Escreveu o “historiador” (a ordinarice deve sempre ser devolvida) Fernando Martins: «Por causa do Pedro Picoito, fui ler no Arrastão uma crónica de Rui Tavares no Público. O Pedro Picoito diz que não concorda com quase nada daquilo que lá vem escrito mas que ficou a pensar. Eu li-a e comecei logo a vomitar, sendo que a culpa não foi do almoço. (…) Só a ignorância, a estupidez e a desonestidade intelectual do Rui Tavares podem supor que o racismo e a xenofobia são uma doença da direita ou dos direitistas.»


Sem respostas ao post “Uns pensam outros vomitam”  

  1. 1 1  Maria João

    Informação util (quanto se gosta ou não já não digo nadapara não ser mal interpretada)

    Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens da CTGP-IN criticou hoje o Casino de Lisboa, considerando «eticamente reprovável» a promoção do espectáculo «Crazy Horse» que estreia hoje no Auditório dos Oceanos do Casino.

    Num comunicado divulgado hoje, a CGTP critica o Casino de Lisboa por ser parceiro num projecto destinado a fomentar a igualdade de oportunidades entre mulheres e homens enquanto promove «uma imagem publicitária onde, sugestivamente, se apela à utilização do corpo feminino como mero objecto de prazer mercantil».

    A publicidade em questão exibe uma mulher vista de costas quase desnuda e é patrocinada pelo Casino de Lisboa.

    A Comissão considera que a imagem publicitada é «atentatória da dignidade das mulheres» e «viola o princípio da igualdade de tratamento, da imagem e do bom-nome das mulheres», refere.

    Este espectáculo do mítico cabaret parisiense em exibição há 56 anos, estreia hoje, pela primeira vez em Portugal, e conta com doze mulheres com os corpos praticamente nus, música em «play back» e um intenso jogo de luz.

    Contactado pela agência Lusa, o gabinete de imprensa do Casino de Lisboa, não reagiu a esta crítica.

  2. 2 2  José Manuel Faria

    O FM diz que o seu blogue é desalinhado não me parece. Para além disso o homem vomita quando lê!

  3. 3 3  l.rodrigues

    Permita-me uma experiência politicamente incorrecta:

    “Só a ignorância, a estupidez e a desonestidade intelectual podem supor que o HIV é uma doença de promiscuos e drogados”

    Mas que há grupos de risco há, ou não há?

  4. 4 4  rui tavares

    devo dizer que só isso tudo permite supor que eu tenha escrito que o “que o racismo e a xenofobia são uma doença da direita ou dos direitistas”. eu apenas escrevi sobre um grupo que é em simultâneo

    a) da extrema-direita
    b) racista

    precisamente porque esse grupo existe e cumpre com aquelas condições. só a desonestidade intelectual (para não falar das outras coisas) permite supor que isso signifique que

    a) a direita é sempre racista
    b) a esquerda nunca é racista

    seria de facto muito estúpido se escrevesse uma coisa dessas. felizmente não escrevi. já viram que alívio?!

  5. 5 5  The Studio

    Dado que também me referi ao “historiador” (entre aspas) Rui Tavares no meu blog, sinto-me no dever de o justificar, justificando também assim o uso das aspas pelo Fernando Martins, pessoa que não conheço. A profissão de Historiador é uma profissão reputada e respeitada, sendo o Historiador alguém que através dos seus livros deixa às gerações vindouras descrições fieis do que foi a História nos nossos tempos. O nome de Rui Tavares não me dizia nada até que recentemente tive conhecimento de dois textos panfletários da mais despudorada desfaçatez, assinados por Rui Tavares, historiador. Tive curiosidade de saber mais sobre o historiador Rui Tavares e sobre a sua obra. Procurando no google, encontrei o curriculum do “historiador” Rui Tavares. Trata-se de um estudante cuja única obra publicada é o livro “Barnabé” em parceria com outros autores, entre os quais o Daniel Oliveira. Com um curriculum assim, nunca me ocorreria o pretensiosismo de me intitular “Historiador”. Aliás, penso que Rui Tavares assim se assume, para que a adjectivação de historiador lhe empreste uma imagem de seriedade, honestidade e credibilidade que manifestamente não merece.

