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O estado de Nova Orleães, um ano depois da tragédia, mostra-nos para onde nos leva o Estado mínimo num dpaís do Primeiro Mundo. Os números, um ano depois:

- 200 mil pessoas não conseguiram voltar para casa.
- Mais de 100 mil proprietários da Louisiana ainda esperam pela assistência do programa Community Development Block Grant.
- As rendas de casa aumentaram 39%.
- A Câmara diz que a cidade tem metade do tamanho de antes do Katrina – cerca de 225.000 pessoas. Os Correios dizem que apenas 170.000 pessoas voltaram para a cidade e 400.000 não regressaram à área metropolitana.
- O sistema de distribuição de água local tem que bombear mais de 130 milhões de galões de água para que 50 milhões cheguem às pessoas. O resto perde-se.
- Apenas metade das casas de Nova Orleães tem electricidade.
- A Entergy New Orleans está falida e pede um aumento de tarifas de 25% enquanto a sua empresa-mãe, a Entergy Corporation, anunciou lucros de 282 milhões de dólares no ano passado.
- Metade dos hospitais ainda está fechada.
- Dos 630 mil trabalhadores na área metropolitana de Nova Orleães restam pouco mais de 400 mil.
- Um em quatro dos trabalhadores deslocados ainda está desempregado.
- O sistema público de transportes emprega hoje metade dos trabalhadores.
- 56 mil estudantes estavam matriculados em mais de 100 escolas públicas de Nova Orleães. Para este ano académico as estimativas variam de 22 mil a 34 mil.
(ver mais em justiceforneworleans.org)

Na reacção à catástrofe e, sobretudo, no processo de reconstrução e apoio às vítimas, a Administração Bush (independentemente das responsabilidades do poder estadual) mostrou-se tão incompetente como sempre. Mas o problema é mais profundo: a organização política, social e económica dos Estados Unidos deixa os pobres entregues a si mesmos.


Sem respostas ao post “The american way”  

  1. 1 1  Harpad

    Triste imagem dão as democracias ocidentais quando fundos quase ilimitados são disponibilizados para que se façam guerras enquanto os seus próprios cidadãos são simplesmente abandonados. Mais triste é quando as guerras são justificadas com mentiras em nome da segurança dos mesmos cidadãos que tudo perderam num furacão e nenhuma ajuda do estado que sustentam recebem.

    Podemos perguntar qual é, afinal, o objectivo de uma sociedade capitalista e para que serve uma democracia quando o som das armas e da respectiva indústria se sobrepõe à voz dos cidadãos.

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  2. 2 2  AAA

    Qual Estado mínimo?

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  3. 3 3  fcr

    O estado é que tem culpa do furacao ter acontecido e, como tal, deve ser responsavel por reparar todos os estragos. As pessoas tem direito a ser felizes. E os pobres precisam de um pastor.

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  4. 4 4  zero

    abre com um juízo de valor orientador de quem vai iniciar a leitura. cita a partir de um texto que é, ele mesmo, um subproduto e ‘biased’. foca-se no que falta fazer sem nunca aludir ao que já foi feito. fecha com juízos de valor que o articulado enunciado fica longe de induzir, muito menos demonstrar.

    já sei … é sofisticação intelectual

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  5. 5 5  Sofocleto

    Katrina – incompetência ou genocídio deliberado?

    AQUI

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  6. 6 6  manuel maria

    são mesmo eficientes, não são? povo organzizado este, que pretende ser polícia do mundo!

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  7. 7 7  David

    O Daniel é muito previsivel. Já tinha pensado que iriam falar desse furacão até à exaustão. E porquê? Porque assim podem fazer o vosso passatempo favorito: dizer mal dos estados unidos. Ou seja, aproveitam uma catastrofe para fazer política. Nesse aspecto são são hipocritas como o Bush e companhia. Pq é q o Daniel não foi investigar como vivem as pessoas vitimas do terramoto de Istambul? Ou como é q o Irão tratou do terramoto de Bam? O Daniel esta-se nas tintas para as vitimas de tais coisas. Só escreve uma linha sobre alguma coisa, se essa coisa for algo q se possa criticar politicamente…

