«Sempre me intrigou o uso da mentira para argumentar o que quer que seja quando se sabe, de ciência certa, que mais cedo do que tarde leva a maus resultados. E na actual discussão sobre o referendo ao aborto isso é de tal forma evidente que chega a ser chocante. (…) É por isso do domínio do delírio político, ou da mais fina desonestidade intelectual, argumentar-se que, caso ganhe o “sim”, acaba a despenalização ou criminalização do aborto. Não é, simplesmente, verdade. Nem serve o argumento sobre os julgamentos mediáticos que se assistiram nos últimos anos, porque se referiam a gestações muito para além das 10 semanas.» Pedro Vassalo, Mandatário da plataforma Não Obrigada, Público, 23 de Janeiro
É interessante como alguém mostra a sua indignação com a mentira para mentir, dois parágrafos depois, em matéria de facto. Então aqui vai:
No julgamento da Maia era este o tempo de gravidez de cada uma das arguídas quando abortou: seis semanas, duas semanas, dez semanas, um mês e poucas semanas, um mês e meio, um atraso no ciclo menstrual e cerca de um mês. Em relação às restantes arguídas a sentença afirma que não foi possível apurar o tempo de gravidez. Basta ler o acórdão. Está lá. É público. É muito simples.
No julgamento de Setúbal uma mulher teria dois meses de gravidez e com a outra não foi possível apurar o tempo de gestação. Basta ler o acórdão. Está lá. É público. É muito simples.
No julgamento de Aveiro apenas num caso se conseguiu apurar que a mulher teria dez a onze semanas de gravidez e nos restantes não foi possível apurar o tempo de gestação. Basta ler o acórdão. Está lá. É público. É muito simples.
Ou seja, dos três julgamentos mais mediáticos a esmagadora maioria das gravidezes em que se pode detectar o tempo de gestação ela era inferior (e não “muito para além”) às dez semanas.
Basta ler os acórdãos para saber que Pedro Vassalo, acompanhado por todos os movimentos do “não”, mente em matéria que está documentada e de acesso livre. E não tem nenhum problema em, no mesmíssimo texto, dar sermões morais sobre a mentira. Mas onde foram buscar os movimentos do “não” esta ideia, que já ouvi dezenas de vezes como facto indesmentível? Não sei. Ninguém sabe. Foi passando de boca em boca, talvez. Como qualquer boato. É o que se chama emprenhar pelos ouvidos.
Também publicado no Sim no Referendo.
Sem comentários 24 Jan 07 em Sem categoria



“Assim se faz campanha em Portugal.” É público. É simples. Quando os argumentos na defesa do Não escasseiam, recorre-se à mentira e à estratégia do “ódio pela mentira”. Talvez assim o argumento – uma mentira – não seja poto em causa… É simples.
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E as outras que não se aferiu? Ou pelo menos não se quis aferir, entende-me?
Não seja petulante. O Vassalo responde-lhe na mesma moeda, a si, à Ana Campos e afins.
Mentem quando falam de milhares de mulheres assistidas por complicações pós-aborto (clandestino), segundo do dados do MIn. Saúde foram… 78!!! 78 lamentáveis casos, mas não foram milhares, nem sequer em vão de escada… sabe isso muito bem… Basta ver onde trabalham a Ana Campos e a presidente da APF… Não é?
Já agora, quem é que andou a ameaçar a Juíza (e as filhas, deixando inclusive um bilhete na mochila escolar de uma delas) do julgamento da Maia, sabe? Quem é fez aquela barulheira toda à porta do tribunal?
É que eu não fui…
Não seja lorpa!!
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Lopes, os outros que não se aferiu nem eu nem Vassalo sabemos s foi mais ou menos que 10 semanas. Certo?
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Pois, Daniel, se calhar, até lhe poderia garantir que não foi bem assim… Se calhar, alguém achou que aquelas mulheres não mereciam mais exposição e consequente humilhação (e é aqui que o seu partido entra, para desgraça daquelas mulheres), percebe-me?
Já que gosta tanto de ler as entrelinhas, leia estas, meu caro!
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http://www.assimnao.org
Toda a verdade sobre este referendo à liberalização.
O Bloco de Esquerda, o PCP e o PS não quiseram a despenalização do aborto, agora enchem a boca para a exigir, quando se trata é de liberalização.
