Alberto João Jardim quis eleições por causa da Lei das Finanças Regionais. Ganhou as eleições com mais votos. Será que os madeirenses julgam que isso lhes vai trazer mais dinheiro? Se funcionasse, todas as autarquias faziam eleições mensais.
Por Daniel Oliveira 6 Mai 07 em Sem categoria


Viva,
É o mesmo que perguntar a quem está a receber uma mesada se concorda que esta diminua. É evidente a resposta.
A Lei das Finanças Regionais, com todas as suas virtudes e defeitos, veio trazer uma nova realidade à região. Não é tanto a “retenção” de montantes que ultrapassam o limite de endividamento mas a proibição de perdão das dívidas regionais. Governar assim, com recursos limitados, é outra realidade e o fim do “milagre” económico de AJJ (que nunca foi um milagre).
Estas eleições serviram, assim, apenas para reavivar o discurso separatista e, simultaneamente, arranjar um bode expiatório para as dificuldades que o futuro vai trazer, responsabilidades essas que advêm da situação financeira actual e não da diminuição futura de transferências.
Cumprimentos,
Muito provavelmente, sim, pensam que mais votos lhes traz mais dinheiro. Mas isso é próprio da cultura populista que reina na Madeira e que transformou eleições para a Assembleia regional num referendo a uma lei.
Daniel,
Gostava de te ver também analisar o resultado do BE no continente. Será que que foi preferível concorrerem novamente sem a sigla UDP? Parece-me que não. Faço a análise no meu blog…
Olá.. estive à procura e não encontrei um comentário à posição do Chavez em relação ao FMI e ao Banco Mundial, ao suporte energético às democracias populares do continente americano e ao aumento, em cerca de 20%, do salário mínimo nacional.
Já agora acho que também não ficava mal que nos links da imprensa constasse o “Avante!”…
Então não trás? Olhe que para os boys e xuxalistas sempre foi isso que quis dizer.
Eu adoro o vosso conceito de democracia… têm uma falta de capacidade de encaixe que é impressionante.
Só resta a esperança que isto por cá mude também porque 30 e tal anos de esquerdalha resultaram no país triste que somos.
Daniel, julgava que não se importava com o que acontecesse à Madeira…
Belos comentadores, donos da razão e perfeitos julgadores e conhecedores da realidade madeirense.
Gomes tal como disse no seu blogue a sua analise peca por um erro, o Bloco tinha e tem UM deputado no Parlamento Regional.
Quanto ao resto, a Madeira jardinista tem muito de terceiro-mundista, diria que caciquismo sera o nome correcto que se lhe pode aplicar.
Hugo Besteiro, diga lá mais, que eu estou aqui para o servir. Dê-me a lista completa de comentários que deseja para esta semana. Mas no fim não se esqueça de enviar o cheque.
O Jardim vale 90.000 votos, muito pouco, para tanto barulho.
não sei se sabem mas a RTP vai receber, nos próximos 5 anos, 2 vezes mais dinheiro do Governo que a Madeira, onde vive 2,5% da pop. portuguesa
mais de 80% do orçamento regional tem origem em receitas próprias, a Madeira não é dependente do Continente
o dinheiro do Continente transferido para a Madeira, o ano passado, foi cerca de 204 milhões de euros, a Despesa Total constante no Orçamento de Estado para 2006 foi 70 669 milhões, ou seja, a Madeira “custou” apenas 0,28%
se consultarem os dados oficiais e fizerem as contas, verão que não é assim tão linear quanto isso criticar o Alberto João
De salientar que o AJJ não se candidatou como independente, ou seja o partido social democrata (um nome altamente adequado ao partido em questão) deu confiança política a um indíviduo que desrespeita a democracia. Um indivíduo que publicamente diz inaugurar uma estrada como um favor pessoal é sem dúvida um social democrata de gema.
Já nem falo em todas as patranhas de direita que o rapaz ostenta com mais populismo que o resto da direita, falo mesmo em democracia e esperava que por esta altura até a direita já fosse mais unânime em se demarcar destas fantochadas…que fazem moça.
Daniel, gostou do discurso de Jardim? Refiro-me a esta passagem: «Recuso a montagem de um “Estado-policial” em Portugal, destinado também a perseguir quem não alinhe pelo “pensamento único” subtilmente institucionalizado.» Primeiro Paulo Rangel, agora até Jardim…
O terrível cativeiro de quinze militares britânicos sob o regime de Ahmadinejad
Jon Stewart, do Daily Show, dá-nos, com extraordinário humor, uma imagem pungente do drama vivido pelos quinze militares britânicos enquanto reféns de Ahmadinejad, por alegadamente terem violado águas territoriais iranianas.
Stewart: estou certo que foram submetidos a todo o tipo de horrores. Foram obrigados a usar fatos de treino desirmanados. Tiveram de se entreter com jogos de sala e comer petiscos que se serviam nas festas nos anos oitenta. E foram obrigados a rir com naturalidade…
Vídeo - 2:20m
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Daniel, estas eleições na Madeira não se realizaram para obter/reivindicar mais dinheiro e/ou mudanças na lei de financiamento recentemente alterada. Elas fizeram-se para que o governo madeirense questionasse junto do povo a sua legitimidade para um contexto governativo sujeito a uma moldura financeira significativamente diversa.
As autarquias estão sempre em tempo de fazerem o mesmo… Mas haverá, por parte dos que as lideram, coragem política e disponibilidade para levar a jogo a «cadeira do poder»?!…
Ora bem, Daniel,ora bem!
Ganhou o chefe do condomínio.Não é fácil ser oposição num prédio rodeado de mar onde um elemento em cada andar depende do governo regional
Pedro Santos, digamos que não me recordo de ninguém com menos autoridade no país para ser porta-voz do combate ao Estado policial.
Está bem. Eu depois faço uma lista. Por agora bastava-me os comentários aquelas questões. Não que me faça muita diferença mas pareceu-me que o blog era de comentário da actualidade. E parece-me que as posições na Venezuela são suficientemente importantes para serem comentadas.
Madinfo,
Há uma coisa que não entendo. Se a Madeira não está assim tão dependente do continente, então porque é que existiram eleições?
Isto foi mais uma fantochada que saiu dos nossos bolsos e o AJJ ficou todo contente.