    Quanto ao racismo “ser de direita”… gostava de recordar que (aliás foi publicado em diversos blogs), os textos dos skinheads sobre a questão Israelo-Palestiniana em nada se distinguiam dos bloquistas. O problema do Rui Tavares é que quando se tem umas palas do tamanho das dele, só dá para ver defeitos do outro lado. Deixo o link sobre uma notícia de um dirigente anti-racista condenado por actos racistas.

    Afinal parece que não. Este blog está bem ensinado e não aceita o link :)

  6. 6 6  Daniel Oliveira

    The Studio, mas quem é que quer saber sobre a avaliação académica que o senhor faz de cada historiador?

    De resto, o Rui Tavares tem vários livros publicados (mais do que Fernando Martins), entre os quais os mais conhecidos são um sobre o terramoto de Lisboa (que recolheu elogios de toda a crítica) e uma excelente tradução anotada do “Cândido”, para além de um curriculo bastante mais interessante do que a sua participação no Barnabé. Por isso, antes de mandar postas de pescada informe-se um pouco melhor.

  7. 7 7  The Studio

    Qualquer pessoa que avalie o curriculum do Rui Tavares que eu avaliei chegaria à mesma conclusão. Se o curruculum está incompleto, é da responsabilidade dele completá-lo. Uma tradução, por melhor que seja, não é exactamente uma obra sua. Quanto ao resto, deixo a minha opinião sobre as posições do Rui e do Daniel no texto:
    politicaxix.blogs.sapo.pt/arquivo/1066288.html

  8. 8 8  Daniel Oliveira

    A tradução é ANOTADA. Sabe o que isso quer dizer?

  9. 9 9  Daniel Oliveira

    Como autor

    [2006] “Uma peça de propaganda pombalina. A Real Mesa Censória e o Caso Malagrida”, in Revista Portuguesa de História do Livro, ano IX, nº 17, Lisboa, Centro de Estudos de História do Livro e da Edição, 2006.
    [2006] Pobre e Mal Agradecido. A educação patalógica de Rui Tavares, Lisboa, Tinta da China, 2006.
    [2005] O Pequeno Livro do Grande Terramoto, Lisboa, Tinta da China, 2005 [1ª e 2ª edição], 2006 [3ª edição]. Prémio Livro Aberto Público/RTP para o Melhor Livro de 2005 – categoria ensaio.
    [2005] Dom João II, Lisboa, ed. Planeta de Agostini, col. Protagonistas da História de Portugal, 2005.
    [2004] [com André Belo, Celso Martins, Daniel Oliveira e Pedro Oliveira] Barnabé – o que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros?, Lisboa, Oficina do Livro, duas edições, 2004.
    [2004] “Albrecht Altdörfer. A Batalha de Issus”, in Relações Internacionais [nº 4], Lisboa, Instituto Português de Relações Internacionais – Universidade Nova de Lisboa, 2004.
    [2004] “Uma teologia da recepção?”, in Lusitania Sacra, tomo 13-14, Universidade Católica Portuguesa, 2004. Versão brasileira in Historiografia literária e as práticas da escrita [coord. Flora Süssekind e Tânia Dias], Rio de Janeiro, Fundação Casa de Rui Barbosa, 2004.
    [2003] “Francisco de Goya y Lucientes. Os desastres da Guerra”, in Relações Internacionais [nº 2], Lisboa, IPRI-UNL, 2003.
    [2003] “Ter algo para dizer e dizê-lo. Orwell e a Literatura”, in Revista História, Setembro 2003.
    [2002] “Última palavra sobre as palavras. Os censores (em desacordo) contra a superstição, Portugal 1770-71”, in Actas do Iº Colóquio Internacional sobre o Livro e a Imagem [coord. Guiomar de Grammont e Myriam Bahia Lopes], Ouro Preto, Universidade Federal de Ouro Preto, 2002.
    [2001] “A Real Mesa Censória e a demanda de uniformidade”, in Caminhos do Português [coord. Maria Helena Mira Mateus], Lisboa, Biblioteca Nacional de Lisboa, 2001.
    [2001] “The Power of Words or God as Reader. Censors Disagree on Books, Amulets, and Amulet-books, Portugal 1770-1771”, in Bulletin of the Society for Spanish and Portuguese Historical Studies, vol. XXVI nº I (Spring-Summer 2001).
    [1999] “Lembrar, Esquecer, Censurar”, in Estudos Avançados, vol. 13, nº 37, Dossiê Memória [dir. Alfredo Bosi], São Paulo, Universidade de São Paulo, 1999.
    [1999] “Cinco notas avulsas sobre máquinas e tempo (a propósito de Miguel Palma)”, in Prototypo space-craftmanship 001, Janeiro 1999.
    [1998] “Simples para quê? Entrevista a Giovanni Levi e Jacques Revel”, in História, Dezembro 1998 [com André Belo].
    [1998] O Labirinto censório. A Real Mesa Censória sob Pombal (1768-1777), Lisboa, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Tese de Mestrado, 1997.
    [1996] AAVV, Grande Dicionário Enciclopédico Universal, Lisboa, Ediclube, 1996. Coordenador e autor da secção de fotografia, história e crítica.
    [1995] Trás-os-Montes, colecção Descubra Portugal (dir. Francisco Hipólito Raposo), Lisboa, Ediclube, 1995. Co-autor do volume com João Carlos Silva.

