É disparatado levantar esta questão no plenário. Para isso existem outras instâncias no Parlamento. Ali há temas mais importantes a discutir. E o facto de ser José Lello a falar do assunto não ajuda. Nunca ajuda.
Mas vou dizer uma coisa escandalosa: os fotojornalistas não devem mesmo fotografar, com zoom, como fazem habitualmente, os computadores dos deputados, para tornarem público o que eles ali escrevem. Nem dos deputados nem de ninguém. Assim como não devemos espreitar para o computador de um colega. Por exemplo, numa redacção, para o computador do fotógrafo (e o computador dele também não é pessoal). E muito menos tirar fotografias aos seus mails, imagens, textos. Enfim, a qualquer coisa que usando um suporte que não lhe pertence não é suposto estar sujeita a exposição pública.
A resposta de Jaime Gama, talvez temeroso de uma má reacção dos jornalistas (nunca se pode contrariar um jornalista), é absurda. Os telemóveis dos membros do governo também não são pessoais. Podemos ouvir? E os seus gabinetes também são de serviço público. E as suas secretárias e gavetas e armários. Podemos ir vasculhar? E um deputado pode olhar para o computador do lado e dividir com o plenário o que lá leu? O que diria Gama se tal acontecesse?
Tudo isto me parece do mais elementar bom senso, só para não dizer que é da mais elementar boa educação. Mas como se trata de deputados, dizer isto é um escândalo. Afinal de contas, diz-se, quem não deve não teme. E um político, está bom de ver, deve sempre qualquer coisa. E como se trata de jornalistas, pedir aos fotógrafos que não o façam constitui, imagino eu, um acto de pressão intolerável para limitar a liberdade de imprensa. Claro que não se pode proibir os fotógrafos de registarem as imagens que entenderem. Mas um pedido de respeito pelas regras de civilidade não teria feito grande mal.
O assunto é menor? É. Mas o que não é assunto menor é a ideia instalada de que um deputado é, por princípio, perante um jornalista, um capacho. Vão ler os comentários, nos jornais online, a esta notícia, e percebam do que estou a falar.
Via um post do Jugular de 10 de Novembro de 2008, aqui fica, a título de exemplo, o que alguns fotojornalista, a bem da Nação, acham que temos de saber (tive o cuidado de deixar a imagem de forma a que não se leia a mensagem. O jornal não):

71 respostas ao post “Todas as regras normais em sociedade são dispensáveis perante um deputado?”
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Caro Daniel.
Se o José Lelo disser alguma coisa, seja o que for, eu sou contra.
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Cecília Reply:
Março 19th, 2010 at 22:03
Eu também.
Há quem diga que é de “interesse público” saber o teor dos mails recebidos pelos deputados.
Neste caso o José Lello tem razão e o senhor presidente da AR meteu a pata na poça.
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Quando comecei a ler o post pensei que ía concordar consigo, mas afinal enganei-me.
É insultuoso que um deputado venha fazer queixinhas dos jornalistas, porque estes fazem o seu trabalho…
Os senhores deputados deviam ter vergonha de quando o assembleia está em plenário, eles estarem com o portátil a jogar, ir ao youtube ou fazer outro género de coisas (eventualmente até a trabalhar para a sua verdadeira “actividade profissional”).
Invadir a privacidade era se fossem buscar informações aos seus gabinetes ou, por exemplo, fosse colocada uma câmara no gabinete de um deputado.
Quando estão no hemiciclo os deputados têm que estar atentos ao que lá se passa, para isso é que lá estão, senão vão para o gabinete ou vão se embora que se é para estar na net não fazem lá falta nenhuma.
Que tenha sido josé Lello a levantar a questão apenas a coloca ao nível que deve estar(e de resto ao nível a que chegou o parlamento
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Grande Jaime Gama! Um homem sério que o PS faria melhor em ter como candidato a Presidente da República, em vez do poeta duplamente laureado.
Agora só falta tirar o tapete voador à deputada “berlusconi”.
Afinal, os computadores no hemiciclo não são para consultar diplomas e trabalhar no conteúdo das sessões? Ou será para estar a meter coisas no blog ou no twiter? Mais trabalho e menos “trabalho político”, senhores deputados! Se são demasiados para o trabalho que há, então talvez o país devesse pensar em reduzir o número de deputados – a crise também seria suportada e ultrapassada com o contributo dos políticos se a democracia fosse democrática.
