permitir a demolição dos prédios devolutos. E mais nada. Aliás, deveriam ser as próprias Câmaras a pagar essa demolição.

  28. 28 28  Sotnas

    Que este é um país em que se fala muito e se onde se faz pouco, eu já sei há muito tempo.
    Daí que não seja de estranhar que uma situação herdada do estado novo - o congelamento das rendas - só há poucos anos tenha sido alterada.
    Foram precisas décadas para que alguém tivesse a coragem de alterar, ainda que ao de leve, a situação de congelamento da rendas
    Décadas, durante as quais as nossas cidades, sobretudo os seus centros, se degradaram irremediavelmente.
    O que significa isto?
    Que somos um país onde a inércia/inépcia é que mais ordena.
    Penso não ser preciso dizer mais nada. E entretanto os anos vão passando, todos nós vamos discutindo muito sobre o assunto, e tudo vai continuando pouco mais ou menos na mesma.
    Pois se estamos em Portugal!

  29. 29 29  Pedro Braz Teixeira

    Veja o DN de hoje, p. 2. Dos 16 prédios devolutos na Av. Liberdade 11 têm processos de licenciamento pendentes na CML. É evidente que a culpa de eles permancerem devolutos está na CML, que não há meio de licenciar a reabilitação. Como é possível não criar regimes especiais para prédios na via mais nobre e cara de Lisboa? Fora o resto da cidade…
    Quando aos outros 5 prédios, que a CML nem sabe quem são os proprietários (!!!!) defendo a expropriação e imediata venda a terceiros, que se responsabilizem pela sua reabilitação.

  30. 30 30  Ti Américo

    O Daniel tem cá um piadão!

    Os comunas passaram trinta anos a dizer mal dos proprietários lisboetas para que as rendas tivessem valores irrisórios. Depauperaram os donos ao longo de décadas, não os conseguiram limpar à paulada revolucionária, exigiram o empobrecimento legalmente obrigatório. Agora querem que se comportem como proprietários ricos.

    Esqucem-se pelo meio de que muitos proprietários pagam mais de impostos do que aquilo que recebem de renda. Como podem investir? Se pedem aumento de rendas os deputados do BE e do PCP não aceitam. Se não põem a cidade bonita, o BE e o PCP exigem-no. Possivelmente, com dinheiro imaginário.

    Olhe, meu caro, dou-lhe um conselho. Uma vez que é tão fácil resolver o problema. Vá trabalhar, compre prédios devolutos e arranje-os. Depois venha para aqui escrever sobre a fácil resolução do problema! Entretanto, abandone a cantilena do “se é proprietário, é mau!”

  31. 31 31  Primo de Amarante

    Para ver o nível dos políticos que temos, é interessante ouvir o CDS, aqui:
    http://www.amarante.tv/index_in.html

  32. 32 32  VSC

    Estiveram na televisão os moradores no prédio contíguo ao que ardeu (nº 23).
    Como diz que as rendas já não estão congeladas, pergunte-lhes quanto é que pagam. Tudo o que for acima dos 75 euros por mês eu comprometo-me a entregar a uma instituição de solidariedade.

  33. 33 33  Daniel Oliveira

    VSC, as rendas anteriores a 1990 (e apenas essas) estão congeladas mas podem ser aumentadas caso haja obras, como saberá.

  34. 34 34  Chico da Tasca

    Já agora espero que o iluminado Daniel Oliveira explique como é que senhorios idosos a quem o fascismo, e depois o socialismo, roubou os seus rendimentos durante décadas, vão arranjar dinheiro para recuperar prédios inteiros !

    Ou será que o “socialista” Daniel Oliveira também acha que para além do roubo a que esses senhorios foram sujeitos por fascistas, comunistas e socialistas, à vez, o Estado devbe pura e simplesmente confiscar-lhes as propriedades para as entregar, quam sabe, aos inquilinos ?

  35. 35 35  VSC

    As obras mais ridículas importam num valor tal que, para uma casa arrendada em 1908, 100 anos de rendas, contabilizados juros e corrigidos do valor da desvalorização da moeda, não chegariam para as pagar.
    Conviria, de vez em quando - só de vez em quando - um bocadinho de informação e lisura.
    Aliás, o regime de arrendamento português, próximo do confisco, é caso único em toda a Europa (e talvez no mundo). Lisboa que cai, é a Lisboa que este regime produziu. Vá ali a Madrid ou a Paris ou a Londres ou a NY e veja as diferenças. São a tradução fiel das diferenças das leis do arrendamento.

  36. 36 36  /me

    “as rendas anteriores a 1990 (e apenas essas) estão congeladas mas podem ser aumentadas caso haja obras, como saberá.”

    Daniel, e onde vão os senhorios arranjar dinheiro para essas obras? Descapitalizados e tendo de arranjar (e pagar!) outros locais para os seus inquilinos ficarem durante o período das obras. Quem tem dinheiro para isso? Quem tiver um prédio de uns 5 apartamentos tipo T2 ou T3, cada um alugado de 10 a 20 euros, terá de realojar todos os inquilinos às suas custas?

    O Estado devia era pagar uma indemnização pelo empobrecimento forçado a que obrigou os arrendatários que os compensasse do dinheiro perdido durante anos a fio. Depois permitia que aumentassem as rendas como bem entendessem para que o mercado funcione. DEPOIS viriam as leis a penalizar quem tivesse casas em más condições. Mas claro, não havendo dinheiro no Estado para isso, não há moral para falar nos prédios devolutos ou meio-podres e culpar os arrendatários.

  37. 37 37  Luis

    “VSC, as rendas anteriores a 1990 (e apenas essas) estão congeladas mas podem ser aumentadas caso haja obras, como saberá.”

    Se não for pedir demasiado, talvez o Daniel nos possa explicar como é que um proprietário que recebe uma renda de, digamos 60 euros (sortudo ! há quem tenha rendas de 10 e 15 euros), tem disponibilidade para pagar dezenas de milhar de euros. E admitindo que tenha, qual a renda que resulta do aumento de renda extraordinário. E quantas décadas serão necessárias para o proprietário recuperar esse investimento.

