A Zara lançou um pedido de desculpas público à comunidade israelita ultra-ortodoxa por ter misturado linho e algodão num mesmo produto o que, segundo a tradição judaica, é considerado um pecado grave (via Juízos, Factos e Valores). Fico à espera da indignação do costume. Se ela não acontecer, fica anotado que há fanáticos e fanáticos, pedidos de desculpas e pedidos de desculpas, cedências aos ditames religiosos e cedências aos ditames religiosos.


Sem respostas ao post “Venha a indignação”  

  1. 1 1  Zabka

    Pois, também ninguém fala do que se passa em Israel nos autocarros que atravessam zonas ortodoxas, em que as mulheres são forçadas a viajar em atrás e separadas dos homens. Ou como as pessoas que passem nessas zonas vestidas de forma “indecente” são agredidas e insultadas.
    É isso mesmo, há fanáticos e fanáticos.

  2. 2 2  Xico

    Se há coisa que devia ser proibida é a mistura do algodão ou do linho com fibra artificiais! É que não suporto mesmo!
    Espero um pedido de desculpas por parte da Zara, que me fez deitar fora peças de roupa oferecidas por quem é mais distraído ou que não conhece as minhas idiossincrasias.

  3. 3 3  JMS

    O quê!!!!! Eles misturaram … eles … eles misturaram o Linho com o Algodão ????!!!! Eles … Isto é simplesmente in-con-ce-bí-vel! Sinceramente, custa-me a acreditar que uma empresa etica e socialmente responsável como a Zara tenha feito tal coisa. Estou absolutamente siderado. Primeiro o Hitler, depois isto. Não há perdão. As autoridades israelitas deviam expulsar a Zara de Israel. É nestas alturas que se deve defender com firmeza os valores do mundo ocidental. O anti-semitismo não passará!!!!!

  4. 4 4  Isabel Coutinho

    A Zara é espanhola. Está tudo dito.

  5. 5 5  fnv

    Um pequeno detalhe: a Zara ESTÁ em Israel. Digamos que é a mesma coisa que querer vender vibradores em Teerão. Não existe comparação com a “ofensa” ( vender mini-saias, por ex.) às sensibilidades islâmicas de Bruxelas ou de Tomar.
    Mas isso sabes tu muito bem, caro Daniel.

  6. 6 6  Minerva McGonagall

    Qualquer dia está o Ocidente a pedir desculpas por existir!

  7. 7 7  Nuno Gouveia

    O Daniel tem razão. É errado o pedido de desculpas da Zara aos radicais israelitas. A Zara não tem nada que pedir desculpas. O que você está a querer dizer é que me parece errado. Não me parece que quem critica casos semelhantes relacionados com o Islão não o faça neste caso. Ou em assuntos que referem a religião cristã.

  8. 8 8  Daniel Oliveira

    fnv, acontece que os ortodoxos são minoritários em Israel. Ainda assim, gostei que viesse em defesa da Zara. Esclarecedor.

  9. 9 9  Von

    Mas porque raio uma empresa de textéis deve (e tem) de se desculpar pela sua produção atentar contra uma religião? Indignem-se pelo trabalho infantil que a Zara gera, mas desculpas por uma questão religiosa? Entrámos definitivamente no reino do ridiculo.

    Von

  10. 10 10  Pedro Bizarro

    Tenho uma pergunta:

    A ZARA pediu desculpa por estar a vender o produto, por estar a vendê-lo em Israel ou por estar a vendê-lo em Israel sem avisar - à parte das etiquetas, como é óbvio - que ele tem aquela composição?

    É que o artigo não é claro neste ponto.

    Já agora, alguém queimou camisolas da ZARA ou apedrejou lojas em Tel-Aviv? É que, para variar, concordo com o Daniel - há fanáticos e fanáticos.

  11. 11 11  Isabel Coutinho

    A Zara é espanhola: está tudo dito.

  12. 12 12  Sebastião Dias

    A ditadura do politicamente correcto há-de encontrar sempre alguém que se sente acossado e a quem é preciso pedir desculpa por algum disparate. Falou-se recentemente aqui no Blog de em Inglaterra, há histórias infantis em que principes casam com principes, tudo em nome da defesa das sexualidades alternativas. Num outro país da Europa a história dos três porquinhos passou a ser considerada politicamente incorrecta, uma vez que determinadas religiões não comem carne de porco. A hsitória é agora contada com três cachorrinhos. Peço desde já as mais sinceras desculpas por todos os eventuais incómodos que este meu mail possa vir a causar em qualquer alma mais susceptível.