Julgam que as pessoas são parvas?
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Lopes, quando os factos nos desmentem restam as entrelinhas…
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Touché,Vassalo(sic!)!
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Sabe o que lhe digo? Soubesse o senhor metade da(s) história(s) e não dizia tantas baboseiras…
Não contesto o facto de haver mulheres julgadas que tinham menos de 10 semanas de gestação… Apenas lhe digo que se não fosse o bom-senso de algumas pessoas (o que seu partido não teve NEM QUIS TER, mesmo tendo sido pedido que tivesse) as histórias e dados não aferidos tiram rostos e números, gordos e barrigudos números…
Já agora o BE (e PCP, já agora) não aprovou/defendeu as 3 propostas de Lei (Prof Freitas do Amaral; Teresa Venda e Maria Carneiro e recentemente do Juiz Vaz Patto) que visavam a despenalização das mulheres que abortam, porquê?
Conhece o projecto 19/x do PS, Daniel? Ou também ainda não aferiu nada relativamente a ele?
Como vê, aqueles que só constatam os factos são, quase sempre, apanhados de surpresa, meu caro!
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Lopes, não desconverse. Vassalo mentiu ou não mentiu?
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MENTIU!! Já lhe disse.
Aliás, já o tinha dito aqui no seu blogue quando alguém lhe perguntou quantas semanas de gestação tinham as mulheres julgadas e o senhor não se dignou a responder…
Só o gostava de ver com tanta ânsia de verdade quando falam as pessoas que bebem da sua cartilha!! Aí já vale tudo, não é? Por isso é que o senhor não tem o direito de criticar quem do lado do NÃO mente, uma vez que faz continuadamente o mesmo. Mas como já várias vezes o referiu, o blogue é seu, o senhor faz e diz o que quiser…
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“Também publicado no Sim no Referendo.” – Pois é: eles publicam nas ruas, no Correio da manhã, no Expresso, no Destak nos noticiários mais vistos. E a gente desmascara as suas falácias em … blogues lidos por 100 pessoas já decididas …
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Os partidários do Não tiveram espaço de manobra o suficiente para subverterem todo o debate, e estarem a conseguir que muita gente que defende a despenalização se abstenha ou não vá votar, através do argumento “o que está a votos é uma liberalização total e não uma despenalização”. Os portugueses têm sempre medo de “liberalizações totais”. Tanto que, apesar de não quererem ver as mulheres presas, são capazes de se abster ou votar não. exemplo no site do publico: publico.clix.pt/shownews.asp?id=1283380&idCanal=21
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O senhor Daniel acusa toda a gente. Até se deu ao trabalho de fazer uma “investigação” sobre as ‘casas mãe’ de alguns autores do Pela Vida, mas não se digna apontar-me o dedo. Começo a perguntar-me o que estarei eu a fazer mal para não ter o prazer da sua denuncia ad hominem! É que era mesmo uma alegria que me dava.
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citação da notícia do público:
A Igreja Católica é frontalmente contra a liberalização da IVG, que vai ser sujeita a referendo nacional a 11 de Fevereiro, através da seguinte questão: “Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”.
Liberalização! Aborto!
O léxico usado em todo o lado é o do Não.
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Caso ganhe o SIM, se participarem mais de 50% dos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais a Assembleia da República deve aprovar uma nova lei pois o resultado é vinculativo; se votarem menos de 50%, a Assembleia da República pode aprovar uma nova lei, já que o resultado não é vinculativo.
Se o SIM ganhar isso significa que se concordou com a urgência de se aprovar uma nova lei que acabe com a criminalização das mulheres, com o risco de julgamentos e condenações, e que garanta condições de segurança para a sua saúde caso haja necessidade de interromper uma gravidez até às dez semanas.
Se o SIM ganhar isso significa respeitar diversas opções e convicções pessoais sobre esta questão, já que a aprovação de uma nova lei não afrontará a consciência individual de cada um, nem obrigará nenhuma mulher a tomar decisões contra a sua vontade e a sua decisão.
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Merda para vocês!
Os números, as discussões marginais, os argumentos acessórios, as boas-vontades, as falsidades intelectuais, a prisão das mulheres e tudo o mais, são IRRELEVANTES quando se está a falar de acabar com uma vida humana!
