Vi hoje Sócrates a chamar de mentiroso Francisco Louçã quando este afirmou que João Proença andava a explicar o Código de Trabalho aos militantes do PS. Disse Sócrates: «deve haver regras e seriedade no debate político. E a primeira regra é não dizer mentiras. Não dizer mentiras. Está enganado: João Proença não anda a fazer sessões pelo Partido Socialista explicando o código laboral. O que o senhor disse é uma mentira.» Aqui está a mentira. De facto, Proença não anda com Sócrates a explicar o Código Laboral. Anda com Vieira da Silva a fazer sessões pelo Partido Socialista explicando o código laboral, com quem depois negoceia enquanto secretário-geral da UGT.
PS: Não percebi a referência ao caso Fernanda Câncio, já esquecido e enterrado. Mas ainda percebi menos a reacção do PS, já que a farpa era para o PSD.
PS2: Renato Sampaio diz que também foi organizado um debate com Carvalho da Silva. Era este esclarecimento que Sócrates deveria ter dado (que não veio em notícia nenhuma) em vez de começar por desmentir um facto verdadeiro e a chamar de mentiroso a quem o referia. Falta esclarecer se a notícia que referi corresponde a um debate ou a uma sessão de esclarecimento. Porque a notícia em causa não fala de debate nenhum, mas de uma série de sessões para explicar o Código Laboral em que João Proença terá participado. E Santos Silva garantiu, no Parlamento, que João Proença não esteve lá como secretário-geral da UGT. Então? Entendam-se.
Por Daniel Oliveira 29 Mai 08 em Sócrates


E depois, onde é que está o problema ? Não pode andar a explicar o novo Código de Trabalho porquê ?
Isto é um país livre onde as pessoas se podem deslocar onde quiserem para dizerem o que muito bem entenderem.
O Código de Trabalho é uma Reforma essencial e é assunto para ser discutido entre os sindicatos livres (!!!!!) e as assocuações empresariais. É assim que se passa nas democracias desenvolvidas. Quer a iluminária do Louçã goste quer não !
Alguém já começou a responder ao Sousa, o desenhador de casas feias:
Não votar PS
Começou oficialmente a campanha eleitoral dos professores contra o PS, com o slogan: ‘VOTA À DIREITA OU À ESQUERDA! NÃO VOTES PS!’
O governo governa com a maioria e não com as manifestações da Rua, diz o Sr. Primeiro Ministro. É verdade, se o PS não tivesse a maioria, o Governo nunca teria tido a coragem de insultar os professores, nem de aprovar o novo estatuto da carreira docente, que é um insulto a quem presta tão nobre serviço à Nação. Já foi votada no Parlamente por três vezes a suspensão do novo estatuto da carreira docente e das três o PS votou contra suspensão.
http://criticademusica.blogspot.com/
O problema é mentir para chamar mentiroso a outro. Só isso.
A inimputabilidade começa mesmo a ser um lugar-comum.
Vamos esperar.
Provavelmente o Eng. José Sócrates virá à televisão dizer com ar solene que não sabia que era proibido mentir, que sempre mentiu em viagens anteriores e mesmo no próprio país.
Provavelmente a seguir acrescentará com ar solene: mas vou deixar de mentir, não mentirei jamais.
Não, caro Daniel Oliveira, o problema é o deputado Francisco Louçã utilizar uma meia verdade para atacar a reputação pessoal do Primeiro-Ministro numa tentativa de desgastar a sua imagem…
Também pode ser um caso de “O Público errou”. Não é nada de incomum.
Estes debates quinzenais são de uma pobreza que até mete dó. Hoje, mais uma vez, passaram o tempo com “Isso é mentira, Sr. Deputado”, “Seja sério, Sr. Deputado”, “Recuso-me a descer ao seu nível, Sr. Ministro”, “O senhor está agarrado ao passado”, “Não o senhor é que só fala do passado”, etc, etc….
Pois, mas o mais grave não foi isso: o mais grave foi Francisco Louçã referir um boato sobre a jornalista Fernanda Câncio dizendo que não tinha partido da sua bancada.
