António Costa esteve bem e acabou por não pagar o preço do governo. Portou-se como presidenciavel, safou-se mais ou menos (não se podia pedir mais) na Ota. Colou-se um pouco demais ao Governo no “Simplis” (palavra horrível!)
Ruben de Carvalho esteve mais apagado do que eu esperava mas em geral esteve bem, sobretudo no ataque ao governo. Por vezes um pouco displicente. Mas é o seu estilo e tem resultado.
José Sá Fernandes mostrou estar bem preparado e optou por apresentar as propostas concretas do seu programa. Defendeu-se bem dos ataques mas sem perder demasiado tempo. Foi o que desceu mais aos pormenores concretos, o que é bom mas pode ser mais dificil de acompanhar. O número de pedir a Telmo exemplos concrectos de prédios devolutos da Câmara foi forçado. Mas de resto esteve sempre bem.
Carmona Rodrigues foi poupado e optou por não entrar na polémica. Não esteve mal mas não aparece como candidato a Presidente. O debate não foi em torno dele o que demonstra que já ninguém o teme.
Telmo Correia parecia ser oposição a Sá Fernandes e não António Costa ou a Carmona. Não percebi a estratégia. De resto, o costume sempre que o CDS aparece mal nas sondagens: ladrões, drogados e gays, tudo junto na mesma declaração. Mas foi em geral vivo.
Helena Roseta fez um discurso redondo pedindo a todos para não se zangarem e porem-se de acordo, o que não deixa de ser estranho num debate em que temos de escolher em quem votamos. Talvez isto resulte num país que não gosta do confronto político e por isso lhe tenha corrido bem. Mas não deixa de ser espantoso saber que Roseta não se importa de governar com Carmona. São todos iguais? É indiferente? A proposta de ter um grupo de vereadores diferentes a dirigir o urbanismo é surreal. Parecia conhecer mal os temas. Ainda assim, todos concordaram com ela. É fácil concordar com nada.
Mas Fernando Negrão foi o único derrotado num debate sem história. Apagado, sem nada para dizer e ainda a trocar Lisboa com Setúbal. Não se afirmou como alternativa a ninguém. Não disse nada de que alguém se lembre, não tem agenda e parece não ter programa. Esteve sempre mal.
À porta, Garcia Pereira manifestou-se ao lado de um candidato neo-fascista, prestando os dois declarações em conjunto. Independentemente das razões do protesto, é sempre bom escolher as companhias com quem nos manifestamos. Confesso que fiquei de boca aberta.
Por Daniel Oliveira 20 Jun 07 em Sem categoria


Até parece mentira. Mas desta vez estou de acordo com o daniel.
Carmona quer limpar a honra
Costa quer ser presidente
Ruben ralha
Telmo agita-se
Roseta faz birra
Negrão não existe
SÁ FERNANDES FAZ A DIFERENÇA!
A causa era justa… é talvez a única causa justa do PNR.
Se há democracia, então que todos possam falar. Ou se ilegaliza o PNR ou, se está legalizado e tem um candidato, deve ser ouvido… ou então mais vale ilegalizá-lo…
Quanto ao MRPP, fiquei chocado por não ir a debate. Poder-se-á dizer “ele nunca seria eleito”. Pois, mas aparece nas sondagens 0,1% abaixo do CDS… Se o MRPP não ía, o CDS não ía. E Garcia Pereira faz falta a um debate… eu pelo menos gosto das suas intervenções, muitas vezes menos enfadonhas que as do PCP. Também não é por aí.
A manife era justa e Garcia Pereira fez bem em não saír dali só porque estava lá o gajo do PNR… o Manuel Monteiro e o monárquico prestaram declarações e saíram… tiveram tempo de antena e depois foram embora armados em puta fina.
E Garcia pereira disse bem: “Ao menos a SIC podia ter a honestidade de apoiar publicamente os candidatos que escolheu”.
O Garcia faz falta.
Que post mais Helena Roseta, redondo.
Não discuto se a causa era justa apesar de achar que debates a 12 não são debates. Teria de se encontrar outra solução. Mas em nenhum caso eu me manifestaria com neo-fascistas. Em nenhum caso. E acho extraordinário que Garcia Pereira o tenha feito. Que se manifestassem em separado. Há que manter um cordão sanitário.
Sarkozy, você tem formigueiro nos dedos? Tinha mesmo alguma coisa para dizer ou está só com pouco que fazer? Não gosta não come.
Daniel,
concordo com a sua veemência em relação a Garcia Pereira se manifestar junto de neo-fascistas.
Mas acho curioso ter deixado escapar a presença de um fascista (sem “neo”) numa acção de campanha de António Costa - refiro-me a António Couto Viana (que foi director do jornal “A Rua”, criado depois do 25 de Abril para fazer propaganda fascista e anti-democrática) que apareceu a abraçar o candidato na sua visita à Casa do Artista.
