Por Daniel Oliveira
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Valeu a pena ver o “Touro”, um maravilhoso documentário de Camilo Azevedo que a RTP transmitiu hoje. Não foi um “Prós & Contras”. Foi um viagem por uma cultura profunda em nem tudo se resume ao “certo” e ao “errado”. Imagens lindíssimas, uma realização magnifica, um excelente trabalho de pesquisa. Que a RTP tenha apresentado este documentário como polémico é que é um sinal dos tempos. A tourada existe e a cultura do touro é mais antiga do que o próprio país. Se alguém quer ter opinião sobre a tourada (o documentário é muito mais do que isso) terá, antes de mais, de saber do que está a falar. O que terá isto de polémico?
54 comentários 8 Nov 08 em Sem categoria



Tinha apontado para ver isso mas esqueci-me.
Espero que façam uma repetição.
Por outro lado e para “compensar” acabei de ver o liberal e keynesiano a dar cum pau J. M. Fernandes, grosso que nem um carro a comentar a manif dos professores na Sic Notícias.
(o que é que andam a fazer ao homem…ele que fugiu das injecções atrás da orelha dos comunas…)
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E fez-me relembrar
o grande Fernando Tordo mais o muito querido Ary. Tourada pois; aquilo e que foram tempos.
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Caro DO,
as touradas não me chocam nem deixam de chocar. O que acho estranho é ler isto escrito por si:
“A tourada existe e a cultura do touro é mais antiga do que o próprio país. Se alguém quer ter opinião sobre a tourada (o documentário é muito mais do que isso) terá, antes de mais, de saber do que está a falar.”
Se aplicássemos esta máxima em relação a tantos assuntos que comenta estávamos conversados.
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Se alguém quer ter opinião sobre a tourada …terá, antes de mais, de saber do que está a falar.
Meu senhor, frase mais petulante nem eu conseguia escrever.
Eu ia dar uma opinião, mas vou aguardar pela cartilha que vai publicar, depois vou ler para aprender e em seguida solicito a sua autorização para dar opinião.
Rimou.
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Força, Nuno Góis: aplique. Ainda assim, acho que não percebeu que a questão não é de informação. É compreender o sentido cultural da coisa. Estava noutro registo.
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Seja em que “registo” for, não aplicarei, porque não acredito nessa máxima.
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Há uma eventual dimensão de polémica na tourada ser “de morte”. É um eufemismo. Eu sou contra a tourada, independentemente das tradições, ou ainda faríamos sacrifícios humanos, mas existindo tourada ela deve ser assumida e deve matar-se o touro na arena. Não aquela coisa da “corrida portuguesa”, que não deixa de ser um belo retrato da sociedade que não consegue confrontação, mas assumida. Seria essa a polémica, eventualmente. Ou queriam apenas ter audiência, e o doc valia a pena de facto.
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Parece-me que o Daniel Oliveira está a precisar de ir ao picador.
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Podemos externamente observar ou estudar o fenómeno das touradas e mesmo discutir qual a sua dinâmica no tempo e no espaço numa sociedade.
No entanto, não me parece aceitável apoiar, defender ou mesmo divulgar estas manifestações de barbárie contra animais actualmente, numa sociedade contemporânea.
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Daniel, já tinha dito que tradições, também se abátem.
Sabia que há dias, salvo erro na Eritreia, mataram mais uma mulher à pedrada?
Sabia que os católicos ainda passeiam os seus “santos de pau ou de barro”, pelas ruas das aldeias?
Defender as touradas, opinião minha, é sinónimo de barbaridade e estagnação intelectual.
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não vi o doc por isso sobre ele nada a dizer.
como não sou tradicionalista estou-me nas tintas para a antiguidade da coisa. nasci e cresci numa pequena cidade amante de touradas e acho um espectáculo obscurantista pelo gosto de sangue que carrega e pelo sofrimento do animal. também a igreja católica é mais velha que a nacionalidade e nunca deixarei de a combater.
aceito que gostem, agora falarem-me de antiguidade e tradição para o justificar, apesar de legítimo, não me convence.
