Hoje recebi, em PDF, da Hemeroteca de Lisboa, vários números de “A Corja!”, semanário de caricaturas de Leal da Câmara, de 1898. E há coisas que se mantêm tão actuais.

“O Protector da Humanidade… por humanidade vai ficando com elas”


31 respostas ao post “Uma história que vem de longe”  

  1. 1 1  José Bastos

    Nem tudo o que vem à rede é peixe, Daniel.

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  2. 2 2  Antonio Cunha

    Se fosse o Tio Sam a “papar” um Fidelito talvez ficasse ainda mais actual.

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  3. 3 3  Raoul de Joinville

    Os impérios tendem naturalmente às mesmas atitudes básicas.

    O que foram as anexações territorias feitas pelos impérios mais remotos (enre os quais o glorioso Portugal!…), até aos impérios do século XX, como URSS, Alemanha Nazi, China e outros baluartes da democracia e dos direitos?

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  4. 4 4  isagt

    Em 08-08-1889 no Diário de Notícias, Rui Barbosa escreveu “Levantou-se então esse grande clamor das economias dos palitos e das bananas, cuja glória talvez caiba a alguns dos actuais ministros…”
    Nesta altura já se falava de uma economia ridícula, que atingia as coisas sem importância mas que não tocava no resto…
    Isto não pode ser culpa do ADN dos políticos, mas sim algo entranhado no ADN do povo português que é simplesmente incompreensível, parece que 120 anos depois, continua a gostar e a aceitar viver na terra dos maus costumes.

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  5. 5 5  Spartakus

    Já dizia o Rei D. Carlos: a piolheira. Está de volta.

    Bom fim de semana.

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  6. 6 6  Júlio de Matos

    O que não é lá muito Leal é que se fique a pensar que esse tal Câmara foi o Autor desta caricatura.

    «Lustige Blätter», a publicação (alemã?) de onde foi retirada, significa literalmente “Páginas Humorísticas” e deve ter sido publicada em terras do tal Império Alemão (o segundo, de Bismarck), o tal que pela mesma altura engoliu, não se sabe bem se por humanidade ou por caridade, todo o Sudoeste Africano, também conhecido por Namíbia.

    Realmente (ou lealmente), tem a sua laracha…

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  7. 7 7  Daniel Oliveira

    Júlio, basta olhar a imagem para ver que a caricatura está assinada. De Leal da Câmara era o jornal.

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  8. 8 8  A.R.A

    DANIEL OLIVEIRA

    Visto que o muro caiu, a cortina já não é de ferro e a guerra fria mudou-se para o quentinho das caraibas porque é que acha que existem coisas que se mantêm tão actuais desde 1898?

    Não entendi?

    Será que esta a insinuar que agora ninguem faz frente a esse desejo protector que o Tio Sam mantem cada vez mais extremoso pelo seu “free world”?

    Cuidado que, com essas insinuações, pode vir a ser conotado por anti-imperialista e daí a passar novamente por comunista vai um passo, portanto, depois de todo o trabalho que teve de desinformação e de propaganda anti-comunista para se livrar do estigma do passado, para um leitor menos atento, vê-lo a afirmar «E há coisas que se mantêm tão actuais» em sequencia da gravura, poderá pensar que se trata de mais um comuna contra o amor yankee!

    Vá! Faça mais um post a lembrar o Chipre que tem um PR comunista e que, como cidadão membro da UE, isso o indigna, pois, perante o sofrimento actual dos cipriotas é uma barbaridade a complacencia passiva dos outros paises membros da UE que nada fazem.

    A.R.A

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  9. 9 9  cafc

    Meu caro A.R.A.

    Compreendo a “bicada” (como “diz” o amigo António Cunha) no Daniel mas, podemos voltar ao essencial do “post”?

    1898 corresponde à guerra que opôs os EUA à Espanha e que culminou com a derrota desta e, consequente domínio dos “states” sobre Cuba.

    Penso que este é um facto histórico, tal como os subsequentes, até à Revolução triunfante de Fidel.

    Até esse momento histórico, os EUA nunca se preocuparam com a “democracia” e os “direitos humanos” em Cuba. Eles estavam perfeitamente assegurados por um “tal” Fulgêncio Baptista que lhes garantia, logo ali ao lado, o “bordel, (incluindo a prostituição infantil)”. Agora, o “bordel” está mais longe e, portanto, mais caro (p.e. Tailândia).

    Para analisar a evolução de Cuba, depois de Fidel ter “tomado o poder”, é uma exposição muito longa e que merece uma análise diferente de “Muros” e “Império Soviético e afins”.

    Neste contexto, podemos “falar”, por exemplo, do “Muro invisível” construído à volta de Cuba e que é muito mais antigo do que o “outro”. Chama-se bloqueio económico.

    Para concluir, gostaria que outros intervenientes pudessem contribuir para uma análise “desapaixonada” desta questão.

    Tenho a conviccção que, pelo menos, o amigo A.R.A. estará disponível para continuar este diálogo.

    Um abraço, meu amigo.

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  10. 10 10  A.R.A

    CAFC

    Sigo, com muito prazer, o seu repto mas devo ser franco ao ponto de lhe confidenciar que vou tentar fazer uma analise o menos exaustiva e “desapaixonada” possivel, tal a empatia que me liga aquela terra onde Eça de Queiroz foi consul e onde o nome proprio daquela patria saiu, como homenagem, do nosso alentejo profundo.