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  8. 8 8  Anónimo

    O Daniel é muito previsivel. Já tinha pensado que iriam falar desse furacão até à exaustão. E porquê? Porque assim podem fazer o vosso passatempo favorito: dizer mal dos estados unidos. Ou seja, aproveitam uma catastrofe para fazer política. Nesse aspecto são são hipocritas como o Bush e companhia. Pq é q o Daniel não foi investigar como vivem as pessoas vitimas do terramoto de Istambul? Ou como é q o Irão tratou do terramoto de Bam? O Daniel esta-se nas tintas para as vitimas de tais coisas. Só escreve uma linha sobre alguma coisa, se essa coisa for algo q se possa criticar politicamente…

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  9. 9 9  Joca

    Infelizmente é o modelo que se pretende implantar aqui. Nisso estão de acordo Sócrates, Mendes, Castro (o Ribeiro) e os 6% da população portuguesa que tem (quase) tudo na mão.

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  10. 10 10  JM

    Caro Daniel Oliveira

    Gosto de “navegar na blogosfera” e por vezes dou uma espreitadela no seu blog.

    Ler os seus posts, bem como os seus artigos no Expresso, tem-me despertado algumas dúvidas que gostaria de lhe colocar.

    1. Porque motivo se preocupa com tanta frequência com os EUA (de forma obsessiva, diria) e tantas vezes escreve sobre este país, e sempre de forma crítica?

    Pelo que escreve, parece ser um país onde se vive pessimamente – então porque motivo tantas pessoas tentam imigrar para lá?

    Um país de analfabetos sem cultura – então como são o maior produtor de ciência do mundo? (sem a internet e o PC, inventados nos EUA, não lhe poderia estar a escrever esta mensagem).

    Será mesmo um país sem virtudes e cheio de vícios?

    Certamente que os EUA têm defeitos (que nação ou sistema não os tem?).

    Mas serão esses defeitos tão relevantes que justifique que se concentre permantemente sobre ele, nunca sequer referindo as (muitas) virtudes, ignorando outros países como China, Coreia do Norte, Vietname, Paquistão, Brasil, Nigéria, Cuba?

    Esquecendo a sua opinião sobre a política externa dos EUA, pergunto-lhe, viver-se-á melhor nestes países? Serão eles melhores exemplos de sistemas económicos e sociais?

    Lembro-lhe que, a poucos kms, está Cuba, um país de onde os seus habitante não têm direito de sair. No entanto, arriscando a própria vida, muitos tentam fugir para os EUA. Que eu tenha conhecimento, nenhum americano arriscou a tentar entrar ilegalmente em Cuba e viver lá.

    Acha que si vive melhor em Cuba do que nos EUA? (não me diga que é o embargo dos EUA que justifica a pobreza…) Então, porque não um post a falar sobre a pobreza e miséria em Cuba, a falta de democracia e de liberdade de imprensa?

    2. Sei ser simpatizante / apoiante do Bloco de Esquerda.

    Pelo discurso dos membros e apoiantes do partido, já percebi o que contestam – EUA (em tudo), capitalismo, globalização, Israel, …

    Mas tirando “bandeiras” pontuais e desgarradas (liberlização das drogas leves, aborto, casamento de homossexuais), nunca percebi qual a doutrina / ideologia e sistema económico que defendem.

    Comunismo “a la” União Soviética? Revolução Social armada (“a la” PSR)?

    Qual o sistema económico e social que o BE defende afinal? Ou é apenas um partido do contra?

    3. Enquanto Bloquista, presumo que defenda a os direitos dos homossexuais, a igualdade entre homens e mulheres e a liberdade religiosa.

    Porque nunca li nenhuma coluna a criticar de forma aberta e clara o que se passa em muitos países muçulmanos, nomeadamente a execução de homossexuais, a execução de crimes de apostasia, a relegação da mulher a um estatuto de inferioridade de facto em relação ao homem?

    Será a menor ignorância dos americanos relativamente à teoria da evolução um facto mais digno de realce do que estes crimes que se cometem de forma sistemática em muitos países muçulmanos? Ou será que acha que o relativismo cultural nos deve proibir de lutar pelos direitos das centenas de milhões de mulheres inferiorizadas no mundo muçulmano?

    Será a subjugação das mulheres condenável quando feita por ocidentais, mas aceitável (irrelevante?) quando feita por outras culturas?

    4- Vi que dedicou bastante “tempo de antena” à recente guerra no Líbano.

    Contas muito por alto, esta guerra nem representou 0,1% das mortes em guerras nos últimos 5 anos.

    Se dedicou tanta atenção a esta guerra por motivos humanitários, então porque não escreveu 1000 vezes mais posts sobre a Chechénia, Somália e Sudão, onde morrem muito mais seres humanos?

