Sem respostas ao post “Você paga para ter uma coisa. Vamos esquecer que a coisa existe. Está a ser roubado, não está?”  

  1. 1 1  jb2

    os apologetas do liberalismo económico têm sempre tendência de olhar para a parte esquecendo o todo, o que é bastante conveniente.
    aliás matematicamente é possivel provar qq proposta de carácter económico, basta escolher os axiomas com cuidado e as restrições com atenção. todavia n deixa de ser verdade q os impostos são elevados em portugal independentemente da evasão fiscal e daqueles q não os pagam ou n pagam o suficiente, como é o caso da banca.

  2. 2 2  Lino José

    Ó meu caro amigo mas o que é que a Esquerda quer, que eu seja escravo do Estado, que em 365 dias trabalhe 360 para impostos ?

    E para que servem esses impostos ? E o que é que recebo em troca ?

    Essas vossa teorias enojam-me. Estou saturado desta porcaria desta Esquerda !

    A maior parte dos nossos impostos serve é para sustentar um regimento de funcionários públicos parasitas, inuteis e improdutivos que não passam no seu conjunto de uma manada que serve é os interesses partidários de grupelhos ortodoxos e fundamentalistas como O Blodo de Esquerda e o PCP !

    É para isso que servem os impostos que sãem do meu esforço.

    Eu trabalho 40 horas por semana (mais os extras que faço por fora) e esses parasitas trabalham 35.

    Eu tenho 22 dias úteis de férias e esses inuteis tem entre 25 dia e 30 de férias.

    Eu não sei o que é uma ponte e esses parasitas gozam-nas todas.

    Não tenho regimes especias de faltas, nem de doença, nem sistemas especiais de saúde, nem cálculos especiais de reforma.

    E você tem a lata de achar que quem diz que os impostos são altos é um neo-liberal !

    A porcaria do 25 de Abril, que foi a maior porcaria que aconteceu a este país, criou vários extractos de portugueses, uns de 1ª e outros de 10ª categoria.

    Os que andam a mamar do Estado, ou seja, a parasitarem o meu esforço, são todos “progressistas”, “modernistas”, “vanguardistas”, mas não fazem nenhum !

    Não sabem o que é dobrar a mola, trabalhar no duro !

    Falo de deputados, especialmente os de esquerda, que são os mais demagogos e os mais hipócritas, funcionários públicos, a máfia dos sindicatos, nomeadamente os da Admnistração Pública, etc…

    É um Estado pesado, ladrão, incompetente, gastador, mas é o Estado de que a Esquerda gosta !

    A minha pena é não aparecer por cá um Sarkozy, um tipo de Direita, que diga isto sem complexos e sem medos dos pós-modernistas da treta, que não passam de cambada de inconsequentes inuteis e laxistas, que deram cabo deste país, e você iria ver a tareia eleitoral que a Esquerda levava !

    ABAIXO A GREVE DE 30 DE MAIO !

    A GREVE DE 30 DE MAIO É UMA MANOBRA PARA SERVIR, ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE OS PRIVILÉGIOS DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E AS ESTRATÉGIAS PARTIDÁRIAS DE PCP E BLOCO DE ESQUERDA !

    EU VOU TRABALHAR !

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Lino José, fico contente por saber que os taxistas também visitam o meu blogue.

  4. 4 4  Pm

    E quantas dias por ano trabalha, por exemplo, um americano médio para pagar o seguro de saúde e as prestações do fundo de pensão? Esse argumentário liberal da servidão face ao estado é tão fraquinho…

  5. 5 5  Bacalhau Sardinha Assada

    ô senhor Lino, se ser funcionario é tao vantajoso, porquê trabalha como taxista ??? Nao se enganou na sua orientaçao profisional ?? Porquê trabalha como taxista se é tao dificil, se ganha tao pouco dinheiro, se tem poucas ferias ???
    Ser funcionario é muito mais facil, esta ao alcance de todos…

  6. 6 6  Liono José

    Há um palhaço por aqui que me chamou de taxista e a moda pegou. Não sou. Não sou nem taxista nem tachista. E também não fui para funcionário público pelo mesmo motivo que não fui para a GNR : sei fazer algo.

    Agora, o inverso é que eu já não compreendo (ou compreendo, mas pronto…) é o porquê de, queixando-se os funcionários públicos tanto do patrão, não se demitem e arranjam outro.

    Já agora quanto ao americano que trabalha muito para pagar o seguro de saúde e o fundo de pensão, que eu saiba trabalha para ele, não anda a descontar para os outros. E também nunca me constou que eles estejam insatisfeitos com isso, ou sequer que se queixem de ganhar mal. E a prova disso é que eu não vejos americanos a emigrarem. O que eu sempre vi foram pessoas oriundas de toda a espécie de paraísos socialistas a tentarem entrar de todas as formas nos EUA, e a ficarem extremamente chateadas quando as tentam pôr fora.

