Coerência total: se tais partidos, segundo o arcebispo, são fiéis à doutrina da Igreja, a Igreja deve apoiá-los. Coerência total e inatacável. Claro que o partido exemplificado também defende outro tipo de “ideal”, mas no que respeita à Igreja, mantenho: coerência total.
O arcebispo de Pamplona tem direito a dizer os disparates que quiser. Não representa neste caso o pensamento da Igreja uma vez que a extrema direita nunca poderá ser fiel à doutrina social da Igreja e nunca defendeu os valores cristãos pelo que o título é um abuso. O Daniel não se esqueça de que se a Igreja esteve ao lado de Franco também no país basco esteve contra e muitos padres pagaram com a vida o apoio que a igreja basca deu aos revolucionários.
Daniel,
ainda estou para perceber a frase “partidos da extrema-direita, ‘fiéis à doutrinal social da Igreja’”.
Parece-me que perecebe tanto de política como o Arcebispo de Pamplona…
Não nos devemos esquecer que Navarra era o bastião dos carlistas, uma força conservadora muito ligada à Igreja e que forneceu alguns dos melhores (isto é, menos maus) soldados ao exército franquista.
Ou seja, Navara sempre foi um bastião do reacionarismo católico.
Seria conveninete o Daniel esclarecer qual a data da fotografia. Mesmo sendo da Croácia, duvido que seja recente. Será provavelmente da Croácia de 1941.
Daniel:
Essa sua posição contra valores cristãos (inegavelmente bons, em si mesmos, como o amor ao próximo como a nós mesmos - que é o principal valor relativo às relações humanas)é mesmo estranha…!!!
Por que é que lhe faz tanta urticária a religião dos outros, quando é cristã?
Se não acredita, azar o seu.
Eu continuo a rezar por si.
Um abraço
Luís
Mas mais recentemente tambem se verificaram exactamente os mesmos cenarios de 41, ou seja a guerra dos balcãs ( a mais grave depois da 2ª geurra mundial) teve como principal protagonista na Croacia a extrema direita religiosa. Muito devido a odios antigos mal resolvidos entre servios e dos Croatas.
Tive uma educação essencialmente católica e, felizmente, a mensagem católica que me passaram teve a ver fundamentalmente com valores de paz, tolerância, respeito pelo próximo, união, igualdade, fraternidade, amizade, liberdade, valores sem os quais hoje não seria a pessoa que sou e que considero essênciais para que o Ser Humano coabite em estabilizada harmonia. É essencialmente por isso que fico profundamente desiludida ao constatar que um arcebispo católico considera os pequenos partidos de extrema-direita dignos de consideração e de serem apoiados, quando muitos de nós sabemos o que significou a ascensão da extrema-direita em Espanha, Itália, Portugal e Alemanha: uma era de profunda opressão, abuso de poder e inominável violência; e porque é conhecido também o teor da mensagem da maioria dos militantes da extrema-direita actual: uma mensagem muitas e muitas vezes de desrespeito para com o próximo.
Quem se recusa a olhar para o passado, está condenado a repeti-lo. Por outro lado, o que seria dos EUA caso tivessem cerrado as suas fronteiras por altura da segunda guerra mundial? A democracia americana é felizmente um vivo exemplo de que a multiculturalidade pode beneficiar a prosperidade de um país inteiro.
Sobre a acção dos Dinamarqueses aquando da 2ª guerra mundial, Hanna Arendt diz que “essa história extraordinária […] deveria ser de leitura obrigatória em todos os cursos de ciência política que tratam das relações entre o poder e a violência […]. Este episódio da vossa história proporciona-nos um exemplo assaz instrutivo do grande poder potencial que comportam a acção não violenta […]…. os oficiais alemães que administravam o país, sob a pressão da opinião pública e na ausência de qualquer ameaça de resistência armada ou de acção guerrilheira, acabaram por mudar os seus planos […]; perderam a sua superioridade, foram derrotados […] por simples palavras que se faziam ouvir livre e publicamente. Em nenhum outro lugar as coisas se passaram deste modo”.
Luis, urticária nenhuma. Mas digamos que foi parcial nos valores cristãos que escolheu. Isto, claro, se partirmos do principio que a interpretação da mensagem cristão foi variável com a história. De resto, os valores cristãos a que se refere são comuns a todas as religiões.
Devido às suas convicções anti-comunistas a hierarquia da igreja católica apoiou a ascenção dos regimens nazistas e fascistas, é um facto.
