Mais de 60 por cento dos homens nunca usaram preservativo, segundo dados de um inquérito sobre comportamentos sexuais e a infecção HIV/sida em Portugal. 38% diz não ter nenhum receio de contrair a infecção. Cerca de 70 por cento condena relações homossexuais.
Por Daniel Oliveira 7 Mai 08 em Sexo


A serem verdade estes números, e só coloco isto em causa porque muita gente mente nos inquéritos, vivemos num país estranhíssimo e que devia ser objecto de estudo. Se não vejamos: 38% dos portugueses não tem medo de morrer, ainda que a morte seja do mais penoso que se possa imaginar. Estranha esta total falta de amor à vida por uma parcela tão grande da população.
Quanto a 70% condenarem relações homossexuais mostra duas coisas: um grande atraso de mentalidades por um lado e uma grande mentira por outro, pois hoje já sabemos que os números da homossexualidade são muito elevados e que grande parte dos homossexuais não se assume por vergonha ou medo, donde presumo, sem grande dificuldade, que muitas das pessoas que disseram condenar as relações homossexuais ou não condenam assim tanto ou já as praticaram ou praticam.
Não estou a generalizar mas 70% é demais. E quem não tem problemas com a sua sexualidade, seja homo, hetero ou bi, não condena as demais…
a outra questão que falta referir é que a pergunta relativa a homossexualidade presente no inquérito é colocada de forma negativa, exemplo: “acha a homossexualidade errada?”
quanto aos 60% que nunca usaram preservativo e os 38% que não têm receio de contraír uma doença, não é novidade nenhuma dada a elevada prevalência do vhi. alguém se lembra de uma campanha a nível nacional que tenha marcado pela qualidade e impacto?
A percentagem de 70% pode ser confirmada no autocarro da Carris que vai para a Musgeira, embora eu pense que em certas horas deve chegar aos 100%.
Outras percentagens mais aos gosto dos senhores comentadores têm que ser procuradas nos lugares.
Sei lá, reuniões de um determinado partido, no Lux, no Papa Açorda, enfim mundos.
O Fado está com o povo. O povo está com o Fado. Acho que no Irão a percentagem é ainda maior. Vamos já enforcar essas pervertidos.
Por acaso é verdade, é assim que o povo pensa, mas atenção eu não vou para esses extremos.
Acho mesmo que o lamento do senhor Nuno Góis é sentido.
Solução?
Pois os senhores gays devem ir de porta em porta (menos na Musgueira claro)tentar explicar exemplificando as vantagens de o ser.
Portugal faz parte de uma maioria de países quer ainda discrimina a homossexualidade. Afinal são quantos os países que permitem o casamento entre homossexuais? Alguém sabe? Menos de 10? Mais de 10? E quantos permitem a homossexuais adopção de crianças? mais de 5? Menos de 5?
A bem do debate, gostava que o Daniel Oliveira, sempre tão activo e informado acerca das questões ligadas à homossexualidade, nos informasse.
Outras percentagens mais aos gosto dos senhores comentadores têm que ser procuradas nos lugares.
Sei lá, reuniões de um determinado partido, no Lux, no Papa Açorda, enfim mundos.
Acho mesmo que o lamento do senhor Nuno Góis é sentido.
Pois os senhores gays devem ir de porta em porta (menos na Musgueira claro)tentar explicar exemplificando as vantagens de o ser.
Enfim mundos… Digo eu. Em que raio de Mundo viverá este senhor???
Para já não vejo onde encontra no meu comentário um lamento, limito-me a constactar factos. Em seguida, não sei porque presume que sou gay. Não é questão para aqui chamada, mas não sou, ainda que felizmente tenha muitos amigos e amigas que o são. Terá este senhor alguma coisa contra estas pessoas?
Fico ainda a saber que há um planeta chamado Musgueira onde a homossexualidade não existe. As coisas fantásticas que estou a aprender…
Por fim, a cereja no topo do bolo, os gays de porta em porta para explicar as vantagens de o ser. Fenomenal. O sr. pensa que não têm mais nada que fazer? Gostava de receber uma dessas visitas para algum esclarecimento? Pensa que o sistema Jeová funciona? O sr. faz isso em relação à sua opção sexual, seja ela qual for?
Se o fizer pode ir aos mundos que quiser que pode crer que ninguém estará para aturá-lo.
Passar bem.
Nuno Góis
Os senhores quando se fala nestes assuntos dos gays ficam logo uns vidrinhos, todos nervosos e irritados aos ais e uis.
Deixe lá homem, aquilo tinha um pouco de ironia, mas vocês levam tudo a sério.
Já agora parabéns, eu também não sou, mas pelas suas palavras parece que há muitos.
Tenho, penso eu, duas vantagens em relação a si.
Todos os meus amigos são homens e por isso estou descansado.
E as minhas amigas são mulheres e não mulher por fora e homem por dentro e por isso também estou descansado.
Eu passo sempre bem, embora nalguns sítios ande com as costas encostadas à parede.
Fado Alexandrino, tantos inseguranças deve ter com a sua masculinidade para andar a espalha-la por caixas de comentários de blogues.
Fado alexandrino
Não percebo porque me dá os parabéns (não faço anos). Quanto a mim não lhos dou, não mos merece.
Quanto às vantagens que diz ter em relação a mim, não as encontro, pois não tenho de andar de costas voltadas para a parede. É que sabe: Os Pitbull atacam mesmo de frente…
Já pensou em resolver esse problema de coluna no psicólogo. Se lá for aproveite e pergunte o que é uma mulher por fora e homem por dentro. Terá próstata???
Caros Amigos
Peço autorização para vos tratar assim.
Vejamos, eu estou muito seguro da minha masculinidade (termo que não gosto mas é vosso) e as mulheres que me conhecem diriam sim a esta pergunta.
Gosto de ser homem e gostar de mulheres e, realmente não gosto de gays (e gostava de por aqui outra palavra mas depois não deixam passar o comentário).
Porque é que não gosto de gays é fácil de explicar mas não pode ser dito aqui porque não deixavam passar a explicação.
Eu, um bocado para o antiquado, acho que os homens devem beijar mulheres e as mulheres fazerem o mesmo a homens.
Os senhores têm outras ideias que tenho a certezas não transmutam em actos.
Não vejo mesmo naturalidade nenhuma em um homem ter relações (preferia outra palavra mas seria proibida aqui) com outro homem.
Os senhores, perdão, os caros amigos acham natural, mas naturalmente sabem que assim acabava o mundo.
Os parabéns, que dava ao colega Nuno Góis são que já somos três.
A não ser que ele (não é o caso do caro amigo neste campo senhor Daniel Oliveira), pense em desertar.