  38. 38 38  Henrique Morais

    A maioria dos posts aqui apresentados tem mostrado uma boa argumentaçao a qual o Daniel ainda nao respondeu. A situaçao das rendas e efectivamente vergonhosa (ler artigo de fernanda cancio), mas é quase sempre pros senhorios. Para o Daniel é fácil. Tem casa na avenida da liberdade, é porque é rico e tem tanto que ate se pode dar ao luxo de nao ganhar dinheiro ao arrendar a casa. Talvez tenha sido uma herança que agora dá mais que prejuizo( é melhor nao falar em heranças, sanao avançamos ja com a lei de acabar com as heranças, umas das preferidas do BE). A questao das rendas, um trunfo da esuqerda revolucionaria, foi talvez um dos maiores responsaveis pelas situaçoes de degradaçao em que vive a grande maioria das cidades portuguesas, muito mais que qualquer autarca incompetente, e se as rendas estao a ser actualizadas, so atingirao os preços justos em 20 anos de onde se pode concluir que mesmo agora qualquer obra por parte do senhorio se torna incomportavel. Mas façamos o que o Daniel diz, vamos taxar quem já tem prejuizo e talvez quem sabe pelo uso capiao os exploradores dos senhorios entregam os imoveis aos pobrezinhos que pagam balurdios pelo aluguer. Habitaçao é um direito…a custa dos outros.

  39. 39 39  Besugo

    Conheço um espanhol de Madrid (uma besta), que possui vários apartamentos que se encontravam há décadas habitados por velhotes reformados.

    Esta “besta” engendrou um plano maquiavélico, que consistia em levar famílias de ciganos a habitarem durante uns meses o apartamento acima do dos velhotes, e a fazerem festa dia e noite, lixo à porta, animais em casa… enfim.

    Ora passado uns meses, os pobres não aguentavam mais e mudavam-se.
    Depois livrava-se dos ciganos de outra forma qualquer…

    Há coisas fantásticas não há? (Não, não há)

  40. 40 40  Paulo Filipe

    Estou farte de ler comentários… acima de tudo de casos isolados, a dizer mal de “A” ou “B”, mas o que é verdade é que Portugal anda podre há largos anos, décadas, séculos… uma pseudo elite que sempre e estará bem na vida! Seja daquelas de ditos pergaminhos, seja a nova vaga de gente que se enche de dinheiro por vezes de uma forma pouco “bonita”, mas que fazer? Um revolução a sério? Uma revolução de mentalidades? Já repararam nas atitudes pouco democráticas da maioria dos nossos políticos?? Oh amigos para democracias destas não tenho paciência!! O que é verdade é que os portugueses já mal conseguem pagar as casas que têm na periferia das grandes cidades, aliás até aí as casas têm preços proibitivos, uma das classes que não ouço protestar é a dos construtores civil, agora ainda por cima quase com mão de obra escrava (passe o exagero), os imigrantes servem para isso mesmo! Para alguns se encherem! Para quando um controle real acerca da qualidade de construção? Vejo a Asea a fechar uns café e alguns restaurantes, alguns merecidamente… mas vivemos todos em casas que deixam muito a desejar! É claro que há muito boa gente que não, são os tais srs. da nossa pseudo elite! Por aqui que fico, porque o assunto tem peno para mangar e teria de ter um blog só para mim, para falar de tudo, caso achasse que valia a pena! Mas não vale, os que sobem um degrau na vida começam a perder a noção… os que sobem vários perdem-na totalmente! A propósito Daniel o que é feito do nosso contestatário Zé? Esse mesmo Daniel, o que está a pactuar com o PS na CML! Será que deixou de haver falhas na CML? Não creio, pobre Lisboa, podre e descaracterizada!!!!

  41. 41 41  pc

    Vejo toda a gente a falar dos senhorios e dos inquilinos, e não vi ainda ninguém a falar especificamente do arrendamento comercial, situação que é, na minha opinião, ainda mais aberrante do que a do arrendamento urbano. Se não, vejamos:
    no caso do arrendamento comercial, não basta que o inquilino morra (e a mulher ou os filhos, eventualmente) para que a casa fique livre; as obras, quando podem ser feitas, importam sempre em custos bem mais elevados, dependendo da natureza comercial do negócio; o desgaste de um estabelecimento comercial, especialmente se fôr de restauração, é sempre muito maior do que o de uma habitação

  42. 42 42  pc

    (desculpem mas por razões que fogem à minha vontade este comentário vai em 2 partes)…

    Faltava-me falar ainda daquela que é a maior aberração de todas: o trespasse. No fundo, o inquilino pode na prática lucrar quase como se fosse vender a casa, sem que na realidade ela lhe pertença.

  43. 43 43  Maria

    “Habitaçao é um direito…a custa dos outros.”

    Tao giro.
    Daria muita vontade de rir senao fosse tao patetico.Estas intervençoes a defender senhorios sao mesmo uma nausea.Nao e preciso estar sempre com a mesma lenga lenga dos senhorios,coitadinhos tao etc e tao mal pagos, que diabo.
    Ja se percebeu ha muito tempo que senhorio tem sempre defesa.Agora se deixarmos a lenga lenga de parte e analisarmos a coisa algumas perguntas sao incontornaveis.Sim senhor , entao os senhorios nao tem dinheiro para pagar obras e portanto deixem-se os predios cair com ou sem pessoas la dentro–ah perdao , mil desculpas senhores proprietarios , inquilinos nao sao pessoas e claro , que coisa esta , eu e a minha maneira de ver as coisa, pois e .
    Entao vamos la , estavamos na das casas a ruir pela faltinha de dinheiro , porque e claro inquilinos sao tidos e havidos por nao pagar rendas nem a tempo e a horas e ainda por cima sao e claro uns desgraçados a quem se da habitaçao por bom coraçao de gente boa , caridosa de bons costumes e isso assim . Esta-se mesmo a ver a caridade.
    Mas se o problema e o dinheiro porque nao pedem apoios para fazerem as tais obras ??

    “Há ajuda financeira ao senhorio que pretenda realizar obras?

    Sim. Legislação especial regula o apoio a conceder ao senhorio que queira reabilitar o seu património.

    (Fonte: Portal da Habitação)”

    Pois e , as coisa nao sao assim tao simples quando se fazem perguntas porque normalmente se obtem respostas , o problema e o de que as respostas parecem nao agradar a todos nao e verdade?

    Entao se existem apoios para que as obras se façam porque e que ninguem fala nisso??
    Porque e que nestes benditos comentarios nao se ve 1 unico a referir os apois para se recuperarem predios degradados?
    Porque este infinito rol de autocomiseraçao e choro enjoativo sobre as rendas que nao chegam para pagar as obras?
    Entao e os inquilinos que se propuseram pagar as obras do seu bolso e a quem nao foi dada permissao para as fazerem??
    Entao e os inquilinos que pagaram aumentos de rendas sem que as obras tivessem sido feitas??
    Nem e preciso ter muita imaginaçao para se chegar la nao e verdade.
    E muito melhor deixar as casitas a cair em cima de velhos mulheres crianças etc e sim receber as rendinhas que uns conbres a mais dao sempre jeito e deix-los a viver nos buracos que mal ou bem sempre vao rendendo, enquanto se espera que morram ou que um acidente os afaste para se puder mudar as fechaduras.Sim senhor , esses e que de facto estao etc e muito mal pagos lol e ainda por cima tem que pagar as rendas de casas abaixo de cao e de preferencia sem protestar, pois entao porque quem protesta e sempre tido por mal educado e ingrato.
    Realmente ja nao ha paciencia para este tipo de gente.

