
Li hoje no jornal «Público» a notícia de que o grupo FNAC deixou de fazer 10% de desconto nos livros e que apenas os seus clientes com cartão FNAC terão esse privilégio (até ver). Parece-me claro que o negócio da FNAC deixou de ser o negócio dos livros, ou que nunca o foi. Depois de praticamente destruírem o mercado das pequenas e médias livrarias e de “esmifrarem” as margens comerciais dos editores, tornando-os FNAC-dependentes, têm agora caminho livre para fazerem o que querem, como quem diz: Pagas 15€ e és cliente de cartão, ou vai comprar a outro lado.
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Jaime Bulhosa, no blogue da livraria Pó dos livros.
Por Pedro Sales 6 Out 08
em Sem categoria



E não esquecer que já tinham dado cabo das lojas de discos também. A FNAC nunca me enganou a mim, são uns vampiros.
Não lhes compro nada a eles já vai para 3 anos e sinto-me bem comigo mesmo.
Julgo que o governo devia mandar fechar todas as grandes superficies comerciais que não façam desconto de 10%. Também aquelas que tenham destruido as pequenas e médias concorrentes.
Devem também ser fechadas todas as superficies comerciais que não tenham por negócio os livros….
O truque da FNAC é quase tão velho como o capitalismo. Chama-se Dumping.
o nacional-parolismo elevou uma simples loja de vender coisas a um ícone da cultura.
que pensavam que viriam cá eles fazer? educar o povo?
venderam-lhes essa coisa do conceito FNAC, com descontos e coisas bonitas e agora toma lá.
tristes
A Valentim de Carvalho foi uma das principais vitimas.
São uns bandidos….. eles até obrigam as pessoas a ir lá, a comprar e a voltar. Fora de brincadeiras eles são grandes e por isso compram em grandes quantidades,negoceiam preços mais acessíveis e prazos de pagamento mais flexíveis (o arrepio na espinha que deve ter trespassado os autores deste blog só de ouvir esta palavra) o que lhes permite praticar preços mais baixos que as pequenas livrarias e que lhes rouba mercado. Os editores são fnac-dependentes, pois isso não sei, mas calculo que os que têm mais dificuldades são aqueles que nem chegam a ser fnac dependentes( mas isso é só uma opinião). Finalmente quem achar que o negócio da fnac é vender livros não percebe o que é a Fnac, nem a razão que a faz ter sucesso.
A mim, como livreiro que fui, sei que contribuiram para me mandarem para a falência. E estou em Tomar a 130 km da FNAC de Lisboa.
Peço desculpa mas essa é uma análise muito insuficiente. A verdade é que a fnac introduziu um conceito inovador, cujo valor é incomensurável e que ainda hoje não entrou na cabeça dos pequenos livreiros (considero a bertrand gerida por pequenos livreiros, tão pequenos que se perdem nas suas grandes livrarias), que me olham de lado quando me sento nas suas cadeiras que lá colocaram para não parecerem tão mal em relação à fnac, mas que sinceramente não querem ver os seus clientes lá sentados. A fnac merece todo o poder de mercado que ganhou, e só tenho pena de não terem levado mais livrarias à falência.
A concorrência da fnac é neste momento global, de qualquer forma. Estão restringidos pela amazon, por exemplo. O poder de mercado de um bem homogéneo e transaccionável (com a excepção portanto do livro português) é sempre reduzido num mercado liberalizado. É das poucas vezes que acho que o capitalismo veio mesmo expulsar os maus e premiar os bons.
pois, eu compro sempre os livros na unicepe, a última cooperativa livreira do porto. muito mais barato que na fnac, funcionários que sabem do que falam e um ambiente bem mais caseirinho. não compro discos.
Não tenho nada contra as grandes superficies, pelo contrario, além de nos permitirem comprar mais barato, juntam vários bens no mesmo local facilitando-nos a vida. Existem pequenos negócios que vão à vida? Claro, a isto chama-se concorrência, os mais eficientes sobrevivem e quem ganha somos todos nós.
Outra coisa é abuso de posição dominante(parece o caso) que é proibido por lei e a autoridade da concorrência existe para investigar estas coisas. Acontece é que andam muitas vezes a dormir, e quando não andam, são os tribunais regulares que não têm pessoas qualificadas para analisar este tipo de casos. Acaba por acontecer que 90% dos processos da autoridade concorrência não têm seguimento nos tribunais, sendo considerados os factos por provar. Do meu ponto de vista, dotar os tribunais e sobretudo os juizes de formação que lhes permita julgar este tipo de casos teria uma importância enorme na qualidade da nossa economia de mercado e logo da nossa vida quotidiana.