    Ou a atenção que dedicou a este assunto está relacionada com os mesmos motivos (ideológicos?) do ponto 1 – isto é, são mais relevantes as mortes causadas pelos EUA ou aliados do que as causadas por outros povos, o que explica também o seu extremo interesse na guerra do Iraque?

    Talvez considere impertinente que lhe coloque estas questões. De qualquer forma, como “perguntar não ofende”, decidi colocá-las.

    Fico muito curioso a aguardar pelas suas respostas.

    Melhores cumprimentos

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  11. 11 11  Miguel

    Caro Daniel, Penso que sobre os States, o caro blogger sabe o que vê nas séries televisivas. Antes do governo federal existe uma coisa chamada governo estadual, que tem toda a responsabilidade sobre a gestão do seu estado.
    Por acaso o senhor sabia que a intervenção do estado federal só se pode fazer após o pedido de estado de emergência? Como o governo do louisianna é democrático e orgulhosamente anti-bush disse que não precisava do apoio do governo federal, que o Louisianna sabia tratar de si. Foi o governador do louisianna que não procedeu a uma evacuação eficaz da cidade, que ignorou os dados chegados do NOAA, etc e agora é o governo estadual e o mayor, que não procederam a uma recuperação eficaz da cidade. Mas aqui na europa, como não percebem nada, metem os pés pelas mão e atiram aonde mais lhes convém.

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  12. 12 12  Anónimo

    O Daniel é muito previsivel. Já tinha pensado que iriam falar desse furacão até à exaustão. E porquê? Porque assim podem fazer o vosso passatempo favorito: dizer mal dos estados unidos. Ou seja, aproveitam uma catastrofe para fazer política. Nesse aspecto são são hipocritas como o Bush e companhia. Pq é q o Daniel não foi investigar como vivem as pessoas vitimas do terramoto de Istambul? Ou como é q o Irão tratou do terramoto de Bam? O Daniel esta-se nas tintas para as vitimas de tais coisas. Só escreve uma linha sobre alguma coisa, se essa coisa for algo q se possa criticar politicamente…

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  13. 13 13  a.pacheco

    Caro JM, a única resposta possivel ás suas perguntas é esta.

    USA são a policia do Mundo, todas as suas acções se refletem nos povos do mundo, as suas guerras de agressão e pilhagem, acabam por se reflectir na economia mundial, e por tabela no nosso bolso.

    Por isso é obrigação de TODOS OS DEMOCRATAS, e todos os homens de espirito livre, denunciar os desmandos das administrações americanas e dos seus cãezinhos de estimação….

    Eu percebo que para muitos defensores do imperialismo americano, isto incomoda, mas o que quer, cada um é livre de arranjar os seus farois, mas depois tem de arrostar com as consequências, mesmo que como neste caso, seja só a critica contundente do Daniel.

    Eu dou por mim muitas vezes a saber aquilo que não quero, e a ter muitas dúvidas sobre os caminhos mais justos e correctos a seguir.

    Infelizmente os apoiantes do imperialismo americano de tão cegos, são incapazes de se demarcar , mesmo quando as atitudes mais rapaces, e mais vergonhosas são postas em pratica ,como agora contra os civis libaneses.

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  14. 14 14  JH

    Daniel, comete um erro de palmatória. Falar de Nova Orleães não é o mesmo que falar dos EUA. Nova Orleães é precisamente, e ao contrario do que escreveu, o exemplo do estado máximo.

    “Yes, this is about a failure of government, all right. It’s about the failure of big government and the welfare state and the whole philosophy behind them. It is about the vital necessity to move away from government handouts and toward personal responsibility and private initiative. Hurricane Katrina demonstrated that the moral difference between self-reliance and dependence on government is ultimately the difference between life and death.”

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  15. 15 15  JH

    JM,

    Muitos parabens pela forma como colocou as suas questões. Também eu gostaria muito de ler uma resposta séria do Daniel Oliveira. Temo que nos teremos que contentar com aquele discurso triste da a.pacheco…

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  16. 16 16  a.pacheco

    JH ou JM não sei se serão o mesmo…..

    Discurso ……triste…..

    Bom a realidade é bem negra,mas como tristeza não pagam dividas, temos sempre as anedotas, do Blair, do Bush e agora do Olmert , quanto mais não seja,para nos provocarem um riso….amarelo….

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