    Foi, sem duvida alguma, com bastante sentido interesseiro que a ajuda norte-americana foi prestada então ao povo cubano que lutava para se emancipar do jugo espanhol e foi com o mesmo sentido “libertario” que os mesmos EUA ajudaram o Mexico para depois lhes anexarem 1/2 do seu territorio após a guerra Mexicano-Americana.

    Ao menos em Cuba, a coisa quedou-se pela oferta de Guantanamo………….até ao inicio da lei seca nos EUA que fez com que o negocio ilicito laborasse fora do territorio norte-americano mas que as divisas do vicio, patrocionado pela mafia, continuassem a encher os cofres governamentais em impostos sobre a entrada de capitais e tornassem Cuba, mais propriamente Havana, o “playground” dos ricos e abastados americanos, onde reinava a corrupção e o crime organizado na neo-colonia dos EUA.

    Este era o suporte de uma economia sanguessuga, que dava uma falsa noção de conforto no maior aglomerado urbano das caraibas (Havana) mas onde apenas uma infima parte dos lucros era retida na fonte ou seja numa Cuba de realidades brutalmente assimetricas que definhava a volta da sua capital.

    Aquando da revolução dos “barbudos” que era inicialmente de caracter nacionalisto-democrata, embora no seu seio revolucionario existissem elementos de indole ideologica comunista, seu lider, Fidel Castro, não pretendia uma incursão socialista como modo de governação e até se dispôs a procurar apoio economico junto dos EUA (apoio esse que era mais do que merecido) mas como os Estados Unidos que, sem respeitar os princípios da soberania nacional e autodeterminação dos povos, não aceitaram os actos da revolução, como a reforma agrária, acabaram por transformar contradições de interesses nacionais empurrando Cuba para um problema do conflito Leste-Oeste com o apoio cedido pela URSS fazendo com que a implantação de um regime segundo o modelo dos países do Leste Europeu tenha resultado de uma contingência historica.

    Esse “Muro invisível” de que fala, e bem, foi o motor que impulsionou o ostracismo do orgulhoso povo cubano e que mais tarde com a tentativa de invasão falhada com 10 mil homens armados pelos EUA, os boicotes varios a produçaõ agricola cubana, atentados a hoteis e atentados a propria figura de Fidel, fizeram com que a ditadura se torna-se mais paranoica (e com razão) e que, após a queda do comunismo, só mesmo o enorme orgulho daquele povo mantem (a custa da minoria, é certo) a independencia em relação ao poderoso vizinho que sempre viu Cuba como uma afronta ou um odio fetiche que fez com que abertamente ameaçasse qualquer país que fizesse comercio com Cuba sobe pena de o deixar de fazer com os EUA.

    Cuba é e será sempre uma vela acesa contra ventos e tempestades e a vergonhosa postura da UE que subservientemente vai prestando vassalagem a uma nação que coleciona paises tais como Porto Rico, Havai, Ilha Guam, Samoa Americana, ilhas Marshall, Micronesia, Palau e Ilhas Marianas do Norte, é criminosa.

    Tente saber o que foi a teoria diplomatica do “Big Stick” por Theodore Roosevelt, acente na doutrina de Monroe, onde as intenções desta diplomacia visavam proteger os interesses economicos dos Estados Unidos na América Latina, sendo esta, a meu entender, a verdadeira pedra basilar em que acentou e acenta toda a politica imperalista e expancionista ultramarina que após a 2ª grande guerra, através da US Navy, encurtou o mundo para o estabelecimento das politicas neo-liberais de neo-colonialismo de um modelo capitalista tiranico, anivel global, que teve o seu tubo de ensaio precisamente no mar das caraibas.

    È por isso que Cuba me causa tanta admiração.

    Já fui, novamente, demasiado extenso mas creio que acabei por dar o mote para um outro tema que eu creio ser bastante pertinente; a posição geo-politica norte-americana sobre o mundo e qual a visão que o mundo tem dos EUA.

    Aquele Abraço
    A.R.A

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  11. 11 11  cafc

    Meu caro A.R.A.

    As questões que coloca são de uma importância extraordinária para quem quiser debater “desapaixonadamente” (esta expressão não é inocente, como o meu amigo compreendeu).

    O “Big Stick”, (desculpe a “brincadeira” mas, é para ver se o amigo António Cunha vem até “aqui”) teve uns “imitadores suaves”, até ao 25 de Novembro na versão “moca de Rio Maior”.

    Sobre o mote que deu para outro tema, penso que, antes, talvez fosse útil analisar o papel dos EUA entre 1898 e 1917.

    1- 1898, porque é a data que (coincidindo com a “libertação de Cuba” da colonização espanhola) significa, para muitos historiadores, a afirmação dos EUA como uma potência capitalista e militar;

    2- 1917, porque é a data da Revolução de Outubro e, consequentemente, do “perigo comunista”.

