«O novo texto, que se espera para finais do ano, não será submetido a referendo, como o que os espanhóis votaram em Janeiro de 2005. Segundo explicou o presidente [Zapatero], a diferença é que a Constituição aspirava a juntar todos os tratados anteriores da UE e este não. É um instrumento de simples emenda da legislação anterior, como os tratados de Maastricht ou Niza, que também não foram submetidos a consulta popular.
Evitar os referendos é, em qualquer caso, um objectivo declarado dos governos eurpeus que impulsaram esta reforma, convencidos de que uma nova recusa dos cidadãos ampliaria a crise até limites insuportáveis e poria em serio risco o futuro da integração europeia.» El País, 26 de Junho
Via Bloguítica
Por Daniel Oliveira 29 Jun 07
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Poria em risco o futuro da integração europeia neoliberal tal como foi delineado no Clube Biderberg.
Pois, este não une os dois tratados anteriores num só, mas junta-os.
Eu diria que tem muito mais do que os 80% do Tratado constitucional que o António Vitorino apregoa. Guardam desse, claro, toda a parte de manifesto neo-liberal. Tudo o que havia que pudesse parecer-se a uma verdadeira constituição - direitos, liberdades, garantias, democracia, etc. - foi fora (menos de 20%, portanto).
O acordo da Presidência do Conselho europeu leva ao cúmulo a máxima “nunca esquecer de ler as letrinhas pequeninas”.
A parte “principal” está escrita numa linguagem muito jurídica difícil de compreender, e é também a mais sintética. As notas de rodapé e os anexos é que têm o conteúdo todo.