«Posso-lhe dizer que não há país do mundo onde os negros vivam tão bem como na América. (…) Repare, eu acho que eles têm todo o direito à liberdade, é a terra deles. Agora não se esqueça que os negros americanos não estão na sua própria terra. (…) Foram eles que foram. Atraídos pelo nível de vida que não têm em mais parte nenhuma do mundo. (…) Alguns foram levados como escravos. Mas ainda hoje há gente a emigrar para lá, negros. E deixe-me dizer-lhe uma coisa. O homem que ganhou o prémio Nobel, este ano, Robert Fogel, provou que se o sistema da escravatura era politicamente inaceitável, em termos económicos, para os negros, era um sistema muito eficaz. Mais: que o trabalhador negro da época, escravo, vivia melhor que o trabalhador médio branco. Certamente que a conclusão é surpreendente, é por isso que ganhou um prémio nobel. Mas documentou extraordinariamente bem.»

«Mas é precisamente a pensar nos pobres que eu punha a questão da transacção do voto. Se uma pessoa tem direito a um voto mas não quer usá-lo, tem de o deitar fora. Noutro sistema, poderá vendê-lo a alguém que queira votar várias vezes. Já viu quantos pobrezinhos ficavam beneficiados

Entrevista de Pedro Arroja a Fernanda Câncio, em 1994. Agora no blogue humorístico Blasfémias.

(Via Avesso do Avesso)


Sem respostas ao post “Um dos mais importantes defensores da Liberdade que Portugal conheceu nas últimas décadas.”  

  1. 1 1  Filipe Moura

    Obrigado pela referência, mas olha que o texto original está no Glória Fácil (eu fiz referência no Avesso do Avesso).

  2. 2 2  Nuno Magalhães

    A citação, tal qual está feita, descontextualizada do todo da entrevista, aliada ao título que v/ escolheu (e que não é inocente) só revela bem o sectarismo com que v/ posta. O que desde logo lhe retira toda a credibilidade.

  3. 3 3  agitador

    não era ele que queria privatizar os rios?

  4. 4 4  João Pedro

    Eu lembro-me dessa entrevista, à saudosa Grande Reportagem, e até mecionei esse ponto dos votos nos comentários do Blasfémias. Tive conhecimento do humorista precisamente aí.

  5. 5 5  Daniel Olivira

    Nuno, é que nem durmo a pensar na minha credibilidade quando falo de Pedro Arroja. O título não de facto é inocente: é uma citação do Blasfémia sobre tão ilustre personagem.

  6. 6 6  antonioni

    Ora,aqui está a radiografia de um terrorista militante.Não são só os obcurantistas medievais do Oriente;temos entre nós aventesmas do mesmo quilate!!!Sr.Daniel,não dê tanta relevância a tamanha besta social-o gajo é um fascista!

  7. 7 7  DJ

    Será que este Arroja quer fazer parte do elenco do Gato Fedirento?

  8. 8 8  Miguel Madeira

    A única coisa que está descontextualizada é esta: “Repare, eu acho que eles têm todo o direito à liberdade, é a terra deles.”

    Esta passagem refere-se aos negros sul-africanos, não aos norte-americanos (aparentemente, PA achará que os negros norte-americanos não terão tanto direito…)

  9. 9 9  random

    Espero que o tão anunciado Pedro Arroja seja capaz de melhor que esse momento de humor negro…

  10. 10 10  João

    Eu que aqui há dias publiquei um comentário neste blog (a propoósito do comprimisso Portugal) onde, por absurdo, colocava a possibilidade dos nossos liberais quererem restabelecer a escravatura confesso que não imaginava que eles já tinham a justificação teórica para o efeito!!!

  11. 11 11  Irredutível

    A questão essencial da escravatura é que esta nunca foi um passatempo de sádicos (como querem fazer parecer) mas sim uma meio de sustentação económica. Assim só se acabau com a escravatura após a divulgação de meios de produção alternativos. Não foi a boa vontade que acabou com a escravatura. A sustentação económica passou por 3 fazes: escravatura, carvão, pretóleo. O que vai acontecer quando acabar o pretóleo? vamos voltar à escravatura? preparem-se que vai ser uma possibilidade.

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