
Quando um pais é conivente com Guantanamo perde a autoridade para exigir um cumprimento das Convenções de Genebra. Quando um país está envolvido numa guerra onde a mentira é a norma quotidiana, perde toda a autoridade para jurar que os seus soldados não entraram nas águas territoriais de outro. O que o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável. E uma provocação irresponsável. Mas talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra. Caso contrário, ficamos com a sensação de que as regras são diferentes conforme o prevaricador.
Por Daniel Oliveira 1 Abr 07 em Sem categoria


Nem Bush disse mrlhor.
Margarida, você sabe ler ou só consegue ver os bonecos?
“O que o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável. E uma provocação irresponsável”. Escreveu isto ou já se esqueceu?
Ou seja, a Marigarida acha que defender as convenções de Genebra é ser bushista. E eu que julgava que era exactamente ao contrário.
Não compreendo pq diz q é uma provocação irresponsável.Se entraram em território iraniano do que é que está à espera?É do conhecimento publico as operações com comandos no interior do Irão,portanto…Além disso,a maior ameaça à paz é de facto quem tem armas nucleares e despeja os resíduos radioactivos.Não acha que tem um discurso muito main stream,afinal parece os mesmos do costume a a palrar,se me permite
A provocação é fazer depender a libertação dos soldados de qualquer coisa. Ou estão em guerra e eles são prisioneiros de guerra. Ou não estão, e o assunto tem de ser resolvido com o Reino Unido sem que os soldados fiquem retidos ou como moeada de troca. Só que, tal como eu digo nos post, foram os próprios americanos e ingleses a furar todas as regras. Por isso, dificilmente se podem queixar.
“É do conhecimento publico as operações com comandos no interior do Irão”
caramba Germano, tu é que sabes coisas !
não queres partilhar connosco essas “operações de comandos” ? e já agora desde quando é que os Britânicos tem mulheres nos comandos ?
entretanto podes ver o briefing oficial do MoD britânico em http://www.mod.uk/DefenceInternet/DefenceNews/MilitaryOperations/ModBriefingShowsRoyalNavyPersonnelWereInIraqiWaters.htm
imagina tu que até têm uma foto ao GPS indicando a localização como sendo dentro de águas territoriais do Iraque
Andam em acções temerárias imprudentes em águas onde não há fronteiras, apanhados com a boca na botija nem desculpas querem pedir mas o dono do blog e dirigente partidário entende que provocadores e irresponsáveis são os outros.
Sim, é verdade. Todos podem ser considerados prevaricadores se adoptarmos as Convençoes de Genebra como critério de avaliação. Todos, sem excepção… com graus distintos de culpabilidade (são todos culpados mas não são todos igualmente culpados…ou será que não, Daniel?)
Talvez fosse interessante enumerar e analizar os propósitos dos culpados? O que é que cada um deles pretende? O que é que o Irão pretende? ( um padrão: os soldados Israelitas raptados pelo Irão, oops, desculpe, pelo hezbollah, no Libano…, um contexto: a nuclearização do irão no conselho de segurança das NU)
Os Royal Marine Commandos estavam ali para tentar impedir o influxo das armas e do contrabando que sustentam as milicias xiitas-mehdi- no sul do iraque, consulte a BBC! Como se deve lembrar a bbc não foi um aliado de blair na campanha para a guerra iraquiana) Os RMC são uma força excepcional, altamente profissional e eficiente) Não agem espontaneamente. Nem cometem erros estúpidos.
Qual poderia ser o incentivo da GB para violar a integridade territorial iraniana no actual contexto? Uma crise internacional a troco de quê? A Marinha Britânica não é propriamente uma marinha de brincadeira. Para apreender o “contrabando” não é necessário entrar nas águas iranianas. Basta esperar que os “contrabandistas” entrem em águas iraquianas.
Caro Daniel,
Eu gostava de ver um bote iraniano a patrulhar o Canal da Mancha, quer fosse em àguas britânicas ou não. O Tony Blair não se iria calar um segundo, apelando prá ONU, pró Bush ou até para o raio que o parta! que estavam a ser incomodados pela presença de forças hostis estrageiras perto das suas àguas territoriais, etç.
Agora imagina o Irão cercado por todos os lados por forças e bases imperialistas
instaladas no Iraque, no Afeganistão, e Israel,etç. e ainda ameaçado diáriamente de invasão.
Certamente não iria cometer o erro de capturar os soldados ingleses em àguas iraquianas e o Blair sabe isso.
Apoio o Irão, não que concorde com o seu regime, mas porque tem feito frente com coragem ao avanço do Império.
“Earlier this week, Iran’s supreme leader, Ayatollah Ali Khamenei, said if western countries “want to treat us with threats and enforcement of coercion and violence, undoubtedly they must know that the Iranian nation and authorities will use all their capacities to strike enemies that attack”.
in
http://www.guardian.co.uk/iran/story/0,,2041366,00.html
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Ataque? Onde?
A terminologia não é insignificante. Acredito que a tradução do Guardian é fidedigna. Repara no uso da palavra “strike” (atacar, atingir) num contexto onde a palavra “defend” talvez fosse mais apropriada, tendo em conta o contexto (do irao ser atacado).
Caro Daniel,(isto é um email pessoal:)
Não encontrei o teu email aqui no blog por isso recorro ao comment box para te deixar, mui respeitosamente, uma sugestão. Li-o e gostei muito…espero que te interesse. (se não for o caso, sorry)
cumps,
http://www.amazon.fr/Iran-Comment-sortir-révolution-religieuse/dp/2020358913/ref=sr_1_6/402-3352285-0443322?ie=UTF8&s=books&qid=1175485757&sr=1-6
… ficamos com a sensação que as regras são diferentes conforme o prevaricador
Ui, depois das justificações todas, é português, de certo, um peço licença tão pezinhos de lã
Excelente post. Na mouche!