  44. 44 44  Luis

    ““Há ajuda financeira ao senhorio que pretenda realizar obras? Sim. Legislação especial regula o apoio a conceder ao senhorio que queira reabilitar o seu património.”
    Pois e , as coisa nao sao assim tao simples quando se fazem perguntas porque normalmente se obtem respostas , o problema e o de que as respostas parecem nao agradar a todos nao e verdade?”

    Maria, Maria, Maria… já que se deu ao trabalho de ler essa tal legislação, faça o favor de responder , se souber, às seguintes questões (incluindo as que ainda aguardam resposta do Daniel ):

    1) Como é que um proprietário que recebe uma renda de, digamos 60 euros (sortudo ! há quem tenha rendas de 10 e 15 euros), tem disponibilidade para pagar dezenas de milhar de euros ?

    2) Sabe em que consistem os “apoios”? Julga por acaso que o Estado paga as obras aos senhorios ? Knock knock, anybody home?

    3) E admitindo que por mero acaso encontra um proprietário com o capital disponível para reabilitar uma fracção degradada e que ele resolve recorrer aos mecanismos de aumento extraordinário de renda. Sabe quantas décadas serão necessárias para o proprietário recuperar esse investimento?

    P.S- Eu sei as respostas. Sou gerente de uma empresa de administração de condomínios. Já a Maria, claramente não sabe - mas fazia-lhe bem saber, talvez evitasse dizer tantos disparates juntos.

  45. 45 45  Luis

    “Porque e que nestes benditos comentarios nao se ve 1 unico a referir os apois para se recuperarem predios degradados?”

    Porque são uma anedota.

    “Porque este infinito rol de autocomiseraçao e choro enjoativo sobre as rendas que nao chegam para pagar as obras?”

    Porque pessoas como a Maria se esquecem de que obras custam dinheiro. Não são só palavras. Peça a um empreiteiro para lhe ir lá a casa renovar a canalização e a instalação eléctrica e prometa que lhe vai pagando com conversas. Ele faz-lhe as obras, de certeza.

    “Entao e os inquilinos que se propuseram pagar as obras do seu bolso e a quem nao foi dada permissao para as fazerem??”
    Inquilinos assim tão pobres não deviam ter dinheiro para obras..

    “Entao e os inquilinos que pagaram aumentos de rendas sem que as obras tivessem sido feitas??
    Quais aumentos ?

    “E muito melhor deixar as casitas a cair em cima de velhos mulheres crianças etc e sim receber as rendinhas que uns cobres a mais dao sempre jeito e deixa-los a viver nos buracos que mal ou bem sempre vao rendendo”

    Das barbaridades que já escreveu,esta é das piores. Julga que receber uma renda de 60 euros é “render” ? Mas você tem a 4ªclasse?

  46. 46 46  Maria

    “P.S- Eu sei as respostas. Sou gerente de uma empresa de administração de condomínios. Já a Maria, claramente não sabe - mas fazia-lhe bem saber, talvez evitasse dizer tantos disparates juntos.”

    “Porque pessoas como a Maria se esquecem de que obras custam dinheiro. Não são só palavras. Peça a um empreiteiro para lhe ir lá a casa renovar a canalização e a instalação eléctrica e prometa que lhe vai pagando com conversas. Ele faz-lhe as obras, de certeza.”

    Ena pai que reacçao–bom de ver pois claro.

    E assim
    Obras custam dinheiro.Nada de novo por ai ja se sabe.Eu sei o que as que pago me custam e nem por isso estou no negocio, lol .

    Portanto ao sr Luis que esta
    direi apenas que nao admira o seu desconforto , compreendo que esteja preocupdao porque os negocios com casas nao andam bem mas nao culpe os inquilinos que pagam as rendas porque meu caro os senhorios que alugam e que recebem rendas tem que alugar casa condignas o resto e treta e desculpas para obter apenas lucro.
    Querem rentabilizar , façam propostas serias aos inquilinos e proponham rendas e obras de acordo com essas rendas, nao passem a vida a queixar-se de que sao coitadinhos.
    E nao se amofine tanto porque as minhas asneiras –como diz –estao cheias de verdades , para alem disso essa estrategia de menoscabo para levar agua ao moinho comigo e coisa que nao da , porque ha muito que deixei de me intimidar com essas cenas pateticas.Nao e claro que o estado nao paga a totalidade das obras provavelmente concedera apoios de varia ordem se forem procurados e pedidos e demonstradas as razoes dos pedidos, mas para isso tem que se revelar as continhas, por tudo a claro a preto e no branco e isso nao serve a muitos , e bem melhor a sempiterna queixa e balbuceio do quanto sofrem os senhorios em Portugal.
    Acho um piadao quando as pessoas que ja nao tem argumentos recorrem as provocaçoes mais ou menos patetinhas;o que e que voce sabe de mim para se arrogar insinuar que desconheço o que quer que seja.Voce sabe la alguma coisa sobre mim ou sobre as obras que eu pago. Deixe-se disso que e mau debate.E nao se irite tanto porque nem lhe vale a pena.O negocio das casinhas e das obras esta pouco serio e precisa de ser posto na luz independentemente dos interesses a que muitos se habituaram.
    E se nao gosta das barbaridades que eu escrevo paciencia, nao as leia.

  47. 47 47  Luis

    Cara Maria:

    As suas palavras mostram à saciedade que vive num mundo de fantasia.
    Fala de assuntos que claramente desconhece (arrendamento, congelamento de rendas, apoios para recuperação de imóveis, etc.), com uma ligeireza assustadora, baseada em pressupostos ridículos, que não resistem a uma análise superficial ( os senhorios não recorrem aos “apoios” porque são maus e não lhes dá jeito).
    Se soubesse o que são e como funcionam os “apoios”, talvez não os utilizasse como argumento.
    Qualquer pessoa razoável percebe que ninguém se dispõe a investir dezenas de milhares de euros na recuperação de um imóvel (mesmo que parte do investimento venha dos “apoios” ) sem qualquer perspectiva de recuperação do investimento em prazos aceitáveis. Gastar 20000 euros em obras, p.ex, num imóvel com rendas de 70 ou 80 Euros, é impensável. Mesmo recorrendo aos mecanismos de aumento de rendas por via das obras, o prazo de retorno seria de mais de 10 anos - esquecendo perdas financeiras, impostos, despesas correntes (condomínio, p.ex,) etc.
    São contas fáceis de fazer.