    3- Entre estas duas datas, é possível constatar que os EUA, sem “perigo comunista”, sem pretender defender outra coisa que não fossem os seus interesses económicos e, APENAS, na sua área geográfica, invadiram:
    1898 – Nicarágua
    1899 – Nicarágua e Samoa
    1901 – Panamá
    1903 – Honduras
    1906 – Cuba
    1907 – Nicarágua e Honduras
    1908 – Panamá
    1910 – Nicarágua
    1911 – Honduras
    1912 – Cuba, Panamá, Honduras e Nicarágua
    1913 – México
    1914 – República Dominicana e México
    1915 – Haiti
    1916 – República Dominicana
    1917 – Cuba

    Neste período histórico que sugiro, é possível verificar que os EUA já tinham uma política de “domínio”, que poderá ser analisada “desapaixonadamente” por outros companheiros, pois ainda não existia o “papão comunista”.

    Ao contrário do habitual, também me alonguei e deixei de fora, propositadamente, o papel que os EUA tiveram, logo em 1917, na própria Rússia.

    Aquele abraço, meu amigo.

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  12. 12 12  Antonio Cunha

    Amigo cafc

    hãããããããããããããã ???????????????????????

    “O “Big Stick”, (desculpe a “brincadeira” mas, é para ver se o amigo António Cunha vem até “aqui”) teve uns “imitadores suaves”, até ao 25 de Novembro na versão “moca de Rio Maior”.”

    Para percebê-lo preciso de um tradutor ?

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  13. 13 13  cafc

    Amigo António Cunha

    Desculpe o meu “fetiche” pelo Arquivo mas, não sou eu o culpado por os “posts” terem, inevitavelmente, esse destino.

    No seu comentário #164 do “post” “Good Bye Lenin”, o meu amigo “rematava” com a “palavra de ordem”:

    25 de Novembro sempre, comunismo nunca mais!

    Como o meu amigo “é danado para a brincadeira” e sempre pronto a dar umas “bicadas”, com certeza que outros (incluindo “cá o je”) poderão partilhar consigo esse espírito.

    Partindo do princípio que já não precisa de tradutor e como veio “até aqui”, teria muito prazer em que continuasse:

    1º- Por mais que “custe” a muita gente, a Social-Democracia “pariu” muitos filhos, o mais novo dos quais foi o Comunismo (vamos lá ver se não vem alguém “dizer” que foi o Anarquismo)

    2º- A minha intenção era “ver” o Mundo antes de 1917 e, com mais calma, analisar o papel dos EUA até essa data. Talvez, a partir daí, pudéssemos ter outra “visão” que não fosse tão maniqueista.

    3º- Se isso for possível, óptimo. Se não for:

    Que haja boa disposição e que o nosso Benfica seja Campeão.

    Um abraço, meu amigo.

    2º- Penso que sem

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  14. 14 14  cafc

    2º-Penso que sem ???!!!???!!!…

    Algum “lagarto” ou algum “dragãoe” estava à escuta e se meteu nesta conversa.

    Espero que o Noronha mande destruir essa parte.

    Abraço, “carago”. “Carago” não, “carago”.

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  15. 15 15  António Cunha

    ó amigo cafc, sem querer contrariar tão grandes vultos da história, quais Hermanos Saraivas, que são o meu amigo e o ARA gostaria de lhe dizer que parece-me que cometeu um lapso.

    “Por mais que “custe” a muita gente, a Social-Democracia “pariu” muitos filhos, o mais novo dos quais foi o Comunismo (vamos lá ver se não vem alguém “dizer” que foi o Anarquismo)”

    A mim parece-me que foi ao contrário. Isto é que a Social Democracia deriva do Comunismo. Algumas pessoas, que não se deixaram levar pela doutrina completamente desfasada da realidade, e tambem sem a desaproveitar totalmente a transformaram em algo “fazivel”

    “Social-Democracia: Concepção política saída do marxismo, também designada de “socialismo democrático”. Afirmou-se em finais do século XIX. Defende uma concepção menos interventiva do Estado do Estado. Aceita a propriedade privada, apostando numa política centrada em reformas sociais caracterizadas por uma grande preocupação com as pessoas mais carentes ou desprotegidas e uma distribuição mais equitativa da riqueza gerada. ”

    http://www.enciclopedia.com.pt/articles.php?article_id=846

    http://www.enciclopedia.com.pt/images/414px-Spd-poster-1932.jpg

    Mas isso é aqui o Toni a falar. E posso estar enganado.

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  16. 16 16  A.R.A

    CAFC

    Ora lá está! Está a ver no que deu este nosso pequeno “brainstorm”?

    Cada vez mais lhe agradeço o facto de aqui comentar pois, como é o caso, embora seja a esquerda a afirma-lo correndo o risco de ser constantemente apelidada de anti-americanismo, chegamos a conclusão conjunta de que o busilis da critica nunca se prendeu unica e exclusivamente com os confrontos ideologicos mas sim sobre uma visão mais proficua do que foi e é a politica norte-americana em relação ao mundo.

    Com a doutrina de Monroe e a «America para os americanos» os EUA marcaram uma posição “libertaria” e emancipadora frente a uma Europa colonizadora e logo se auto-promoveram a defensores de um continente de uma forma tão “paternalista” que daí a neo-coloniza-los foi um passo e o «Big Stick» faz disso prova.

    Sem falar na 1ª G.M, a 2ª G.M foi um exemplo crasso desse “paternalismo” norte-americano e sobe uma Europa em ruinas, o Plano Marshall foi uma jogada de mestre do ponto de vista de uma politica geo-estrategica, que, com a criacção da NATO delimitou-se uma fronteira entre o Leste e o Ocidente, em que se elegia os EUA o guarda-mor fronteiriço.