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pois é. pois é.
a tourada é mais antiga que a própria nacionalidade e quem a censurar tem de saber do que está a falar. de acordo.
mas no entanto, outras coisas que também o são…blá, blá, blá…alheiras e mais não sei o quê.
bom fim de semana.
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E lutas de cães, porque não?
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A cultura faz-se e desfaz-se.
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-Sou aficcionado, mais da corrida espanhola porque em Portugal existem demasiados equívocos. No toureio a pé o touro deve morrer na arena, excepto se o matador entender conceder-lhe o indulto, algo que tem acontecido com frequência em Espanha ultimamente. O touro é lidado em pontas, a corrida tem picadores. No toureio a cavalo que termina com a actuação do grupo de forcados já não será possivel matar o touro na arena, e temos a melhor tradição de toureio a cavalo do mundo. São corridas diferentes, mas gostaria de poder ver em Portugal touros de morte, mesmo aficionado não fui ver El Juli ao Campo Pequeno, como não iria ver José Tomas, o maior toureiro da actualidade, porque fico com a sensação de pagar sem receber em troca aquilo que tenho direito, ver a estocada final. Quando quero e posso, lá tenho de ir à Maestranza ou Las Ventas Badajoz ou Olivenza, acabando por pagar impostos do lado de lá, de caminho abastece-se o automóvel também. Quem está contra a tourada defende automaticamente a extinção do touro, animal criado, de raça apurada exclusivamente para a tourada. Pensem que o animal goza de 4 anos em liberdade, que não teria de forma alguma. Quem quer assistir ao espectáculo, assiste, quem não gosta não vai, simples mas algumas pessoas não entendem e respeitam que outros possam pensar de forma diferente, gostam de impor os seus fundamentos à sociedade, formando uma normalização de comportamentos que terá de ser travada, sob pena de triunfar uma ditadura politicamente correcta.
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A tourada faz mal a alguém (entenda-se PESSOA)?
É um acto de crueldade para com o animal? Melhor ou pior que manter um animal durante toda a vida fechado num espaço pequeno, a comer a mesma mistelas todos os dias e no final levá-lo para o matadouro?
Dá prazer a muitas pessoas?
Tirem daí as vossas conclusões. Mais do que não gostar de ver animais a sofrer, abomino moralistas!
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Quase todas as tradições são sinal de conservadorismo e quem as pratica avidamente é o fio condutor desse conservadorimos, reparem que disse quase todas e não todas como é obvio.
Mas se a tradição implicar sofrimento como é o caso das touradas, das praxes então não só é a tradição simbolo de retrocesso e estagnação social, como aqueles que a defendem e perpetuam, os entraves ao desenvolvimento civil , e não existe nada a compreender a não ser isto: “tradiçao retrogada= sofrimento”
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Touradas e coisa que nao me interessa muito.
Nao gosto de visoes ou cheiros que incluam sangue fezes e sofrimento, acho muito redutor seja em animais seja em pessoas. Para alem disso os fundamentos da relaçao homem touro sao muito diferentes deste espectaculo de crueldade. De touradas a unica coisa que me ficou foi a cançao e o poema em tudo singular que um dia Ary escreveu a proposito de um pais cheio de injustiça e onde essa mesma injustiça mereceu por inteiro essas palavras cheias de ironia .
Tenho ca a impressao de que outro poema e preciso. Porque touradas a serio e aquilo que vejo todos os dias nos telejornais e nao gosto nada do que vejo.Quanto a essa touradas de sangue e morte por muito que lhe chamem espectaculo, nao passa daquilo que e; cultura ou nao culturas aparte que tem muito pouco que ver com isso .
E que um dia terminarao, e claro.
As pessoas nao parece, mas crescem.