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umhomemadias Reply:
Março 20th, 2010 at 16:34
a questão é:
E quando, em vez de se fotografar o ócio dos deputados se fotografar o seu trabalho? imagine que o PM tem acesso a um email com as questões a serem colocadas por um partido politico antes mesmo destas serem colocadas? pois… é de fazer cautela!
shyznogud Reply:
Março 20th, 2010 at 19:42
Pois, umhomemadias, é fascinante que para a maior parte das pessoas que por aqui escreve tudo o que não é pessoal é do domínio público. Têm uma imaginação tão pequenininha (vêem-se ao espelho?)q não lhes passa pela cabeça, por exemplo, q um deputado pode receber um mail de um qqr cidadão, onde constam informações pessoais desse mm cidadão, a denunciar uma situação irregular qqr. Ou, mais prosaico, um mail interno do seu partido a propósito de negociações – q não têm q ser públicas – sobre um projecto-lei qqr…. e podia continuar com as hipóteses.
Estes Socialistas agem como se tudo o que é do estado fosse deles (se fossem deles provavelmente não o fariam). Esta gente não tem o mínimo respeito pelo dinheiro dos contribuintes. A prova é a atitude de fechar os computadores com força. Não foram eles que os pagaram estão-se a cagar se o Zé Povinho tiver de pagar o seu arranjo ou substituição. Esta gente mete-me nojo. Isto só à chapada como se faz aos putos que não respeitam aquilo que custou dinheiro e trabalho para se ter.
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Se os deputados estão na AR a navegar em sites impróprios ou a fazer negócios escuros com os computadores da nação, não devemos ter conhecimento disso?
Não espreito os computadores dos outros mas a AR é um lugar público e os deputados sabem que estão a ser filmados. Assuntos particulares devem tratá-los em casa.
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Há um grande PsemS que cabe perfeitamente dentro do CDS
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Atirar com as tampas dos computadores para protestar contra qualquer coisa que disse o superiror hierarquico dos deputados, o presidene da AR, é estar a dar ás crianças e jovens que assistem à sessão parlamentar ao vivo ou pela TV um mau exemplo….e logo no dia quem que o parlamento discutiu a violência nas escolas e o Estatuto do Aluno.
Daniel….vai continuar em silêncio sobre esta questão da violência nas escolas? Achei piada à Ana Drago hoje na AR. A solução passa por contratar mais sociologos, antropologos, psicologos e para psicologos para se constituirem “equipas multi pluri super disciplinares” com a função de dialogar inter, intra e multi culturalmente com os desordeiros e espancadores.
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sam wise Reply:
Março 20th, 2010 at 1:14
Realmente tem razão, a Ana Drago Hoje teve ao seu nivel. muito engraçada mesmo.
Daniel Oliveira Reply:
Março 20th, 2010 at 1:18
EU acho que a solução é ter um membro do corpo de intervenção em cada sala de aula. Porque isso de perder tempo com psicólogo e sociólogo quando se fala de violência infatil e adolescente é coisa de maricas.
Uma coisa que eu gosto nestes comentários é que nunca chegam bem a dizer qual é a solução.
sam wise Reply:
Março 20th, 2010 at 1:40
eu penso que a origem do problema esta muitas vezes nas familias destas crianças problematicas. muitos casos destes têm origem nas familias, que não oferecem uma base solida, estavel e segura ás crianças, para que estas se desenvolvam. a educação deve começar em casa e não na escola. os professores não são subtitutos dos país, no papel de educadores. há muitos país, que se eclipsam da vida quer escolar quer formativa dos jovens, o que não tem muitas vezes bons resultados.
Este Lelo é um fartote.
Se lhe juntarmos o Ramalho do Inatel, o Viatalino apanha-as-canas, SS e o Lacão temos uma comédia completa.
É só rir com esta trupe.
Cumprimentos.
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Caro Daniel
Uma forma de resolver isto rapidamente, a proibição do uso de teleobjectivas, usam a 50 mm e chega, penso, não tenho a certeza, que é assim em alguns hemiciclos por essa europa fora.
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Lello até pode ter razão… ele e os outro deputados que protestaram, mas bater os computadores daquela forma, material pago por todos nós e que merece respeito, estraga imediatamente o protesto.
Falta de respeito para quem quer e não pode ter um computador.
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Os valores fundamentais da ética e boa educação nunca fizeram mal ao jornalismo, muito pelo contrário. Quanto ao Jaime Gama, não lhe ficou bem ladrar com o rabo entre as pernas!!!
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Não Daniel, um detentor de um cargo publico perde a privacidade, ainda por cima quando está na “casa da democracia”.
Quer ter conversas, ou tratar de coisas, privadas? sai dali e vai para um gabinete.