Aviso prévio: Vou votar em Negrão.
E eu voto mesmo porque moro em Lisboa contrariamente às opiniões de muitos que gostam de falar mas, coitados, têm que votar noutros lugares.
Acho que Sá Fernandes fez muito bem em entalar Telmo Correia, na verdade falam de coisas de que só têm uma vaga ideia. Ele até acabou a dizer que na Rua de São Bento há prédios devolutos o que o outro contrariou de imediato.
Para mim a grande desilusão foi Helena Roseta que aliás acabou a pedir o voto em Negrão.
Quando ela diz que a suposta maioria pedida por António Costa não funciona contra a maioria da Assembleia Municipal, está a dizer o quê?
Com que então 11 assessores…e o Sá Fernandes não se defendeu…esteve realmente muito bem
lh, não ouviu: é o que tem menos depois de Maria José Nogueira Pinto (quando deixou de ter pasta). Mas não ia passar o debate a defender-se de um candidato que acabou de aterrar nos problemas de Lisboa. Fez bem em ser curto e andar para a fente. O que Telmo cria era po-lo a justificar-se. Logo o CDS, imbatível em matéria de assessores no último governo de que Telmo fez parte..
Não vi o debate, mas queria realçar a excelência do comentário de Tiago Ivo Cruz, especialmente quando diz “Costa quer ser presidente”. O malandro.
Voto em Lisboa e voto Sá Fernandes.
Negrão o que é…
Deixou a Camara de Setubal a meio do mandato para que foi eleito
È deputado e certamente regressará ao Parlamento , porque só vai ser eleito vereador, ( e então teremos Carrilho versão dois)
Por isso quem quer alguem para defender Lisboa NUNCA deverá votar nele.
Quanto ao Telmo Correia do CDS tambem deputado, é interessante a forma como ele e outros vêm esta questão dos assessores, será um mea culpa, por todos os gabinetes bem recheados que o CDS-PP tem tido sucessivamente na Camara de Lisboa e já agora tambem noutras …..
Estranho que num debate como este, alguem se tenha lembrado desta questão, a não ser para falar dos 64 vereadores do Carmona, e de outras ex-vereadores da sua lista, ou o assessores do Lipari da lista do Negrão…
Em suma o que me pareceu foi que o Sá Fernandes na pratica incomoda muita gente, e isso foi talvez a coisa mais positiva do debate de ontem.
Negativo foi a exclusão dos outros candidatos.
É claro que sendo uma empresa privada a SIC pode convidar quem muito bem entende, aliás para mim é bastante mais escandaloso a forma como a RTP nos telejornais tem tratado a pré campanha, aí só existem dois candidatos , Costa e Negrão.
De qualquer maneira independente do juizo que faço do neo-nazi, ele tinha todo o direito de protestar tal como o candidato do MPT e o Garcia Pereira ( aliás estavam lá os 3).
Agora essa do Couto Viana ser comparado com o neo-nazi racista e xenofobo, lider de um grupo de arruaceiros ….
O Couto Viana é de outra estirpe, aé eu consigo ver as diferenças.
“queria”, Daniel, “queria”…
O Telmo a falar de assessores?
Ele que com 1% de intenções de voto bota 5 maganões num cartaz que chega a incluir a rainha do tacho Teggy Caeiro, e cuja mensagem é claramente “votar no telmo é votar numa equipa de assessores” !!!
Daniel:
“apesar de achar que debates a 12 não são debates.”
Até pode ter razão… mas então, arrange-se um sistema em que todos os candidatos possam ser ouvidos. Por exemplo, vários debates a 5…
O Bloco de Esquerda sabe o que é ser descriminado. Antes de haver Bloco, os partidos que hoje o constituem também eram descriminados na Comunicação Social.
Para o debate democrático tem de se ouvir todos.
Das duas uma: ou se ilegaliza o PNR, dizendo que é um partido que defende ideologias anti-constitucionais e que promove a violência (e essa medida não me chocaria), ou se o PNR existe, tem o direito de ser ouvido.
Choca-me mais um partido que existe mas que é silenciado, do que um partido que é ilegalizado por ideologias fascistas.
Naquela causa, MRPP e PNR (e MPT, já agora…)estavam de acordo. São ambos partidos que estão fora do sistema e que querem a oportunidade de expor as suas ideias (para entrarem no sistema…)
O Bloco aderiu à greve geral, que foi promovida pelo PCP. Eu sei, eu sei… não tem nada a ver o PCP e o PNR… o que eu quero dizer é: se as ideologias separam dois partidos, mas há uma causa comum, não vejo o problema em se juntarem só e só naquela causa.
