31 respostas ao post “Todos os ditadores precisam dos seus bufos”  

  1. 1 1  eppursimouve

    Eh pá, ó Daniel, já não há pachorra para ouvir falar mais do Irão. Ok, pronto, foi engraçado. Mas não houve fraude, paciência. E se olhássemos para verdadeiras lutas pela liberdade que estão a acontecer por esse mundo fora? Afeganistão, Palestina. Aí sim, há pessoas oprimidas, sem liberdade e sem terra. No Irão é uma birra de miúdos ocidentalizados que não aceitam o voto da maioria e são galvanizados pelas más intenções do Reino Unido e pelos EUA. Respeite-se a democracia e voto da maioria.

    Estranho-te, pá. Quando se passou o que se passou na Grécia, tu até lhes chamaste de deliquentes e criminosos. Qual é a diferença?

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    Daniel Oliveira Reply:

    eppursimouve, desculpe aborrecer o senhor. Como o Irão não pode fechar o meu blogue, continuarei. Como continuei, todos os dias, dia após dia, quando foram os bombardeamentos de Gaza (não vai seguramente mandar-me prestar a atenção à Palestina). E o senhor, depois de chamar “birra de miúdos ocidentalizados” à luta dos iranianos que se está a pagar com vidas mostra bem quem é o miúdo aqui. Que raio de autoridade espera ter o senhor para falar da liberdade dos palestinianos – da qual tenho falado até à exaustão – quando, se lhe dá jeito, a luta pela liberdade de um outro povo o deixa de interessar?

    Para que fique claro: vou escrever sobre o Irão, todos os dias, enquanto houver um iraniano nas ruas. Todos os dias. Se não gosta, é melhor nem vir cá. Se simpatiza com o regime de extrema-direita que domina o Irão, nada tem a ver comigo politicamente. Sou de esquerda, sabia?

    Quanto à Grécia, está a ver a diferença entre viver numa democracia, onde se pode falar, protestar, votar, exprimir, discordar, e num país onde se paga com a vida cada um desses gestos, onde cada acto quotidiano é reprimido, onde o voto não vale nada? Se não está, não lhe posso explicar.

  2. 2 2  eppursimouve

    Daniel,

    Ambos somos de esquerda. E assumo-me de esquerda radical, ou exterma esquerda num momento em que parece que fica mal alguém assumir-se como tal.

    A diferença é que eu não tenho, como você também não tem, qualquer indício que seja (já nem falo em provas) que sustentem a teoria da fraude eleitoral.

    Até ao dia das eleições todos (sublinho o todos) os artigos que líamos e víamos davam a vitória a Ahmadinejad. Ora, o que aconteceu a seguir às eleições? Uma magnífica e abrangente ofensiva de propaganda de forma a levar as pessoas daquele país, sobretudo os mais jovens, mais influenciáveis e mais ocidentalizados, a pensar que de facto houve fraude, quando o mais provável é até nem ter havido.

    E isso é que está mal. Em democracia, temos que aceitar o resultado e o pensamento da maioria do povo. Se calhar é por isso que temos Sócrates e Berlusconis…

    Quanto ao governo de extrema direita no Irão – tenho profundas dúvidas que se possa atribuir tal designação do ponto de vista idedológico. Se por partilhar das mesmas idéias (a meu ver erradas) contra os judeus e a própria existência do Estado de Israel, com o pensamento de extrema-direira, pode o Irão e o seu governo ser considerado de extrema-direita? Não creio, Daniel. Mas essa é a única aproximação – vá lá – ideológica e surge por diferentes motivos, como saberá certamente melhor do que eu.

    Sou um miúdo, claro. Sou muito mais novo do que você. E sempre votei Bloco, porque acredito e apesar de algumas situações menos felizes, continuo a acreditar nas suas ideias e sobretudo numa forma de estar diferente na política.

    Mas há limites para tudo. E o Irão é uma causa em que eu não me revejo porque acima de tudo acredito na Democracia. E enquanto ninguém conseguir apresentar argumentos que me façam duvidar da legalidade destas eleições, não contem comigo. Continuarei a lutar e chamar a atenção para atropelos bem mais gravosos à liberdade do que uma suposta fraude eleitoral.

    Quando, aind por cima, se Ahmadinejad é de extrema direita, então Mousavi é o quê? Defende exactamente tudo o que Ahmadinejad defende, com especial destaque para o malfadado programa nuclear.

    Com o devido respeito.

