A Zara lançou um pedido de desculpas público à comunidade israelita ultra-ortodoxa por ter misturado linho e algodão num mesmo produto o que, segundo a tradição judaica, é considerado um pecado grave (via Juízos, Factos e Valores). Fico à espera da indignação do costume. Se ela não acontecer, fica anotado que há fanáticos e fanáticos, pedidos de desculpas e pedidos de desculpas, cedências aos ditames religiosos e cedências aos ditames religiosos.
Por Daniel Oliveira 22 Mai 07 em Sem categoria


Pois, também ninguém fala do que se passa em Israel nos autocarros que atravessam zonas ortodoxas, em que as mulheres são forçadas a viajar em atrás e separadas dos homens. Ou como as pessoas que passem nessas zonas vestidas de forma “indecente” são agredidas e insultadas.
É isso mesmo, há fanáticos e fanáticos.
Se há coisa que devia ser proibida é a mistura do algodão ou do linho com fibra artificiais! É que não suporto mesmo!
Espero um pedido de desculpas por parte da Zara, que me fez deitar fora peças de roupa oferecidas por quem é mais distraído ou que não conhece as minhas idiossincrasias.
O quê!!!!! Eles misturaram … eles … eles misturaram o Linho com o Algodão ????!!!! Eles … Isto é simplesmente in-con-ce-bí-vel! Sinceramente, custa-me a acreditar que uma empresa etica e socialmente responsável como a Zara tenha feito tal coisa. Estou absolutamente siderado. Primeiro o Hitler, depois isto. Não há perdão. As autoridades israelitas deviam expulsar a Zara de Israel. É nestas alturas que se deve defender com firmeza os valores do mundo ocidental. O anti-semitismo não passará!!!!!
A Zara é espanhola. Está tudo dito.
Um pequeno detalhe: a Zara ESTÁ em Israel. Digamos que é a mesma coisa que querer vender vibradores em Teerão. Não existe comparação com a “ofensa” ( vender mini-saias, por ex.) às sensibilidades islâmicas de Bruxelas ou de Tomar.
Mas isso sabes tu muito bem, caro Daniel.
Qualquer dia está o Ocidente a pedir desculpas por existir!
O Daniel tem razão. É errado o pedido de desculpas da Zara aos radicais israelitas. A Zara não tem nada que pedir desculpas. O que você está a querer dizer é que me parece errado. Não me parece que quem critica casos semelhantes relacionados com o Islão não o faça neste caso. Ou em assuntos que referem a religião cristã.
fnv, acontece que os ortodoxos são minoritários em Israel. Ainda assim, gostei que viesse em defesa da Zara. Esclarecedor.
Mas porque raio uma empresa de textéis deve (e tem) de se desculpar pela sua produção atentar contra uma religião? Indignem-se pelo trabalho infantil que a Zara gera, mas desculpas por uma questão religiosa? Entrámos definitivamente no reino do ridiculo.
Von
Tenho uma pergunta:
A ZARA pediu desculpa por estar a vender o produto, por estar a vendê-lo em Israel ou por estar a vendê-lo em Israel sem avisar - à parte das etiquetas, como é óbvio - que ele tem aquela composição?
É que o artigo não é claro neste ponto.
Já agora, alguém queimou camisolas da ZARA ou apedrejou lojas em Tel-Aviv? É que, para variar, concordo com o Daniel - há fanáticos e fanáticos.
A Zara é espanhola: está tudo dito.
A ditadura do politicamente correcto há-de encontrar sempre alguém que se sente acossado e a quem é preciso pedir desculpa por algum disparate. Falou-se recentemente aqui no Blog de em Inglaterra, há histórias infantis em que principes casam com principes, tudo em nome da defesa das sexualidades alternativas. Num outro país da Europa a história dos três porquinhos passou a ser considerada politicamente incorrecta, uma vez que determinadas religiões não comem carne de porco. A hsitória é agora contada com três cachorrinhos. Peço desde já as mais sinceras desculpas por todos os eventuais incómodos que este meu mail possa vir a causar em qualquer alma mais susceptível.
