Um tablóide gratuito de 20 páginas e com uma tiragem de 200 mil, com o nome de “Crisi”, foi distribuído a 17 de Setembro em Barcelona. O jornal informa que aquela seria a sua única edição e que fora financiada por “dinheiro roubado aos bancos”. Explicam no artigo principal que a verba necessária para esta iniciativa foi obtida junto de 39 entidades bancárias através de 68 operações de crédito, ascendendo a 492 mil euros. Sem quaisquer avales ou garantias. “Não serão pagos”, juram eles. “Esta é uma demonstração de como a banca promove o endividamento das famílias por cima de qualquer controlo ou de qualquer medida de prevenção de riscos e de sentido comum”.

Crisis aqui
Notícia via A Outra Voz


17 respostas ao post “Tão fácil como isto”  

  1. 1 1  Carlos G. Pinto

    O negócio dos bancos é então emprestar dinheiro a pessoas que não podem pagá-lo?

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  2. 2 2  Nelson Peralta

    Praticamente ninguém faz ideia de como o dinheiro é criado. Apesar de ser algo essencial na actual sociedade, a sua histórico e o seu valor não fazem parte do currículo escolar.

    De onde vem o dinheiro que é criado? É a pergunta que se impõe neste momento!

    Nada melhor do que espalhar a palavra, este vídeo explica de uma forma muito simples a origem, a história e o funcionamento do dinheiro:
    http://video.google.com/videoplay?docid=-9050474362583451279 (Money as Debt)

    Já agora, a ilha de Guernsey (dependência britânica no canal da mancha) mantém um sistema misto deste dinheiro (libras esterlinas) e dinheiro por eles produzidos, mas sem intervenção de bancos, sem dívida e sem juro.

    Aliás, até 1971 os EUA utilizaram esse sistema em regime misto.

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  3. 3 3  pedro oliveira

    Caro Daniel,

    Os bancos, os hiper-mercados possuem previsões que lhes falam destes problemas, é triste mas é verdade, na banca os fins justificam os meios.
    O exemplo que apresenta é uma treta.
    O empréstimo, os empréstimos são concedidos a alguém.
    É um supor:
    O empréstimo é concedido ao Daniel e ao Pedro (eu) Oliveira somos ambos responsáveis pelo empréstimo.
    Não temos casas, carros nem nada no nosso nome… ok.
    Os nossos vencimentos serão penhorados 1/3, direitos de autor e tal tudo penhorado, IRS conjunto, penhorado, enfim…
    A culpa não é dos bancos.
    A culpa é dos filhos dos gasolineiros que se julgam no direito de ser presidentes da república ou das ajudantes de cabeleireiro que vão de férias para cuba ou para a república dominicana (a crédito).

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  4. 4 4  Chico da Tasca

    Deixe-me ver se percebi : os bancos emprestaram o que lhes pediram, sem quaisquer garantias por trás, e
    os clientes (os do jornal) fizeram-no, aproveitando-se desse facto, com o intuito de não pagarem.

    Quem é que está a roubar quem, alguém é capaz de me explicar ?

    É que, até não há muito tempo, os Bancos eram acusados de só emprestarem dinheiro a quem já o tinha.

    Isto parece-me um crime de abuso de confiança … por parte dos tipos do jornal, que não dos bancos.

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  5. 5 5  Maria Franco

    Daniel,

    Tem toda a razão. É vergonhosa a forma como os bancos “impingem” crédito às pessoas. É frequente receber cartões visa em casa, que nunca pedi, e cheques com crédito pré-aprovado.

    Há muitas familias endividadas e infelizmente nem é por irem de férias para Cuba, é porque têm que comprar livros para os filhos frequentarem a escola, quando o ensino é obrigatório e o material exigido atinge umas valentes centenas de euros; para comprarem comida no limite ou outros bens essenciais à sobrevivência.

    É lamentável!

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  6. 6 6  Luis Moreira

    Não será que as pessoas já perceberam que o negócio bancário à portuga,tem muito de “casino”? Pois bem ,começam a ir a jogo.

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  7. 7 7  Nom_de_Guerre

    É um alerta original no fim (?) desta orgia disparatada do “crédito fácil”!