E dando mais uma sova no ceguinho, o lello deu-se ao respeito?
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Viriato Reply:
Março 19th, 2010 at 23:53
… e quando o deputado em “horário de trabalho” vai cagar na casa de banho da casa da democracia, o fotografo também lá pode ir fotografar o olho do cu antes de se fechar? para que os palermas, que acham que os detentores de cargo público não podem ter privacidade, poderem ver.
tá tudo maluco!
Helder Reply:
Março 20th, 2010 at 12:17
Isso serão (por ex.) as tais “coisas privadas” a tratar no “gabinete”.
O Daniel Oliveira (às vezes) é daquelas pessoas cada vez mais raras, capazes de perceber que há disputas em que ambos os lados têm o seu quinhão de razão- ou de falta da mesma. De forma que vou embirrando com o que diz , mas vou lendo aquilo que escreve .
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Até José Lello consegue ter razão de vez em quando.
O seu post é excelente, embora receie que seja um desperdício; o que talvez não seja surpresa.
Ao ler alguns comentários lembrei-me daquele fulano que ao comer caviar pela primeira vez, comentou: “Isto afinal é uma porcaria! Sabe a peixe!”
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De facto ser o José Lello não ajuda. Não ajuda mesmo nada
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E muito menos tirar fotografias aos seus mails, imagens, textos.
Não sei o que o foi fotografado, e não estou certo de que tenham sido e-mails, imagens, ou textos pessoais. Em todo caso, considero a sua posição de princípio indefensável: se a privacidade dos deputados é, como a de todos, inviolável, facto é que se JL estivesse repoltreado a ver um filme no computador do plenário quando devia estar a trabalhar, eu quereria saber e tinha o direito de ser informado a esse respeito. E quem diz um filme diz um site de entretenimento, um jogo de Solitário, em suma, diz tudo o que não seja trabalho de deputado. Experimente o DO usar um computador de trabalho para se divertir no horário de expediente, e verá a resposta que leva do seu empregador. O empregador de Lello sou eu, e não lhe pago para mandriar.
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shyznogud Reply:
Março 19th, 2010 at 23:51
Aqui tem um exemplo do q já foi fotografado e publicado http://jugular.blogs.sapo.pt/459974.html
João Moreira Reply:
Março 20th, 2010 at 2:04
Discordo da publicação de imagens relativas à vida privada dos deputados. Mas discordo ainda mais de os deputados usarem bens públicos para afazeres pessoais, lúdicos ou não. Se fosse esse o caso, incumbiria aos jornalistas denunciá-lo.
Espero que nenhum jornalista se lembre de espiolhar o Jaime Gama quando ele usa o bem público que também é a casa de banho lá da Assembleia.
Independentemente do José Lello e do seus modos, a explicação dada pelo Jaime Gama não tem ponta por onde se pegue.
Anda tudo tolo… E os jornalistas deviam ter calma. Não lhes ficava nada mal valorizarem a sua profissão não se dando a trabalhos menores como seja espiolharem os ecrans dos computadores dos deputados.
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João Moreira Reply:
Março 19th, 2010 at 23:42
MDSOL, a despeito de se usar como classificativo para muitas leis uma coisa que se produz (ou, rigorosamente, deposita) nas casas-de-banho, facto é que, até à data presente, o regimento da Assembleia da República não prevê em momento nenhum que os trabalhos dos deputados decorram num WC. Se é assim, o que deve estar sob escrutínio popular é o que sucede nos locais onde decorrem discussões de assuntos atinentes à república: discussões para as quais os deputados dispõem de vários equipamentos, entre os quais computadores. Sim, leu bem: os computadores servem para trabalhar, não para aceder a conteúdos pessoais. Se o deputado José Lello quer aceder a conteúdos pessoais sirva-se de um computador pessoal fora do horário de expediente. Como eu faço, como o MDSOL faz, e como em qualquer lugar se faz. O Parlamento não é a sala de estar de Lello: é o seu local de trabalho, onde deve desempenhar funções cabalmente.
mdsol Reply:
Março 20th, 2010 at 1:42
Eu gostava de ser assim perfeita, para poder exigir aos deputados que fossem completamente angelicais. Eu, no meu trabalho, por vezes uso a net para fins pessoais. E tantas outras vezes, em minha casa, uso a net para trabalho. Acresce que, mesmo que esta troca não existisse, mesmo assuntos de trabalho são pessoais.
Obviamente que a primeira parte do meu comentário anterior é exagerada. O propósito é acentuar que não é por ser um bem público que não tem um uso com privacidade. Porque a casa de banho também é um bem público, ou não?
