«Sendo certo que Israel não está isento de culpas nem de responsabilidades na questão palestiniana, também é certo que o maior problema dos palestinianos são por um lado os irmãos árabes, que além de os massacrarem de facto os têm atirado para estratégias suicidas, e por outro as suas próprias lideranças.» Helena Matos, hoje, no Público

No dia em que os palestinianos forem donos do seu do seu Estado, tiverem direito a um território continuo e viável, tiverem direito a viver dos poucos impostos pagos pelos seus trabalhadores sem que Israel os roube, tiverem direito a desenvolver o seu comércio externo e interno sem que Israel o sabote, tiverem direito a circular no seu próprio território, tiverem direito de pôr os seus filhos na escola sem que eles fiquem barrados nos checkpoints israelitas, tiverem direito a ir para o trabalho sem ficar dias à espera, tiverem direito a não verem as suas cidades bombardeados por um Estado vizinho, tiverem, enfim, direito a viver, talvez seja legitimo discutir as responsabilidades do seu governo e dos seus aliados, que serão seguramente muitas. Até lá, é pornográfico dizer que «Israel não está isento de culpas». Só tem culpa quem manda si próprio. E isso é direito que os israelitas nunca que reconheceram àqueles que expulsaram das suas terras, mataram e perseguiram. Em relação à Palestina, a culpa foi, ela própria, integralmente ocupada por Israel. Devolvam a liberdade aos palestinianos que mantêm presos entre muros e a culpa do que lhes aconteça será deles. Até lá, haja alguma vergonha.


Sem respostas ao post “Um bocadinho de culpa”  

  1. 1 1  Sofocleto

    A Lenita Matos tem razão. Tirando os massacres e os bantustões, que diabo fizeram os israelitas?

  2. 2 2  luikki

    parabéns, daniel!
    uma análise verdadeiramente objectiva!

  3. 3 3  Jose antonio

    A Sra Helena sofre de zarolhice intelectual.

  4. 4 4  Armando de Sousa Pereira

    pois leia atentamente Amira Hass, Beber o Mar em Gaza (Lisboa, Caminho, 2005), e perceberá que diabo têm feito os israelitas…

  5. 5 5  Budapeste

    É tão bom ser pequenino, ter pai, ter mãe, ter avós. A gente a fazer maldades e a ter quem goste de nós…

    Com tanta desresponsabilização dos pequeninos, como querem que eles se portem como homenzinhos? Humaninhos?…

  6. 6 6  José Leitão

    Helena Matos é desonesta, porque sabe bem o que diz.
    H.Matos não aponta factos, tem fé e “deseja ardentemente que não tenha sido Israel” responsável pela morte da família de Houda.
    H.M. é juíza em causa própria e já decidiu, com a ajuda da televisão alemã(qual?), que M. al-Doura não foi morto pelo seu,perdão, pelo exército israelita
    H.no entanto tem dúvidas, não sabe se parte da dívida que os israelitas retêm, corresponde a verbas que pertencem aos palestinianos.Eu digo-lhe, pertencem!
    M.afinal não sabe e diz que sabe: a UE e os EUA retêm verbas já anteriormente destinadas à Palestina, por acordos firmados entre estados de direito e sérios, ou não ?
    Esta Helena é mata ou Matos?

  7. 7 7  Ocidental

    Muito gosta a esquerda radical de colocar-se por inteiro ao lado do “povo oprimido”, de reclamar um Estado palestiniano que os mauzões dos judeus, essa gente endinheirada (logo desprezível), não deixam. Só é pena uma coisa: os palestinianos e seus amigos vizinhos não querem dois Estados, querem a destruição de Israel. Para quem é a favor dos dois Estados, seria mais sensato ser-se pró israelita do que pró-palestiniano, mas a esquerda adora “povos oprimidos” e detesta gente civilizada.

    Os israelitas também gostavam de ir para o trabalho sem correrem o perigo de explodir com uma bomba no autocarro, também gostavam que os deixassem viver em paz sem estarem constantemente a ouvir dizer que o seu país deve ser apagado do mapa e que o holocausto foi um holoconto.
    É por isso, Daniel, que em Israel há manifestações gigantescas a favor da paz e dos dois Estados (sim! oh!), enquanto que a rua árabe enche por dois motivos: o ódio aos Estados Unidos e o ódio a Israel. E pelo meio, para festejar quando caem duas torres ou explodem uns combóios no Ocidente.

  8. 8 8  de bag

    concordo inteiramente consigo
    se me permite, sugiro-lhe um livro:
    Sharon and My Mother in Law: Rammallah Diaries, link segue abaixo:
    http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/1862077215/203-2982911-1221559

    Cumprimentos

  9. 9 9  a.pacheco

    Quando explode um autocarro em Israel, accão SUICIDA de um desesperado palestino, todo o mundo OCIDENTAL condena E BEM.

    Quando o EXERCITO DO ESTADO DO ISRAEL assassina civis palestinos IMPUNEMENTE, são danos colasterais, ou erros de analise.