    “Querem rentabilizar , façam propostas serias aos inquilinos e proponham rendas e obras de acordo com essas rendas, nao passem a vida a queixar-se de que sao coitadinhos.”

    Propostas sérias? Essa é engraçada. Experimente perguntar a um inquilino com contrato de 1960 quanto está disposto a pagar de renda, para lhe fazerem obras.

    “Voce sabe la alguma coisa sobre mim ou sobre as obras que eu pago. Deixe-se disso que e mau debate.”

    Mas claro que a Maria sabe muita coisa sobre os senhorios. Sabe que eles não fazem obras porque não querem.

    “os negocios com casas nao andam bem mas nao culpe os inquilinos que pagam as rendas porque meu caro os senhorios que alugam e que recebem rendas tem que alugar casa condignas o resto e treta e desculpas para obter apenas lucro.”

    Se um inquilino paga dezenas de euros de renda, que tipo de “casa condigna” pode esperar?

  48. 48 48  Maria

    A saciedade aonde?…

    Muito bem, contratos de 1960.
    Mas tambem se podem juntar as de 1961, etc ate 1990

    Deve reparar que nesse tempo as rendas pagas e recebidas por senhorios nao eram nada baratas.
    Ou sera que quer comparar e entende que em 1960 um inquilino normal deveria pagar 100 contos por mes??
    Ora bem , tendo pois em conta o ano de 1960 e por ai fora; as rendas cobradas davam lucros aos senhorios.
    Agora porque razao os predios se foram apesar disso degradando esse e mais um dos misterios e nem por isso da serra de sintra porque predios a cair ( com rendas pagas e em dia ) ha-os aos molhos e por todo o lado , nao e apenas um mal lisboeta.

    Sobre senhorios ( e inquilinos ) sei aquilo que todos deveriam saber.E nunca misturo o que sei com o que nao sei e quando nao sei nao me pronuncio.
    Por exemplo nao defendo pontos de vista tentando diminuir , insultar ou menoscabar ninguem e assumo sempre o que digo.O sr e os que pretendem defender seja como for o ponto de vista de quem quer ter lucro a todo o custo , falam falam falam das rendas miseraveis , esquecendo que existem rendas a ser pagas e que de miseraveis nao tem nada mas que apesar disso os predios a que se referem estao muitos deles a precisar de obras ha anos , sem que os seus proprietarios se decidam a largar a bagalhoça para cumprir os contratos.

    Quanto aos apoios prestados pelo estado cabe aos interessados investigar, nao a mim , que como ja disse e repito nao estou no comercio.Mas o que nao se pode fazer e generalizar dizendo que todos os senhorios sao vitimas de seus inquilinos, porque tal nao e verdade.Isto nao quer dizer que nao existam maus inquilinos .Pessoas desonestas existem em qualquer ramo ou lugar, mas uma coisa nao justifica a outra nunca.
    Os senhorios tem um negocio.
    Em vez de se desculparem o que tem a fazer e rentabilizar esse negocio.
    Deixar predios a cair , deixar predios degradarem-se prejudicando inquilinos e populaçoes nao e aceitavel.E deveria ser punido por lei e com dureza.Numa coisa lhe dou razao.O estado deveria ter muito mais cuidado com a forma como os proprietarios e arrendatarios conduzem os seus negocios.

    Quanto as restantes aventuras e desventuras de senhorios –Quem nao ser senhorio nao lhe vista a pele.

  49. 49 49  Luis

    Maria :

    1) As rendas de 1960 davam “lucro” porque é assim que é suposto: o senhorio cede temporariamente o gozo de um bem, por um determinado preço, livremente estabelecido entre as partes. A sua alegação de que na altura as rendas não eram nada baratas esquece que, aparentemente, eram justas.

    2) A espiral inflacionista de início da década de 70 até meados de 80, conjugada com o congelamento de rendas desvalorizou as rendas na proporção de mais de 15 para 1.

    3) Ao contrário do que parece pensar, as rendas não foram congeladas só em Lisboa e Porto.

    4) A falácia das rendas “pagas e em dia”… bom, rendas de 60, 70 euros, essas não falham nunca. Tão certo como isso, só a morte. Já das rendas actuais não se pode dizer o mesmo.

    5) Os inquilinos com rendas actuais são sacrificados neste contexto. Porque como bem explicou a Fernanda Câncio, é hoje perfeitamente banal o 3ºesq ter renda de 50 euros, e o 3ºdtº de 500. Nem por isso o senhorio passa a ter “lucro” - na generalidade dos casos que conheço, apenas tem menos prejuízo, ou um lucro marginal. Em muitos casos são essas rendas que permitem a todos beneficiar dos elevadores , da limpeza, electricidade, etc.

    6) Os apoios. Se não sabe, e não lhe compete saber dos apoios, sugiro que não os use como argumento. Para quem os apresentou como a descoberta da pólvora, estamos conversados.

    7) Como é evidente, nem todos os senhorios são vítimas - nem é isso que está em causa. Falo em termos gerais. Conheço um ou outro que não recomendaria a ninguém - o que não invalida que o panorama geral seja negro para os senhorios.

    8) Dizer que os senhorios devem rentabilizar o seu negócio é engraçado. Como as receitas são fixas, sobram os custos para o senhorio controlar.

    9) Depois de décadas de congelamento, o Estado não tem moral para punir senhorios. Nem capacidade para fazer cumprir seja o que for.

    10) Solução ? Mecanismos rápidos e eficazes de mediação de conflitos de arrendamento - o estabelecimento de prazos razoáveis para despejo (3 meses, máximo) diminuiria o risco associado ao arrendamento e permitiria trazer para o mercado dezenas de milhar de fogos, que neste momento estão em pousio pressionando os preços das rendas actuais para baixo e tornando o arrendamento uma alternativa à compra. E a partir daí, com o dinheiro a rodar, tudo o resto será mais fácil.

    P.S - Estou certo de que a solução encontrada será, como sempre, mais uma “lei do arrendamento”, com os resultados de sempre.

  50. 50 50  Maria

    1)

    Exactamente.Ainda bem que concorda porque eu concordo consigo obre o facto de que as rendas sao para dar lucro e que de facto davam.
    Davam o lucro mas nao deram as obras.Portanto se e para continuar o choradinho , antes de mais aguas fica a necessaria pergunta que desde sempre e ate aos dias de hoje ficou e nao duvido ficara sem resposta–Porque a degradaçao constante dos predios cujas rendas deram lucros durante tantos anos?