A FNAC só mostra que sabe estar no mercado. Qual é o problema? Não é este o sistema que o Bulhosa e outros defendem? Estranho é se queixarem ou também o Socrates é o culpado? Lagrimas de corcodilo ou estão verdes não prestam.
Não convém esquecer que a FNAC chegou onde chegou porque conseguiu satisfazer mais clientes do que nenhuma outra loja de discos e livros. A Valentim de Carvalho era uma miséria (pouca variedade e preços altíssimos - ainda mais altos dos que vigoram ainda hoje na FNAC). Nas livrarias acho que a machadada não foi tão grande. De qualquer forma, acho que há poucas livrarias que possam ser consideradas tão agradáveis e prolíficas em oferta quanto a FNAC. A Bertrand nunca foi muito simpática e a Bulcholdz roçava o arcaico.
Eu não me limito a comprar na FNAC. Há outras óptimas alternativas.
Discos:
- Carbono (CD’s em segunda mão mas em óptimo estado). Ideal para quem não qier andar propriamente “em cima” das novidades.
- VGM (em Picoas): Para quem procura boa música clássica e World Music. O chefe da loja é meio biruta (tem de se lhe dar o desconto) mas percebe do assunto.
- Dargil. Para quem procura Jazz.
Livros:
-Almedina. Espaço agradável mas a especialidade são os livros técnicos
- Barata: Muita oferta e podemos folhear com algum à vontade. Também tem CD’s, alguns deles com preços razoáveis.
Eu nunca fico contente quando vejo livrarias a fechar , logo nao posso dizer como alguns, que ainda bem que vao as urtigas. Tambem nunca dei porque nao pudesse sentar-me nas pequenas livrarias, bem pelo contrario, sao locais onde por vezes consigo disfrutar de conversas bem interessantes com os donos e funcionarios.
Bastas saudades tenho de algumas onde passei belas horas em conversas muito agradaveis e que infelizmente acabaram por nao resistir.
Algumas houve no bairro alto, por exemplo onde a par de amigos bons tambem se liam bons livros.
Bom mas em relaçao as grandes superficies.
Nao posso dizer que simpatize ; mas tambem eu nao morro de amores por andar kilometros dentro de edificios para tentar encontrar o que quer que seja ; se e para andar prefiro o campo ou a praia.
E depois nem por isso gosto de cartoes , mesmo se eles dizem que vou ter montes de descontos.
Ja aprendi ha montes que isto dos descontos acabam por sair caros.
E sendo assim continuarei a comprar os meus livros nas livrarias onde sempre comprei e onde para alem dos livros e da companhia ainda consigo sentir aquele cherinho bom a papel e tinta.
É desta que se acabaram as idas à FNAC.
Os que defendem aqui a FNAC, claramente não sabem do que falam nem tiveram nenhuma relação empresarial com eles (como distribuidores ou retalhistas ou whatever).
Não sabem mesmo do que falam, e é pena.
Gosto muito da defesa do conceito das livrarias “onde-os-empregados-sabem-tudo-sobre-livros-mas- onde-se-vai-e-nunca-tem-nada-só-encomendando-e-volte-daqui-a-uma-semana-e-telefone-para-confirmar”…
Com uma palavrinha apenas se escreve a mágica palavra Amazon…
” Com uma palavrinha apenas se escreve a mágica palavra Amazon ”
Nem toda a gente fala outras línguas bem o suficiente para ler e compreender livros vendidos pela amazon. Acabe ela .UK, .COM, .ES, .FR, etc.
Eu já o fiz bastantes vezes mas…
Dargil. Para quem procura Jazz.
Um must, e tão escondidinha!
Conheci uma livraria em Grandola que acabou e tinha bons livros e não foi por causa da FNAC que acabou..
Foi porque os donos (era uma cooperativa) eram muito cultos,cheios de contactos politicos, de auto-convencimento… mas pouco comerciais.
E é pena que tenha acabado.
Mas a culpa não foi da FNAC
Já pouco lá comprava. Agora só para ver.
Para compras tenho as feiras e os alfarrabistas.
Para eles vai ser mau porque perdem a única vantagem que tinham sobre a concorrência.
Eu defendo ainda o mais que posso o pequeno comércio especializado. É um facto que poucas hipóteses têm contra os grandes empórios, mas não porque sejam piores ( na qualidade do produto que vendem ou no atendimento), mas porque não podem combater a política da quantidade. Mas as lojas especializadas ( Dargil, Trem Azul, no Jazz, ou a Dr. kartoon em BD, por exemplo) são exemplos de simpatia, conhecimento do que vendem e bom produto.
Pobres e mal-agradecidos é o que vocês são.