Por Daniel Oliveira

Um tablóide gratuito de 20 páginas e com uma tiragem de 200 mil, com o nome de “Crisi”, foi distribuído a 17 de Setembro em Barcelona. O jornal informa que aquela seria a sua única edição e que fora financiada por “dinheiro roubado aos bancos”. Explicam no artigo principal que a verba necessária para esta iniciativa foi obtida junto de 39 entidades bancárias através de 68 operações de crédito, ascendendo a 492 mil euros. Sem quaisquer avales ou garantias. “Não serão pagos”, juram eles. “Esta é uma demonstração de como a banca promove o endividamento das famílias por cima de qualquer controlo ou de qualquer medida de prevenção de riscos e de sentido comum”.
Crisis aqui
Notícia via A Outra Voz




O negócio dos bancos é então emprestar dinheiro a pessoas que não podem pagá-lo?
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Praticamente ninguém faz ideia de como o dinheiro é criado. Apesar de ser algo essencial na actual sociedade, a sua histórico e o seu valor não fazem parte do currículo escolar.
De onde vem o dinheiro que é criado? É a pergunta que se impõe neste momento!
Nada melhor do que espalhar a palavra, este vídeo explica de uma forma muito simples a origem, a história e o funcionamento do dinheiro:
http://video.google.com/videoplay?docid=-9050474362583451279 (Money as Debt)
Já agora, a ilha de Guernsey (dependência britânica no canal da mancha) mantém um sistema misto deste dinheiro (libras esterlinas) e dinheiro por eles produzidos, mas sem intervenção de bancos, sem dívida e sem juro.
Aliás, até 1971 os EUA utilizaram esse sistema em regime misto.
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Caro Daniel,
Os bancos, os hiper-mercados possuem previsões que lhes falam destes problemas, é triste mas é verdade, na banca os fins justificam os meios.
O exemplo que apresenta é uma treta.
O empréstimo, os empréstimos são concedidos a alguém.
É um supor:
O empréstimo é concedido ao Daniel e ao Pedro (eu) Oliveira somos ambos responsáveis pelo empréstimo.
Não temos casas, carros nem nada no nosso nome… ok.
Os nossos vencimentos serão penhorados 1/3, direitos de autor e tal tudo penhorado, IRS conjunto, penhorado, enfim…
A culpa não é dos bancos.
A culpa é dos filhos dos gasolineiros que se julgam no direito de ser presidentes da república ou das ajudantes de cabeleireiro que vão de férias para cuba ou para a república dominicana (a crédito).
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Deixe-me ver se percebi : os bancos emprestaram o que lhes pediram, sem quaisquer garantias por trás, e
os clientes (os do jornal) fizeram-no, aproveitando-se desse facto, com o intuito de não pagarem.
Quem é que está a roubar quem, alguém é capaz de me explicar ?
É que, até não há muito tempo, os Bancos eram acusados de só emprestarem dinheiro a quem já o tinha.
Isto parece-me um crime de abuso de confiança … por parte dos tipos do jornal, que não dos bancos.
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Daniel,
Tem toda a razão. É vergonhosa a forma como os bancos “impingem” crédito às pessoas. É frequente receber cartões visa em casa, que nunca pedi, e cheques com crédito pré-aprovado.
Há muitas familias endividadas e infelizmente nem é por irem de férias para Cuba, é porque têm que comprar livros para os filhos frequentarem a escola, quando o ensino é obrigatório e o material exigido atinge umas valentes centenas de euros; para comprarem comida no limite ou outros bens essenciais à sobrevivência.
É lamentável!
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Não será que as pessoas já perceberam que o negócio bancário à portuga,tem muito de “casino”? Pois bem ,começam a ir a jogo.
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É um alerta original no fim (?) desta orgia disparatada do “crédito fácil”!
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voces nao vao escrever nada sobre o novo arrastao, a mentira das mafias do tal PCP de setubal?
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E ainda dizem que os bancos são ladrões…
Meninos!
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Espero que a “Cofidis” que anuncia no seu blogue, seja mais responsável a dar empréstimos…, ainda para mais, porque tem uns rapazes todos giros a dar a cara pela TAEG 28,45%, é dificil resistir….
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A moral desta história é não ter moral.
É até possível que o empregado responsável por esta concessão de crédito, ainda por cima bem publicitada, venha a ser punido por negligência, algo em que os brincalhões não pensaram.
Uma amiga minha viaja todos os anos duas vezes sempre a crédito. Por vezes não tem dinheiro para carregar o telemóvel e fica inibida de fazer chamadas mesmo que lhe aconteça qualquer percalço. Não deve ser caso único.
Outro dia na televisão uma senhora queixava-se, reclamava mesmo contra o banco por ter trinta prestações de outros tantos créditos, e sim, tinha mais de cinco anos de idade. Não deve ser caso único.
Uma última palavra para o senhor que descobriu que “A culpa é dos filhos dos gasolineiros que se julgam no direito de ser presidentes da república”.
A quantidade de insignificantes que insultam quem é alguém é maior que a dívida pública.
Este filho estudou, formou-se, doutorou-se e tem obra publicada e pública.
Foi eleito democraticamente mais que uma vez.
É a primeira figura do Estado.
Um bocadinho de educação não faz mal a ninguém.
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É por estas e por outras que um tipo sério que queira
abrir um negócio rentável não pode pois o banco não lhe dá graveto. 492 mil euros não se arranja assim tão facilmente da banca, a estória deve ser menos simples.
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Caro Fado Alexandrino,
Este «post» acaba por ser uma desresponsabilização de quem pede emprestado e uma responsabilização de quem empresta.
A banca tem mecanismos que lhe permitem quase sempre recuperar o incumprimento.
Aquilo que o «post» nos diz é que os bancos emprestam dinheiro sem garantias e não têm maneira de recuperar o dinheiro emprestado, não é bem assim.
A referência ao filho do gasolineiro era irónica, cf. com: http://www.youtube.com/watch?v=FUFAziJN-_8, referia-se a uma democratização do consumo.
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pedro oliveira
20 Set 2008 às 10:28
Muito obrigado.
Não conhecia o vídeo, aliás nunca vejo o programa da doutora Fátima, e assim a sua primeira intervenção parecia ter outro sentido.
Aproveito para, e isto é tirado a ferros, dar os parabéns à intervenção de Daniel Oliveira com a qual concordo a 200%.
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O montante da dívida, 492 mil euros, à primeira vista impressiona. Mas vendo bem, eles referem 68 operações de crédito. Fazendo as contas… dá uma média de €7.000 por crédito. Qualquer crédito Cofidis lá chegaria (isto se fosse em Portugal) e não consta que sejam cuidadosos com as garantias.
Por isso… parece que afinal é tudo bem simples.
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Hummmmmmm Não percebi a marosca! Mas gostei de saber do roubo!
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A ideia post passou-me ao lado.. Uma coisa são as práticas agressivas que a Maria Franco refere, e que devem ser pura e simplesmente proibidas.
Outra coisa, é quando alguém de livre vontade se dirige ao banco para pedir um empréstimo… que é aparentemente o caso do post. Porque raio é que os bancos deveriam ser nossos paizinhos, e verificarem a nossa vida antes de nos venderem um crédito. O que virá a seguir, é preciso provar que sei cozinhar quando compro um forno, provar que falo inglês quando compro uma viagem sem guia?
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