Por Daniel Oliveira
Ao que tudo indica, uma coisa já pode ser festejada: a afluência às urnas está a ser superior à de 2005. Um excelente sinal. A abstenção, em percentagem, será, provavelmente, apenas um pouco inferior, já que há 600 mil novos inscritos. Mas vale a pena recordar que fora dos cadernos eleitorais estavam muito abstencionistas crónicos (que não estavam recenseados) que não entravam nas contas.
20 comentários 27 Set 09 em Sem categoria


Sem nenhum outro dado que não a observação aquando da minha deslocação para votar (sim, fui votar! coisa que não fazia nos últimos tempos…) também me pareceu mais gente… (local: Sacavém).
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O que comprova que, quando o povo percebe a necessidade e o interesse em participar em eleições e decidir assim o rumo a seguir e o seu futuro, o povo participa e vota. Quando o povo acha que não há interesse, não vota, tal como aconteceu nas eleições europeias.
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Pobres dos povos que não podem votar livremente e decidir assim o seu futuro.
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Acabei de ler nos jornais que é exactamente ao contrário do que diz!
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Não é isso que estão a dizer alguns jornais.
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aqui diz que não:
http://www.tvi24.iol.pt/politica/eleicoes-legislativas-afluencia-urnas-votacao-tvi24/1091931-4072.html
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Hã?
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Ainda não se viram livres do último eleitor e já começaram nos bastidores, como habitualmente (se não antes) as congeminações para a formação de um governo de bloco central com o alto patrocinio do ex-militante oriundo do PSD actualmente na presidência da república, com o programa de resolver a crise em nome do que disseram a maioria dos portugueses.
Para já, a acreditar no que diz o Daniel, parece que a abstenção diminui, o que é bom para os promotores do negócio eleiçoeiro. É indispensável que existam figurantes contabilizáveis com abundância e espírito easy-bronco para se encarneirarem de novo quando lhes comunicarem as (mais uma vez) novas decisões de austeridade feitas em seu nome.
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Ontem era o Daniel, hoje é o Miguel Portas com uma camisa à Hugo Chavez. Se calhar é mera coincidência
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um magalhães para cada português!!!
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Infelizmente, parece que a afluência às urnas foi enganadora, os que normalmente votam optaram quase todos pelo período da manhã
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E ora aí está! CDS-PP à frente!
Catrapimba!
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E não só, a derrota da maioria absoluta é já uma certeza também
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E os pequeninos?
Estavam todos com muita esperança no MEP mas, por enquanto, não estou a ver nada e o MRPP continua a ser o maior dos pequenos com quase 1%.
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CDS
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bem.. goste-se ou não… chamem-se mais ou menos nomes aos abstencionistas… formulem-se mais ou menos juizos de valor ao acto de não votar… mais percentagem menos percentagem… etc… etc… a realidade é uma: o vencedor mais uma vez foi o não voto.
será que foram para a praia? será que são calões? serão os culpados da politica estar tão niveladinha por baixo? ou será o contrário disso tudo?
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algumas conclusões, mais ou menos fantasiosas, ao espectáculo eleitoral de hoje:
PS – aguentou-se bem. no meio de tanta expectativa negativa para com aquela agremiação alcançaram o 1º lugar. São governo novamente.
as pessoas gostam do novo código do trabalho. consideram que é aceitável fazer de promessas eleitorais apenas e só isso. O TGV é um desígnio nacional e da saúde e educação só os pobres é que falam.
E agora? A questão que se põe é qual o sapo que o PS terá de engolir para conseguir governar coligado.
(36.56%, 2068665 votos, 96 deputados)
PSD – a “falar verdade” lixaram-se. Será que é por as pessoas não conseguirem associar “verdade” com “politica”? a alternativa saiu pior que o original, considerou a maioria.
Medalha de prata. O PSD é cor de laranja, defende os grandes grupos económicos e se pudesse privatizava o próprio governo. A grande diferença para o PS está na côr.
Ter de enfrentar que mesmo com tanta insatisfação para com as politicas do PS não se conseguem afirmar como alternativa credível é um grande sapo atravessado na garganta. É caso para dizer que se nem assim lá vão…
(29.09%, 1646097 votos, 78 deputados)
CDS-PP – muita alegria vive o CDS. subiu ao pódio. as grandes bandeiras eleitorais andam à volta de associar segurança com imigração e com fraudes nos subsídios aos pobres e pelo meio dizem-se defensores dos agricultores. Ninguém esclarece que as fraudes nos subsídios a empresas e gestores é para lá de 250 vezes maior que as do rendimento social? “isto está mau porque os pobres andam a roubar” é um slogan de dá votos.
Direita fetiche no seu melhor.
O sapo do CDS-PP é ser de um pais onde a direita, estranhamente e ao contrario da maioria da Europa, o povo não vai nas lenga-lengas que resvalam para o extremismo em tempos de crise..
(10.46%, 592064 votos, 21 deputados)
BE – sem direito a medalha mas duplicou os deputados. O partido que todos criticam. A direita chama-lhes radicais perigosos e a esquerda antiga (PCP) diz que são vazios de valores e sem projecto de sociedade. Alheio a tudo isso o partido que se pudesse punha tudo a casar com todos e a fumar ganzas pelo meio com o dinheiro que se ganha com os PPR´s vai ganhando o seu espaço.
O futuro próximo dirá se são assim tão diferentes e inconciliáveis com o PS…
As expectativas estão em alta, ter perdido o 3º lugar para o CDS-PP é um sapo que têm de engolir.
(9.85%, 557109 votos, 16 deputados)
PCP – “ficará para a próxima” diz o Jerónimo. Esta frase merece dois comentários, o primeiro não é bem um comentário mas mais uma gargalhada.. adiante.. o segundo é que de próxima em próxima daqui a pouco não existem comunistas em Portugal.
Os auto-intitulados defensores do proletariado (aka trabalhadores) com a sua retórica igual desde à 150 anos vão descer de divisão (segundo dizem na TV) e pergunto-me se existirão assim tão poucos trabalhadores em Portugal para serem defendidos. Luta de classes é uma expressão a que ninguém liga.
O sapo do PCP é a subida do BE.
(7.88%, 446174 votos, 15 deputados)
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A abstenção passou os 40%
Mau vaticínio Daniel
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Segundo diz o povo,as cadelas apressadas têm crias cegas…
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