Este texto foi CENSURADO no Insurgente pela “liberal” Patrícia Lança:
Pequena lição de História do Médio Oriente para ignorantes nazi-sionistas e neo-coneiros…
Os palestinianos são a população autóctone da Palestina, pelo menos há 4.000 anos. A sua religião maioritária até aos finais do séc. I foi o judaísmo, passando depois a ser o cristianismo (em todo o Médio Oriente e norte de Africa). Houve um fenómeno duplo de conversão religiosa (cristã) e de aculturação (helenística) que se repetiu seis séculos mais tarde, passando então a religião maioritária a ser o islão e a cultura a árabe. MAS O POVO É E FOI SEMPRE O MESMO. Só os ignorantes é que desconhecem o fenómeno da aculturação e imaginam que os “árabes” vieram todos de Meca !!! Meca era uma aldeia com umas centenas de beduínos… que não podiam povoar o vastíssimo império árabe do Indo aos Pirinéus. Os povos desses territórios não mudaram. Só que se converteram ao islão e assimilaram a cultura e lingua árabes. Também não foram os cidadãos de Roma que povoaram o também vastíssimo império Romano, mas os autóctones que se romanizaram a adoptaram o latim como lingua…Elementar…
Mas a ignorância da genocidária antisemita Patrícia Lança não fica por aqui. Há mais… É que a maioria (90%) dos judeus de hoje, os askenazis nem seuqer são semitas e oriundos, mesmo longinquamente da Palestina !!! Só a minoria sefardita pode invocar esse parentesco longinquo: são os descendentes dos poucos judeus do séc I que não se converteram ao cristianismo e foram expulsos por Tito no ano 70. Mas os palestinianos de hoje é que são os descendentes directos dos habitantes da Palestina do tempo de Cristo. O povo é ETNICAMENTE o mesmo. É semita. Só a religião dominante mudou duas vezes em 2.000 anos. E não perdem o parentesco de sangue pelo facto de os seus antepassados se terem convertido sucessivamente ao cristianismo e ao islão. Foram judeus (que é religião e não comunidade étnica) mas já não são. Mas continuam a ser semitas palestinianos. Sempre.
Os askenazins de pele e olhos claros são descendentes dos turcos khazares do antigo império Khazar, convertido ao judaísmo (séc VII-X) na região do Cáucaso, Ucrânia e Casaquistão (de hoje), que foram depois empurrados pelos mongóis para a Polónia e Lituânia, berço dos askenazins medievais e dos quais descendem 90% dos judeus actuais e dos israelitas judeus. Não são semitas e NADA têm a ver com a Palestina. Também os filipinos são católicos e nem por isso têm a ver etnicamente com a terra de Jesus. Elementar…
Ver, v.g., a obra de Arthur Koestler, judeu askenazin, “a 13ª Tribo” onde tudo está explicado…
http://www.biblebelievers.org.au…au/ 13trindx.htm
Mas qual é o problema de uma entidade privada pedir desculpa ?
A Zara quer vender roupa. Os radicais israelitas querem comprar roupa. A Zara e aproveita e faz um golpe publicitário. A Zara acaba por vender roupa, os radicais por compra-la. Quem é que ficou prejudicado no meio disto ?
Que mania de confundir o privado com o público !
A Zara é uma empresa privada. Se fosse eu, que também vendo por conta própria, pedia e muito bem desculpa aos meus clientes, minoria ou não (afinal as minorias também valem ou não?)por o meu produto os ter ofendido, fosse lá de que forma fosse.
A Zara não é o “Ocidente” e não representa nenhum Estado ou Governo de algum país. É uma empresa multinacional. Muitos dos seus produtos são fabricados no Norte de Portugal (muitos mesmos). Pedir desculpa ainda é um direito que cada indivíduo ou entidade privada pode e deve exercer em total liberdade.
Parece-me que aqui os anacletos têm a mania de que hão-de mandar na vida dos outros.
Tiques estalinistas ou tiques de corte lisboeta! Tiques de quem não se importa com os clientes porque trabalham quase todos directa ou indirectamente para o mesmo patrâo - a corte!
A Zara é uma empresa privada. Se fosse eu, que também vendo por conta própria, pedia e muito bem desculpa aos meus clientes, minoria ou não (afinal as minorias também valem ou não?)por o meu produto os ter ofendido, fosse lá de que forma fosse.
A Zara não é o “Ocidente” e não representa nenhum Estado ou Governo de algum país. É uma empresa multinacional. Muitos dos seus produtos são fabricados no Norte de Portugal (muitos mesmos). Pedir desculpa ainda é um direito que cada indivíduo ou entidade privada pode e deve exercer em total liberdade.
Parece-me que aqui os anacletos têm a mania de que hão-de mandar na vida dos outros.
Tiques estalinistas ou tiques de corte lisboeta! Tiques de quem não se importa com os clientes porque trabalham quase todos directa ou indirectamente para o mesmo patrâo - a corte!
Bem, é um pouco estapafurdio, para quem não é judeu ortodoxo, ou ultra ou coisa do género, mas se “A Zara entrou no mercado israelita em 1997 e é, neste momento, a principal cadeia de roupa implementada naquele país.” e se ninguém que represente essa franja religiosa resolveu ameaçar de destruição a dita cadeia ou de morte os seus representantes e trabalhadores, não seria demais explicar melhor que tipo de relação quer o Daniel promover entre o pedido de desculpas de uma cadeia de roupa, voluntário imagino e com fins claramente comerciais (o que é licito) e a necessidade de pedir desculpas à força de ameaças à integridade física numa velha história de caricaturas. Era a isso que se referia não era? Explique lá porque estou um pouco baralhado.
Estou sem acesso à caixa, peço desculpa se deveria ter respondido a alguém.
Loucos existem por todo o mundo.Aqui também.