1. “Quando um país é conivente com Guantanamo perde a autoridade para exigir um cumprimento das Convenções de Genebra”.
A questão prende-se com o facto dos prisioneiros de Guantanamo não estarem abrangidos pela convenção de Genebra uma vez que não fazem parte de um exército regular. o mesmo não se aplica aos 15 militares britânicos.
2. Se “quando um país está envolvido numa guerra onde a mentira é a norma quotidiana perde toda a autoridade para jurar que os seus soldados não entraram nas águas territoriais de outro”, então porque é que aquilo que “o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável” e “uma provocação irresponsável”?
3. “ficamos com a sensação de que as regras são diferentes conforme o prevaricador”
é exactamente com essa sensação que ficámos depois de ler o seu post.
Tales de Milet,
A argumentação de que não são presos militares levaria a julgamentos comuns. É uma falácia que leva a um limbo jurídico.
Não percebi o último ponto.
“Quando um país é conivente com Guantanamo perde a autoridade para exigir um cumprimento das Convenções de Genebra”.
Daniel: Não perde não! A Convenção de Genebra deve ser sempre respeitada. E se outras estão mal, que se corrijam.
O Daniel, por vezes, excede-se, e o que disse não faz qualquer sentido. Por esse andar, a Convrenção de Genebra passaria facilmente a letra morta, em vez de o seu cumprimento se tornar uma exigência, em Guantanamo ou no Irão.
Luís
Daniel, a questão de Guantanamo é mesmo essa: um limbo jurídico que vários académicos têm vindo a estudar e a apontar diferentes possibilidades de enquadramento legal. É uma questão mais complexa do que às vezes se faz crer.
P.S. A margarida é o seu controleiro designado pelo Comité Central?
A quem engoliu a “informação” sobre a “fronteira” sugiro a leitura deste artigo de Craig Murray, antigo Embaixador do Reino Unido no Uzbekistão, cujo título é “British Marines Captured by Iran: Fake Maritime Boundaries”
“(…) The British Government has published a map showing the coordinates of the incident, well within an Iran/Iraq maritime border. The mainstream media and even the blogosphere has bought this hook, line and sinker.
But there are two colossal problems.
A) The Iran/Iraq maritime boundary shown on the British government map does not exist. It has been drawn up by the British Government. Only Iraq and Iran can agree their bilateral boundary, and they never have done this in the Gulf, only inside the Shatt because there it is the land border too. This published boundary is a fake with no legal force.
B) Accepting the British coordinates for the position of both HMS Cornwall and the incident, both were closer to Iranian land than Iraqi land. Go on, print out the map and measure it. Which underlines the point that the British produced border is not a reliable one. (…)”
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=viewArticle&code=20070328&articleId=5216
Realço dois pontos:
1 – A fronteira marítima mostrada no mapa do governo britânico NÃO existe porque só o Irão e o Iraque podem concordar na fronteira marítima e NUNCA o fizeram.
2 – Pelas coordenadas dos próprios britânicos, o barco estava mais próximo da terra do Irão do que da terra do Iraque…
Ora pela Lei Marítima Internacional quando não há fronteiras marítimas acordadas considera-se a linha mediana, assim sendo e estando os barcos mais perto da terra iraniana, estariam obviamente em águas iranianas…e em casos de intrusão de facto o mínimo a fazer é reconhecer esse facto. Mas não foi isso o que fizeram os britânicos.
O dono do blog (e dirigente partidário) agarra a questão exactamente da mesma maneira que toda a imprensa “ocidental” a agarrou, e vem-nos com os contos de fadas morais do costume para nos distrair da possibilidade de poder de facto ter havido uma intrusão dos britânicos em águas iranianas. Claro que também não só não deu o benefício da dúvida aos iranianos como até alinhou na sua demonização…
1. “A argumentação de que não são presos militares levaria a julgamentos comuns. É uma falácia que leva a um limbo jurídico.”
não é uma falácia, é uma realidade. só assim se percebe que “talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra.”
2. Não percebi o último ponto.
Tem razão. Não está claro. Mas eu explico.
Depois de ler o seu post parece que há, de facto, dois pesos e duas medidas: os britânicos sofrem um merecido castigo, por serem coniventes com Guantanamo e com uma guerra de mentiras. (só falta você dizer que é “bem feito”). quanto aos iranianos, limita-se a caracterizar a atitude deles como “inaceitável” e “uma provocação irresponsável”. consequências disto - zero!
Como é que de «o que o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável» conclui que «os britânicos sofrem um merecido castigo»? Como é que defende «talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra» e depois pede consequências para o Irão. Percebe os seus dois pesos e duas medidas?
1. Como é que de «o que o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável» conclui que «os britânicos sofrem um merecido castigo»?
Não concluí. Tem de ler melhor a minha resposta.
2. “Como é que defende «talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra» e depois pede consequências para o Irão”?
Eu não defendo nem peço nada. As palavras são suas.
O exercício tem de ser feito por si.
1. Como é que de «o que o Irão está a fazer com os soldados britânicos é, a todos os níveis, inaceitável» conclui que «os britânicos sofrem um merecido castigo»?
Não concluí. Tem de ler melhor a minha resposta.
2. “Como é que defende «talvez não fosse mau todos os países fazerem uma revisão de procedimentos em relação ao que é e não é aceitável numa guerra» e depois pede consequências para o Irão”?
Eu não defendo nem peço nada. As palavras são suas.
O exercício tem de ser feito por si.