    2)Dos dourados anos 60 ate a esses tragicos “70 até meados de 80″–decorreram 10 anos em que senhorios tiveram lucros sem que obras tivessem sido levadas a cabo.

    3) Deve ter lido mal o que escrevi.Passo a relembrar:-”predios a cair ( com rendas pagas e em dia ) ha-os aos molhos e por todo o lado , nao e apenas um mal lisboeta.”

    4) Essa da falacia e boa, mas aqui nao serve.Porque nao sao apenas andares de rendas baixas aqueles que estao manifestamente em risco por faltas de obras.Existem imensos casos em que os senhorios estao a receber rendas altas e de que maneira , sem que os inquilinos tenham as obras feitas segundo o que pagam e aquilo a que tem direito, nada de novo , mas o facto de voce saltar os pontos que dizem respeito a essa faltas e bastante demonstrativo da sua linha de pensamento e daquilo que a si interessa.

    5) Tambem li o artigo da Fernanda Cancio e fez-me sorrir .Deve ter sido das proporçoes.

    6 ) Apois.Fui eu quem trouxe o argumento ao debate porque estava tudo muito caladinho a respeito, va la imaginar-se porque.
    Mas ja lhe disse e repito–nao estou no comercio, quem estiver que va saber mais pormenores.

    7 ) Que bom que tenha concordado em que nem todos os senhorios sao vitimas porque eu ja estava aqui a ficar cheiinha de pena ; va la que sempre ha alguns que se safam menos mal que diacho.

    Quanto ao resto.
    Moral Estado Senhorios Inquilinos.
    Ena pai a trabalheira que o diabo vai ter para escolher com quem trabalhar.Mas nao sei porque tenho ca a impressao de nao vao ser os inquilnos os escolhidos.

    A sua soluçao divertiu-me imenso.
    Com que entao despejo em 3 meses.Nao ha duvida de que essa seria a forma ideal para resolver os problemas dos senhorios e uma bela forma de por o dinheiro dos outros (inquilinos) a rodar e de que maneira lool.
    Voce e impagavel.
    Gostei muito percebi em pleno a forma como pensa e os seus desejos mas por agora mais nao obrigada. Passo a outro.
    Inte.

  51. 51 51  Luis

    Maria,

    1, 2 e 3 ) Um prédio com 10 anos é praticamente novo. Em condições normais não precisa de obras - uma “lavagem da cara” se tanto.

    4) Não confunda a) “andares” (fracções) com b) “prédios”. No caso a) com rendas actuais, das 2, 1: ou os inquilinos entraram com as obras por fazer e logo a renda já tem esse facto em conta, ou os senhorios fazem as obras (porque nenhum senhorio admite hoje perder um bom inquilino - de que é exemplo a tendência para não aumentar as rendas…. ). No caso b) , a existência de 2 ou 3 rendas actuais num prédio é insuficiente para gerar receitas para as obras.

    6) Os apoios - usar como argumento algo que não se conhece, e dizer que “estava tudo muito caladinho” é um belo exemplo de falta de argumentos válidos. Se soubesse o que são os apoios e como funcionam, escusava de fazer figuras tristes.

    7) Claro. Todos sabemos que as vítimas são os ex-inquilinos que compraram casas no centro da cidade por 1/3 do valor de mercado - ou que pagam de renda pouco mais do que pagam pela TV Cabo. Ou os que recusaram comprar as casas aos senhorios, porque continuariam com os mesmos direitos, mas mais encargos. Ou os que pedem dinheiro para deixar as casas. Ou os netos que “sempre viveram com a avó” e exigiram a transmissão do contrato de arrendamento. Ou…

    Quanto ao resto: despejos em 3 meses parece-lhe algo estranho? Estranho para mim é ter que esperar por 3 meses de atraso na renda, e depois ter ainda mais 3 meses para resolver o problema. E depois aguardar 3 anitos (com sorte - há quem esteja há 4 anos à espera, e sem fim à vista) para ter o imóvel de volta - sem ter recebido um tostão durante esse período (mas com as despesas sempre certinhas, claro).

    É por essas e por outras que sempre que um inquilino morre a casa fica vazia.

  52. 52 52  Maria

    Luis
    17 Jul 2008 às 12:40

    Maria,

    1, 2 e 3 ) Um prédio com 10 anos é praticamente novo. Em condições
    normais não precisa de obras - uma lavagem da cara& se tanto.

    Luis
    Ah sim.E quem lhe disse que os predios arrendados em 1960 eram
    predios com 10 anos??
    Onde e que essas abençoadas contas contam com as realidades? E depois
    e voce que vem falar de falacia? Os predios arrendados desde 1960 ate
    aos nossos dias sao na sua esmagadora maioria predios construidos
    muitissimo antes e um grande numero ja em estados avançados de
    degradaçao que exigiam bem mais do que uma mera “lavagem de cara ”
    para lhe citar o dito.
    Mas a verdade e que nem a essa operaçao simples a maioria teve
    direito e o estado das cidades esta a vista de quem nao quiser virar
    a cara.

    4) Nao ha confusao alguma, mas apenas sorrisos.
    Andares fracçoes predios ou andares vai dar tudo ao mesmo.Se as
    rendas sao aumentadas, obras tem que ser feitas.

    6) Uma vez que esta bem informado das razoes pelas quais os apoios
    de que ni«uinguem aqui e noutros sitios falou, nao
    funcionam entao descreva o que sabe e nao passe o escrita toda em
    acusaçoes vazias.Existem apoios, estao disponiveis a quem os quiser
    pedir.Evidentemente que se sao apoios para senhorios sao eles que
    terao de os pedir e de prestar as contas necessarias para os obter, e
    assim com todos os pedidos de apoios, so que alguns nao querem
    prestar as tais continhas e optam pelo choradinho e pelas acusaçoes
    torpes contra outros.

    7) Mais falacia e maus argumentos.
    E sim senhor, familiares que vivam com inquilinos que justamente
    honraram os seus compromissos para com os senhorios tem direitos,
    era melhor que nao tivessem, lol mas esse tempo acredite , ja passou e tenho ca uma esperança de que nao volte passem embora todos os
    esforços dos que tiveram privilegios durante tempo demais e que ainda
    nao se habituaram.