Como não entender isto?
Em que raio de mundo vivemos?
Temos pena, mas perante o argumento da vida, tudo o resto cai por terra. Apenas sobra o egoísmo, a política e os interesses secundários.
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Miguel Nascimento: sobre a interrupção voluntária da gravidez vivemos no mundo onde as suas maiores e mais representativas organizações “(ONU, Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a População, Associação Internacional para o Planeamento Familiar, Parlamento Europeu, têm vindo a alertar para as consequências do aborto clandestino na saúde das mulheres” . E vivemos num continente onde se pratica a interrupção voluntária da gravidez, a pedido da mulher na Alemanha (12 semanas) Bélgica (12 semanas) Bulgária (12 semanas) Dinamarca (12) França (12 semanas) Grécia (12 semanas) Holanda (13 semanas) Itália (até aos 90 dias) Noruega (12 semanas), Suécia (18 semanas), bem como na Áustria, República Checa, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Hungria, Letónia e Lituânia.
Sobre este assunto recomendo que consulte: http://maislivre.blogspot.com/
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Isso não é verdade, embora reconhecendo o drama do aborto, ate aconselham o contrário do recurso ao aborto
Organização Mundial de Saude – Conselho da Europa
As Organizações Não-Governamentais, os Estados e a Comunidade Internacional usam
o consenso para agilizar a aplicação da agenda do Cairo
em vários assuntos. Quando em 1969, o UNFPA foi criado, não havia consenso sobre políticas
de população entre os países.
Em 1994, o fundo já actuava
em 140 países e quase todos
eles apoiavam actividades de
saúde reprodutiva, como planeamento familiar voluntário, maternidade segura, prevenção
e tratamento de HIV / Aids e
de doenças sexualmente transmissíveis (DST).
No que diz respeito ao aborto,
as mulheres devem ser ajudadas
a recusar o aborto em troca do acesso a técnicas de
planeamento familiar e, caso precisem recorrer a ele, devem
ter acesso a serviços de qualidade para o tratamento de
complicações e aconselhamento assegurado. Em 1994, este consenso foi reafirmado e o
aborto visto pelos governos como uma decisão de âmbito nacional
e um problema de saúde pública, logo, onde for legal, deve ser seguro.
Da Conferência até 2003, mais
de 131 países mudaram suas políticas nacionais e leis, além
de terem feito algum tipo de mudança institucional para reconhecer os direitos reprodutivos. A África do Sul e a Venezuela, por exemplo, incluíram os direitos
reprodutivos em suas constituições como um direito humano. No
Brasil, houve progresso quanto
ao combate da violência contra
a mulher quando foi aprovada,
em 2003, a criação de um serviço de atendimento nacional e
gratuito, feito por uma equipe especializada para registrar abusos domésticos.
Aborto
Os perigos do aborto não seguro foram reconhecidos
como uma das principais causas da mortalidade materna,
resultando na seguinte recomendação: “Seguir os passos
adequados no sentido de ajudar as mulheres a evitarem
o recurso ao aborto, que em nenhum caso deve ser promovido
como método de planeamento familiar e, quando
possível, providenciar aconselhamento e tratamento
humano a mulheres que já tenham recorrido ao
aborto.” (Recomendação 18 (e))
O espaçamento de crianças foi também apontado como
uma forma de reduzir a mortalidade materna. Aos governos
foi solicitado o “Apoio ao planeamento familiar
enquanto medida de saúde em programas de saúde
materno-infantil como forma de reduzir os nascimentos
que ocorrem demasiado cedo ou demasiado tarde na
vida da mãe, de aumentar o intervalo entre nascimentos
e de diminuir o elevado número de nascimentos por
mãe, bem como terem especial consideração pelas necessidades
mãe, bem como terem especial consideração pelas necessidades
das mulheres durante o período pós-parto e de
amamentação.” (Recomendação 18 (f))
Organizações Não-Governamentais (ONGs)
A conferência de 1984 queria aumentar o mais rapidamente
possível o acesso de homens e mulheres, quer nas
áreas rurais quer nas áreas urbanas. Para tal, a conferência
introduziu novos conceitos tais como distribuição comunitária
e “marketing social” (vendas comerciais subsidiadas).