    Com esta distinção, os EUA seguindo o mote de “policia do mundo livre” espalhou bases militares de forma estrategica, estendendo a sua influencia de maneira demasiado activa em paises de fulcral interesse para os seus proprios intentos comerciais pois o vazio de poder em escala global e o confronto com a União Soviética – um rival de segunda classe, restrito ao seu cinturão de segurança no Leste Europeu e irrelevante como potência econômica – deram aos americanos a chance de alcançar a meta que perseguiam desde o século XIX: usar o seu poderio militar para abrir o mundo ao comércio e aos investimentos das empresas americanas.

    “Depois da guerra e diante da destruição sofrida pelos eventuais competidores, os americanos passaram a dominar a maior parte do globo” afirma o historiador Amadeo Giceri, da Universidade Estadual do Kansas.

    “Os Estados Unidos estenderam a sua influência à Indochina e ao Oriente Médio, diante da incapacidade de França e Inglaterra de preservar seus interesses nas ex-colônias” Amadeo Giceri.

    A Guerra Fria contra os soviéticos e a teoria da luta contra o “mal maior”, ou seja, o comunismo, justificava a presença e a interferência americana nos assuntos internos dos países espalhados pelo globo. Enfrentar o “mal maior” por vezes significou patrocinar guerrilheiros e golpistas, como, por exemplo, no Irão e na Guatemala.

    O fim da URSS, em 1991, instalou de forma confortável e definitiva os EUA no posto de única superpotência mundial.

    Assim, amigo CAFC, chamar o ANTONIO CUNHA para debater estes factos é como pedir ao Papa que se converta ao Ateísmo.

    Aquele Abraço
    A.R.A

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  17. 17 17  Antonio Cunha

    16 A.R.A

    Caro amigo, existem 1 coisa que voce nunca perceberá. Os estados unidos são “land of the free, home of the brave.”

    Um pais que nasceu do nada, composto pela escória da Europa, que se levantou do nada e que num par de séculos ultrapassou a poderosa Europa, que sempre tentou dominar, subjugar e explorar os outros.
    Um dos primeiros paises que mandou os da Nobreza, realezas e demais titulos às urtigas e que à custa de muito suor construiu o mais poderoso pais do mundo.

    Se eles querem controlar o mundo ? Claro que querem. Qual o pais com aquele poderio não o tentaria fazer ?

    Agora, vejamos o seguinte meu amigo, se existe pais que nos livrou a nós do jugo Nazi/Comunista foram os Americanos, morreram milhares e milhares deles para defender a SUA liberdade, pois nós cobardes ficámos em casa bem quentinhos.

    Que os americanos nos anos 50/60 entraram num delirio anti-comunista, é mais do que obvio, mas ninguem pode negar que estavam a tentar salvaguardar o “American way of life”

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  18. 18 18  Antonio Cunha

    “O fim da URSS, em 1991, instalou de forma confortável e definitiva os EUA no posto de única superpotência mundial.”

    Errado meu amigo, o posto deixado vago pela União Soviética está mais do que ocupado.
    Não lhe digo qual é, mas digo-lhe que Obama anda por lá :)

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  19. 19 19  cafc

    Amigo António Cunha

    As designações são isso mesmo. O que esteve na sua génese está sujeito à análise que cada um entenda, livremente, fazer.

    Das designações:
    1- O PPD nasceu com esta designação, embora se reivindicasse da Social-Democracia. Só a “birra, monopólio” (o que lhe queira chamar) de Mário Soares impediu que tivesse aderido à Internacional Socialista;

    2- Lenin foi um dos dirigentes do Partido Operário Social Democrata Russo. Só depois da Revolução de Outubro surgiu o PCUS.

    Da génese:
    1- Os movimentos filosóficos que levaram às actuais famílias políticas são interpretados, das mais variadas formas, por ilustres pensadores;
    2- Porém, eu tenho “a mania” de pensar pela minha própria cabeça. Mesmo que esteja errado;
    3- Continuo a pensar que a origem do pensamento socialista/social democrata, está em Thomas Moore. Outros entendem que poderá estar em Immanuel Kant;
    4- Certo é que o Comunismo, como ideologia, só surgiu expressa por Karl Marx e, o quase sempre “esquecido” Friederich Engels.

    Meu amigo, para terminar, mantendo a boa tradição das “bicadas” (quando responder ao amigo A.R.A., vai aparecer outra):

    Além de si próprio, tem algum grande vulto da História, com o qual se identifique (tirando o Pinheiro de Azevedo, claro)?
    O cartaz que “linkou” é magnífico e histórico. Pena que o Luís Filipe Menezes não tivesse percebido qual a origem do símbolo do PPD/PSD. Mas a “Nélinha” já teve tempo para rectificar…

    Um abraço, meu amigo.

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  20. 20 20  cafc

    Meu caro A.R.A.

    Sobre o caso concreto da II Guerra Mundial, talvez não seja de somenos importância realçar:

    1- Os EUA só intervieram, após o ataque japonês a Pearl-Harbour. E, mesmo assim, só contra o inimigo nipónico;

    2- Apesar dos constantes apelos vindos da Europa, os EUA só intervieram no Velho Continente, quando o avanço do Exército Vermelho era inexorável. Para bom entendedor…

    3- Traindo todas as expectativas dos democratas Portugueses e Espanhóis, incluiram as ditaduras de Salazar e Franco na NATO.