João Moreira Reply:
Março 20th, 2010 at 2:01
Não é preciso ser-se angelical para se exigir que os outros se comportem condignamente. As exigências são boas ou más em si mesmas, independentemente da vida de que as profira: no caso, demandar que os deputados usem os computadores do parlamento para o seu ofício enquanto deputados é substantiva e objectivamente correcto, e não é preciso ser um anjo para o pedir. Aliás, só faltava que, por sermos todos pecadores, fosse lícito que alguém lhe desse um murro na cara…
PS – Que use o seu computador pessoal para trabalhar não vem ao caso. O que faz na sua vida pessoal é da sua conta, e, se quiser, até pode trabalhar nos tempos livres. Coisa totalmente inversa da que se verificaria no Parlamento no meu exemplo, com o exercício do ócio no local de trabalho: com isso não se compactua. E se a MDSOL o fez ou faz, agiu incorrectamente.
mdsol Reply:
Março 20th, 2010 at 13:20
Não falei de usar o computador pessoal para trabalhar. Falei de usar a net em minha casa para questões de trabalho. Depois, a vida não pode ser lida só através da dicotomia ócio/ trabalho. É redutor ver as coisas assim. Muito menos em termos temporais. E, muito menos, em todas as ocupações ou profissões. Aliás, o uso das novas tecnologias é facilitador do esbatimento desta separação temporal e espacial entre os dois momentos. Se quer que lhe diga até acho que o “trabalhador” sai mais prejudicado do que beneficiado com isto. O tempo do “nine to five” acabou em muitas ocupações. O meu fim de semana é muito menos liberto das questões do trabalho agora que há comunicação electrónica, do que era antes da popularização dos e-mailes. E estabelecer fronteiras na utilização, por exemplo dos computadores e da net, que não tenham em conta esta condição da vida actual pode levar a disparates como, por exemplo, eu ter de comprar um computador portátil para levar para o trabalho e poder assim, à hora de almoço, abrir o meu mail pessoal, para ver se chegou uma informação urgente sobre o estado de saúde da minha mãe.
A questão aqui é de bom senso, de sentido cívico e de zelo na utilização dos materiais. O resto são contas de merceeiro e, para o bem e para o mal, estamos no tempo de hipermercados, e até de compras através da net… Que estejamos todos em 2010 mas nem todos estejamos no mesmo tempo, isso é outro assunto…
bolkonski Reply:
Março 20th, 2010 at 18:27
Totalmente de acordo com a mdsol e, mais abaixo, com o JMG. Eu queria era ver se os “jornalistas” andassem a espiolhar os comportamentos pessoais/profissionais (pelos vistos bacteriologicamente puros) de muitos dos que perseguem cegamente os deputados com comentários moralistas, e a espetá-los nos jornais. Queria ver como é que reagiam. Eu não sabia – e fiquei absolutamente chocado com o facto – que havia “jornalistas” a fotografar ecrans de telemovel e a espetar o seu conteudo nas páginas dos jornais! É o “jornalismo” a caminhar para o seu fim. Muito grave.
João Moreira Reply:
Março 20th, 2010 at 18:35
Todo o seu comentário converge para me dizer que não estou em 2010. Antes não estivesse, que se vivia bem melhor há uns bons anos. Mas porque estou, e estando não discerni nada de similar a uma resposta ao meu comentário naquele que produziu, pergunto directamente: achava bem se José Lello estivesse a ver um filme no plenário? E se a resposta for não, acha que não devíamos ser informados disso, por intermédio da imprensa?
Polémicas àparte, eu só gostava de saber que raio estava o Lelo, com 2L, a visionar no pc…vem-me à memória um célebre episódio com o Henry Kissinger, esse estava a ver documentos ultra-secretos…e o nosso Lelo???
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Porque é que não cortam a língua ao Sr. José Lello? Calado é que ele fala bem.
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Eu devo ser um bocadinho a puxar pr’ó estupido, pr’ó ingénuo e pr’ó original. Vejam lá que acho que os deputados: i) não trabalham a metro nem têm que se interessar por tudo o que se passa no plenário; ii) podem ter particular interesse ou competência em assuntos de educação, ou de justiça, ou de fiscalidade ou do catano mas não ter interesse nenhum na matéria que em cada momento se discute; iii) podem ser individualmente medíocres mas são depositários de um valor essencial ao funcionamento do regime democrático, do qual, juntamente com o Presidente da Républica e os Tribunais, são o pináculo; iv) não são inferiores ao Presidente da Assembleia, que é apenas um “primus inter pares”; v) estão lá para fazer leis e fiscalizar o Governo, não estão lá para que nós, e menos ainda jornalistas que não elegemos, os vigiemos como se fossem um grupo de meninos que podem fazer traquinices; e, finalmente, vi) se os tratarmos sem o respeito que lhes é devido estamos a passar a mensagem de que só quer ser deputado quem não se dá ao respeito. Queixam-se dos deputados? Pois a tratá-los assim só podemos mudar para pior.