A conferência solicitou um maior envolvimento de
ONGs e grupos femininos, o qual foi reconhecido como
podendo oferecer maior inovação no melhoramento da
disponibilização e eficácia dos serviços de planeamento
familiar. (Recomendação 28)
Adolescentes
As necessidades dos adolescentes no âmbito do planeamento
familiar foram introduzidas na agenda pela
primeira vez, com um apelo à informação e serviços adequados.
“Os governos devem assegurar que adolescentes,
rapazes e raparigas, recebam adequada educação, incluindo educação sexual e de vida familiar, com as
devidas considerações em relação ao papel, direitos e
obrigações dos pais e às mudanças de valores individuais
e culturais. Informação e serviços de planeamento
familiar adequados devem ser disponibilizados aos adolescentes
no contexto do quadro sócio-cultural de cada
país.” (Recomendação 29)
[“5/1/2006 - 4. A Convenção sobre os Direitos do Homem e da Biomedicina no Conselho da Europa
Assinada em Oviedo, capital do principado de Astúrias, em 04 de Abril de 1997, esta Convenção Europeia concerne à concepção humana e assenta, em seu art. 1º, "que as partes na presente convenção protegerão a dignidade e a identidade de todos os seres humanos e garantirão a todas as pessoas, sem discriminação, o respeito pela sua integridade e pelos seus direitos e liberdades fundamentais face às aplicações da biologia e da medicina".
Antes da aprovação desta Convenção, o Conselho da Europa já sancionara, em 24 de Setembro de 1986, através de sua Assembleia Parlamentar, a Recomendação 1.046 que, em seu considerando V, reconhece que "desde o momento da fertilização do óvulo, a vida humana se desenvolve como um projecto contínuo , e que não é possível fazer uma distinção nítida durante as primeiras fases embrionais do seu desenvolvimento, e que a definição do status do embrião é, portanto, necessária". As únicas intervenções aceitas por essa Recomendação relativas ao embrião, tanto in vitro como no útero, são para favorecer-lhe o nascimento , nenhuma para impedir-lhe o nascimento é admissível.
A Recomendação 1.100 do Conselho da Europa estabelece em seu considerando VII, que " é correcto determinar a tutela jurídica a ser assegurada ao embrião humano , embora se desenvolva em fases sucessivas indicadas com nomes diversos (zigoto, mórula, blástula, embrião pré-fixado, embrião, feto), manifesta também uma diferenciação progressiva do seu organismo, mantendo continuamente a própria identidade genética .
Diante dessas Recomendações do Conselho da Europa, pode-se afirmar que o nascituro tem personalidade jurídica formal no que concerne aos direitos da personalidade, visto ter a pessoa carga genética diferenciada desde a concepção, seja ela in vivo ou in vitro, passando a ter personalidade jurídica material, quando ela alcança os direitos patrimoniais, que antes estavam em estado potencial, dependentes do nascimento com vida (Código Civil, “]
Não há mulheres detidas pelo crime de aborto em Portugal.
Em 2005 realizaram-se 906 abortos legais em Portugal.
Em 2005 houve 73 casos, e não milhares, de mulheres atendidas na sequência de abortos clandestinos.
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Isto escrevi num comentário de outro post do Blog:
Margarida…
estava a perceber o seu ponto de vista, mas aquilo que o Anónimo me esclarece parece-me fazer mais sentido. Essa do tribunal eu não sabia e fico escandalizado como é possível acontecer essa divisão se a questão fosse tão universalmente aceite como diz! Não quero dizer que haja interesses mas quero dizer que afinal não é tão simples.
Quanto às dez semanas e a liberalização, fico sem perceber se o que não se quer é a penalização ou o aborto porque eu não quero os dois… mesmo que a lei passe acaba o aborto clandestino… e as mulheres que já passaram as tais 10 semanas e um dia que o Anónimo fala passaram o tempo de poder escolher e abortar? E as mulheres que têm vergonha (porque nem todas hão-de ir aos centros de aborto para se exporem) e continuaram a fazer os abortos clandestinos… não vão para a cadeia porque “não o fizeram num estabelecimento de saúde devidamente autorizado”? Por isso, acho que começo a ficar mais esclarecido quanto ao voto.