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Sou um aficionado da tourada a cavalo á portuguesa e dos forcados, a fúria do touro e a sua força são soberbas, o cavalo é simplesmente majestoso, a sinergia entre cavaleiro e cavalo é bela e os forcados são a bravura pensada. Não gosto da tourada espanhola, não gosto de ver a morte de um animal que eu respeito transformada num show.
O documentário está muito bom, apenas as cenas com os matadores a finalizar a estocada é que não gosto.
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Barrancos é um freak show que mostra como estes socialistas são uns coninhas, aguentem agora com outras lides, a dos professores e dos militares.
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Concordo completamente com a frase “Se alguém quer ter opinião sobre a tourada …terá, antes de mais, de saber do que está a falar.”.
Não existindo aqui no Porto qualquer tradição taurina, não deixo de encontrar, cénicamente e emocionalmente, alguma atracção e até (sacrilégio) beleza na “festa brava”, embora não seja um aficionado.
Nestas alturas lembro-me sempre de uma entrevista de Rui Zink em que este dizia que vendo a raiva e o ar de celerada com que uma defensora dos direitos dos animais arengava com um pacato habitante de barrancos, não sabia bem com quem preferia ficar “locked in a room without windows”….
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Viva meu caro.
O que eu acho polémico é que ainda haja gente que acha mesmo que por estar no topo da pirâmide de animal predador possa usar a seu belo prazer o sacrifício animal como se de um jogo da sueca se tratasse.
“Ó mãe! Vou ali às touradas ver uns touros a serem torturados com uns ferros nos costados e depois venho lanchar!”
O gostar de touradas não é como pensa os que gostam de touradas, romântico, cultural e muito menos ritual do macho latino.
É um puro atraso civilizacional a que muitos continuam a prestar vassalagem e aplaudindo para gáudio de algumas “multidões”…
Portugal em pleno século XXI foi o único país “civilizado” a descriminalizar os touros de morte.
Que mais dizer de um país que cospe para o chão onde caminha e se gaba de todos os anos roubar os estado fugindo aos impostos?
Que mais dizer de pessoas que acham mesmo que um animal foi criado pela natureza para servir-lhe de besta para torturar enquanto houver “alminhas” que continuam a sequer pensar que aquilo têm alguma coisa que seja de cultural?
Não se pode ter uma posição neutral neste assunto. Lamento mas somos racionais por alguma razão.
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«Sabia que há dias, salvo erro na Eritreia, mataram mais uma mulher à pedrada?
Sabia que os católicos ainda passeiam os seus “santos de pau ou de barro”, pelas ruas das aldeias?»
Joaquim Teixeira, esclareça-me: está a pôr as duas coisas no mesmo patamar?
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«A tourada existe e a cultura do touro é mais antiga do que o próprio país»
Considerando 99,999999% dos textos que Daniel Oliveira publicou neste espaço, espero que esta seja apenas uma nota de erudição (de resto assaz banal) e que em nada se assemelhe a um argumento. Coisas que «existem» e são «mais antigas que o próprio país» há muitas: não creio é que o DO as quisesse ver a todas toleradas sob esse pretexto…
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Eu torço sempre a favor do touro mas perco sempre…
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Não preciso de ver um documentário para saber que a tradição (por mais antiga que seja) nunca justifica a barbárie.
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“Não se pode ter uma posição neutral neste assunto. Lamento mas somos racionais por alguma razão.”
True. Para mais facilmente caçar/capturar/afastar as outras criaturas deste planeta. Ah… it’s good to be on top.
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JV, não ponho nem deixo de pôr, o que me choca é o aproveitamento da “tradição” para dar cobertura a estas barbaridades.
O “ópio do povo”, manifesta-se de várias formas.
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Assumo o preconceito e o ódio: dá-me vómitos ver a esquerda defender as touradas (não sei se é o caso).
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O que mais gosto das touradas… as sirenes das ambulâncias!
Eternos primitivos… não compreendo.
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E Daniel …
“Se alguém quer ter opinião sobre a tourada (o documentário é muito mais do que isso) terá, antes de mais, de saber do que está a falar.”
