A partir de hoje está a decorrer, na coluna da direita do Arrastão, uma votação on-line sobre a despenalização do aborto para saber se as pessoas prentedem votar “Sim” ou “Não”. A votação a sério é lá para Janeiro.
Só é possível votar uma vez.
Por Daniel Oliveira 15 Out 06 em Sem categoria


O autor deste blogue, com a pergunta sobre o referendo, mostra ser bom aluno dos maus políticos, daqueles que farejam para que lado começam a soprar os ventos e corre ligeiro a anunciar a sua nova medida fracturante!É como os políticos que gostam de brincar à democracia, promovendo referendos inúteis. O referendo é um acto de democracia directa que não pode ser subvertido com referendos em que a pergunta, além de não ser concreta, é subjectiva, tendenciosa. Referendar o quê? Um referendo desses é uma caricatura de acto democrático, torna-se um um acto inútil porque, à priori, inclusive, não se sabe se é vinculativo ou não, seja qual for o resultado.
Embora as opiniões sejam voláteis, neste momento abster-me-ia de participar no referendo que vai sendo badalado por quem não tem interesse em que o dedo seja apontado à camarilha que de momento põe o país a saque.
Com o «referendo» deste blogue senti ter caído num embuste. Eu votei NÃO pensando que estaria a responder se iria ou não votar nesse referendo. Consultando o resultado verifiquei que afinal eu tinha dito Não ao aborto! O que é mentira porque acho que o aborto é uma questão de foro íntimo, que eu tenho de respeitar.
No referendo para a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, como pretende votar?»
Eu não pergunto se pretende votar. Pergunto como prentennde votar. E vota-se “sim” e “não”. Ainda assim, mudei a pergunta para quem não a leia com atenção.
Quanto ao seu foro intimo, ninguém o obrigou a ir votar.
O referendo é vincultaiv se tiver 50% de votos mais um.
A camarilha agradece se tivesse um bocadinho mais de calma.
Não é por nada mas faltam os brancos (abstenções).
Eu até tenciono votar pelo sim mas a abstenção também conta.
Quem se abstem não vota nem na urna nem no voto electrónico. Simples
Daniel:
Esse raciocínio é que me parece demasiado simples.
Quem se abstem também tem uma participação. Se a ideia é aferir desse sentido face ao próximo referendo, a inclusão de um voto de abstenção tinha toda a razão de ser.
Quanto mais não fosse porque quem vem aqui votar não está apenas a ficar em casa. Está a dar um voto em “branco”.
Por acaso, se tivesse tido a ideia, até estava muito mais curiosa com as abstenções deixadas num blogue nitidamente de esquerda.
Isso sim, tinha alguma relevância “social”.
E quem se abstem até pode votar na urna em branco.
Duplo raciocínio errado.
Já para não falar que foi à custa das abstenções que perderam o outro referendo.
Estranho mesmo que seja assim tão ingénua esta exclusão da abstenção aqui no blogue.
Quanto mais não fosse porque quem é contra nem vem cá ler nada. Ou praticamente nada. Basta ver a percentagem ali ao lado…
E se for ingénua é isso mesmo- à letra.
Basta ler os comentários de cada vez que escrevo sobre o aborto para saber que isso não é verdade
Daniel:
Não tenho lido. Como sabe não sou de esquerda, apesar de vir cá de vez em quando.
Por isso é que depois até acrescentei que se não era de propósito era posição verdadeiramente ingénua.
V.s perderam as outras à custa desse triunfalismo.
E abstenção pode ser voto em branco.
É óbvio que nos comentários vêm numa reactiva. Isso já se sabe. Mas basta ver a percentagem ali ao lado para se perceber que não perdem tempo a votar contra aqui na casa.
De qualquer forma desta vez dá-me ideia que tanto faz. Mesmo que a abstenção ganhe a legislação vai mudar.
Acho eu. Não estou muito a par desta história.
Depois é que vou achar mais piada quando tiverem de fazer render o peixe para mais 2 legislativas.
O casamento cor-de-rosa e a eutanásia
ehehehe por mim tratava-lhes logo da saúde por atacado no mesmo voto.
Anyway… não quero chatear muito porque, va-se lá saber o motivo, nem consigo embirrar consigo
“;O)
Quanto à questão da despenalização já me pronunciei várias vezes.
Mesmo que não me agrade a ideia de “conquista civilizacional” que se vende a par de “direito ao meu corpo”, há um factor que só por si me levaria a votar a favor:
o simples facto de saber que até um melro que dá à sola e deixa uma miúda entregue à sua sorte poder dar-se ao luxo dir votar contra o aborto.
Quanto à questão da despenalização já me pronunciei.
Por muito que me desagrade a ideia de “conquista civilizacional” ou a outra do “direito ao meu corpo” há motivos que, só por si, me levariam a votar a favor.
O simples facto de podermos estar perante este paradoxo:
um melro que dá à sola e deixa uma miúda entregue à sua sorte e a leva a abortar pode também dar-se ao luxo de votar contra.
E quem diz um melro, diz uma família inteira deles. De cobardias que nem coragem têm para acompanhar as raparigas não vá acontecer um azar e ainda apanharem por “tabela”.
Zazie, os votos brancos e nulos, em presidenciais e em referendos, ao contrário do que acontece em legislativas, europeias e autárquicas não contam para o resultado final. Só conta os votos expressos. Por isso, o voto em branco e a abstenção são iguais neste tipo de eleições.
Verdade?
ehehe tal é a minha ignorância. Eu que sou militante da abstenção e só voto em casos extremos
Ok. Sorry. Foi mesmo burrice.
São contabilizados mas fora da percentagem final. E isto tem uma razão: em presidenciais ganha quem tiver 50% dos votos mais um, tal como nos referendos. Ora, não podia dar-se o caso de em dois (numa segunda volta ou numa resposta “sim” e “não”) nenhum satisfazer essa exigência. No caso da primeira volta das presidenciais é o mesmo: se assim não fosse podia acontecer um candidato ter a maioria absoluta dos votos expressos e ainda assim ter de haver segunda volta. Se não me engano, era o que teria acontecido nas últimas presidenciais.
Ninguém deve votar várias vezes. Isso não é nada democrático e é pouco esclarecedor. Porém, é “possível” fazê-lo…
Só mudando o IP (ou nos sisteas em que les mudam automaticamente). Espero que não o façam.
AO contrário do que afirma Daniel Oliveira mais abaixo, o voto em branco e a abstenção podem não ser iguais neste tipo de eleições (referendos):
Como o efeito vinculativo do referendo é calculado pelo número de votantes em relação aos eleitores inscritos (Artº 115 - 11 da Constituição) quem vote em branco (ou mesmo nulo) pode contribuir para que o resultado do referendo seja vinculativo o que não acontece com as abstenções.
Anonymous,
isso é verdade. Quem vota em branco ajuda a tornar o referendo vinculativo. O que não deixa de ser um pouco contraditório com o voto em branco. Porque raio quero eu tornar vinculativa uma decisão que não quero tomar?