    Meu amigo, só para “descontrair um pouco”:

    1- Poderemos “converter” a História dos EUA num permanente “conflito ideológico”;

    2- Então não é verdade que, desde o início, eles se dedicaram a exterminar os “vermelhos” que tinham à mão (os Índios, pois claro)?;

    3- Quanto ao amigo António Cunha, ainda não percebi como consegue ser do Benfica (talvez por já lhes terem chamado “encarnados” o que, como se sabe, é diferente de “vermelhos”);

    4- Não seja tão descrente, meu amigo. Com um “bocadinho de sorte”, Deus existe e vai conseguir converter o Papa ao ateísmo.

    Aquele abraço, meu amigo

    [Responder]

  21. 21 21  Antonio Cunha

    Caro cafc

    Eu tambem sou muito teimoso.

    “social-democracia (ou socialdemocracia) é uma ideologia que surgiu no fim do século XIX e início do século XX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista poderia ocorrer sem uma revolução, mas por meio de uma evolução democrática. A ideologia social-democrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário, geralmente tendo em meta uma sociedade socialista.

    A social-democracia tem suas raízes na idéia de Karl Marx de que seria possível, em certos países, estabelecer o comunismo ou socialismo por uma revolução pacífica e democrática. Essa idéia também foi avançada por Friedrich Engels e, principalmente, por Karl Kautsky.

    Revisionismo é o nome dado a uma corrente que surge dentro do marxismo e realiza a revisão de algumas de suas teses, principalmente o abandono da idéia de que seria necessária uma revolução para a implantação do comunismo. Ele também é chamado de reformismo ou social-democracia. Eduard Bernstein e Karl Kautsky seriam os dois principais representantes do revisionismo, pois ambos previam uma evolução do capitalismo que, gradualmente e através de reformas sociais, iria implantar o socialismo. O revisionismo também buscava alterar alguns pontos teóricos básicos do marxismo, principalmente devido à influência do darwinismo, com seu evolucionismo, e do filósofo Immanuel Kant.

    Já o seu amigo Thomas Moore ….

    “Socialismo Utópico

    O socialismo utópico, apesar de ter surgido plenamente no século XIX, já existia muitos séculos antes. Este tipo de socialismo consistia na exposição dos princípios de uma sociedade perfeita e ideal, mas sem indicar os meios para alcançá-la. Esta doutrina socialista expandiu-se mais tarde no século XIX e deu origem a novas correntes socialistas.
    O socialismo utópico existe desde o século XV, e é atribuído a autores como Thomas More e Tommaso Campanella.
    Thomas More viveu entre os séculos XIII e XIV (1478-1535). Graças às suas obras e textos, obteve a reputação europeia de autor humanista. A sua obra mais famosa é a “Utopia”, que descreve um reino isento de quaisquer desigualdades económicas ou sociais. Os pensadores actuais vêem esta obra como o oposto idealizado da Europa no tempo de More, no entanto outros académicos modernos viram uma sátira desta mesma Europa. A obra causou grande polémica e propiciou a divulgação das sementes do socialismo utópico.
    Tommaso Campanella (1568-1639) foi um teólogo dominicano, além de filósofo e poeta italiano. Dedicou grande parte do seu tempo ao estudo das obras de Thomas More e de outros autores que escreviam sobre o socialismo utópico.
    A afloração e divulgação em maior escala do socialismo utópico ocorreu nos séculos XVIII e XIX, como resposta aos problemas originados pela Revolução Industrial. Foram vários os filósofos e autores que escreveram sobre o socialismo utópico, e as suas obras na maior parte das vezes enalteciam a necessidade de implantar cada vez mais a igualdade de classes nas sociedades europeias.
    Saint-Simon (1760-1825) foi um filósofo que defendeu a constituição de uma sociedade sem classes. Saint-Simon achava que o poder devia ser entregue aos mais sábios, nomeadamente aos banqueiros, e que a sociedade deveria estar hierarquizada de acordo com as capacidades de cada um. O salário deveria também ser proporcional à produção de cada trabalhador. O pensamento de Saint-Simon encaixou, mais tarde, numa outra doutrina socialista.”

    [Responder]

  22. 22 22  Antonio Cunha

    O PPD/PSD

    “A corrente social-democrata foi a principal ideologia do partido à época da sua criação. O partido não tomou a designação “social democrata” desde a fundação porque alguns dias antes do seu anúncio público surgiu um outro partido com a designação de Partido Cristão Social Democrata (que, no entanto, desapareceu pouco depois). Curiosamente pouco depois o velho aliado político de Sá Carneiro, Palma Carlos fundou um outro partido chamado Partido Social Democrata, que também desapareceu pouco depois. Por isso, só em 1977 o PPD se torna PSD − Partido Social Democrata. A sua organização de juventude sempre se chamou Juventude Social Democrata (JSD), desde a sua fundação em 1974[2]. Os Trabalhadores Social Democratas (TSD), típico órgão social-democrata, são a sua organização de trabalhadores por conta de outrem. Para além destes órgãos, o PSD possui uma estrutura de Autarcas Social Democratas, os Grupos Parlamentares do Partido Social Democrata na Assembleia da República e nas Assembleias Regionais dos Açores e da Madeira e o Grupo Parlamentar do Partido Social Democrata no Parlamento Europeu e Grupo Europeu Social Democrata, visto que o PSD teve um papel fundamental na integração Europeia desde a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia.”