    Como editor/tradutor
    [2006] Voltaire, Cândido [Candide ou l’Optimisme], Lisboa, Tinta da China, 2006. Tradutor, autor das notas e do estudo.
    [2005] AAVV, História Universal – vol. XVI. O Impacto da Revolução Francesa, Lisboa, Salvat – Público, 2005. Revisão científica. Revisão técnica geral coordenada pelo Prof. Luís Adão da Fonseca.
    [2005] AAVV, História Universal – vol. X. Das Revoluções à restauração, Lisboa, ed. Planeta de Agostini – Correio da Manhã, 2005. Revisão científica.
    [2003] Séneca e S. Paulo [atribuído a], Os Incêndios de Roma. Cartas (que se diz serem) de Séneca a Paulo e Paulo a Séneca [Epistolae Senecae ad Paulum et Pauli ad Senecam (quae vocantur)], Almada, Íman edições, 2003. Tradução, prefácio e comentários.
    [2007] Bruno, Giordano, Da magia [De Magia], Almada, Íman edições, 2007. Tradução do latim, notas e posfácio.
    [2001] Voltaire, Micromegas. História filosófica [Micromégas, Histoire philosophique], Almada, Íman edições, 2001. Tradução do francês, notas e posfácio.
    [1998] AAVV, O Século XVIII, in História Universal, Lisboa, Ediclube, 1998. Revisão cientifica (coordenação: Prof. Fernando Rosas).
    [1998] Yuuki, Diego, Bento Fernandes - Japão 1579-1633 [Bento Fernandes – Japón 1579-1633], Macau, Comissão Territorial de Macau para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1998. Tradução.
    [1997] AAVV, História de Roma [Historia de Roma], Lisboa, Ediclube, 1997. Tradução (do castelhano).
    [1996] Molière, Teatro. O Tartufo, O Médico à Força [Théâtre. Le Tartuffe, Le médecin malgré lui], Lisboa, Ediclube, 1996. Tradução.
    [1996] Balzac, Honoré de, Eugénie Grandet [Eugénie Grandet], Lisboa, Ediclube, 1996. Tradução.
    [1996] AAVV, Onde, Como e Quando Aconteceu, Lisboa, Reader’s Digest, 1996. Revisão científica.

    Rui Tavares é de História de Arte. Como vê, não era assim tão difícil ter encontrado mais umas coisinhas para além da participação num blogue. E que Fernando Martins, um pobre diabo que até sabe muito bem quem é Rui Tavares, escreva historiador entre aspas só diz alguma coisa sobre próprio e nada sobre o Rui. Que você repita o disparate, não espanta. Os disparates andam aí só para você os repetir.

  10. 10 10  maria João F

    Bem para começar Barnabé faz falta. Quanto a “Rui Tavares é historiador em fase comatosa de doutoramento e mal se consegue sustentar quanto mais ter filhos; anarquista, percursionista e patologicamente optimista.” Espero que com o passar dos anos já tenha terminado o doutoramento, esteja economicamente estável, tenha tido uma catrefada de fedelhos, continue anarquista, percursionista e obviamente patologicamente optimista. E já agora que também crie um blog…

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