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  3. 3 3  EstouFartaDisto

    Tenho por hábito ler a página do Arrastão. Nestas incursões já li muita coisa que achei verdadeiramente absurda. Mas, enfim, cada um tem direito a expressar a sua opnião.

    Por incrível que esta ideia possa parecer até o Sr. eppursimouve. Contudo, parece-me que referir-se ao Irão como uma Democracia, ou é uma piada de mau gosto ou a mais crassa das ignorâncias.
    Assim, aconselho vivamente o Sr. eppursimouve antes de escrever o que quer que seja a procurar num dicionário a diferença entre democracia e ditatura, passando uma rápida revisão dos seus conhecimentos geopolíticos.

    Num ponto, contudo, eu também estou de acordo com o Sr. eppursimouve mas parece-me ser por razões antagónicas. Também eu estou farta de ouvir falar no Irão, na Palestina, na Coreia do Norte, na Birmânia e infelizmente noutros tantos cantos do mundo onde não são respeitadas as principais liberdades dos seus cidadões.

    Já agora, gostava de saber quais são as verdadeiras lutas pela liberdade que o Sr. eppursimouve fala.

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  4. 4 4  Cláudio Tereso

    “O órgão conservador que controla as eleições reconheceu a existência de problemas em larga escala, mas o regime continuou a reprimir as manifestações dos oposicionistas”

    no DN de hoje

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  5. 5 5  Cláudio Tereso

    Daniel,

    Não percebo essa tua obsessão em explicar que o regime é de extrema-direita. O que é que isso interessa?
    Quando um governo chega a tamanho grau de estupidez, cataloga-lo de esquerda ou direita só serve para “partirizar” as opiniões das pessoas, algo que não devia acontecer em problemas desta gravidade.

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  6. 6 6  Cláudio Tereso

    Sobre a democracia no Irão:
    Há algumas semanas para tentar esclarecer este assunto tentei entrar em contacto com bloggers iranianos para saber a posição deles.

    Só recebi a resposta de um/uma, que neste momento está nos EUA, do blog http://viewfromiran.blogspot.com/

    Respondeu-me assim:

    “Iran is not a dictatorship because it is not run by any one person or group. Despite all of its draw backs and problems and abuses, Iran does have a constitution and an evolving legal system.

    It is more like a government of competing groups of oppressors. Is there a name for this type of government? Not sure. I would not call Iran a democracy just because it holds elections. A democracy needs independent civil institutions and a free press in order to thrive. Iran does not have many independent civil institutions and does not have a free press. In Iran, they joke that “we have free speech. We just do not have freedom after speech.” That’s the case.”

    “Iran has a private press, but it is censored and harassed by the powers that be. People generally won’t have problems speaking their minds as long as they do not organize. So you can be on the street talking trash about the system as long as you are only talking to friends or to the butcher or the taxi driver and not trying to organize an opposition movement. There are topics that are off limits such as the Supreme Leader, who is now Khamenei.

    If you are being watched by the Intelligence services, you could find yourself in a world of trouble for anything at all: your email, a satellite dish, alcohol. It just depends on how threatened the regime is by you.”

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  7. 7 7  eppursimouve

    Estou Farta Disto,

    O Irão é uma democracia com as suas limitações como naturalmente todos os países democratas as terão. Antes de me aconselhar o dicionário, sugiro que tente aprofundar os seus conhecimentos sobre o Irão e sobre a sua sociedade. A realidade no país é bastante melhor do que a mentalidade ocidental está habituada a pensar.

    Palestina, Birmânia, Coreia do Norte, Afeganistão, (onde a população vive amordaçada por um regime talibã castrador dos mais elementares direitos), Sudão e em todos os países e lugares onde os direitos da mulher ou de qualquer outro grupo minoritário não são reconhecidos ou respeitados.

    São esses os alvos da minha luta.

    Não é o Irão, só porque alguém decidir propalar a teoria da fraude eleitoral, que merece a minha maior preocupação.

    A fraude não está provada nem sequer há indícios suficientes para se pôr em causa uma eleição e muito menos para um candidato, o perdedor, lançar as gentes para um confronto que infelizmente tem tido o resultado que todos podemos assistir.

    Quanto ao sr Claudio Tereso,

    As suas fontes são manifestamente insuficientes e pouco credíveis.

    Com o devido respeito.