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  8. 8 8  reybas

    voces nao vao escrever nada sobre o novo arrastao, a mentira das mafias do tal PCP de setubal?

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  9. 9 9  Tarzan

    E ainda dizem que os bancos são ladrões…
    Meninos!

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  10. 10 10  Levy

    Espero que a “Cofidis” que anuncia no seu blogue, seja mais responsável a dar empréstimos…, ainda para mais, porque tem uns rapazes todos giros a dar a cara pela TAEG 28,45%, é dificil resistir….

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  11. 11 11  fado alexandrino

    A moral desta história é não ter moral.

    É até possível que o empregado responsável por esta concessão de crédito, ainda por cima bem publicitada, venha a ser punido por negligência, algo em que os brincalhões não pensaram.

    Uma amiga minha viaja todos os anos duas vezes sempre a crédito. Por vezes não tem dinheiro para carregar o telemóvel e fica inibida de fazer chamadas mesmo que lhe aconteça qualquer percalço. Não deve ser caso único.

    Outro dia na televisão uma senhora queixava-se, reclamava mesmo contra o banco por ter trinta prestações de outros tantos créditos, e sim, tinha mais de cinco anos de idade. Não deve ser caso único.

    Uma última palavra para o senhor que descobriu que “A culpa é dos filhos dos gasolineiros que se julgam no direito de ser presidentes da república”.
    A quantidade de insignificantes que insultam quem é alguém é maior que a dívida pública.

    Este filho estudou, formou-se, doutorou-se e tem obra publicada e pública.
    Foi eleito democraticamente mais que uma vez.
    É a primeira figura do Estado.
    Um bocadinho de educação não faz mal a ninguém.

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  12. 12 12  Minhoto

    É por estas e por outras que um tipo sério que queira
    abrir um negócio rentável não pode pois o banco não lhe dá graveto. 492 mil euros não se arranja assim tão facilmente da banca, a estória deve ser menos simples.

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  13. 13 13  pedro oliveira

    Caro Fado Alexandrino,

    Este «post» acaba por ser uma desresponsabilização de quem pede emprestado e uma responsabilização de quem empresta.
    A banca tem mecanismos que lhe permitem quase sempre recuperar o incumprimento.
    Aquilo que o «post» nos diz é que os bancos emprestam dinheiro sem garantias e não têm maneira de recuperar o dinheiro emprestado, não é bem assim.
    A referência ao filho do gasolineiro era irónica, cf. com: http://www.youtube.com/watch?v=FUFAziJN-_8, referia-se a uma democratização do consumo.

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  14. 14 14  fado alexandrino

    pedro oliveira
    20 Set 2008 às 10:28

    Muito obrigado.
    Não conhecia o vídeo, aliás nunca vejo o programa da doutora Fátima, e assim a sua primeira intervenção parecia ter outro sentido.

    Aproveito para, e isto é tirado a ferros, dar os parabéns à intervenção de Daniel Oliveira com a qual concordo a 200%.

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  15. 15 15  Carla Luís

    O montante da dívida, 492 mil euros, à primeira vista impressiona. Mas vendo bem, eles referem 68 operações de crédito. Fazendo as contas… dá uma média de €7.000 por crédito. Qualquer crédito Cofidis lá chegaria (isto se fosse em Portugal) e não consta que sejam cuidadosos com as garantias.
    Por isso… parece que afinal é tudo bem simples.

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  16. 16 16  De Puta Madre

    Hummmmmmm Não percebi a marosca! Mas gostei de saber do roubo!

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  17. 17 17  miguel

    A ideia post passou-me ao lado.. Uma coisa são as práticas agressivas que a Maria Franco refere, e que devem ser pura e simplesmente proibidas.
    Outra coisa, é quando alguém de livre vontade se dirige ao banco para pedir um empréstimo… que é aparentemente o caso do post. Porque raio é que os bancos deveriam ser nossos paizinhos, e verificarem a nossa vida antes de nos venderem um crédito. O que virá a seguir, é preciso provar que sei cozinhar quando compro um forno, provar que falo inglês quando compro uma viagem sem guia?

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