Mesmo que por esta altura seja vox populi, a questão não deve ser objecto de referência num debate parlamentar.
Já não me sentia tão enojado desde os tempos do “sorriso de uma criança”.
Para Daniel Oliveira se o Publico for mentiroso e ele fizer dessa mentira porta voz está o assunto resolvido.
A jornalista nem foi capaz de referir uma suposta declaração que Proença teria feito em tal reunião,talvez por não ser assunto revelante.
O título diz que é para “explicar”,mas no corpo da noticia é “percorrer o país para “discutir”".
Já agora,porque é que a srªjornalista não preguntou (ou pregunta) ao Proença a sua (dele) opinião?
É simplesmente ridiculo o acenar de umas fotocópias dizendo “aqui está a prova” que o mentiroso não sou eu mas aquele,quando agora vemos que é o artigo que para si tambem é uma prova e tanto.Depois para defender a “honra do Convento”entrou em acção a Velha Guarda da UDP (a vísivel,porque a mais feia,porca e má está a recato).
sr.Daniel não transforme este espaço num prolongamento do Eixo do Mal.
Apesar de por vezes fazer alguma confusão temos que destinguir as reuniões do PS esteja ou não o secretário geral presente,a que é normal que vão os militantes que entenderem,com as reuniões com os governantes ou com o 1º Ministro.
Para aqueles que dizem que o Ps é pior para os trabalhadores que o Psd, estes últimos acontecimentos devem servir de resposta. Todos nós sabemos que, se estas propostas de alteração ao código do trabalho fossem apresentadas por um governo Psd, teriam o dobro dos trabalhos para serem aceites socialmente (é fácil imaginar a posição do Ps tendo como exemplo o código Bagão Felix). Com um governo do Ps, de maioria, tudo fica um pouco mais facilitado. Diferença? ugt ajuda a lavar mais branco.
Por falar em maioria, esta semana está a ser decisiva para a sua perda nas eleições de 2009 (avisos de Mário Soares, subida sem retorno dos preços dos combustíveis e este apelo (um pouco vago) que se inscreve à volta do PCP).
A notícia não foi desmentida. Nem sequer hoje, por Santos Silva, que disse que ele nunca foi… com Sócrates.
Não houve nenhum”boato” em relação a Fernanda Câncio. Houve uma acusação pública sem sentido nenhum. Não percebi porque Louçã meteu este assunto no discussão, mas ainda percebi menos a reacção do PS quando ele estava a atacar o PSD.
1. Não era meia verdade nenhuma.
2. A reputação do primeiro-ministro? A declaração era sobre João Proença.
ouvi o debate em directo .
Há aqui um problema de meias verdades, pois se na essência o Louçã tem razão, o que o 1º ministro diz é que nunca andou junto do Proença a explicar o Código do Trabalho aos militantes do PS. É a retórica parlamentar do costume.
Não é de hoje a instrumentalização das centrais sindicais, não entendo a indignação.
As acusações mútuas animalescas são dignas dos parlamentos latino-americanos, mais uma vez se comprovou que politicamente o Santana Lopes é um bluf (KO no 1º round) e para a semana temos o PP a fazer a sua prova de vida. Enfim…
“Não fouve nenhum”boato” em relação a Fernanda Câncio. Houve uma acusação pública sem sentido nenhum.”
Essa subtileza verbal não altera nada, nem ao que eu disse nem ao significado do que Francisco Louçã fez.
Não, m&m, não foi isso que o primeiro-ministro disse. Isso foi o que disse Santos Silva. Sócrates disse o que eu escrevi (não citei de cor, revi o vídeo): «Está enganado: João Proença não anda a fazer sessões pelo Partido Socialista explicando o código laboral. O que o senhor disse é uma mentira.»
Luís, o que o Francisco Louçã disse é que isso é que eram ataques pessoas. Pretendia atacar o PSD com essa frase. O único problema que encontro é mesmo não ter nada a ver com aquele debate.
«PS: Não percebi a referência ao caso Fernanda Câncio, já esquecido e enterrado. Mas ainda percebi menos a reacção do PS, já que a farpa era para o PSD.»