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sam wise Reply:
Março 20th, 2010 at 1:20
só uma coisa o presidente da assembleia da republica não é somente isso que refere, é uma alta figura do estado, salvo erro a terceira.
Justicialista Reply:
Março 20th, 2010 at 7:36
Não é a terceira, é a segunda. Mas entre Jaime Gama e José Lello, até o diabo se absteria de escolher entre as duas personagens.
João Moreira Reply:
Março 20th, 2010 at 18:52
não trabalham a metro nem têm que se interessar por tudo o que se passa no plenário
Não? Então estão lá a fazer o quê?
ii) podem ter particular interesse ou competência em assuntos de educação, ou de justiça, ou de fiscalidade ou do catano mas não ter interesse nenhum na matéria que em cada momento se discute;
Uma coisa é falta de competência ou de apetência pessoal, outra é desligamento. O Parlamento não é um teatro, onde, quando não nos agrada a representação ou o texto em cena, os «espectadores» podem pôr-se a mandar SMSs, a fazer joguinhos no telemóvel, ou rapar de jornal e consultar as notícias do dia enquanto esperam que o tempo passe. Aquele lugar é para nele se desempenhar uma função importante, e para se ter uma atitude decente.
iii) podem ser individualmente medíocres mas são depositários de um valor essencial ao funcionamento do regime democrático, do qual, juntamente com o Presidente da Républica e os Tribunais, são o pináculo;
Não podendo, contudo, valer-se dessa mediocridade individual para envidarem uma mediocridade comportamental. Não é assim que o jogo se joga.
iv) não são inferiores ao Presidente da Assembleia, que é apenas um “primus inter pares”
Mas o Presidente da Assembleia vela pelo cumprimento do regimento e pela dignidade do órgão a que preside, podendo, devendo, admoestar quem não concorre para estes fins.
v) estão lá para fazer leis e fiscalizar o Governo, não estão lá para que nós, e menos ainda jornalistas que não elegemos, os vigiemos como se fossem um grupo de meninos que podem fazer traquinices
Ah, estão estão! Nem duvide disso por um segundo que seja! A função de qualquer cidadão minimamente exigente é escrutinar a actividade de quem o representa. Quem não o faz, cede margem suficiente para todas as malfeitorias.
vi) se os tratarmos sem o respeito que lhes é devido estamos a passar a mensagem de que só quer ser deputado quem não se dá ao respeito
Isso é um absoluto disparate. Dar-se ao respeito não é fazer o que nos dá na real gana num lugar onde manifestamente não se pode fazer o que nos dá na real gana, e depois ganir contra quem nos apanha com a boca na botija. Isso é ser dissimulado e ter com a verdade, a imprensa e a opinião pública uma relação que, digamos, o PS começa a dar a entender ser muito idiossincrásica…
Será que eu, poderei espreitar enquanto cidadão interessado por debaixo das saias das senhoras deputadas? Poderá ter também para mim algum interesse púb[L]ico.
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“não estou certo de que tenham sido e-mails, imagens, ou textos pessoais.”
Já fram publicadas fotos com o que os deputados estavam a escrever.
A ideia de que o que é privado é obrigatoriamente negativo para quem quer que seja privado ou ate que tem de ser pessoal demonstra a confusão que vai na cabeça de tantas pessoas.
O respeito pela privacidade é cada vez mais um luxo. Só não percebem as pessoas que o que acham que defendem para os outros terão, um dia, de aceitar para si. Têm a certeza que querem?
Não tenho qualquer respeito político (ou outro) por José Lello. Mas não é isso que está aqui a ser discutido, pois não?
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Justicialista Reply:
Março 20th, 2010 at 7:40
Pois é, mas os deputados deviam pensar naquilo que fazem quando legislam a ‘big brotherização’ da sociedade através de câmaras de vigilância e quebra da privacidade em espaços públicos.
