«Mais de um terço dos soldados norte-americanos no Iraque inquiridos pelo Exército acreditam que a tortura deve ser permitida se ajudar a reunir informações importantes sobre insurrectos. Quatro em dez aprovam abusos ilegais se estes salvarem a vida de um companheiro. Estes são alguns dos dados de um inquérito realizado pelo Pentágono a 1767 militares – as entrevistas realizaram-se no Iraque, no Outono do ano passado.» (Público) São este os soldados que lutam pelos valores ocidentais.


15 respostas ao post “Tortura I”  

  1. 1 1  ARL

    “Quatro em dez aprovam abusos ilegais se estes salvarem a vida de um companheiro.”

    E é muito mais fácil debater este assunto racionalmente nas caixas de comentários do Arrastão do que “no Iraque, no Outono do ano passado”,
    mas acho que o número só é surpreendente por ser baixo. Se fosse para salvar a vida a uma pessoa da minha família eu até aprovaria a tortura do Daniel Oliveira. Mas não espero que a Lei faça o mesmo.
    São os superiores hierárquicos que não podem pensar assim, não os soldados. E são os legisladores civis que devem pôr em prática os mecanismos que não permitam que a guerra seja feita de acordo com as opiniões necessariamente confusas e deformadas de adolescentes num cenário de guerra.
    Entre os soldados que lutaram pelos valores ocidentais na Europa de 1944/45 certamente também houve muitos adolescentes idiotas com opiniões condenáveis. E então?
    O que me custa é que eu sei que a minha posição em relação a isto (a tortura) é idêntica à sua.
    Mas a última frase do post revela mesquinhez, patetice e atira o assunto para onde ele não deve ser atirado.

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  2. 2 2  Zé João

    O que significa que 6 em 10 não concorda!
    Portanto ainda bem que a maioria dos tais “soldados que lutam pelos valores ocidentais” o fazem!
    Ser anti-americano é moda.
    Não há nada a fazer…
    O valor do comentário é totalmente nulo.
    È o que dá as “mocas” de marijuana… falta de lucidez temporária!

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  3. 3 3  MigPT

    Bravo país este que mostra à opinião pública inquéritos realizados às suas forças militares. Quantos resultados de inquéritos a militares conhecem de países como a França, ou as novas coqueluches desta esquerda caviar como a Venezuela ou o Brasil, para não falar do ultimo bastião da revolução popular, a livre e democrática Cuba?

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  4. 4 4  Daniel Oliveira

    MigPT, adoro essa argumentação. Se são óptimos são óptimos, se são péssimos são óptimos porque sabemos que são péssimos.

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  5. 5 5  Sebastião Dias

    Eu coloco então uma questão. Há uma bomba prestes a explodir colocada num edifício. Um dos terroristas é apanhado e não quer confessar onde a bomba se encontra. É legítima a tortura num caso destes? Este não é um caso extremo, é um caso verdadeiramente plausível, infelizmente.
    Aqui não há muito espaço a decisões «guilt-free».
    Que atitude deverá tomar um decisor numa situação desta natureza? Será legítima a tortura? Estou curioso, Daniel.

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  6. 6 6  J

    Posted by: Sebastião Dias | maio 7, 2007 01:18 AM

    “Será legítima a tortura? Estou curioso, Daniel.”

    Antecipo-lhe a resposta:

    Se forem Americanos ou Israelitas, claro que não! Seriam fascistas que não respeitam os direitos humanos.

    Se forem de outra nacionalidade qualquer, who cares?!

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  7. 7 7  palhaçadas

    é. estou convencida que a malta do whisky velho encontra-se em muito melhor estado para ajuizar sobre o que quer que seja.

    de resto, sempre me pareceu um bocadinho estranha essa ideia da tortura, senão vejamos: o homem torturado, diz aquilo que fez e o que não fez, ou não?

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  8. 8 8  Pluralismo Democrático

    Caro Sebastião, parece-me óbvio que o que se deve fazer é chamar o Jack Bauer imediatamente.

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  9. 9 9  Sebastião Dias

    Meu Deus, quanta demagogia. Acontecido o acidente e perante centenas de mortos argumentariam então a culpa de existirem terroristas se deve apenas a nós, ocidentais, europeus (e, claro, americanos).
    Para a esquerda a decisão é deveras complicada. De um lado temos um terrorista cujo único objectivo é provocar o máximo de mortes inocentes e de sofrimento da maneira mais horrorosa possível – uma vitima do imperialismo, do capitalismo, whatever. Do outro temos os inocentes, crianças numa escola, pessoas que trabalham nos seus escritórios, turistas na rua, etc. A superioridade moral da esquerda não lhe permite em situações limite como esta (infelizmente frequentes) tomar decisões duras que permita poupar a vida de inocentes (a mesma malta cuja superioridade moral a fez votar em Sousa Mendes para amior português de sempre). Falta de tomates ou demagogia? Ambas, como se viu em Zapatero. A esquerda não compreende os tempos. E a sua incapacidade faz-lhe interpretar a chegada de Sarkozy como o fim do mundo.

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  10. 10 10  Daniel Oliveira

    Sebastião, quem defende a tortura deixa de ter autoridade moral para condenar o terrorismo. O o único problema do terrorismo são os seus obrjectivos e não também os seus métodos.

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  11. 11 11  Sebastião Dias

    Pois, Daniel, a nossa diferença é que se, por infeliz hipótese, tivesse nas minhas mãos um conhecido terrorista que soubesse em que aviões os seus cumplices estariam, eu, com as minhas próprias mãos e por mais que me custasse, seria capaz de utilizar alguma violência para evitar vítimas inocentes. Você colocaria o terrorista em prisão preventiva depois de emitida ordem judicial, depois de servido o chá e, seguramente, depois do despenhamento dos aviões. E chama você a isto de “consciência tranquila”.

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  12. 12 12  samir.machel
  13. 13 13  woodpecker

    Sebastião,

    você é um James Bond, mas neste caso, nome de código: 000

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  14. 14 14  Sebastião Dias

    Woodpecker, a minha questão é muito prática e actual, e infelizmente ocorre com mais frequencia do que pensamos nos dias de hoje, haja em vista os ataques terroristas que vêm sendo evitados tanto na Europa como nos Estados Unidos. E já deu para perceber que sobre esta questão você tem uma opinião que que traz uma nova luz à discussão. Bem haja

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  15. 15 15  woodpecker

    já viu? como com três números apenas se consegue dizer tudo.

    número de código:

    000

    !

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