Isto ocorreu não só na Croácia, mas também na Baviera e na Áustria…
Quando Hitler invadiu a Áustria os sinos replicaram em aprovação…
O Vaticano só foi independente com Mussolini…
Muitos dos criminosos nazistas, tal como os fascistas fugiram para a América do Sul, nomeadamente para a Argentina com a colaboração da Santa Sé…
Até em Portugal a ligação entre a Igreja (Cardeal Cerejeira) e o poder Fascista (Oliveira Salazar) é bem conhecida…
Isto são factos, a história não foi escrita pelo BE…
Apesar de me considerar agnóstico, respeito muito os ideais cristãos, mas uma coisa são os ensinamentos de Cristo e outra muito diferente são as práticas da Igreja…
Para não ir mais longe, não acredito que Cristo apoiasse a Inquisição…
Será que estou errado? Ou foi a Igreja que o esteve?
É que se a Igreja não errou, então não valia a pena o Papa João Paulo II ter vindo pedir desculpa…
Daniel:
diz o Daniel que “De resto, os valores cristãos a que se refere são comuns a todas as religiões”.
Claro que são, mas isso não é coincidência. O que acontece é que as grandes religiões (aí se incluindo as cristãs) têm valores bons, partilhados por grande parte da humanidade, correspondendo àquilo a que se chama Lei Natural que, ao contrário do que possa pensar, existe mesmo.
Como vê, é injusto tratar os valores cristãos da forma que o fez.
O eventuais erros dos homens não podem servir para colocar em causa valores universais.
Luís
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Coerência total: se tais partidos, segundo o arcebispo, são fiéis à doutrina da Igreja, a Igreja deve apoiá-los. Coerência total e inatacável. Claro que o partido exemplificado também defende outro tipo de “ideal”, mas no que respeita à Igreja, mantenho: coerência total.
Von
O arcebispo de Pamplona tem direito a dizer os disparates que quiser. Não representa neste caso o pensamento da Igreja uma vez que a extrema direita nunca poderá ser fiel à doutrina social da Igreja e nunca defendeu os valores cristãos pelo que o título é um abuso. O Daniel não se esqueça de que se a Igreja esteve ao lado de Franco também no país basco esteve contra e muitos padres pagaram com a vida o apoio que a igreja basca deu aos revolucionários.
o daniel é danado de provocador…
São títulos como este que nos fazem lembrar que você, Daniel Oliveira, é, de facto, membro do Bloco de Esquerda.
Daniel,
ainda estou para perceber a frase “partidos da extrema-direita, ‘fiéis à doutrinal social da Igreja’”.
Parece-me que perecebe tanto de política como o Arcebispo de Pamplona…
Engraçado, em outras situações já vi o Daniel dizer que a posição de alguns extremistas não representa a posição da restante população moderada.
E que só quem está de má fé é que utiliza o que dizem extremistas para insinuar que representam o pensamento da totalidade de um povo ou religião.
O Daniel funciona com critérios diferentes consoante as ocasiões?
Não nos devemos esquecer que Navarra era o bastião dos carlistas, uma força conservadora muito ligada à Igreja e que forneceu alguns dos melhores (isto é, menos maus) soldados ao exército franquista.
Ou seja, Navara sempre foi um bastião do reacionarismo católico.
Seria conveninete o Daniel esclarecer qual a data da fotografia. Mesmo sendo da Croácia, duvido que seja recente. Será provavelmente da Croácia de 1941.
Luís Lavoura, sim, é da II Grande Guerra. Tendo em conta a longevidade da história da Igreja e as suas mudanças sempre lentas, foi ontem.
Daniel:
Essa sua posição contra valores cristãos (inegavelmente bons, em si mesmos, como o amor ao próximo como a nós mesmos - que é o principal valor relativo às relações humanas)é mesmo estranha…!!!
Por que é que lhe faz tanta urticária a religião dos outros, quando é cristã?
Se não acredita, azar o seu.
Eu continuo a rezar por si.
Um abraço
Luís
Como alguns gostariam de dizer que o passado nunca aconteceu…
Mas é difícil quando alguns dos seus, ainda hoje, vivem no passado…
Passado do qual não se deveriam orgulhar…
Mesmo sendo da Croácia, duvido que seja recente
Mas mais recentemente tambem se verificaram exactamente os mesmos cenarios de 41, ou seja a guerra dos balcãs ( a mais grave depois da 2ª geurra mundial) teve como principal protagonista na Croacia a extrema direita religiosa. Muito devido a odios antigos mal resolvidos entre servios e dos Croatas.