Definitivamente não necessito de conhecer a história, para gostar ou deixar de gostar do que vejo e oiço.
Ver e ouvir não chega para formar uma opinião sobre a tourada?
Desta vez discordo totalmente de si. Até que enfim!
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Parabéns pela sua lucidez, Daniel. Até porque proibir as touradas equivaleria à extinção do touro ibérico.
Para não falar em que é a actividade actual que ainda resta dos tempos dos iberos…
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Touros.Ibericos.Extinçoes .
Ou seja, para que um animal possa dar-se ao luxo de existir borala mata-lo.
E caso para dizer que mais valia guardar o adn do bicho e guarda-lo em boa arca frigorifica ate que novas formas humanas apareçam.
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Pedro Sá, mas que bem aquilo que disse! Proibir as touradas equivaleria à extinção do touro ibérico! De facto, para que serviriam?
E devemos extinguir JÁ leões, tigres, chitas, hipopótamos, camelos, focas, ursos, e sobretudo mentes como a sua que, de facto, de nada servem!
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Pedro Sá
O Sr. reflecte, na perfeição, a obtusidade mental que herdamos daquele meio século de má memória.
Nel, que disparate. Então dá-lhe vómitos ver a esquerda defender as touradas e depois assume não saber se é o caso?
Decida-se!
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Escapa-me totalmente o fascínio de andar a picotar bovinos.
Não penso que se irá proibir as touradas mas a educação, o bom senso e o tempo irão prevalecer sobre estas “tradições”, que dependem de um sadismo pagante para sobreviver.
Para quando um abrigo para acolher as criaturas depois dos “meninos” se cansarem de brincar com elas?
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Quanto à extinção não havia problema, aplicava-se a “solução ACIME”: por decreto estipulava-se que galinhas nascidas na lezíria eram Touros e acusava-se quem fosse contra de racismo primário
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Também já foi “tradição” a escravatura, as lutas de gladiadores até à morte, os apedrejamentos públicos, a inexistência de direito de voto da mulher, e outras coisas que tais…mas felizmente existe um conceito denominado “evolução”, que deveria ser sempre o sentido natural das coisas ( neste caso o oposto da “tradição” que tanto invocam ), que encerra em si próprio um pressuposto de mudança de um estado de coisas para melhor.
Pena que cá no burgo a ” evolução ” não se opere, e que continuemos a desculpabilizar e vangloriar actos bárbaros e a todos os niveis censuráveis em prol de uma suposta “tradição” ( e de muitos interesses financeiros obviamente)!
Sim, porque parece que a palavra “tradição” é o reduto perfeito em que todos os aficionados se protegem, (tipo trincheira), justificando assim a sua posição.
Obviamente que não me revejo numa “tradição” que promove o sofrimento e tortura de um animal em prol da diversão de uma cambada de gente que apelida aquilo de uma luta justa entre toureiro e touro.
E muito me choca ter de levar repetidamente com as corridas de touros na tv, especialmente na rtp, que ao que parece tem como principal função o serviço público.
Ora muitos parabéns pelo brilhante trabalho no que a este assunto toca! ( sarcasmo, entenda-se)
Enfim, é só mais uma das coisas que por vezes me envergonha neste país!
“De todas as espécies, a humana é a mais detestável. Pois o Homem é o único ser que inflige dor por desporto, sabendo que está causando dor.”
- Mark Twain
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Epa e se a consequência do fim das touradas é o fim do touro ibérico…pois que assim seja!
Algo que nunca compreenderei é a razão pela qual determinadas pessoas, pelo simples facto de criarem um touro, com os cuidados e despesas inerentes que isso acarreta, acham que têm o direito de fazer o que lhes aprouver com o animal, torturá-lo e matá-lo.