Além disso tenho uma amiga que me disse que anda a fazer tratamentos ginecológicos e quando vai ao hospital (diz-me com consultas que estão atrasadas às vezes meses) não tem nada do estado que a ajude para fazer o tratamento no privado com urgência devida e ela atirava-me isto como argumento do Não… eu percebo-a um pouco! Que tem ela a mais ou a menos que as outras mulheres… ela também tem a sua vida atrapalhada e o seu futuro em causa e nada dos meus impostos a pode ajudar… fico confuso um pouco ao pensar nisto… Obrigado por me estarem a ajudar a decidir… a mim e a uns tantos aqui colegas de trabalho que nos juntamos aqui para ler os vossos comentários.
h
Mas agora depois de ler o que o Anónimo escreveu o pessoal aqui do Banco que era maioritariamente sim… começa a ficar maioritariamente Não… interessante isto da Net.
Obrigado pelo esclarecimento e a abertura de olhos para o pessoal daqui Anónimo! Afinal há muitas mentiras… não quero mesmo ser enganado!
h
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Consulte lá o texto deste link http://maislivre.blogspot.com/
leia com calma, verifique as datas e depois diga exactamente o que é que não é verdade. Mas primeiro leia.
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Margarida…
obrigado… depois de ler o blog do teu link acabei por me decidir: vou votar Não! Li todo o blog e percebi que esta questão não é mesmo referendável… por isso, voto Não!
Tanta trabalheira intelectual e tanto desperdício para provar que aquilo que é (uma vida humana) não é!
Basta-me o que a minha avó me disse um dia (ao contrário do neto ela era muito católica, talvez um defeito – mas era minha avó): Hugo, és tu desde antes de nasceres…
Não é argumento… mas lembrando-me dela… dou-lhe o meu VOTO!
Obrigado avó!
Não, obrigada!
h
fim do debate para mim
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Afinal Hugo, era com a sua “verdade” que não havia coincidências, ou melhor com a da sua avó.
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Não diga isso de forma tão crua, senão deixa a moçoila à beira de um ataque de nervos. Esteve aqui horas a desbobinar a k7 para o Hugo sem piedade nem dó devolver-lhe um não. Isso não se faz
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Nervosa eu? Ora! Cada um assume as consequências das suas acções. Claro que quem tem posses para ir a Badajoz (ou a Londres) não liga tanto a estas coisas, pois safa com muito mais facilidade as suas mulheres. Afinal é sempre o mexilhão quem se lixa sempre, não é? Mas não esqueçam que a maioria dos eleitores são mulheres e por aqui (pelo menos) têm estado muito caladas…
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Minha cara, assim derepente veem me à memoria a pedofilia, o estrupo ou o roubo. De que adianta punir, são praticas corriqueiras. Pois que começemos por despenalizar a pedofilia, não pode o cidadão comum fazer turismo sexual na tailandia à custa da miseria indigena? E o roubo, não é uma pratica milenar? despenalize-se. O estrupo, tão velho quanto a especie humana. Pois que despenalize-se
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Já reparou que só as que têem de recorrer aos abortos clandestinos são sujeitas aos três anos de prisão e que quem vai a Badajoz ou a Londres safa-se sempre?
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Sim sim, Daniel. Uma mulher que teve “um atraso no ciclo menstrual” teve que ir a uma enfermeira-abortadeira, que andava em carro topo de gama, para ela acabar com o “atraso”.
Desculpe mas não acredito nisso.
O que sei é que no julgamento da Maia a principal arguida foi a enfermeira abortadeira, que ganhava dinheiro com os abortos e que roubava medicamentos e vinhetas do Hospital para fazer o aborto.
É triste que alguém de esquerda se associe a gente desta.
De resto, todas as mulheres foram absolvidas, excepto uma, que tinha muitas semanas de gravidez e que já veio declarar que o aborto lhe fez tão mal que não o esquece (o aborto, não o julgamento).
Um abraço
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Basta ler todos estes “posts” para se perceber a ignorância e radicalismo do sr Daniel, que acusa os outros. Tão mentiroso é que já diz que os outros e que são
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Será que se o não ganhar estes movimentos que agora são tão empolgados pela vida continuarão a apoiar as mulheres que sem qualquer outro recurso têm de abortar, e vão continuar a fazê-lo mesmo ilegalmente, em péssimas condições como sempre o têm feito desde a vitória do não em 98?È fácil falar quando não se conhece a fundo os assuntos.
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