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  8. 8 8  Manuel Monteiro

    1. Reafirmo aqui que estou do lado das lutas populares contra a opressão no Irão e em qualquer parte do mundo.
    2. Não me parece que a fraude eleitoral seja tal que possa impedir a vitória do actual presidente.
    3. O candidato derrotado não passa de um facínora fundamentalista que, enquanto foi primeiro ministro, seguiu uma política repressiva e nunca levantou a voz contra as barbariades do regime teocrático de que era um defensor acérrimo.
    4. O ocidente capitalista pouco lhe interesse os problemas do povo iraniano. O que querem é ganhar espaço estratégico e explorar o petróleo. E já encontrou o seu Sadan.
    5. É uma pena que os defensores da democracia burguesa, entre as quais o Daniel é um paladino fervoroso, não recorram a uma fonte que mais autoridade tem, pois que luta no terreno contra a opressão do capitalismo iraniano e tem milhares de militantes na prisão: O Partido Comunista do Irão.
    6. Por defender a liberdade em todas as partes do mundo, não me posso esquecer da agressão psicológica, e não só, que os operários da AutoEuropa estão a sofrer, só porque tomaram uma decisão que não agrada ao capital e aos seus defensores (Tantos abutres a querer sugar o suor de quem trabalha…). Sei que me vão dizer que não pode ser comparável o que se passa no Irão com a situação na fábrica da AE. E eu não estou a comparar. Estou só a chamar a atenção daqueles paladinos da liberdade na terra dos outros, mas que aqui assobiam para o lado quando a opressão bate à porta, como é o caso do Daniel Oliveira.

    Manuel Monteiro

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  9. 9 9  Cláudio Tereso

    @ eppursimouve :

    Referes-te ao artigo do DN? Segundo o DN é o proprio “conselho dos guardiães” que reconhecem irregularidades : “Os Guardiães confirmaram em parte essas irregularidades ao admitirem segunda-feira que em pelo menos 50 por cento das cidades do país houve mais votos do que eleitores recenseados.”

    ou referes-te à opinião d@ moç@ do blogue viewfromiran? Obviamente que a opinião de uma pessoa (que nem sequer conhecemos) explica a realidade de um país. Só a coloquei aqui porque a achei interessante e, na minha opinião, digna de alguma credibilidade.

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  10. 10 10  CausasPerdidas

    O que demonstra que não basta haver eleições para existir Democracia.
    Não acredito nos dirigentes iranianos, mesmo que sufragados por eleições com a chancela democrática ocidental, dos mesmos países que se viraram contra a ditadura iraquiana fazendo recurso à mentira.
    “Não há almoços grátis”, democracia muito menos.
    A democracia é o “poder do povo” ou não é democracia. Não o poder de persusão dos media, como em Itália. Falamos de democracia em Itália, e já agora na Madeira?
    Mesmo que que os resultados fossem “justos”, apoiaria a luta dos jovens “desordeiros” iranianos que se querem libertar do Estado teocrático, assim como apoiei os jovens “desordeiros” gregos contra a violência policial e o Estado que os condena ao desemprego e ao ensino mercantilizado.
    Pois, a Revolução só foi gira em 1968, com muito “flower power” e “rock & roll”. Revoluções destas põe o capitalismo à venda nos hipermercados.

    É por isso que há uma revolução nas ruas e nos campos da América Latina e só conseguem distinguir no meio do turbilhão as patacoadas populistas do Hugo Chávez.
    Já não é a Revolução, os revolucionários, acidentais ou não, também já não são o que eram…

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  11. 11 11  bico de lacre

    Manuel Monteiro, o que se passa na AutoEuropa é apenas mais uma batalha,na guerra entre o PCP e o BE pela posse da CGTP.
    Vamos esperar a bem dos que lá trabalham, que não haja muitos danos colaterais.

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  12. 12 12  eppursimouve

    Bons comentários de Manuel Monteiro e Causas Perdidas.

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    Daniel Oliveira Reply:

    eppursimouve, têm de explicar a vossa posição ao Partido Comunista do Irão. Os gajos estão baralhados e apoiam os protestos.

  13. 13 13  fado alexandrino

    Se simpatiza com o regime de extrema-direita que domina o Irão

    Meu Deus, um activista social-democrata de Lisboa descobre que após o derrube do Xá, o Irão voltou às origens.

    Mas afinal para que é que o Bush queria ir bombardear estes amigos.
    Não é verdade que toda a gente sabe que o Bush era de extrema-direita.
    E os israelitas, será que se estão a entender em segredo?

    Após a revelação de que o BE apoia o TGV esta é a maior notícia do ano.
    Parabéns.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Fado, informe-se sobre a vida interna do Irão, saiba o que aconteceu à esquerda iraniana quer com o Xá, quer com a República Islâmica, depois falamos.

