Vitor Ramalho está agora a propor na SIC Notícias o nome de João Soares para candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa.

No mesma declaração Vitor Ramalho comparou a situação em Lisboa com a de Setúbal. Continua tudo a fingir que não percebe o que se está a passar em Lisboa. E continua tudo a tentar impor regras absurdas que levariam à demissão de cada autarca ainda antes de ser acusado. O problema em Lisboa, como muito bem mas tarde explicou Marques Mendes, é político. Não vale a pena continuar a disparar para todos os lados.


Sem respostas ao post “Viciados em derrotas”  

  1. 1 1  jb2

    Apesar de derrotado o jsoares deixou obra.

  2. 2 2  Daniel Oliveira

    A única obra que me recordo de ter deixado foi Pedro Santana Lopes na Câmara.

  3. 3 3  filipa

    qual é o seu mail

  4. 4 4  Méndez

    Gostava que me explicasses porque razão a situação da Câmara Municipal de Setúbal é diferente? E qual a razão que defendes para que não haja eleições intercalares em Setúbal?

  5. 5 5  Daniel Oliveira

    Porque a Câmara não está em instabilidade e paralisada. Defendi há um ano atrás, quando Carlos Sousa saiu. Aí sim, havia razões políticas. Não por serem arguidos. Entretanto não houve. Não vejo qualquer razão política (e as razões devem ser políticas) para eleições intercalares agora, em Setúbal.

  6. 6 6  Bang Bang

    Daniel,

    Em teu entender quem é que deve decidir se há razões politicas para a realização de eleições antecipadas?

  7. 7 7  Luis Moreira

    Não é por serem arguidos! É por não haver condições de gestão e credibilidade!

    Estes carreiristas do PSD que aterraram na CML, são do mais incompetente que há!

    Alguem lhes reconhece curriculum profissional?

    Como é que esta gente chega a vereador da maior câmara do País?

    Vivemos numa ditadura dos partidos do CENTRÃO!

  8. 8 8  Méndez

    Aquilo que salientei tem que ver com a maneira como “saíu” Carlos Sousa e não com o facto de Maria das Dores Meira e restantes vereadores terem sido constituídos arguidos no caso das reformas compulsivas.

    Em relação à Câmara não ter instabilidade e estar parada digo que sinceramente não sei se não seria melhor. Enquanto isso os Setubalenses tem que lidar com uma pessoa que não elegeram para os governar. Mas como Setúbal e não Lisboa não à problema. É triste ver que o que se defende para umas coisas não se defende para outras.

  9. 9 9  a.pacheco

    Daniel Oliveira , Casal Ventoso, Jardim Amalia Rodrigues, Varios Bairros Sociais, carros fora da Praça do Comercio, Docas, tunel da João XXI.

    Assim por alto, mas tambem maratona fotografica, jogos de Lisboa, etc etc etc.

    João Soares pode ter tido erros, mas a derrota perante o Santana, teve outros motivos…. Gueterres por exemplo

  10. 10 10  Bernardino Aranda

    Estão arguidos por razões diferentes. O “porquê” que são arguidos não é uma questão menor. Carmona, por exemplo, foi arguido o mandato passado porque autorizou uma banca de uma paróquia a menos de não sei quantos metros de uma escola, quando a Lei não lhe permitia…

    O caso de Setúbal é bem mais grave: Aparentemente foi uma chico-espertice para diminuir as despesas com pessoal: Combinaram reformas compulsivas (antecipadas, portanto) com uma série de funcionários da Câmara. Para tal, terão feito processos disciplinares fictícios para mandar os velhotes para casa. A reforma paga a segurança social e não a câmara.

    Neste caso do Bragaparques, está em causa um dos maiores negócios de venda de terrenos da Câmara: Trocou-se a área enorme de Entrecampos, bem servida de transportes, acessos, espaços verdes, equipamentos, etc. por uma área cheia de entraves à urbanização: A poluída Av. da Liberdade, a proximidade ao património protegido (capitólio e Jardim Botânico), os impedimentos no subsolo (metro, comboio, cursos de água).