    Quanto aos seus argumentos para despejos a 3 meses.
    E assim:-se inquilinos nao pagam rendas os senhorios podem por esses
    processos em tribunal, se se provar ( e e facil ) que os ditos
    inquilinos sao do tipo matreiro, o tribunal despeja-os sem mais
    aquelas.E e justo que asim seja.Agora tambem existem muitos casos de
    pura difamaçao esses nunca chegam ao a tribunal e quando chegam perdem, mas as pessoas que sao difamadas tambem nunca recuperam nem em dinheiro nem em pedidos de desculpas.
    Quanto as casas que ficam vazias quando
    morrem inquilinos deas duas uma; ou e porque nao tem condiçoes e
    ninguem as quer alugar , ou por assim e mais facil deixa-las cair
    patra se fazer negocio.Foi o caso da Av da Liberdade e foi tao obvio
    que ate doi.Fosse esse o unico.

  53. 53 53  VSC

    Cansativo aturar esta Maria.
    Esta discussão, aliás, só é possível em Portugal é uma prova do nosso atraso e miséria. Arrendar um prédio é uma actividade económica como outra qualquer. Vá a Maria dizer ao Belmiro a quanto deve vender os kiwis e onde ficam as caixas. Ou considera que não há propriedade privada sobre imóveis e, nesse caso, avise-nos, que pode haver pessoas para alojar na sua, ou na dos seus pais.
    A questão é que o congelamento de rendas está a provocar a derrocada das nossas cidades e atirou grande parte do país para as mãos dos bancos, criando um problema gravíssimo de endividamento. E quando não pagarem por não poderem, vão para a rua, sem despejo, porque não são inquilinos, mas donos que não cumprem com as suas obrigações. Isto é, o(os) governos portugueses arruinaram o arrendamento, hoje resídual, e puseram a habitação muito longe da sua alçada. Quem manda são as taxas de juro, decididas bem longe de nós.
    Não acha estranho que um pais pobre tenha mais proprietários que os países mais ricos do mundo? Mas é estranho ter de discutir a evidência e gabo a paciência ao Luís.
    Quanto a quem tem dinhiero para investir hoje não o faz em “casas”. Tem-no no banco, aqui ou lá fora (tudo legal) em fundos do mundo inteiro movimenta-o em meia hora e não tem de ouvir marias a dizerem-lhe quanto é que deve ganhar ou perder ao ano.

  54. 54 54  Maria

    VSC
    19 Jul 2008 às 16:16

    “Cansativo aturar esta Maria.
    Esta discussão, aliás, só é possível em Portugal é uma prova do nosso atraso e miséria. Arrendar um prédio é uma actividade económica como outra qualquer. Vá a Maria dizer ao Belmiro a quanto deve vender os kiwis e onde ficam as caixas. Ou considera que não há propriedade privada sobre imóveis e, nesse caso, avise-nos, que pode haver pessoas para alojar na sua, ou na dos seus pais.”

    Pois claro mais uma perola de sabedoria e que claro, teria que vir de um anonimo lol.

    Pois sim entao fica assim.
    Propriedade privada existe e ainda bem , mas as regras tambem e ainda melhor.
    Apesar do seu discurso ser confuso e de misturar kiwis com andares e obras a fazer neles lol a verdade e que os senhorios tem obrigaçoes e por muito que gente como voce se atire malcriadamente de pernas e verbo ao ar a verdade e que algumas regras la vao sendo implantadas apesar dos egoismos e de ditos tao patetas como esse das taxas de juro a serem decidida longe e por gente estranha.
    Como dizia o Lula da silva e bem–” Essa crise foi criada pelos que decidiram ganhar dinheiro sem suor e sem suar.”
    Pois e .Por gente que apenas quer obter o maior lucro possivel sem querer saber dos outros e dos seus direitos.

    Quanto ao resto do seu comentario e mera repetiçao do seu vizinho a quem gaba paciencias e claro as ideias, que devo dizer nao sao nada de especial ou interessante.Mas voce nao traz nada de novo, o que de resto nao me surpreende e e muito menos interessante porque meramente repetitivo.

    Esta discussao e apenas possivel porque existe em Portugal muita gentinha que se irrita imenso quando nao consegue ir longe no discurso e quando se ve posta e causa na sua ignorancia e falta de sensibilidade.Va la nao faça beicinho e viva com o facto de todos terem direito a vida.e a uma casa digna com rendas acessiveis.
    Com ou sem kiwis na cozinha lol.

  55. 55 55  Maria

    Para terminar dedico aos srs luis e vsc anonimo e companhia o seguinte texto que deve satisfaze-los qb.Porque isto e o que acontece quando os escrupulos voam , normalmente para os mesmos sitos para onde voam os dinheiritos.
    Aqui esta .O vosso mundo ideal e resultados:–

    “Decisão de vários bancos lança pânico em antigos operários da empresa Quintas & Quintas, que temem a perda das respectivas habitações

    Os moradores de 32 das 52 casas do chamado “Bairro do Quintas”, na Póvoa de Varzim, foram surpreendidos com um edital do Tribunal de Lisboa, afixado num poste da capela local, dando conta que as suas habitações tinham sido penhoradas, por causa de dívidas à banca da proprietária dos imóveis, a Quintas & Quintas (Q&Q), SGPS. Ontem era perceptível nas conversas dos moradores (antigos trabalhadores da empresa de cordoaria ou seus familiares directos) o medo de perderem as casas e a revolta pela falta de informação da Q&Q para a qual trabalharam, nalguns casos, dezenas de anos”

  56. 56 56  VSC

    Maria não explicou porque motivo Belimiro pode vender os kiwis ao preço que quiser - comer é mais importante do que ter casa - e os proprietários de prédios tenham de fazer política social à sua custa. Mas isso seria para outra ocasião.
    Cabe lembrar que os prédios (mesmo aqueles que são da propriedade de quem lá vive) precisam de obras no mínimo de 8 em 8 anos, por força da lei. Não vejo tais obras. Creio que deveriam as Câmaras e o Governo começar a intimar os donos, com a cominação que a lei prevê. Prédios do ano 2000 deviam ter este ano a sua 1ª pintura, reparações, etc. Eis uma boa política de obras públicas.
    O que tem o anonimato a ver com os argumentos? Altera a substância da questão?
    Ah!, lá em casa há o tal quarto livre? Ou os regulamentos e a limitação à propriedade param à nossa porta?

  57. 57 57  Maria

    VSC
    20 Jul 2008 às 16:56

    “-Maria não explicou porque motivo Belimiro pode vender os kiwis ao preço que quiser “-

    –Nem tenho que explicar, nao fui eu quem trouxe os kiwis a baila foi voce.E claro que e argumento invalido porque neste momento comer kiwis nao deve ser assim grande preocupaçao para a esmagadora mairia das familias portuguesas.
    Ao preço a que esta o panito…Mas vamos la .