Chama-se: técnica da vitimização.
João Proença não foi ao debate promovido pela Distrital do Porto dentro de nenhum saco. Foi visto por muita gente, que ouviu outros membros do PS, insurgirem-se e ali manifestarem a sua discordância às aberrantes alterações ao código do trabalho, propostas no Livro Branco, enquanto João Proença, não abriu a boca e não se manifestou. Também não explicou proposta nenhuma.
Não se esperava que ali debatesse com o Ministro com quem está a negociar em sede de concertação social, mas o mais coerente é que também não desse cobertura com a sua presença, a um Governante que tenta explicar as propostas do Governo que são lesivas dos interesses dos trabalhadores.
Foi isso que lá foi fazer o Ministro do Trabalho. E João Proença acompanhou-o e não devia fazê-lo. Esta é uma verdade indesmentível!O mentiroso não é Louçã!
João Proença devia apresentar a sua demissão, porque já tinha pouca credibilidade, mas agora não tem nenhuma!
A UGT, é como o algodão: já não engana!
Ainda tenho na memória o coktail de Vinho de Porto, servido em S.Bento a Torres Couto por Cavaco! Quem se lembra???
Citemos, uma vez sem exemplo, o Miguel Abrantes do Câmara Corporativa:
“Como qualquer pessoa crescida sabe, mais cobarde do que a calúnia é a reprodução da calúnia, a pretexto de se estar a condenar a cobardia.”
E existe ainda uma percepção minha, verdadeira ou falsa: a de que Francisco Louçã é, a seguir ao Menezes e a esta gente que tem governado o PSD, o dirigente partidário que menos hesita em usar a vida pessoal dos adversários para arrecadar pequenas vantagens políticas. O efeito é perverso: eu, que detesto o Sócrates, fiquei logo do lado dele.
Mas não quero transformar isto num debate: cada um usa as armas que lhe apetecer e os eleitores que decidam. Agora uma coisa é certa: se fosse o Paulo Portas a lançar a mesma boutade não faltaria um forrobodó escandalizado.
É uma tristeza ver um dirigente político com a qualidade de Francisco Louçã (não, não tive de esperar pelo BE para votar em forças políticas de que ele era dirigente) morrer às mãos dos ex-pcs, ex-udps e futuros psds (tudo menos ps!) que hoje o cercam - cercam, é a palavra. Posto isso, reproduzo a minha “fotocópia”, que não é da bíblia do fernandes, mas, enfim, é tão fotocópia como a outra… (não que eu ponha as mãos no fogo por qualquer uma delas, porque isto de jornalistas é - hoje e na sua maioria - o que sabe).
Da Lusa:
“Lisboa, 29 Mai (Lusa) — O líder do PS/Porto, Renato Sampaio, afirmou hoje que foram promovidos até agora dois debates sobre a revisão do Código de Trabalho, que tiveram a participação os secretários-gerais da UGT e da CGTP-IN.
A posição de Renato Sampaio destinou-se a reagir à acusação hoje lançada pelo líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, segundo a qual o secretário-geral da UGT, João Proença, teria também estado no Porto a “promover” a proposta do Governo de revisão do Código de Trabalho.
De acordo com Renato Sampaio, nas últimas semanas foram promovidos dois debates sobre a revisão do Código de Trabalho: um pela estrutura distrital dos socialistas portuenses e outro por parte da Tendência Sindical Socialista dos Bancários do Norte.
Esses debates, referiu, contaram com a participação do ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, de João Proença e do secretário-geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva, assim como de representantes da CIP.
“Francisco Louçã fez hoje uma manipulação de notícias, alterando o sentido político de iniciativas políticas por nós realizadas”, acusou o deputado socialista.
Com a presença de Carvalho da Silva e de João Proença em acções de esclarecimentos, o líder do PS/Porto disse “estar bem patente o pluralismo do PS”.
“Um pluralismo que é contrário ao espírito estalinista de outros”, comentou.
(Lusa)”
As sondagens começaram a falar nos 10% e suas senhorias mostram um bocadinho das unhas.
