Deixo-vos em baixo com o discurso de demissão de Robin Cook (1946-2005), de 17 Março de 2003 (merece ser ouvido e re-ouvido). Como muitos se recordarão, Cook demitiu-se demarcando-se do governo de Blair por discordar da invasão do Iraque. Conforme poderão recapitular se tiverem 10 minutos para tal, trata-se de um momento de singular simbolismo histórico não só pelo substantivo da uma decisão cuidadosamente sustentada (a oposição à Guerra do Iraque), mas também pelo que a tomada de posição de Cook representa em termos de compromisso pessoal com uma dimensão ética em política: é essa dimensão que a cada momento define os limites de dissensão comportáveis pela lealdade a um partido, a um governo ou a uma ideologia. Cook já não está entre nós, mas este seu discurso absolutamente profético permanece, porventura, como o texto mais marcante da contestação à invasão do Iraque.
“A História ficará estupefacta”
Parte 1 (5:47)
Parte 2 (5:48)
Adaptação parcial de um post publicado em 2008 no avatares de um desejo.
6 comentários 29 Jan 10 em Sem categoria6 respostas ao post “Tony Blair e as sentenças da História”
- 1 Pingback on 29 Jan 2010 às 12:58




http://www.arrestblair.org
[Responder]
Foi horrivel:
One person in the inquiry chamber shouted “you’re a liar”, and a second added, “and a murderer”.
The former prime minister had remained defiant throughout the day of questioning at the Chilcot Inquiry.
Blair was briefly interrupted by heckles from the public gallery, but continued: “I feel responsibility but no regret for removing Saddam Hussein. I think he was a monster.
Se lá estivesse um ou dois do Bloco de Esquerda isto não corria assim tão facilmente, camaradas.
[Responder]
desde o inicio deste episodio de guerra no iraque, e enquanto via as justificações para ela, lembrava-me sempre daqueles fulanos cuja ideia de condução defensiva é ter uma pistola do porta luvas e/ou um bastão de basebol na mala.
[Responder]
ainda bem que o gajo é de esquerda.
[Responder]
Assim de repente lembro-me de 10 estadistas que gostaria de ver sentados no banco dos réus antes de Tony Blair.
…e isto sem sair do continente Africano.
[Responder]