João Moreira Reply:
Março 20th, 2010 at 18:40
Daniel, se não percebeu que quando falei de não estar certo se foram publicadas informações privadas falava hic et nunc, a sua situação é grave. Se percebeu e fez essa «revelação» a título de nada, a sua situação, por outro motivo, é tanto pior. Mas tenha sido por distração ou manifesta fuga, fica o esclarecimento: não sei se, no caso concreto do seu post, o jornalista estava a fotografar algo de pessoal do deputado José Lello. Mas se o deputado José Lello estava a usar o computador da AR para qualquer fim que não fosse o debate parlamentar isso é condenável. Espero ter sido didáctico.
JMG, assino cada uma das linhas que escreveu.
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Boa noite, vinha por este meio pedir a divulgação desta petição pela defesa do Parque florestal de Monsanto em Lisboa que está a ser alvo de vários atentados entre os quais a intenção de renovar por vários anos o contrato com o campo de tiro, estrutura que viola todas as regras do parque e é a sua principal fonte de poluição sonora e ambiental pondo inclusivamente em risco a integridade dos seus visitantes onde se incluem crianças que vão ter educação ambiental.
Assinem por favor em :
http://www.gopetition.com/online/34872.html
e divulguem o mais possível.
Precisamos de ajuda para salvar o Pulmão de Lisboa.
Obrigado.
PS- desculpem o atrevimento, gostaríamos de ter enviado este pedido por e-mail mas não encontramos o endereço.
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francamente Daniel! censura prévia?! onde já se viu querer condicionar o trabalho dos jornaleiros!
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não, sam wise. É a segunda.
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sam wise Reply:
Março 20th, 2010 at 1:30
obrigado pela correcção, pensava que era a terceira, pois pensava que a ordem seria presidente da republica, o primeiro ministro, e depois o presidente da AR. mais uma vez obrigado pela correcção
Justicialista Reply:
Março 20th, 2010 at 7:45
O Primeiro-Ministro não é directamente eleito, assim como todo o Governo, ao contrário da AR. Não há nenhum requisito de legitimação eleitoral para o PM ou governo, a não ser terem a confiança política dos deputados.
Ao contrário do que acontece nos sistemas parlamentares como o britânico, em Portugal os Ministros e o PM não têm de ser deputados. Aliás, quando são eleitos deputados e assumem funções governativas, o respectivo mandato é suspenso.
eu acho que se o deputado José Lello tem problemas em que vejam o que ele tem no seu pc, o problema é dele pois é ele que se expõe aos olhares indiscretos. O Jaime Gama deu-lhe a resposta que merecia, se quer ver coisas pessoais no PC, os PC da AR não são os mais correctos, parece-me logico. não parece correcto o plenário estar a decorrer e os deputados estarem calmamente a ver os seus email pessoais,a publicarem textos.
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sam, mas mails pessoais porquê? O mail não é um instrumento de trabalho? Não é usado em trabalho? Eu uso. Os deputados usam imenso, como é natural. E os mails de trabalho devem ser públicos?
Sabe que os computadores estão lá para os deputados poderem trabalhar no plenário (porque nem todos estão envolvidos em todos os debates). E as pessoas não têm que saber o que a pessoa escreve e lê.
Quanto aos mails pessoais, somo como nota de rodapé, adoro como neste país ninguém faz telefonemas pessoais, ninguém lê mails pessoais, quando está no trabalho. Só me espanta uma coisa: o pico de visitas de todos os blogues não é à noite. É no horário de trabalho. Provavelmente de muitos dos que vêm aqui dizer que os deputados não têm nada que ler mails pessoais na hora expediente. Mas enfim, neste país somos todos trabalhadores perfeitos, temos é o azar dos restantes serem todos incompetentes.
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sam wise Reply:
Março 20th, 2010 at 2:06
os email são uma ferramenta importante de trabalho para a maioria das pessoas na sociedade moderna. não quero aqui negar que a acção do jornalista é um ataque a privacidade de José Lello, e concordo com ele, se se queixou de ser espiado enquanto ele realizava o seu trabalho. mas tambem acho que Jaime Gama tem razão ao afirmar que são pc para o uso profissional.
Justicialista Reply:
Março 20th, 2010 at 7:48
Nesse aspecto os deputados são os melhores representantes dos hábitos e costumes do povo. Pois apesar de tudo, os deputados que lá estão ainda são portugueses.
João Moreira Reply:
Março 20th, 2010 at 19:01
Ataques ad hominem já, Daniel, quando o jogo ainda mal começou? Esperava vê-lo aguardar mais uma ou duas vazas antes de lançar mão desse expediente. Republico aqui uma resposta que já dei à MDSOL: «[n]ão é preciso ser-se angelical para se exigir que os outros se comportem condignamente. As exigências são boas ou más em si mesmas, independentemente da vida de que as profira: no caso, demandar que os deputados usem os computadores do parlamento para o seu ofício enquanto deputados é substantiva e objectivamente correcto, e não é preciso ser um anjo para o pedir. Aliás, só faltava que, por sermos todos pecadores, fosse lícito que alguém lhe desse um murro na cara…».