    “.Eduard Bernstein e Karl Kautsky foram os dois principais representantes do revisionismo, pois ambos previam uma evolução do capitalismo que, gradualmente e através de reformas sociais, iria implantar o socialismo, mas que, na realidade, conduziu a social-democracia. A social-democracia que serviu de ponto de referencia do PSD resultava, sobretudo, do prestígio que então alcançava o modelo do SPD que, depois de ter abandonado o programático marxismo em 1959, alcançava um enorme prestígio na Europa, principalmente com o estilo de Helmut Schmidt. reformista, humanista personalista de teóricos da Europa central, nórdica e anglo-saxónica, concebeu um projecto de social democracia adaptado à idiossincrasia de Portugal e à sua tradição histórica, apercebendo-se, de antemão, da ditadura de esquerda que, provavelmente, se iria instaurar em Portugal, num país que, na altura, era muito atrasado. O Partido Social Democrata é, assim, um partido de ideologia social-democrata, de natureza reformista, personalista e com carácter não-confessional, ou seja, laico, à semelhança do Partido Socialista, que, de modo peculiar, no caso português, ao contrário dos seus congéneres europeus que combateram a direita dos privilégios, combateu o colectivismo económico e os movimentos totalitários marxistas, subsequentes à Revolução de 25 de Abril de 1974, com a intenção de instaurar, em Portugal, a democracia liberal, parlamentar e representativa, o Estado Social de Direito e com o intuito de integrar Portugal na Comunidade Económica Europeia, à semelhança das propostas políticas do Partido Socialista, apesar da Economia, em Portugal, ter permanecido colectivizada até ao ano de 1986 e a Constituição da República Portuguesa ainda ter um forte pendor socialista e populista”

    A verdadeira identidade do PSD é social-democrata, tal como descreve Sá Carneiro.

    E é neste identidade que me revejo.
    Estou-me pouco lixando para os Menezes e cia que querem tornar o PSD num partido diferente.

    Por isso digo que no PSD existem os do PPD e os do PSD. E esta é a razão da actual crise no partido.

    [Responder]

  23. 23 23  cafc

    Meu caro António Cunha

    Penso que não há aqui uma questão de teimosia, quanto à questão de “quem apareceu primeiro”, tipo ovo ou galinha.

    1- Eu “disse” que (pela minha própria cabeça), considero que Thomas Moore é o iniciador do pensamento socialista/social democrata;
    2- O meu amigo tem todo o direito de se opôr a esta “minha ideia”, mesmo utilizando textos que, não sendo da sua autoria, exprimirão o seu pensamento;
    3- Permita-me que lhe “diga” que o texto que transcreveu sobre o “meu amigo” Thomas Moore, é muito mais favorável ao que “eu penso”;
    4- E não se esqueça que eu “falei” do que entendia por génese e não daquilo que se poderia entender como “marca registada”.

    Meu amigo, deu-me um conselho (que eu reconheci como válido), género não “tomar as dores dos outros”. Posso sugerir-lhe que tente não encontrar antagonismos, só porque quem escreveu “uma coisa” já teve discordâncias consigo?
    Eu, pelo menos, tento “ver” as opiniões e, se “virmos” as nossas sobre esta matéria, se calhar a divergência não é assim tão profunda.

    Repare, só, como há “acordo” quanto à questão PPD/PSD…

    Meu amigo, se para alguma coisa valeu este debate, foi conseguirmos dialogar a sério.

    Um abraço, meu caro.

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  24. 24 24  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    Grande Antonio, é por isso que me dá um gozo enorme debater consigo pois consegue sempre uma nesga onde acentar o seu discurso.

    Mas o caro amigo engana-se ao caracterizar os colonos europeus que foram para o mundo novo (EUA) pois esta foi uma diaspora bem pensada e elaborada ao detalhe por qualquer uma das nações que assumiram essa empreitada.

    Quando falou em escoria, acho que estava a pensar na colonização da Australia que foi, inicialmente feita a custa de condenados provenientes da G.B.

    Os EUA sempre foram abrigo para gente de pensamento progressista e empreendedor onde uma burguesia sedenta de novas oportunidades emergia e que nunca teriam tido a chance de por em pratica as suas teorias inovadoras se não se tivessem migrado de uma Europa conservadora com uma nobreza mercantilista elitista e demasiado fechada.

    A questão da independencia do país, tinha como objectivo anular de uma vez o óbice da soberania comercial naquela parte do globo e após conseguida essa independencia a palavra de ordem sempre foi de expandir, dentro e fora das fronteiras.

    Toda a governação norte-americana, ao longo dos tempos, sempre foi acente na expansão para interesses comerciais e isso só seria possivel destronando as potencias colonizadoras para lhes tomar o lugar nas suas colonias, agora como neo-colonizadores mascarados de “bons rapazes”.

    Portanto, não se deixe enganar pelo lema “land of the free, home of the brave.” porque quer dizer mais ou menos isto “When all men think alike no one thinks very much.”
    By Walter Lippmann

    Aquele grande abraço e viva Portugal.
    A.R.A

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  25. 25 25  Antonio Cunha

    24 A.R.A

    Caro ARA, parece-me que percebeu mal as minhas palavras. Quando me refiro a escória estava a falar de pessoas perseguidas na Europa pela Igreija.