    Proprietarios politica social o que?
    Lol. Grande deixa sim senhor , la que voce se esforça esforça mas nao nao, a politica dos proprietarios nao tem nada a ver com isso e nem tem que ter.So tem mesmo que ver com o respeito
    por si proprios e pelos outros o que requer muita maturidadezinha , alguma cultura e sobretudo muito espirito do bom e isso e que anda a falhar um bocado ca pela lusa patria.

    E nao, anonimato nao tem que ver com substratos mas tem muito a ver com coragem e dar a carita , quando se exibem opinioes nunca ficou mal a ninguem–quanto ao quarto livre nao sei do que fala mas porque trouxe o assunto aqui presumo que na sua deve haver lol.

    Quanto as tais obras– 8 em 8 como??
    Voce tem uma coisa boa faz-me rir um pouco;
    se obras fossem feitas neste pais aos predios que estao com andares alugados e a receber renditas todos os meses estariamos todos na verdade muito melhor, mas la nisso de responsabilizar Camaras e governo pelo actual estado da naçao estamos de acordo.E no dia em que as Camaras se tornarem mais responsaveis e corajosas e puserem os proprietarios na devida ordem outro galo cantara e todos o ouviremos.Ate la so andamos ouvindo galos que nem servem para por ovos.

  58. 58 58  Paulo Filipe

    Tebho andado a ler os muitos comentários… mas estão todos doidos???????? Que cambada… vamos lá ver se aparece uma alternativa política em breve ou isto cai tudo de podre!!!!!!!!!!!

  59. 59 59  VSC

    Nao conhece ninguém que tenha comprado casa há 8 anos? Ou há mais e não tenha feito as obras regulamentares? Familia, amigos, não conhece ninguém? Não se trata apenas de senhorios mas proprietários, únicos ou em condomínio.Vc mesma, talvez. Não fez obras? Não gastou umas largas centenas ou milhares de euros? 2000, 3000 , 4000 ou 5000 euros por apartamento nos prédios com menos condóminos? Pinturas, arranjos, para não deixar degradar. É a lei em vigor, o RGEU. Porque não respeitarão a lei? Será má vontade? Ganância? DE que proprietários fala quando fala de proprietários? Ou acha que quem compra hoje um apartamento não é proprietário? De quem pensa que está a falar? Estou a falar dos milhares e milhares de desgraçados que, num país semi falido foram atirados pela demagogia de decénios para o endividamento e encargos de propriedade. É esses que quer ver a fazerem obras? E se não fizerem a Câmara faz e apresenta a conta que, se não for paga dá lugar ao processo de execução, que pode ir até à hasta pública? Proprietários são todos e, como sabe, não pode haver discriminações.
    Terá pensado nisso?

  60. 60 60  Luis

    “52 Maria 17 Jul 2008 às 14:52″

    1,2 e 3) ..porque nos outros casos o seu argumento não faz sentido.

    4) Nos casos em que o senhorio apenas tem 1 ou 2 fracções, não é seguramente por sua causa que as obras não são feitas - nem ele as poderá fazer sozinho. Duuuuuuhhh..

    6) O seu argumento é : os senhorios, esses malvados, têm apoios, a que não recorrem, para fazer obras.
    (Ora, como ninguém gosta de perder dinheiro, o simples facto de os tais apoios não serem utilizados já era capaz de ser um bom sinal de que não são grande coisa. Mas a Maria insiste que sim - e até “sabe” que o problema é a prestação de contas. Não vale a pena explicar-lhe que para fazer obras e beneficiar dos apoios é necessário ter dinheiro para investir, e perspectivas de o rentabilizar.)

    7) Felizmente que há alguns anos que a mama dos netos e sobrinhos acabou - a solução encontrada não foi a perfeita, mas pelo menos acabou-se a chulice. Ainda há para aí muita gente que enriqueceu à conta disso, mas pronto.

    8) “E assim:-se inquilinos nao pagam rendas os senhorios podem por esses processos em tribunal, se se provar ( e e facil ) que os ditos
    inquilinos sao do tipo matreiro, o tribunal despeja-os sem mais aquelas.”
    O seu conhecimento do sistema judicial é admirável. Pena ser ligeiramente (só ligeiramente) incorrecto. Só ao fim de 3 meses de falta de pagamento o senhorio pode pedir o despejo. E claro que é fácil provar a falta de pagamento. E que o tribunal “despeja sem mais aquelas”. É pena que tudo isto, que no seu texto parece tão simples e rápido, demore 3, 4, 5 anos.

    “Quanto as casas que ficam vazias quando
    morrem inquilinos das duas uma; ou e porque nao tem condiçoes e ninguem as quer alugar , ou por assim e mais facil deixa-las cair para se fazer negocio.Foi o caso da Av da Liberdade e foi tao obvio que ate doi.Fosse esse o unico.”

    É tão giro falar do que não se conhece. Sim senhora.

  61. 61 61  Maria

    VSC

    Proprietarios:–
    Estou apenas a referir a relaçao senhorio/ inquilino.Nada mais. Se tiver o cuidado de ler acima verificara que quando fala de proprietarios acrescento –inquilinos–rendas pagas–obras necessarias nao executadas.Quanto a descriminaçoes.Nao deveriam existir e um facto.
    Mas existem.Muitas e em quase todos os lugares .
    Quanto ao desrespeito pela lei sim .
    Existe muito de ma vontade,ainda mais de ganancia e muito de conivencia.
    Por isso se veem tantos predios em pessimo estado e a cair em cima de todos na maior impunidade.

  62. 62 62  Maria

    Luis
    21 Jul 2008 às 11:05

    “52 Maria 17 Jul 2008 às 14:52″

    4-Duuuuuuhhh..
    E um grande argumento.Pois.

    6-Ja se falou nisso .
    Ha senhorios honestos e ha os que nao o sao e assim em todo o lado.Voce quer fazer passar a ideia falsa de todos os senhorios sao magnificos.Nao e verdade.

    7- Filhos e netos tem direitos mas os senhorios tambem , por isso tem o direito de fazer aumentar rendas e so assim os direitos de filhos e netos se podem manter.

    Despejos rendas sem pagamento e etc.
    Pois outravez.Percebo
    Seria tao bom que as pessoas pudessem ser despejadas sem mais aquelas nao era?
    Mas nao pode ser meu caro.Se senhorios tem direitos , inquilinos tambem e sei que doi.
    Temos pena.

    Av da Liberdade e demais predios a cair.
    Nao e preciso saber muito mais , os proprios responsaveis por esse tipo de situaçaos sao os que nos trazem a vista o resultado das suas acçoes.