    É esta dualidade que revolta a rua arabe, como agora é moda dizer.

    Já agora e que falamos de terrorismo, há dias o Monde, publicava um artigo em que Begin antigo primeiro ministro de Israel era acusado de ter tentado matar, através de uma carta armadilhada, o antigo chaceler alemão Adenauer.
    Os pormenores são escabrosos, pois a carta com a bomba, foi entregue a dois petizes, para eles a meterem numa caixa do correio, se ela tivesse explodido, seriam duas crianças inocentes a morrer, mas que importancia teria isso, para o POVO ELEITO.

  10. 10 10  Luís Lavoura

    Ocidental, acho perfeitamente razoável que os palestinianos não queiram dois estados. A Palestina é tanto terra deles como dos judeus, logo, deve haver um único estado, multirracial e multiconfessional, do qual sejam cidadãos todos aqueles que nasceram naquela terra (a Palestina histórica), e nenhuns outros. Um Estado em que judeus e não-judeus vivam lado a lado, com iguais direitos.

    Isso é que é correto. A solução “dois estados” é uma solução má e racista.

  11. 11 11  Saloio

    Ó Daniel: lá está o senhor com a esquerdinite aguda.

    Nesta questão, tal como a esmagadora maioria dos portugueses e do mundo civilizado, estou com a Helena Matos e com o Ocidental.

    Sei que não é politicamente correcto, pois a sê-lo deveríamos estar todos contra os EUA e contra os judeus…tal como outros no passado estiveram. É muito “correcto” apelar pelos desgraçadinhos dos palestinianos, mas a verdade é que se tivesse de escolher viver em um dos dois sítios com a sua família, Israel ou a Palestina, qual é que escolheria? Não me responda que eu compreendo o seu problema.

    É sempre fácil tomar partido daquilo que melhor nos convém, sobretudo se a nossa opinião não contiver qualquer responsabilidade.

    Talvez o senhor já esteja um bocado esquecido, mas há 60 anos um grupo de gente aparentemente esclarecida como o Daniel parece ser, também embirrava com os judeus…e, quando chegaram ao poder, tentaram tratar do problema da existência deles, com êxito relativo. Isto diz-lhe alguma coisa, ou não lhe interessa, porque …enfim, não lhe convém?

  12. 12 12  Daniel Oliveira

    Sim, escolheria viver em Israel. Viver rodeado de muros não deve ser muito agradável.

    Quanto ao resto, senhor Saloio, não lhe admito que me compare com nazis. Mais que não fosse por razões familiares e pela minha ascendência próxima, dificilmente encontrará em mim qualquer sentimento anti-judeu. Quem falou em judeus, mostrando que os confude com israelitas foi o senhor. Eu falei de um Estado.

  13. 13 13  a.pacheco

    Saloio se o senhor por vezes tivesse alguma cautela com aquilo que escreve, não tentaria misturar a justa atitude de qualquer democrata, que denuncia a BARBARIE do exercito SIONISTA de Israel, contra civis palestinos.

    Com qualquer sentimento contra os cidadãos que professam a religião Judaica, ou qualquer tipo de sentimento anti-semita.

    Eu percebo que amalgama dá muito jeito, e os SIONISTAS servem-se dela de amiude, só que muitos cidadãos que se assumem seguidores de Judaismo, são os primeiros a estar contra os demandos dos assassinos do exército de Israel.

    Quanto á Helena Matos coitada…..

  14. 14 14  EUROLIBERAL

    O regime nazi-sionista-apartheidesco deve ser derrubado !

    Sim porque, 90% dos judeus nem sequer são semitas nem oriundos da Palestina (só a minoria sefardita o é), mas caucasianos turcos oriundos do império Kahzar. Os palestinianos (hoje maioritariamente muçulmanos, mas também cristãos e sefarditas) é que são o povo autóctone da Palestina. E anti-semitas são os sionistas !

    Vejam este livro de Koestler (judeu):