Se é para esse fim, que não se crie simplesmente… não será mais ético?? ( para os aficionados não obviamente)
Ahhh, e que bom para o touro, tem 4 anos de liberdade, mas depois acaba-se a boa vida porque o destino é a arena! Mas pelo menos foi livre 4 anos!! Excelente argumento sem dúvida ( mais uma vez sarcasmo inerente ).E se lhe dessem 4 anos de liberdade a si, acharia suficiente? Enfim…
E em jeito de conclusão porque não quero monopolizar este espaço, respondo ao António de Almeida:
Eu, e felizmente muitas pessoas que conheço, quando lidamos com uma situação ou estado de coisas com a qual discordamos e não compactuamos, não nos calamos ou enfiamos a cabeça na areia como se não existisse…aliás, este país não seria hoje o mesmo se essa tivesse sido a opção em 1974 entende?
Acho que confundiu um pouco o conceito de “ditadura” que utilizou!
Ou você não luta por valores que acredita serem justos ?
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O touro não é um animal indefeso que está ali passivamente para que lhe espetem uns ferros.
Esses ferros ao contrário do que li em sites militantes da defesa dos animais, não penetram 15 a 20 cm na pele dos animais mas sim 1 a 3 cm.
No final corrida portuguesa o animal não fica de maneira nenhuma incapacitado ou ferido de morte, o motivo que o leva ao matadouro é outro – imposições legais para que não possa ser “corrido” novamente.
Esta discussão em volta das touradas ou de outras actividades similares como a caça estão envoltas em argumentos pouco racionais.
Todo o movimento anti-touradas e anti-caça baseia-se em sensações e sentimentos e não em racionalidade e ciência.
O simples acto de ter um gato numa casa com jardim pode provocar sofrimento agonizante a mais animais – com igual capacidade de sentir a dor e sofrer que o touro – que todas as touradas de Portugal num ano juntas.
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E agora ficamos a saber que os Touros se mexem e que isso justifica que os matem.
Ora quem os manda ter cornos e nao gostar de ferros.Ficavam ali muito quietinhos a apanhar com ferros e bandarilhas e ja os senhores toureiros nao os matavam. Olha que ate e uma boa ideia, agora so falta ensinar os touros a ler, a ver se eles percebem que o segredo da longa vida esta na ausencia de movimentos.
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Egitaniense,
Vá lá buscar uma régua e meça 1 cm s.f.f.
E não se esqueça de uma coisa, já viu como se movem os ferros depois de espetados? Acha que se mantém só 1 cm abaixo da pele? Ou mais?
“Todo o movimento anti-touradas e anti-caça baseia-se em sensações e sentimentos e não em racionalidade e ciência.”
Racionalidade e ciência… ora explique lá isso. Ou vai argumentar que os caçadores são todos uns naturalistas do caraças, e os toureiros os paladinos protectores de uma espécie (criada pelo Homem)?
Li um artigo do Miguel Esteves Cardoso onde dizia uma coisa do género:
“Gosto de caçar veados, mas custa-me um pouco porque eles choram…”
A minha pergunta é: Então para que é que os caças meu atrasado mental? O Supermercado fechou?
Fds já não há pachorra!
” O simples acto de ter um gato numa casa com jardim pode provocar sofrimento agonizante a mais animais – com igual capacidade de sentir a dor e sofrer que o touro – que todas as touradas de Portugal num ano juntas. ”
Não se esqueça desta e desenvolva já um franchisado com o PCM de Barrancos.
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Maria, concordo inteiramente contigo…o animal tá ali fechado e a ser sovado e ficava impavido e sereno sem se tentar defender!!Aliás o instinto de auto defesa e de sobrevivencia existe em todos os animais, até no Egitaniense, mas ás tantas ele ainda não se deu conta disso!
E que bom, só espetam 3 centímetros…perante tal informação esta discussão já nem tem razão de ser né? haha
Ridículo!
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Infelizmente, as estações de televisão portuguesas – RTP, SIC e TVI – enveredaram por um caminho já completamente aberto de promoção da violência contra animais.