E quantos dos comentadores deste blogue não utilizam o computador – ferramenta de trabalho que a empresa ou o estado adquiriu para uso dos funcionários – para enviar mensagens particulares e até navegar na internet?
E se o patrão resolver vasculhar a sua caixa de correio para verificar se o serviço de mail é utilizado para trabalhar ou para marcar encontros com a amante, como é que reagem?
[Responder]
Helder Reply:
Março 20th, 2010 at 14:02
colocar em pé de igualdade, em termos de ética exigível, os comentadores deste blog e os deputados da Assembleia da Republica é enternecedor.
Já é conhecida a razão porque o jornalista apontava o zoom a José Lello e porque este se exaltou. Está tudo preto no branco neste blogue: http://salvoconduto.blogs.sapo.pt/132676.html
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Helder, coloco em pé de igualdade, em termos de ética exigível, todos os cidadãos. A começar por aqueles que exigem ética aos outros. Enternecedor porquê? A coerência não vale nada?
[Responder]
Helder Reply:
Março 20th, 2010 at 14:17
Pois eu acredito que escolho alguém melhor que eu sempre que vou votar.
E também não me parece igual quando questiono a seriedade/ética de um revisor da CP ou de um deputado. Pode, realmente, ser defeito meu.
Á mulher de César não basta ser séria, tem mesmo de parecer.
Quanto à mulher de Cesar, não sei. Mas Cesar, deve ser sério. Muito mais do que tentar parecer. Eu posso ser exigente com quem elejo. Não devo ser exigente comigo próprio? Aceitando assim que a seriedade de um deputado não dispensa a minha própria. E que as pessoas que elejo têm defeitos e falhas, assim como eu.
Não quero a mediania, claro. Mas devo pensar algumas vezes sobre o que faço antes do julgamento público do comportamento alheio. Dito isto, não quero santos como deputados. Quero gente competente e honesta. Estou-me nas tintas se lêem mails pessoais no plenário, desde que façam o seu trabalho com competência. E isto aplico a um deputado e a qualquer trabalhador. Conheci muita gente que nunca fazia nada de pessoal no emprego. Mas também não fazia nada de profissional. Não fazia nada, ponto. E conheci gente com capacidade de trabalho suficiente para fazer muito mais do que os outros e ainda ir resolvendo coisas pessoais no meio.
Nunca gostei da avaliação profissional com base nas aparências. Pessoas que correm de um lado para outro com ppaéis na mão e chega-se ao fim do mês e não se sabe bem o que fizeram sempre mereceram mais respeito do que as que parece que trabalham menos, mesmo que no fim tenham feito muito mais. Porquê? Porque avaliar o trabalho pelos resultados dá muito mais trabalho e exigem mais competência do que fazer uma avaliação a “olhómetro”. É assim com os profissionais, é assim com os deputados.
Posso dizer-lhe que havia um deputado (já não está no Parlamento) que estava sempre no plenário. Nunca faltava. Estava ser atento e a ouvir quem falava. Nunca ninguém lhe conheceu num momento de distração. Também nunca ninguém lhe conheceu uma proposta ou qualquer outra coisa. Mas parecia um tipo muito empenhado.
[Responder]
Helder Reply:
Março 20th, 2010 at 14:54
Pelos vistos não me expliquei bem, penso que foi mesmo isso.
A minha critica não era tanto por verem mails pessoais etc no parlamento mas pelo facto de “exigirem” privacidade em plena assembleia.
Não me incomoda, por ex, estar um deputado lá atrás a ler o jornal que até poderia ser a bola.
Nunca disse que o “parecer” é mais importante que o “ser”e quanto ao “santo”, no caso de um deputado , passa muito pela competencia e honestidade, conforme alegas. Mas passa também por respeitar quem o elege, os seus pares e a Assembleia da Republica bem como restantes instituições do Estado.
O lello, no mínimo, não soube estar. Na minha opinião faltou ao respeito a todos os envolvido (nos quais me incluo).