    O muro que os americanos querem construir na fronteira do méxico não é para impedir as pessoas de sairem, como nos paraísos socialistas, é precisamente o contrário.

  7. 7 7  Sebastião Dias

    Muita esquerda, nomeadamente a que se julga muito bem-pensante e num patamar civilizacional acima dos outros - especialmente alguns eleitores/políticos do bloco de esquerda -, na falta de uma ideologia que sirva de base de sustentação ao seu discurso, gosta de dar exemplos de países de sucesso, onde os seus habitantes vivem muito bem. Depois pegam nesses exemplos e acham que se devem transpor exactamente para Portugal. É engraçado lembrarmo-nos que muitos destes senhores já fizeram anteriormente o mesmo exercício, mas com outros modelos de sociedade ideal. Antes dos países nórdicos, que agora são apontados como «o exemplo a seguir», as economias de leste, dos países comunistas eram o el-dorado, o modelo social destes países era o mais solidário, apesar de, como todos nós sabemos, nestes países terem vigorado regimes sangrentos (o comunismo matou mais pessoas do que o nazismo). Bom, agora o modelo destes mesmos senhores são os países nórdicos - para termos sucesso enquanto país vamos à chapa 3 do país nórdico e pronto. De acordo com estes senhores, em POrtugal pagamos poucos impostos, uma vez que nestes países os impostos são muito mais altos. E se lá funciona, cá também tem de funcionar.
    No entanto, pelo meio esquecem-se de várias coisas, sendo que a primeira, e, eventualmente, a mais importante, é a de que não somos nórdicos. Os nórdicos pagam bastantes impostos porque têm rendimentos muito superiores aos nossos, não é muito difícil de entender. Pagar 30% do meu rendimento de impostos custa muito mais do que a um sueco pagar 60%. A administração pública nos países nórdicos também funciona melhor do que em Portugal. Enquanto «norte europeu» sabe que o dinheiro dos seus impostos é bem gerido pelos políticos, e sabe que os seus políticos são pessoas competentíssimas, prestigiadas e de comportamento trabnsparente e controlável pelo estado e pelos eleitores, os políticos em Portugal são uma classe maioritáriamente incompetente, desonesta nepotista, corrupta, pouco produtiva, demagógica, you name it…
    Mas para estes senhores parece que pagamos poucos impostos. Os nossos «parcos» impostos já são péssimamente geridos. A máquina do estado tem folgas, desgastes, fricções suficientes para consumir metade da riquesa produzida por todo o país, mas para alguns parece que ainda assim temops de enterrar mais dinheiro no estado, para sermos iguais aos nórdicos.
    A questão que se coloca não é se o modelo nórdico é ou não vantajoso, se os seus habitantes vivem bem ou não, pois isso parece-me inquestionável. A questão é saber como eles lá chegaram e, sobretudo, se lá chegaram pela esquerda ou pela direita. Grosso modo, a esquerda parece que acha que primeiro paga-se muitos impostos que depois vem o resto. A direita acha que primeiro é preciso gerar riqueza para depois esta riqueza poder ser distribuída, o que faz todo o sentido. Os países nórdicos não partiram de um modelo de esquerda para chegar onde agora se encontram, nem foi tão simples como a esquerda parece querer convencer, com modelos fáceis de um estado grande e impostos elevados. Os pressupostos são completamente diferentes.
    A esquerda aposta num estado forte e quer mais estado no nosso país. O nosso país está nesta situação à conta de um estado mau, demasiado grande, demasiadamente gastador.
    Vemos a esquerda continuamente a defender a permanência de toda a situação do sector público que continua a paralizar o país, defendendo greves gherais para proteger os trabalhadores que mais benefícios têm, o que´é escandaloso. Os sindicatos neste momento apenas defendem os que mais previlégios têm, os que têm emprego garantido para a vida toda, enquanto a maioria ganha pior, tem empregos mais precários, trabalha mais horas, tem mais produtividade menos regalias. O sindicalismo em POrtugal não se enxerga. Não consegue ver que está a proteger os mais fortes e a esquecer os mais fracos. Não se renova desde há mais de 30 anos, não vê que o país precisa de mudança, continua refèm de um discurso desactualizado sobre uma realidade que já não existe.
    Lino José, as suas palavras foram certeiras e eloquentes e a indignação que você sente também eu e muita gente a tem. Coloco-me a seu lado.
    Daniel, não percebi a sua piada ao dizer que os taxistas também visitam o seu blog. Não percebi se acha que a profissão é pouco digna, se os taxistas têm ideias disparatadas, se são uns palermas. É que eu concordo com tudo o que o Lino José disse, devo então também ser taxista e, já agora, bom taxista o suficiente para saber que o caminho que o Daniel e a sua esquerda quer tomar não dá para chegar ao destino que se propõe.

  8. 8 8  Ingrid Sani Lang

    Adorei assunto muito legal,e olha que eu só tenho 10 anos!Obrigada por me ajudar em meu trabalho!

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