A SIC, que era a única estação que se mantinha relativamente afastada do péssimo caminho de promoção da crueldade em que entretanto a RTP e a TVI já estavam lançadas, transmitiu recentemente uma tourada e estreou, também recentemente, uma novela (“Podia Acabar o Mundo”) cujo protagonista é forcado, onde a tauromaquia é glorificada e onde os touros são retratados como animais agressivos e perigosos – e os forcados e tauromáquicos em geral são corajosos e bons.
Uma vez que as três estações de televisão portuguesas estão de tal maneira apostadas em promover não só touradas como também insistem em apoiar e emitir espectáculos de circo com animais, apesar de se saber já mais do que suficientemente da vida miserável que estes animais têm sendo mantidos escravos em circos, é tempo dos defensores dos animais em Portugal boicotarem, de uma vez por todas, as estações de televisão portuguesas – enquanto estas não respeitarem os animais.
A ANIMAL acabou de lançar a Petição Online “Quero que as estações de televisão portuguesas respeitem os animais”, cujo objectivo é atingir um mínimo de 5.000 assinaturas, que serão depois entregues aos directores de programas destas estações, para que saibam que quem se preocupa com os animais prefere canais estrangeiros acessíveis por cabo ou satélite, ler um livro, ir ao cinema, ao teatro e/ou a um concerto, passar tempo com a família e com amigos, ler, passear ou simplesmente dormir. Tudo, menos dar um segundo de audiência que seja às estações de televisão portuguesas – enquanto estas mantiverem a conduta moralmente reprovável e socialmente deseducativa e obstrutiva do progresso moral que está a acontecer em Portugal relativa à sua promoção da violência contra animais.
Por favor, assinem e divulguem a petição – que está online em http://www.thepetitionsite.com/1/bastadetelevisoescontraanimais.
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A violência não pode ser tradição.
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Todas estas noções são novas e de fabrico urbano. Muito dificilmente verão um rural defender as vossas posições, mesmo que seja instruído.
O motivo para esta clivagem prende-se com a desconexão que os urbanos têm com a realidade da natureza, da vida e da morte. Como vivem num mundo de facilidade isento de sofrimento em que a vida é fácil, e a morte escondida dos seus olhares, imaginam que na natureza, os animais têm uma vida igualmente fácil, que não são depredados, que enquanto vivem numa qualquer exploração agro-industrial têm uma vida agradável próxima do que a sua biologia requer.
Se medirmos o sofrimento e bem estar de um bovino desde a exploração até ao matadouro facilmente chegaremos à conclusão que tem uma vida muito mais difícil que um touro de lide. Aliás existem já métodos experimentais para medir comportamentalmente qual o grau de conforto de um animal num determinado ambiente. Além desse conforto deve também ser tido em conta a quantidade de tempo em que o animal vive nessas condições.
Quanto à caça nem vale a pena argumentar, pois foi já demonstrado à saciedade que é uma situação preferível à vida em cativeiro, e que o stress e sofrimento induzido no acto da caça na maioria das espécies é inferior ao de uma situação de depredação natural ou morte por outras causas de origem não humana.
A morte na natureza é algo doloroso e prolongado, ser caçado por um predador não-humano pode demorar horas ou mesmo dias, o terror e o sofrimento causado por essas situações é incumensurávelmente maior que levar um tiro e ter morte instantânea – ou em poucos minutos, na pior das hipóteses.
Além de todos esses argumentos convém informar os animais abatidos são consumidos.
Na tourada vem ao cimo o verdadeiro motivo pelo qual todo este movimento surge: a sensação de que há gozo sádico ao infligir dor e sofrimento nos animais.
Esta ideia não podia estar mais longe da realidade, para o aficionado de touros e para o caçador esse gozo pura e simplesmente não existe.
O que existe é a tentativa do Homem tentar superar o animal através da sua capacidade física e intelectual, da sua tenacidade, da sua pontaria etc.
A realidade é que diariamente milhares de outros animais sofrem bem mais e ninguém parece importar-se com isso, desde as desratizações com venenos que provocam agonias prolongadas, por vezes de dias, que são verdadeiros holocaustos; às mortes de animais por atropelamento na estrada – que provoca mais sofrimento e dor aos animais que toda a actividade da caça e tourada juntas – ao acto de possuir um gato etc.