    Tudo isto, recorde-se já agora, com umas gravações do ‘Sr. Bragaparques’ a dizer que só o sá fernandes é que está a prejudicar o negócio, toma lá 200 mil biscas para te calares, etc…

    Ou seja: o “porquê” que está arguido, também contribui para um problema político mais ou menos sério.

    Venham as eleições. Não é nada difícil fazer melhor do que a equipa que esteve lá.

  11. 11 11  José Rodrigues

    Concordo que é um candidato fraco e as dinastias já acabaram em Portugal. Mas caso fosse um candidato para vencer, o BE ia coligar-se e votar nele? Se não estão a pensar em coligações, até devem agradecer que o PS apresente um candidato para perder, assim o BE sempre terá mais possibilidades de vencer ou pelo menos meter mais um vereador para fazer companhia ao Sá Fernandes, não é assim? Não compreendo pois, essa preoccupação do Daniel.

  12. 12 12  kota

    Enquanto o João Soares esteve na Câmara, você deve ter estado noutro local, de certeza.
    Isto de haver ou não razões politicas é muito engraçado, depende do que se faz, mesmo que contra a Lei.

  13. 13 13  Daniel Oliveira

    a.pacheco, falar de um jardim e de uma maratona para fazer o balanço de um presidente da câmara de uma capital europeia diz muito da dimensão dos presidentes que temos tido. Quanto aos bairros sociais, é o maior crime de João Soares. São os mesmos bairros sociais que outras cidades construiram nos anos 70 e hoje tanto lamentam. Estamos tão pouco exigentes, que basta ter obra, mesmo que ela seja politica e socialmente errada. O realojamento em maça, concentrado e, claro, sempre em zonas de baixo valor (que na realidade é obra de Cavaco) é um crime urbanístico. E João Soares foi o seu obreiro em Lisboa.

  14. 14 14  josé manuel faria

    Era importante debater com o ps e o pcp a possibilidade de uma coligação em lisboa, a direita pode tornar a vencer.

  15. 15 15  Margarida

    É de facto uma maçada o “realojamento em maça”.

  16. 16 16  Saboteur

    É verdade que o Carmona já vai dar declarações, hoje às 20h, com a pulseira electrónica?

  17. 17 17  duarte

    A constituição, seja de quem for, como arguido não permite a conclusão de que é culpado.

    Em Setúbal está em causa um processo de recursos humanos, uma questão disciplinar e a aplicação de uma sanção legalmente prevista.

    Em Lisboa falamos de uma negociata com contornos pouco claros.

    Aqueles que procuram confundir as questões, aqueles que procuram fazer da condição de arguido um impedimento para a gestão autárquica, são aqueles que estão desejosos de por em causa o próprio poder local.

    Em Lisboa deixou de haver condições políticas para a gestão normal da autarquia.

    Em Setúbal, a Câmara municipal continua o seu trabalho regularmente.

    E ao contrário do que dizem algumas vozes da ignorância, a lei eleitoral para as autarquias locais é clara, a actual Presidente foi eleita e tem toda a legitimidade para estar à frente do executivo.

    não pretendam confundir o inconfundível.

  18. 18 18  Tales de Mileto

    João soares foi dos melhores presidentes que lisboa conheceu.

  19. 19 19  Templário

    Concordo com este último comentário. João Soares foi o melhor presidente da Câmara de Lisboa desde o 25 de Abril, tendo continuado as boas políticas de Jorge Sampaio. Eu lembro-me bem do que era a Lisboa de Abecassis, dos montes de lixo nas ruas, nos atentados à Avenida da Liberdade, à Avenida da República, da destruição do antigo Monumental, dos carros no Terreiro do Paço. Com Sampaio e Soares-filho houve uma política de cultura, ordenamento, higiene urbana, passeios calcetados, buracos nas ruas tapados, Rossio recuperado, novos espaços verdes. E não esquecer que com Sampaio e Soares-filho houve uma maioria PS e PCP, nunca tendo havido graves problemas na coligação. Mesmo com alguns erros (há sempre) o balanço dos governos de esquerda em Lisboa é muito positivo. Isto não implica que João Soares seja, neste momento, a melhor solução. “Nunca se deve voltar a um local onde já se foi feliz”, como se costuma dizer.

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