João Moreira Reply:
Março 20th, 2010 at 22:55
Daniel, é evidente que deve ser exigente consigo mesmo. Mas do que aqui se trata não é disso: é de saber se a exigência só é lícita quando proceda de quem a leva a cabo. Se um ladrão condenado disser «roubar é errado», não é por isso que aquilo que diz passa a ser mentira. Do mesmo modo, se um laxista disser que no trabalho não se brinca, não é porque o disse que a afirmação se torna substantivamente menos verdadeira do que se proferida por um profissional competente. A verdade das asserções não depende do emissor: existe por si só. E quando alguém, em meio a uma discussão, diz ao adversário «falas desse modo, mas praticarás o que pregas?», desenvolve um argumento falacioso – em discussões trata-se da essência do que é dito, e não do que faça o adversário.
Dito isto, se o Daniel se está nas tintas para a resolução de questões pessoais pelos deputados em horário de expediente, eu não estou. E não se trata de avaliação pelas aparências: simplesmente, não é ali o local para resolver questões pessoais. Se para si tomar a observância e a compenetração pelos deputados da gravidade e importância do seu cargo como critério de avaliação é «analisar com base nas aparências», discordo da sua classificação. Dignifica-se a política e as instituições desse modo muito mais do que trinta mil boas leis. A gravitas é condição fundamental de respeito pela autoridade: o Daniel não pode ignorar isto.
“não trabalham a metro nem têm que se interessar por tudo o que se passa no plenário
Não? Então estão lá a fazer o quê?”
Os bons, a trabalhar nas áreas que dominam.
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João, talvez fosse melhor informar-se um pouco sobre o trabalho dos deputados. O debate parlamentar, em plenário, é o fim do trabalho e a sua parte menos trabalhosa. Não é normal que os deputados estejam a trabalhar no assunto que está a ser debatido. É suposto que estejam o trabalhar no que vai ser debatido, no trabalho para comissões, em requerimentos, em respostas aos eleitores, etc. E em trabalho político. Até se chegar ao fim há muitas coisas a fazer e nem todas têm (ou devem) ser do domínio público até chegar ao fim.
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João Moreira Reply:
Março 20th, 2010 at 22:43
O Daniel tem um especial prazer em ser professoral. Não lho tiro, que é contra os meus princípios contrariar as pessoas no que mais gostam. Mas, mais uma vez, tenho de lhe devolver as lições com que me presenteia, e dar-lhe conta de que, como vem sendo hábito, falha o alvo. A minha é uma ideia simplicíssima: se Lello ou outro deputado está no plenário a usar um computador público para fns lúdicos, não pode fazê-lo. E eu devo ser informado. É assim tão simples.
Um esclarecimento.
Os computadores da AR não são dos deputados. E todo o seu conteúdo, mails incluídos, são propriedade da AR.
Daniel, o seu endereço de mail do expresso, sic ou outra empresa onde trabalha é propriedade da empresa. Tudo o que lá está é da empresa e pode ser visualizado se assim o entenderem os seus patrões.
Quem quer usar o mail para assuntos pessoais deve usar uma conta free, como o Gmail.
No entanto acho que andarem jornalistas e fotógrafos a “cuscar” naquilo que os deputados estão a escrever, é um abuso.
E já vi o conteúdo do SMS que está na fotografia, e só posso dizer que é um assunto do mais relevante para a segurança do estado.
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Helder Reply:
Março 21st, 2010 at 13:02
Antonio,
mas é para “cuscar” mesmo que se permite (e bem) publico na Assembleia.
Nós sabemos que aquilo é grande, também sabemos que até droga se consome lá dentro, pelo que não devem faltar recantos, consultem mails e leiam revistas á vontade. (mas fica mal)
Agora exigir , não me espreitem por cima do ombro, ou respeitem a minha privacidade.
É como estares na missa e pedires aos vizinhos do lado que se afastem para arreares um peido, e perante a indignação geral alegares:
- Tenho o direito á flatulência
-Só manifestei preocupação com o bem estar dos vizinhos.
-Se eu estiver no wc da igreja ? tenho que apertar as nalgas senão aparece lá um sacristão a criticar também?
Nuno Reply:
Março 22nd, 2010 at 13:37
“Daniel, o seu endereço de mail do expresso, sic ou outra empresa onde trabalha é propriedade da empresa. Tudo o que lá está é da empresa e pode ser visualizado se assim o entenderem os seus patrões.”
Isso está legislado? Olhe que não… a análise de mails, mensagens de chat e conteúdos web no local de trabalho usando meios do empregador é algo de muito dúbio… aliás, antes de mais, a norma nas empresas (não sei se acontece na AR) é publicar um regulamento interno. Normalmente, esse regulamento é aplicado usando meios técnicos, tais como bloquear o acesso a alguns sites, não permitir downloads, não permitir instalação de programas, streaming de vídeo… mas as normas têm de ser explícitas!