Na perspectiva do animal é indiferente a intencionalidade de quem o extermina ou lhe provoca dor.
Essa é a dura realidade – a civilização moderna não é mais avançada que as anteriores por tratar melhor os seus animais, porque simplesmente os trata de igual forma ou pior que as anteriores. A única diferença é que a maioria da população (urbanos) não tem percepção dessa realidade que existe e continuará a existir enquanto o Homem for Homem.
Não me interpretem mal, sou pela melhoria das condições de vida dos nossos animais, simplesmente devem compreender que é impossível dar uma qualidade de vida igual à de um cão ou gato de companhia a todos os animais.
Na realidade se todos os animais pudessem viver tão bem como um touro de lide ou uma peça de caça, seria um enorme avanço para os animais que criamos para abate, no entanto isso seria completamente inviável do ponto de vista económico e da disponibilidade de recursos materiais e humanos para o fazer.
Não se produzem frangos em pequenas gaiolas metálicas por dar melhor qualidade de vida ao animal, ou por ser mais higiénico que a palha;
Não se colocam os bovinos em parques fechados de engorda por ser mais agradável e salubre que um pasto natural…
A realidade é que estas associações erram completamente o alvo, ao não compreenderem que as maneiras tradicionais de lidar com os animais domésticos e bravios são mais dignas e Humanas que esta parafernália industrial em que se tornaram as explorações pecuárias, de onde todos os dias retiramos o nosso sustento.
Quando estas manifestações culturais forem retiradas da nossa sociedade – o que acontecerá em breve, à medida que a população se urbaniza – perderemos de vez as nossas raízes ancestrais e ficaremos desligados da realidade imutável da nossa condição:
Matamos, tosquiamos, esfolamos, ordenhamos, esventramos, exploramos, decapitamos…
para nosso sustento, mas também cada vez mais pelo gozo de comer – e não pela necessidade – ou de ter um casaco, um sofá de cabedal etc.
Podem não o ver, mas isso acontece diariamente, como sempre aconteceu desde sempre.
Neste contexto gritar: ” Alto que estão a torturar o Touro!” é completamente ridículo. Em primeiro lugar por comparação com a situação dos restantes animais que criamos, e em segundo lugar porque a dor e o desconforto não são assim tão graves e prolongados como se propagandeia.
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Pois isso sabe-se.
Que o meio rural gosta de touradas.
Mas isso nao quer dizer mais do que o que diz. Nao e apenas esse meio o que consome esse tipo de sacrificio , muitas outras pessoas e de varios meios ainda estao nessa e compreende-se porque. Agora e passem embora os respeitos e as devidas venias aos que a praticam , e na verdade um espectaculo deprimente para os que nao sentem nem a necessidade nem o prazer.
Comigo sao os cheiros , nao gosto de nenhum dos que esta associado e confesso, as imagens tambem nao me deixam nada maravilhada.
Fosse a tourada apenas aquela luta entre forcados e bicho e a coisa ainda iria. Assim naquela de um
Nuno Salvação Barreto que era homem para isso e muito mais.Do resto de facto nao gosto.
Quanto ao resto e mais ou menos o mesmo.
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Egitaniense,
O problema é fazer “daquilo” um espectáculo. Isso é o que muitas pessoas como eu não toleram.
Quanto à caça… o meu bisavô e o meu avô eram caçadores. VIVIAM no campo do campo! Raras vezes entraram num supermercado e até o peixe era levado por um tipo com uma “Zundapp” até aos morros onde viviam.
A maior parte dos caçadores que conheço gostam é de dar tiros e andar armados (literalmente) em cowboys no meio das estevas. Naturalistas? Por favor…
As desculpas que “copinhos de leite”, e intelectuais tipo Miguel Esteves Cardoso usam para justificar a caça são para mim inaceitáveis e ridículas.