Fado Alexandrino:
você vota em Lisboa. Eu não voto em Lisboa. Aliás, eu nem voto… mas a democracia é assim, todos podem dar a sua opinião. Ainda por cima nestas eleições, que ganharam âmbito nacional.
“Vão para a vossa terra!”… às vezes Lisboa é tão provinciana…
Bom dia Daniel.
Análise sintética q.b…o debate também não deu para mais.
Quanto a companhias , cuidado !
Não anda por aí um AUGUSTO CID a dizer que “precisamos do Zé ” ?
Se é o mesmo Augusto Cid que estou a pensar…
Cumprimentos
De facto,como sou inteligente,vou votar no Negrão,o tal cujo partido está na génese de negociatas para os seus boys,corrupção em barda e eu,pobre coitado,não ganho nada com isso mas até gosto e,temos que ajudar os cleptocratas…
Eu já tive que gramar em muitas manifestações com companhias bem desagradáveis. Sempre o fiz pensando naquilo que me levava ali, e procurando abstrair-me dessas companhias.
Compreendo, portanto, Garcia Pereira. Ele manifestou-se por uma causa, abstraindo da má companhia em que se encontrava. Eu também já tive que fazer isso.
Concordo com o Daniel, o grande derrotado foi Negrão…autor da proposta mais rídicula: construção de parques de estacionamento na Baixa aproveitando edíficios da zona para o efeito.
Grande cromo este Negrão!!
No debate de ontem da SIC-noticias gostei:
De Roseta (conciliatória, calma, e simpática), de Sá Fernandes (incísivo nas denúnçias), de Negrão (tem propostas, e quer organização);
Gostei assim-assim de:
Rúben de Carvalho (conheçe os dossiers);
Não gostei:
António Costa (ligação execessiva ao governo, até parece que é este que vai governar a Câmara), de Carmona Rodrigues (não assumiu os erros) e de Telmo Correia (quer privatizar a CML)
Contribua e divulgue
Eu não voto em Lisboa, mas estou a acompanhar a campanha e acompanhei o debate e, concluiu que a minha Lisboa (pois foi aí que nasci) vai continuar na mesma…
Nada de verdadeiramente viável se descutiu…cada um quis marcar posições, só isso… (quanto a mim, claro!)
Um abraço ;))
Também vi o debate e partilho da opinião do Daniel quase na integra. Só não partilho é o seu espanto por ver o Garcia Pereira ao lado dos fascistas. É que, embora não se podendo comparar, em termos de respeitabilidade pessoal, o Garcia Pereira com o lider dos tais, em termos ideológicos o MRPP tem muito mais semelhanças do que diferenças com o fascismo mais duro!
O que saiu do debate foi a postura de António Costa: eu já ganhei, vocês são vereadores! Será assim?
Para mim que voto em Lisboa, que vi o debate e que até concordo com muitas das ideias do Daniel, confesso que fico satisfeito por perceber que é a Helena Roseta que todos mais temem, a começar pelo Daniel, pois caso contrário, não seria a ela que dedicaria mais linhas na sua síntese! (se compararmos com o nº de linhas dedicadas ao carmona e ao telmo…….)
Creio que as sondagens feitas até agora são pouco reais, e esta percepção tem por base os resultados do carmona, que não podem de todo ser reais!!!
luis, isto não se mede à linha. Digamos que sou mais violento com Negrão, por exemplo. Há é coisas que se dizem em menos palavras e outras em mais. Não será assim?
O que mais gostei do debate foi ver António Costa sempre a abanar a cabeça em concordância com o que dizia o Zé Sá Fernandes. Haverá alguma aliança estratégica para a CML? A ver aqui pelo que escreve o Daniel sobre os candidatos, parece que sim.
O candidato OTA não conseguiu explicar como é que é amigo da cidade atirando com o aeroporto para mais de 50 kms.
Também elogiei Rúben de Carvalho. Haverá alguma aliança na manga?
Daniel, tu a defenderes os 11 assessores do José Sá Fernandes fazes lembrar o José Sócrates a dizer ao Marques Mendes que ele também foi a favor da Ota ou que no governo dele o deficit foi ainda maior, etc.
Ou seja, defendes os assessores do Sá Fernandes dizendo que os outros tinham ainda mais assessores, e que de qualquer forma o partido que o acusa também colocou muitos assessores alhures, etc.
Isso não é uma defesa honesta.
A ver se nos entendemos. Os 11 assessores são na realidade seis e cinco pessoas a meio tempo (técnicos externos, já que a oposição não pode recorrer aos da Câmara). Está incluída a secretária e assessora de imprensa. Os ordenados são normais e Sá Fernandes não recebe ordenado. Se um vereador da oposição não tem assessores e não recebe salário quer dizer que, numa cidade das dimensões de Lisboa, não vai fazer rigorosamente nada. Ao contrário dos outros partidos, o BE não tem funcionários na câmara que lhe recolham informação. A comparação com os vereadores com pasta é absurda, já que esse têm os serviços e os assessores dos seus departamentos a trabalhar para eles.