  13. 13 13  Euroliberal

    Este texto foi CENSURADO no Insurgente pela “liberal” Patrícia Lança:

    Pequena lição de História do Médio Oriente para ignorantes nazi-sionistas e neo-coneiros…

    Os palestinianos são a população autóctone da Palestina, pelo menos há 4.000 anos. A sua religião maioritária até aos finais do séc. I foi o judaísmo, passando depois a ser o cristianismo (em todo o Médio Oriente e norte de Africa). Houve um fenómeno duplo de conversão religiosa (cristã) e de aculturação (helenística) que se repetiu seis séculos mais tarde, passando então a religião maioritária a ser o islão e a cultura a árabe. MAS O POVO É E FOI SEMPRE O MESMO. Só os ignorantes é que desconhecem o fenómeno da aculturação e imaginam que os “árabes” vieram todos de Meca !!! Meca era uma aldeia com umas centenas de beduínos… que não podiam povoar o vastíssimo império árabe do Indo aos Pirinéus. Os povos desses territórios não mudaram. Só que se converteram ao islão e assimilaram a cultura e lingua árabes. Também não foram os cidadãos de Roma que povoaram o também vastíssimo império Romano, mas os autóctones que se romanizaram a adoptaram o latim como lingua…Elementar…

    Mas a ignorância da genocidária antisemita Patrícia Lança não fica por aqui. Há mais… É que a maioria (90%) dos judeus de hoje, os askenazis nem seuqer são semitas e oriundos, mesmo longinquamente da Palestina !!! Só a minoria sefardita pode invocar esse parentesco longinquo: são os descendentes dos poucos judeus do séc I que não se converteram ao cristianismo e foram expulsos por Tito no ano 70. Mas os palestinianos de hoje é que são os descendentes directos dos habitantes da Palestina do tempo de Cristo. O povo é ETNICAMENTE o mesmo. É semita. Só a religião dominante mudou duas vezes em 2.000 anos. E não perdem o parentesco de sangue pelo facto de os seus antepassados se terem convertido sucessivamente ao cristianismo e ao islão. Foram judeus (que é religião e não comunidade étnica) mas já não são. Mas continuam a ser semitas palestinianos. Sempre.

    Os askenazins de pele e olhos claros são descendentes dos turcos khazares do antigo império Khazar, convertido ao judaísmo (séc VII-X) na região do Cáucaso, Ucrânia e Casaquistão (de hoje), que foram depois empurrados pelos mongóis para a Polónia e Lituânia, berço dos askenazins medievais e dos quais descendem 90% dos judeus actuais e dos israelitas judeus. Não são semitas e NADA têm a ver com a Palestina. Também os filipinos são católicos e nem por isso têm a ver etnicamente com a terra de Jesus. Elementar…

    Ver, v.g., a obra de Arthur Koestler, judeu askenazin, “a 13ª Tribo” onde tudo está explicado…

    http://www.biblebelievers.org.au…au/ 13trindx.htm

  14. 14 14  nelson goncalves

    Mas qual é o problema de uma entidade privada pedir desculpa ?

    A Zara quer vender roupa. Os radicais israelitas querem comprar roupa. A Zara e aproveita e faz um golpe publicitário. A Zara acaba por vender roupa, os radicais por compra-la. Quem é que ficou prejudicado no meio disto ?

    Que mania de confundir o privado com o público !

  15. 15 15  Miucha

    A Zara é uma empresa privada. Se fosse eu, que também vendo por conta própria, pedia e muito bem desculpa aos meus clientes, minoria ou não (afinal as minorias também valem ou não?)por o meu produto os ter ofendido, fosse lá de que forma fosse.
    A Zara não é o “Ocidente” e não representa nenhum Estado ou Governo de algum país. É uma empresa multinacional. Muitos dos seus produtos são fabricados no Norte de Portugal (muitos mesmos). Pedir desculpa ainda é um direito que cada indivíduo ou entidade privada pode e deve exercer em total liberdade.
    Parece-me que aqui os anacletos têm a mania de que hão-de mandar na vida dos outros.
    Tiques estalinistas ou tiques de corte lisboeta! Tiques de quem não se importa com os clientes porque trabalham quase todos directa ou indirectamente para o mesmo patrâo - a corte!

  16. 16 16  Miucha

    A Zara é uma empresa privada. Se fosse eu, que também vendo por conta própria, pedia e muito bem desculpa aos meus clientes, minoria ou não (afinal as minorias também valem ou não?)por o meu produto os ter ofendido, fosse lá de que forma fosse.
    A Zara não é o “Ocidente” e não representa nenhum Estado ou Governo de algum país. É uma empresa multinacional. Muitos dos seus produtos são fabricados no Norte de Portugal (muitos mesmos). Pedir desculpa ainda é um direito que cada indivíduo ou entidade privada pode e deve exercer em total liberdade.
    Parece-me que aqui os anacletos têm a mania de que hão-de mandar na vida dos outros.
    Tiques estalinistas ou tiques de corte lisboeta! Tiques de quem não se importa com os clientes porque trabalham quase todos directa ou indirectamente para o mesmo patrâo - a corte!

  17. 17 17  Duncan

    Bem, é um pouco estapafurdio, para quem não é judeu ortodoxo, ou ultra ou coisa do género, mas se “A Zara entrou no mercado israelita em 1997 e é, neste momento, a principal cadeia de roupa implementada naquele país.” e se ninguém que represente essa franja religiosa resolveu ameaçar de destruição a dita cadeia ou de morte os seus representantes e trabalhadores, não seria demais explicar melhor que tipo de relação quer o Daniel promover entre o pedido de desculpas de uma cadeia de roupa, voluntário imagino e com fins claramente comerciais (o que é licito) e a necessidade de pedir desculpas à força de ameaças à integridade física numa velha história de caricaturas. Era a isso que se referia não era? Explique lá porque estou um pouco baralhado.

  18. 18 18  fnv

    Estou sem acesso à caixa, peço desculpa se deveria ter respondido a alguém.

  19. 19 19  josejose

    Loucos existem por todo o mundo.Aqui também.

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