Tentam romantizar tudo e mais alguma coisa…
Meninos de cidade que fumam charutos e comem nas melhores tascas não precisam de caçar para nada.
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Egitaniense:
Tenho quintas nos dois lados da família e todas têm animais e digo-lhe desde já que não pomos as galinhas em circulo e matamos á pedrada por gozo ou “tradição”!
O ciclo da vida existe para a subsistência e para o equilíbrio, não para o entretenimento.
O respeito que descreve e que eu observo tem pouco a ver com este carnaval das touradas.
Existem, como refere, numerosas crueldades para com os animais e posições hipócritas, mas não vejo como isso serve para justificar mais uma…
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” O ciclo da vida existe para a subsistência e para o equilíbrio, não para o entretenimento. ”
Ora nem mais.
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Tem graça…eu sou da aldeia, sempre vivi numa aldeia e não pactuo com esse tipo de prática…e como eu muitas outras pessoas que conheço…parece-me um grande equívoco essa teoria peregrina do Egitaniense!!
Já no que diz respeito à caça, entrou novamente no domínio do equívoco…é que a caça predatória em ambiente selvagem mais não é do que uma necessidade básica de alimentação dos animais que a praticam…ainda não existem supermercados na savana e na selva sabe?
Já no que diz respeito à caça humana não passa de puro prazer!Esse é o cerne da questão…matar por prazer!
Pode vir com todos os argumentos do mundo e arredores, mas nada afastará essa verdade irrefutável.
“Na tourada vem ao cimo o verdadeiro motivo pelo qual todo este movimento surge: a sensação de que há gozo sádico ao infligir dor e sofrimento nos animais.
Esta ideia não podia estar mais longe da realidade, para o aficionado de touros e para o caçador esse gozo pura e simplesmente não existe.
O que existe é a tentativa do Homem tentar superar o animal através da sua capacidade física e intelectual, da sua tenacidade, da sua pontaria etc.”
Quer portanto dizer que esta tentativa de superação do humano sobre o animal não radica no puro prazer de se sentir superior em relação a uma outra espécie??
Sabe porventura o significado de especicismo??
É algo de tão grave como o racismo, ou o sexismo, ou qualquer outra discriminação!
Quer convencer-nos que quem sofre é o humano ao praticar tais actos, sofrimento que acaba por ser afastado pelo gozo final de vitória?
E para quê essa necessidade de afirmação???São inseguros é???São melhores pessoas assim?Têm um reconhecimento social maior??
Sinceramente custa-me perceber este tipo de pensamento!
Acho mesmo verdadeiramente ridículo!
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Gostava de poder tirar o documentario da net para poder,visto ter 1 trabalho para fazer alguem sabe onde se pode tirar?
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Caro Daniel,
Nem parece seu! Como Sportinguista devia defender o Leão Natural
Quanto ao assunto, lá vêem as cirticas e moralismos aos moralistas. Os ” moralistas” entendem o ciclo alimentar, n há nada a fazer. A própria natureza rege-se pelo ciclo alimentar. Agora diversão, caça e pesca desportiva etc são, hoje, incompreensivelmente incompreensível! Tudo o q provoque, n ser para alimentação, sofrimento, deve e será criticado. Mais, desejo a morte a todos os q por desporto ou diversão façam ou desejem isso.
Para ser mais esclarecedor, cito um dos homens mais inteligentes que passaram pela terra, não é o Zé da Esquina, atenção… :
“Chegará o dia em que todo homem conhecerá o íntimo de um animal. E neste dia, todo o crime contra o animal será um crime contra a humanidade.”
- Leonardo da Vinci
Tenho dito. Espero um dia, com uma caçadeira nas mão, n andar atrás de alguns de vós “desportivamente~”
[Responder]
‘Se alguém quer ter opinião sobre a tourada (o documentário é muito mais do que isso) terá, antes de mais, de saber do que está a falar’…
Este debate também ajuda.
http://www.youtube.com/watch?v=LxRvGm6Ijr0
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