    Colonização dos Estados Unidos

    Para entendermos melhor o processo de independência norte-americano é importante conhecermos um pouco sobre a colonização deste território. Os ingleses começaram a colonizar a região no século XVII. A colônia recebeu dois tipos de colonização com diferenças acentuadas:

    Colônias do Norte : região colonizada por protestantes europeus, principalmente ingleses, que fugiam das perseguições religiosas. Chegaram na América do Norte com o objetivo de transformar a região num próspero lugar para a habitação de suas famílias. Também chamada de Nova Inglaterra, a região sofreu uma colonização de povoamento com as seguintes características : mão-de-obra livre, economia baseada no comércio, pequenas propriedades e produção para o consumo do mercado interno.

    Colônias do Sul : colônias como a Virginia, Carolina do Norte e do Sul e Geórgia sofreram uma colonização de exploração. Eram exploradas pela Inglaterra e tinham que seguir o Pacto Colonial. Eram baseadas no latifúndio, mão-de-obra escrava, produção para a exportação para a metrópole e monocultura.

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  26. 26 26  Antonio Cunha

    Amigo ARA o mesmo Lippmann (referindo provavelmente aos seguidores do Comunismo :) ) tambem disse :

    “The study of error is not only in the highest degree prophylactic, but it serves as a stimulating introduction to the study of truth.”

    E George Washington disse

    “O cidadãos dos Estados Unidos têm o direito de aplaudir-se por dar exemplos de homens de uma política liberal e alargada: uma política digna de imitação. Todos possuem similar liberdade de consciência e imunidades da cidadania. Agora é não mais do que a tolerância é falada, como se fosse pela indulgência de uma classe de pessoas que outro beneficiado o exercício dos seus direitos naturais inerentes. Felizmente, o Governo dos Estados Unidos, que não dá à intolerância, nenhuma sanção, a perseguição, sem assistência, requer apenas que eles que vivem sob sua proteção devem demean-se como bons cidadãos, dando-lhe seu apoio efectivo em todas as ocasiões. Podem a crianças de stock de Abraão, que me deter desta terra, continuar a merecer e desfrutar da boa vontade de outros Inhabitants; embora cada um deve sentar-se sob sua própria vinha e a árvore de figo, e não haverá nenhum para fazer-lhe medo”

    Engraçado é que a frase que citou tambem é atribuida a Einstein

    When all think alike, no one thinks very much. By Albert Einstein http://www.iwise.com/DclWa

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  27. 27 27  Antonio Cunha

    Caros ARA e cafc

    Por falar em Corja, já ouviram o que tem Medina Carreira a dizer ?

    Este homem toca na ferida e diz entre outras coisas :

    - Os partidos Portugueses andam a enganar o ceguinho;

    -Temos que mudar os partidos e tirar de lá esta gente;

    - Portugal aumentou 20 vezes a divida publica;

    http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/plano-inclinado/2009/11/o-pais-nao-se-apercebe-da-gravidade-da-situacao-em-que-se-encontra17-11-2009-10438.htm

    [Responder]

  28. 28 28  A.R.A

    ANTONIO CUNHA

    Sem duvida que o que partilhei consigo, acenta numa base religiosa que deu uma conotação de trabalho divino a expansão comercial norte-americana, fazendo com que os proprios se sentissem predestinados a manietar os paises que “ocupavam” por designio de deus, ao bom estilo de missão, mas isso não desvaloriza o cariz usurpador que tornou os EUA um neo-colonizador que, ao contrário das potências coloniais européias, que ocupavam e mantinham o controle político de suas colônias – caso da Inglaterra na Índia e da França na Indochina, por exemplo –, a jovem nação americana não estava interessada em exercer o domínio sobre outros povos.

    Cada país que cuidasse dos assuntos internos à sua maneira, desde que os interesses comerciais americanos fossem preservados. Essa estratégia levava o nome de “Portas Abertas”, ou seja, o acesso dos produtos e dos capitais americanos a qualquer lugar do mundo.

    O melhor exemplo dessa estrategia foi, que nem sempre as portas se abriam apenas com a conversa dos enviados de Washington e, nesses casos, era preciso um empurrãozinho. Foi o que ocorreu com o Império Japonês, que ficou fechado, durante séculos, ao intercâmbio com o exterior.

    E, depois de 15 anos de infrutíferos esforços “diplomáticos”, a paciência americana acabou. Quatro navios de guerra, sob o comando do comodoro Matthew Perry, posicionaram-se na baía de Tóquio e apontaram seus canhões para a cidade. Um emissário foi à terra para negociar – e ameaçar – as autoridades japonesas. Caso se recusassem a abrir os portos do país ao comércio, seriam bombardeados.

    Faz-lhe lembrar alguma coisa, Antonio?

    Ah, já agora, saiba que acordo semelhante foi firmado com a China, que estendeu aos americanos os privilégios concedidos aos europeus.

    No sec. XX, houve um reajustamento dessa estrategia “Portas Abertas” e, ao invés de se depender somente da “diplomacia”, começaram a emiscuir-se no governo dos estados e a apoiar ou destituir lideres consoante as suas necessidades………………..comerciais.

    Quanto ao Medina Carreira, acho que apenas falou aquilo que estamos fartos de saber!