Tive uma educação essencialmente católica e, felizmente, a mensagem católica que me passaram teve a ver fundamentalmente com valores de paz, tolerância, respeito pelo próximo, união, igualdade, fraternidade, amizade, liberdade, valores sem os quais hoje não seria a pessoa que sou e que considero essênciais para que o Ser Humano coabite em estabilizada harmonia. É essencialmente por isso que fico profundamente desiludida ao constatar que um arcebispo católico considera os pequenos partidos de extrema-direita dignos de consideração e de serem apoiados, quando muitos de nós sabemos o que significou a ascensão da extrema-direita em Espanha, Itália, Portugal e Alemanha: uma era de profunda opressão, abuso de poder e inominável violência; e porque é conhecido também o teor da mensagem da maioria dos militantes da extrema-direita actual: uma mensagem muitas e muitas vezes de desrespeito para com o próximo.
Quem se recusa a olhar para o passado, está condenado a repeti-lo. Por outro lado, o que seria dos EUA caso tivessem cerrado as suas fronteiras por altura da segunda guerra mundial? A democracia americana é felizmente um vivo exemplo de que a multiculturalidade pode beneficiar a prosperidade de um país inteiro.
Sobre a acção dos Dinamarqueses aquando da 2ª guerra mundial, Hanna Arendt diz que “essa história extraordinária […] deveria ser de leitura obrigatória em todos os cursos de ciência política que tratam das relações entre o poder e a violência […]. Este episódio da vossa história proporciona-nos um exemplo assaz instrutivo do grande poder potencial que comportam a acção não violenta […]…. os oficiais alemães que administravam o país, sob a pressão da opinião pública e na ausência de qualquer ameaça de resistência armada ou de acção guerrilheira, acabaram por mudar os seus planos […]; perderam a sua superioridade, foram derrotados […] por simples palavras que se faziam ouvir livre e publicamente. Em nenhum outro lugar as coisas se passaram deste modo”.
Hanna Arendt, in Responsabilidade e Juízo, 1975
Caro Daniel
Os nossos amigos são todos contra o que disse o prelado e, ainda assim, desancam-no a si com a maior das tranquilidades!
Arranjam uns argumentos que dão para este assunto e para tudo o que diga respeito á Igreja, e ei-los cantando e rindo.
Desconfio que você tem um pecado original: é do BE!
Post demagógico. Igual à demagogia do Insurgente que equiparou os anarcas à etiqueta “extrema-esquerda portuguesa”.
Reconhece a similitude Daniel?
A Igreja contra a igualdade, o socialismo e o comunismo
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=documentos&subsecao=citacoes&artigo=igualdade&lang=bra
acrescentei o momento da foto
Luis, urticária nenhuma. Mas digamos que foi parcial nos valores cristãos que escolheu. Isto, claro, se partirmos do principio que a interpretação da mensagem cristão foi variável com a história. De resto, os valores cristãos a que se refere são comuns a todas as religiões.
Devido às suas convicções anti-comunistas a hierarquia da igreja católica apoiou a ascenção dos regimens nazistas e fascistas, é um facto.
Isto ocorreu não só na Croácia, mas também na Baviera e na Áustria…
Quando Hitler invadiu a Áustria os sinos replicaram em aprovação…
O Vaticano só foi independente com Mussolini…
Muitos dos criminosos nazistas, tal como os fascistas fugiram para a América do Sul, nomeadamente para a Argentina com a colaboração da Santa Sé…
Até em Portugal a ligação entre a Igreja (Cardeal Cerejeira) e o poder Fascista (Oliveira Salazar) é bem conhecida…
Isto são factos, a história não foi escrita pelo BE…
Apesar de me considerar agnóstico, respeito muito os ideais cristãos, mas uma coisa são os ensinamentos de Cristo e outra muito diferente são as práticas da Igreja…
Para não ir mais longe, não acredito que Cristo apoiasse a Inquisição…
Será que estou errado? Ou foi a Igreja que o esteve?
É que se a Igreja não errou, então não valia a pena o Papa João Paulo II ter vindo pedir desculpa…
Não se diz «Segunda Grande Guerra». A Grande Guerra é só uma: a de 14-18.
Daniel, Daniel… de que lhe serve ganhar o mundo, se vier a perder a alma…
Daniel:
diz o Daniel que “De resto, os valores cristãos a que se refere são comuns a todas as religiões”.
Claro que são, mas isso não é coincidência. O que acontece é que as grandes religiões (aí se incluindo as cristãs) têm valores bons, partilhados por grande parte da humanidade, correspondendo àquilo a que se chama Lei Natural que, ao contrário do que possa pensar, existe mesmo.
Como vê, é injusto tratar os valores cristãos da forma que o fez.
O eventuais erros dos homens não podem servir para colocar em causa valores universais.
Luís