    Quanto ao que nao se conhece , fique descansado que um dia tudo se conhecera.
    E uma lei da natureza.

  63. 63 63  Maria

    Luis
    21 Jul 2008 às 11:05

    Entao ao que parece esse meu comentario caiu-lhe mal.Pena espero que nao fique mal disposto durante tempo demais.

    “Foi o caso da Av da Liberdade e foi tao obvio que ate doi.Fosse esse o unico.”

    É tão giro falar do que não se conhece. Sim senhora.”

    E porque ja percebi que para si, episodios como os da Av da Liberdade sao desculpaveis e coitadinhos dos proprietarios que sao como esse , acho que nao ha muito mais a dizer senao que pois , esta bem entao ficamos assim.

  64. 64 64  Luis

    Cara Maria, fico sem saber se não percebe
    Português, ou se só finge que não percebe.
    “6-Ja se falou nisso .Ha senhorios honestos e ha os que nao o sao e assim em todo o lado.Voce quer fazer passar a ideia falsa de todos os senhorios sao magnificos.Nao e verdade. ”

    Não se trata de ser magnífico,honesto ou desonesto.
    Trata-se da lei da vida : nenhum senhorio quer perder dinheiro; nenhum senhorio opta por deixar o seu património degradar-se se a reabilitação for vantajosa.

    Estamos conversados.
    Debater por debater, antes com alguém que saiba o que diz.

  65. 65 65  Paulo Filipe

    Há gente honesta e desonesta em todo o lado e como bem sabemos a justiça portuguesa não funciona! Mas uma coisa é certa, se quiserem como se mantêm uma cidade é dar uma saltada a Madrid (não falo em nenhuma portuguesa por causa do problema da escala)… mão podem lá ir e aprender como se faz isso! O problema essencial têm sido os governos e os autarcas de pacotilha que temos tido, para além do facto de Portugal ser um país de mamões! Querem sempre que os deixem à vontade, quando chegam os problema viram-me todos para o Estado! Solução??? Não vejo grande possibilidades porque os pressupostos mantêm-se e ninguém os quer resolver verdadeiramente!

  66. 66 66  Maria

    Luis
    22 Jul 2008 às 10:22

    Cara Maria, fico sem saber se não percebe
    Português, ou se só finge que não percebe.
    “6-Ja se falou nisso .Ha senhorios honestos e ha os que nao o sao e assim em todo o lado.Voce quer fazer passar a ideia falsa de todos os senhorios sao magnificos.Nao e verdade. ”

    Não se trata de ser magnífico,honesto ou desonesto.
    Trata-se da lei da vida : nenhum senhorio quer perder dinheiro; nenhum senhorio opta por deixar o seu património degradar-se se a reabilitação for vantajosa.

    Estamos conversados.
    Debater por debater, antes com alguém que saiba o que diz.

    1–O meu portugues e excelente e custou muitos anos de estudo, portanto as suas duvidas em relaços e esse assunto talvez se prendam a ineficiencias suas.
    6–Leis da vida.Pois ai esta o problema.
    Quando os senhorios optam por deixar degradar os seus predios por acharem que nao lhes da lucros suficientes deixando-os a ruir e ao abandono prejudicando assim os interesses de toods os cidadaos.Nao existe lei da vida que justifique tal comportamento a nao ser a lei da selva e e dissso mesmo que se trata .

    Quanto ao estamos conversados pois entao ,
    isso ja eu lho havia dito acima lol.
    Mas aqui deixo a sua magnifica frase acerca de senhorios honestos;)
    “–nenhum senhorio opta por deixar o seu património degradar-se se a reabilitação for vantajosa.— ”
    Ora ai esta; ainda bem que voce concorda comigo.
    Passe bem.

  67. 67 67  VSC

    A questão não é de honestidade ou desonestidade, mas de um grau inacreditável de entrave à actividade económica, desconhecido no resto do mundo.
    Dá gosto ver Madrid e bem triste fico quando me lembro de Lisboa, mas veja a legislação do arrendamento lá (ou a de qualquer outro país europeu ou do mundo inteiro porque estou convencido que não há igual nem sequer parecido com o desatino daqui…)
    Além da legislação: quem se lembraria de fazer em Madrid o que querem fazer em Lisboa ao Largo do Rato, por exemplo?

  68. 68 68  Paulo Filipe

    VSC eu sei que não é uma questão de honestidade ou não… mas de legislação e de gestão! Porque se houver Leis e elas não forem cumpridas ou verificadas vamos parar ao mesmo, não será? A minha sugestão é essa mesma… aprendam com o que se faz e como se faz lá por fora! Infelizmente não sei exactamente o que se pretende para o largo do Rato, não posso emitir opinião! Mas posso em relação ao túnel das Amoreiras, quanto se gastou com as providências cautelares do actual vereador do BE? Pelos vistos podia-se fazer! Não podem andar a brincar com o nosso dinheiro dessa forma!

  69. 69 69  VSC

    PF: não acompanhei o caso do túnel e não sei quais os motivos invocados. Podiam ser apenas motivos adjectivos, processuais. Aqui não, no Rato, não: é uma questão de substância que envolve desfear ainda mais Lisboa e destruir património existente. Pode até ser legal, formalmente falando, mas não deve ser consentido e a CM tem poderes para impedir.

  70. 70 70  Paulo Filipe

    Entendo, aliás é do mal de que me queixo! “Destruíram” a arquitectura de Lisboa, desde as Avenidas Novas sei lá onde… mas mansões ou casas reconstruídas saiem caras, mais vale fazer um arranha-céus à nossa medida, foleiros, mal enquadrados e enche-los de escravos para encher a barriguinha aos tipos do costume!

  71. 71 71  Corte-Real

    O país onde nasci está pôdre… Tenho uma casa mas minha SÓ NO PAPEL porque como mantenho um inquilino herdado não a posso utilizar… Tirá-lo (a ele e à tribo) de lá para fora custar-me-ia logo mais de meia casa ou vênde-la pelo preço só da casa de banho… Para reaver agora o que legalmente me pertence das duas uma ou o inquilino vai morar definitivamente para o Alto de São João ou a vinda de um terramoto daqueles de 1755 para me resolver o problema… Entretanto uma ida a Fátima na minha visita ao portugal dos pequeninos está programada… É que talvez ajude a solucionar este roubo descarado/legalizado em que os iluminados dos políticos portugueses não tem capacidade e coragem de o fazer… DESCONGELAR A SÉRIO AS RENDAS DE CASA e entregar as casa aos seus respectivos donos.

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