    Em relação aos partidos, creio que se referia aos de poder e nesse sentido tem toda a razão pois este faz e desfaz entre governos PS e PSD tem sido a mais aberrante, anti-sentido de Estado e a maior falta de respeito por quem lhes deu o voto de confiança e para os outros que são também espoliados do seu suor, mesmo sem ter dado a sua concordancia para que esta gente brinque assim com o dinheiro do povo.

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

  29. 29 29  cafc

    Meu caro António Cunha

    Pela parte que me toca em relação ao seu comentário #27:

    1- Tenho que reconhecer que o meu amigo tem uma tendência inata para colocar questões “fora da ordem de trabalhos”;

    2- Também reconheço que, sobre “a ordem de trabalhos”, transcreveu parte de uma traduçao de um discurso de George Washington.

    Sobre 1- Podemos falar “disso” mais tarde, até porque o Medina Carreira parece estar a fazer o percurso inverso do Saldanha Sanches.

    Sobre 2- Dá-me a sensação que George Washington poderia ter aplicado essa “filosofia” na
    propriedade “familiar” de Mount Vermon (se não me falha a memória), abdicando de ter escravos.

    Porém, a grande questão, para mim, continua a ser esta:

    Desde a sua fundação, os EUA têm ou não prosseguido uma política de expansão/domínio económico?

    E, atenção, que, no meu comentário #11, só cheguei até 1917, onde ainda não existia o “papão comunista”. E, no entanto, os EUA já andavam à conquista…

    Meu amigo, um grande abraço e acredite que ainda estou emocionado com o “vídeo” que “linkou” para o outro “post”. Tenho a rara felicidade de ter a minha filha e as minhas netas comigo. E, de cada vez que olhava para a mais nova…

    Desculpe este desabafo mas, também sou humano.

    [Responder]

  30. 30 30  A.R.A

    CAFC #20

    Peço-lhe desculpa pela demora na minha resposta, amigo Cafc, mas os seus pontos mereciam uma leitura mais cuidada, embora não discuta a veracidade dos factos historicos que são sobejamente conhecidos, pois as condicionantes que levam a que se faça Historia é que são para mim o refugado da coisa :)

    Vamos por pontos:
    1- Os EUA só intervieram, após o ataque japonês a Pearl-Harbour. E, mesmo assim, só contra o inimigo nipónico;

    R: Os EUA, desde a guerra sino-japonesa, que detinham grande interesse comercial na China protestaram viemente contra a tentativa de dominio japones na China e perante a recusa do Japão em ouvir os protestos, os Estados Unidos declararam um embargo de exportação de diversos produtos, incluindo petróleo. Sem a fonte de combustível, o Japão tinha duas alternativas: aceitar um acordo humilhante concordando com a inviolabilidade da China; ou procurar petróleo em outro lugar, o que se revelou infrutifero sendo que seria inevitavel o confronto.

    Por outro lado, foi o desejo expansionista Japonês em controlar toda a Asia que, antes de pensar declarar guerra aos EUA, a intenção primordial era a invasão da fragilizada URSS que tinha o seu exercito espalhado em varias frentes, e a invasão da Manchuria por parte dos niponicos servia de mote ideal para se dirigir a Moscovo mas o Pacto Molotov-Ribbentrop (não agressão) entre Alemanha e URSS veio fazer com que o Japão se passa-se a concentrar na guerra contra a China visto que não lhe interessava causar problemas para a Alemanha, ao atacar o novo aliado, dando azo ao que expliquei no 1ºparagrafo.

    Mas a operação Barbarossa (nome de código pelo qual ficou conhecida a operação militar alemã para invadir a União Soviética) veio a demonstrar que, embora mais do que avisado, Stalin confiou demasiado no lobo e o resto é sobejamente conhecido.

    Portanto, os EUA, já há muito que equacionavam a guerra contra o Japão mas para tal, devido a conjuntura geo-politica de então, passaram a fazer parte das forças aliadas (um pouco a contra gosto dos seus lideres)

    No meio de tudo isto, existiu uma só figura de fulcral importancia que foi capaz de resolver o que exercitos nunca o conseguiriam, um espião sovietico de nome Richard Sorge.

    (Aconselho-o vivamente a ler um livro de nome “O Insensato” de Morgan Sportès)

    2- Apesar dos constantes apelos vindos da Europa, os EUA só intervieram no Velho Continente, quando o avanço do Exército Vermelho era inexorável. Para bom entendedor…

    R: Assim, no meu entender (em seguimento ao que escrevi acima)a fricção entre a URSS e os EUA começou, não só pelo plano ideologico, mas mais propriamente pelo dominio ……………. da Asia.
    Deram-se mal com a revolução cultural chinesa mas ganharam preponderancia numa Europa influente e em alguns casos colonialista (isto para responder ao seu 3 ponto) com a criacção da NATO.

    Saiba, mais uma vez, que é sempre um prazer falar consigo embora, mais uma vez, tenha sido demasiado extenso.

    Aquele Abraço
    A.R.A

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  31. 31 31  cafc

    Meu caro A.R.A.

    Parece que esta troca de impressões está a chegar ao fim. Lamento que mais companheiros não tivessem participado mas, pode ser que numa próxima vez isso possa acontecer.

    Também eu tenho um grande prazer em debater consigo e, se me permite tirar uma conclusão do que aqui fomos escrevendo, é que “a história que vem de longe”, tem como princípio fundamental o apetite voraz dos EUA.

    Aquele abraço, meu amigo.

    [Responder]

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