    The Thirteenth Tribe
    The Khazar Empire and its Heritage
    Arthur Koestler

    This book traces the history of the ancient Khazar Empire, a major but almost forgotten power in Eastern Europe, which in A.D. 740 converted to Judaism. Khazaria, a conglomerate of Aryan Turkish tribes, was finally wiped out by the forces of Genghis Han, but evidence indicates that the Khazars themselves migrated to Poland and formed the craddle of Western (Ashkenazim) Jewry…
    The Khazars’ sway extended from the Black sea to the Caspian, from the Caucasus to the Volga, and they were instrumental in stopping the Muslim onslaught against Byzantium, the eastern jaw of the gigantic pincer movement that in the West swept across northern Africa and into Spain.
    Thereafter the Khazars found themselves in a precarious position between the two major world powers: the Eastern Roman Empire in Byzantium and the triumphant followers of Mohammed. As Arthur Koestler points out, the Khazars were the Third World of their day, and they chose a surprising method of resisting both the Western pressure to become Christian and the Eastern to adopt Islam. Rejecting both, they converted to Judaism.
    The second part of Mr. Koestler’s book deals with the Khazar migration to Polish and Lithuanian territories, caused by the Mongol onslaught, and their impact on the racial composition and social heritage of modern Jewry. He produces a large body of meticulously detailed research in support of a theory that sounds all the more convincing for the restraint with which it is advanced.
    Mr. Koestler concludes: “The evidence presented in the previous chapters adds up to a strong case in favour of those modern historians - whether Austrian, Israeli or Polish - who, independently from each other, have argued that the bulk of modern Jewry is not of Palestinian, but of Caucasian origin. The mainstream of Jewish migrations did not flow from the Mediterranean across France and Germany to the east and then back again. The stream moved in a consistently westerly direction, from the Caucasus through the Ukraine into Poland and thence into Central Europe. When that unprecedented mass settlement in Poland came into being, there were simply not enough Jews around in the west to account for it, while in the east a whole nation was on the move to new frontiers” ( page 179, page 180).
    “The Jews of our times fall into two main divisions: Sephardim and Ashkenazim.
    The Sephardim are descendants of the Jews who since antiquity had lived in Spain (in Hebrew Sepharad) until they were expelled at the end of the fifteenth century and settled in the countries bordering the Mediterranean, the Balkans, and to a lesser extent in Western Europe. They spoke a Spanish-Hebrew dialect, Ladino, and preserved their own traditions and religious rites. In the 1960s, the number of Sephardim was estimated at 500000.
    The Ashkenazim, at the same period, numbered about eleven million. Thus, in common parlance, Jew is practically synonymous with Ashkenazi Jew.” ( page 181).
    In Mr. Koestler’s own words, “The story of the Khazar Empire, as it slowly emerges from the past, begins to look like the most cruel hoax which history has ever perpetrated.”
    Mr. Koestler was an Ashkenazi Jew and took pride in his Khazar ancestry. He was also a very talented and successful writer who published over 25 novels and essays. His most successful book, Darkness at Noon, was translated in thirty-three languages.
    As expected, The Thirteenth Tribe caused a stir when published in 1976, since it demolishes ancient racial and ethnic dogmas…At the height of the controversy in 1983, the lifeless bodies of Arthur Koestler and his wife were found in their London home. Despite significant inconsistencies, the police ruled their death a suicide…

  15. 15 15  Ocidental

    “deve haver um único estado, multirracial e multiconfessional”

    Luís Lavoura, você sabe tão bem quanto eu sei que isso não é possível.

    “Quando explode um autocarro em Israel, accão SUICIDA de um desesperado palestino, todo o mundo OCIDENTAL condena E BEM. Quando o EXERCITO DO ESTADO DO ISRAEL assassina civis palestinos IMPUNEMENTE, são danos colasterais, ou erros de analise”

    Pacheco, você em que mundo vive? O que se passa é exactamente o contrário. Israel é constantemente diabolizado pela ditadura do politicamente correcto da bafienta esquerda europeia.
    Quanto à sua última consideração sobre o “POVO ELEITO”… há sempre aí um incómodozinho, uma invejazinha, um ressabiansozinho, não é? Não consegue evitar, pois não? Está entranhado, já desde há uns milhares de anos…

  16. 16 16  Luís Lavoura

    “Luís Lavoura, você sabe tão bem quanto eu sei que isso não é possível.”

    Porque é que não é possível? Basicamente, porque tal solução - a solução típica de qualquer país civilizado moderno - não é aceite por Israel, que recusa terminantemente um Estado que não seja judeu. A solução básica - um Estado definido pelo seu território - não é aceite por Israel, que pretende ser um Estado definido por um povo - o povo judeu. Israel não aceita ser um Estado em que os seus habitantes árabes tenham exatamente os mesmos direitos que os seus habitantes judeus, e no qual os judeus estrangeirs não tenham nenhuns direitos especiais.

    Ou seja, Israel define-se como um Estado racista, rejeitando a solução óbvia, que é a não-racista.

  17. 17 17  Euroliberal

    O “ONE MAN, ONE VOTE, ONE LAND” é impossível na Palestina porquê ? Se na Africa do Sul apatheidesca e modelo de iSSrael, que meteu na prisão Mandela durante 27 anos, isso foi possível e com total êxito, por que não o seria na Palestina ?

    Será porque os israelitas judeus são o “povo eleito” e não quer misturas com Untermenschen ? HEIL SSharon (o repolho) !

    Se for impossível, então só restará aos sionistas o mar… porque a Palestina será libertada pelo novo Saladino do unificado Califado ! Inch’Allah !

  18. 18 18  a.pacheco

    Eu continuo fiel á velha máxima:

    Um Povo para ser livre não pode oprimir outros povos

    Por isso Ocidental eu estou ao lados dos oprimidos, O POVO PALESTINO, o Ocidente ao lado dos opressores O REGIME SIONISTA DE ISRAEL.

    Cada um de nós escolheu o seu lado da barricada .

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