  14. 14 14  Daniel Oliveira

    “A diferença é que eu não tenho, como você também não tem, qualquer indício que seja (já nem falo em provas) que sustentem a teoria da fraude eleitoral.”

    Se nem as declarações do próprio refime lhe chegam…

    Cláudio, não tem qualquer importância. Apenas serve para explicar como alguma esquerda acha que ser de esquerda é apenas ser anti-americano e que é capaz de simpatizar com os regimes que lhe estão mais distantes por esse semples facto.

    Manuel Monteiro: sim, sou defensor da democracia. Quando me apresentar outra, não burguesa, estarei lá, na primeira linha da sua defesa. Até lá, prefiro isto a coisas piores.

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  15. 15 15  Amêijoa Fresca

    E Ahmadinejad sabe nadar? Pergunta o cartoon do António, no Expresso.

    Quanto ao saber nadar
    a resposta é um mistério,
    mas, de facto, sabe mandar
    muita gente para o cemitério.

    Muitos votos conquistados
    com duvidosa legalidade,
    estes políticos enquistados
    ligam pouco à civilidade.

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  16. 16 16  JC

    Interessante, interessante, era saber qual a posição do PCP sobre a situação pós-eleitoral no Irão. Bem procurei, mas nem uma palavra!

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  17. 17 17  Panzermayer

    Pelo menos com Ahmadinejad pode-se falar contra o hollywoodesco Holocausto, que é mais do que se pode dizer sobre os seus tão queridos regimes de democracia plutocrática.

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  18. 18 18  fado alexandrino

    Senhor Daniel Oliveira já viu que quase se podia dizer que o líder daquele partido neo-nazi que o senhor abomina seria recebido com honras de chefe de estado no Irão?

    Eles lá não gostam nem da direita, nem da esquerda nem do centro nem de coisa nenhuma, são teocráticos, não vejo hipótese nenhuma de deixarem de o ser e o Guia Supermo é escolhido por indicação de Allah e para um mandato vitalício.
    Ora leia:

    O Guia Supremo (ou Faqih) é o chefe de Estado do Irão. O cargo é ocupado desde Junho de 1989 pelo aiatolá Ali Khamenei, que sucedeu a Khomeini. É eleito pela Assembleia dos Peritos para um mandato vitalício.

    Comparar isto com um regímen de extrema-direita é fazer aquele trocadilho da obra-prima e da prima do mestre-de-obras.

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  19. 19 19  Antonio Cunha

    “…verdadeiras lutas pela liberdade que estão a acontecer por esse mundo fora?”

    A cegueira ideologica destes gajos é tal que nem com as coisas mesmo à frente dos olhos, conseguem ver !!

    Um birra de putos mimados !!

    Se calhar foi o que disseram dos bravos anti-fascista em Portugal durante toda a ditadura.

    Ó Daniel deixe lá o Irão, que isso sabe-se lá porquê, afecta as pessoas de esquerda. Fale antes dessa democracia em contrução o Venezuela ou então do paraiso na terra Cuba.

    E mais outra coisa, acho piada a estes verde-eufémios adoradores de djabés, que se dizem de extrema-esquerda virem falar de democracia. São 2 coisas que não jogam. Ou se é democrata ou se é de extrema-esquerda.

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  20. 20 20  José

    Gostei de ler os comentários deste post. Por um lado, permitem-me confirmar a imagem de esquerda não radical e inteligente de Daniel Oliveira, concordante com a minha forma de ver. Digo isto apenas porque alguns textos sobre a questão israelo-palestiniana me deixaram pequenas dúvidas.
    Da mesma forma, permitem-me ver que nos tempos que correm ainda resistem pensamentos ultra-radicais que conseguem ver democracia no regime dos padrecas persas. Desde que eles sejam anti-ocidentais e “pró-seu umbigo” tudo bem. Aqueles manifestantes (dos dois sexo, hã!) são tão mimados que até querem viver em democracia! É ir lá passear naquelas ruas com nomes nazis. Deve ser o máximo!

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  21. 21 21  Baruq

    Bufos como os que houve em toda a Europa Oriental, URSS, Russia, China, Venezuela, Albânia, Cuba, Angola, Vietname, Laos, Camboja, Iraque. Tantos bufos e tão pouco criticados neste blog. De facto “Todos os ditadores precisam dos seus bufos”, mas uns são mais ditadores do que outros. Como dizia o outro, “somos todos iguais, mas uns são mais iguais do que outros”.