O gabinete de Sá Fernandes, com o de Maria José Nogueira Pinto, era o que TINHA MENOS ASSESSORES. Não achas estranho que seja do dele que se fale?
Não faço ideia se os assessores são demais ou não. Não trabalho lá. Não sei. Sei que está dentro da lei, sei que nenhum deles ficará na Câmara (ao contrário dos boys que entram para o quadro e ultrapassam pessoas qualificadas) e sei que não é por acaso que apesar de ser o que tem menos assessores é dos dele que os outros candidatos falam. Porque o Correio da Manhã fez uma notícia sobre ele e outra sobre todos os outros, em dois dias seguidos e em separado. E não foi por acaso. Os casos de pessoas que entram para a Câmara com salários milionários são de tal forma graves que chega a ser patético este debate em torno de assessores que recebem o que qualquer técnico médio recebe na administração pública, a recibos verdes e saindo quando o vereador sair. Um pouco de bom-senso.
é bom ler os posts e os comentários aos comentários que o Daniel vai lavrando. sempre dá para perceber qual o alinhamento estratégico, bem diferente do que é meramente tático. só um pequeno problema Daniel: não exageres na promoção do Costa. é que pode ter um efeito preverso, o do voto útil, e deixar o teu candidato apeado. portanto, procura a exacta medida.
os extremos…tocam-se?
Começo por dizer que ontem recebi no meu mail e numa linguagem soez, uma ataque a Sá Fernandes feito por um militante do PCP e apoiante de Ruben de Carvalho, da Freguesia dos Prazeres em Lisboa.
Aliás acho que só uma candidatura fragil, e insegura se permite utilizar este tipo de campanha.
Penso que na falta de outros argumentos , a linha de ataque a Sá Fernandes é uma noticia do Correio da Manhã e os ditos assessores.
Estranho é que nas reuniões da Camara , NENHUM vereador tenha levantado a questão.
Aliás a situação nem teria qualquer relevancia se fosse integrada no contexto geral dos gabinetes de TODOS os vereadores, o seu trabalho em prol dos lisboetas.
Mas penso que até 15 de Julho teremos que ouvir diariamente esta conversata, que se fale em mais de 1.000 assessores, que se diga que Marques Mendes discutia TACHOS com Carmona, que se diga que por exemplo o PCP e o PS negociaram com Carmona lugares em empresas municipais, casos da Lx Desporto e da Epul ( Rosa Egipto presidente da Junta de Freguesia dos Olivais…), isso não tem relevancia nenhuma.
Os assessores de Sá Fernandes, (o vereador que a par de Nogueira Pinto que tinham os gabinetes mais pequenos, e que apesar disso foram os que apresentaram mais trabalho) é o que interessa.
Mas até fico de alguma forma contente, só se ataca quem é forte, só se receia que faz mossa, só se tenta denegrir quem não pactua ….por isso penso que a candidatura de Sá Fernandes está no bom caminho, e dia 15 de Julho, os lisboetas saberão premiar que nestes dois anos realmente trabalhou….
Caro Daniel:
Costumo vir aqui ler os seus comentários, e só coloco a mim mesmo uma pergunta, que esperava ver aqui, já que é você um dos mais mordazes comentadores políticos que temos hoje: Então ninguém tem soluções financeiras para a câmara? É que, não sei se reparou, ninguém falou em maneiras de reduzir EFECTIVAMENTE o défice da câmara… Todos falaram em como reduzir 10 milhões de euros, quinze… Mas o défice da câmara é de mil milhões de euros!!!
E falando de candidatos, até lhe concedo: José Sá Fernandes foi quem esteve menos mal. Mas não vi ninguém denúnciar o rídiculo que foi Telmo Correia dizer que reduzia o défice da câmara através da redução das despesas em coisas como telemóveis e carros e assim. E António Costa disse que a redução era à custa das despesas correntes, mas sem despedimentos. Ora, o que são despesas correntes sem despedimentos (explicou-me um amigo meu recém formado em gestão)? São chamadas de telemóvel, carros, gasolina, gastos em manutenção da câmara… Eliminar o défice de mil milhões por aí? Mas anda tudo a brincar?
O mal é que, aí, no essencial, são todos os discursos demasiados parecidos. É a vida.
É bom não esquecer quem denunciou em primeiro lugar a descriminação da sicnotícias foi Garcia Pereira.
Quanto ao candidato neofascista, é bom não esquecer que é um candidato aceite pelo Tribunal Constitucional.
Quem combateu o fascismo antes e depois do 25 de Abril, não precisa de lições de “democratas de opereta”.