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  22. 22 22  Baruq

    eppursimouve:

    A festa foi boa pá!!! Volta lá para o teu djombé, mete o lenço aos quadradinhos ao pescoço, calça os teus ténis de marca americana e com sms de um telemóvel americano, alemão, japonês ou norueguês, convoca uma concentração/formação/acção de apedrejar montras e enrolar charros. Dorme bem, tá-se. Pá!!!

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  23. 23 23  A.R.A

    BARUQ

    Escusava de ter utilizado tantos exemplos além fronteiras quanto ao tema de bufaria visto que foi algo que fez escola em Portugal durante 50 anos e com enorme aproveitamento.

    Creio até que se o Ahmadinejad se desse ao trabalho de por a sua gente a pesquisar as melhores tecnicas de bufar, encontraria um enorme e valioso espolio na historia do Estado Novo.

    O Irão é um estado teocratico de natureza islamica portanto acreditar que é uma pretensa democracia é a coisa mais absurda que já ouvi, daí a minha preocupação no alastrar da democracia-cristã por essa europa fora.

    Também é verdade que existe um sordido aproveitamento economico e manipulador do ocidente sendo que as consequencias poderão vir a ser bem mais nefastas para o mundo do a propria invasão criminosa do Iraque mas isso não retira qualquer legitimidade á luta de um povo que se rebelou contra uma ditadura encoberta por um sinistro rumo governativo de cariz religioso.

    Petroleo+Nuclear= ???????????????????

    A.R.A

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  24. 24 24  Libertário

    Existe uma linha que divide as pessoas que comentam aqui e que não tem nada a ver com a orientação politica de cada um.
    A linha que nos divide é a capacidade de sentir empatia e compaixão com pessoas que lutam pela sua liberdade no Irão.
    Basicamente o nos divide é ter coração e pessoas como o eppursimouve pura e simplesmente não o têm.

    .

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  25. 25 25  p.heinz

    DO,

    Não consigo perceber essa tese de que se se pode pagar com a vida, se o voto não vale nada e se cada acto quotidiano é reprimido, então a contestação violenta é admissível. De outra forma, isto é, no contexto de um regime democrático, o uso da violência no combate político é inaceitável.

    Não me parece que a questão possa ser tratada desta forma tão simplista.

    A democracia – não o conceito abstracto, ideal, mas no que se tornou este regime, que serve o capitalismo como mais nenhum outro – padece de problemas que afectam os seus princípios estruturantes, que pôem em causa a legitimidade do poder. A permeabilidade aos “interesses económicos”, a natureza quase exclusivamente representativa do modelo democrático dominante ou o modo comprometido como o estado assegura as funções de segurança são exemplos desses problemas.

    Neste contexto, a recusa pela manutenção dos protestos dentro do quadro da legalidade é a forma de responder a uma democracia podre que reclama para si o monopólio do uso da violência, que retira aos sujeitos a sua capacidade emancipatória e constitutuinte.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    p.heinz, eu não disse que ela é admissível e por isso quem está a ser simplista não sou eu. Mas ela é compreensível. Se bem que, meus caros, ainda não viram nenhuma cena de violência que não fosse um mero acto de resistência à violência policial. Quanto ao mais, não tenho a sua opinião sobre a democracia. E penso que ela oferece outras formas de luta impossíveis em ditadura.

  26. 26 26  p.heinz

    DO,

    Os cortes de estradas e outros actos de “vandalismo”, como pilhagens, por exemplo, não são, para usar as suas palavras, meros actos de resistência à violência policial.

    Não tem a minha opinião sobre a democracia? Em que discorda? Não é esse sistema que proporciona ao capitalismo as melhores condições para passar da exploração primária dos recursos a uma força total, que faz de todas as coisas e de cada um de nós mercadoria?

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  27. 27 27  Baruq

    Caro A.R.A

    De facto, Portugal tem um triste historial de bufaria, principalmente durante o regime do Estado Novo. A começar por membros do próprio PCP que posteriormente eram soviéticamente castigados pelo próprio partido. Nãp sei qual a sua idade, mas lembro-lhe que em junho de 1975, em pleno PREC, fugiram da prisão de Alcoentre 88 ex-PIDES e nenhum foi recapturado. Aqui não houve um bufo que fosse que ajudasse a localizar os fugitivos. Porque será? Alguém teria medo que os ex-PIDE bufassem? Pense nisso! Ainda há muita história por contar, e a que se conta está muito mal contada.

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