Imaginem só, no melhores sonhos de terror, que o Doutor Louça chegava a primeiro-ministro, o Doutor Rosas a ministro da educação e aquele senhor que costume ir à SIC e de que não me lembra o nome era ministro das finanças.
Ainda a propósito do meu comentário anterior, talvez convenha esclarecer que sou contra TODAS as alterações ao Código do Trabalho que visem facilitar ou na prática facilitem o despedimento individual não fundado em comportamento culposo do trabalhador, e que fico com azia sempre que encontro “flexibilidade” e “legislação laboral” a menos de dois capítulos e quatro parágrafos de distância. E mais: a minha opinião sobre a UGT não é certamente muito diferente da de F. Louçã. Mas não é disto que aqui se trata.
Caro Daniel Oliveira:
Tudo visto e lido, na minha modesta opinião, quem fica mal na fotografia em todo este caso é o Francisco Louçã, pelas meias verdades e pelas meias insinuações. Eu sei que ele é pessoa muito dotada e bem intencionada mas, por vezes, comporta-se como se o não fosse e, sinceramente não chego a saber aonde é que ele quer chegar. Será que pretende pôr a mão na massa (entenda-se participar na governação do país) ou não ambiciona mais que fazer umas flores de retórica na Assembleia ?
Tudo visto e lido, o seu “post” é, também a meu ver, precipitado.
Cumprimentos cordiais
Francisco Clamote
http://terradosespantos.blogspot.com
o Bloco consegue baixar o nivel do parlamento nacional ao do regional madeirense, o Louçã não tem
sentido de estado, dizer uivos para mim é o mesmo que dizer ladrar.
Infelizmente o debate político português centra-se no sound byte e no direito aos 30 segundos de TV.
A gasolina sobe. Ninguém discute o modelo de desenvolvimento assente em auto-estradas em prejuízo da ferrovia; não há de um debate sério sobre a energia nuclear; o financiamento das empresas públicas de transportes, em que o estado não transfere indemnizações compensatórias suficientes, nem aprova um plano para a sua reestruturação financeira não interessa para nada.
Em plena crise energética mundial somos visitados pelo chefe de estado do 7º maior produtor de petróleo e 3º exportador de gás do mundo; e o que fazemos? levamo-lo ao hipermercado, ver bacalhau e salmão. Assisti no local, por coincidência. Inenarrável.
E ninguém se interroga porquê que, sendo a Noruega um grande produtor de petróleo, a maior parte da sua energia consumida é hidroeléctrica e aposta cada vez mais em energias renováveis.
Boas, mas afinal quem é que é o mentiroso?
Eu tambem vi o debate, e não sabia nada sobre o assunto, mas depois do que se sabe agora o sre
“caga milhôes”,mais uma vez mostrou a sua face.
Quanto á virgem ofendida,, o sre Martins……ai,ai
se o Eça fosse vivo!!!!
Parabéns por te demarcares das tristes declarações sobre Fernanda Câncio.
Pena é não serem aqui repudiadas de tão lamentáveis que foram.
Mais que saber se foi Louçã ou Sócrates quem mentiu…. enfim são politicos!
É a triste constatação da promiscuidade entre as centrais sindicais e alguns partidos, que enfraquece a influência que os sindicatos deveriam ter na nossa sociedade.
Este caso está a ser apontado ao PS e á UGT. No entanto não me custa imaginar que caso o PCP (por absurdo) formasse governo, e pretendesse fazer passar legislação que fosse lessiva do interesse dos trabalhadores, fossemos dar com o Carvalho da Silva a olhar para o lado e a assobiar.
Nuno Góis, não percebi o que lá estavam a fazer. Mas ainda não percebi porque são lamentáveis. Ele atacou o PSD e defendeu Fernanda Câncio. O que é que isso tem de lamentável? Vou-me demarcar de quê? Dizer que ele não tem razão, que aqueles não foram ataques cobardes? Será que ouviu o que ele disse ou só ouviu o nome de Fernanda Câncio?
LR, o link está feito. Tire as suas conclusões.
Por fim: só ouvi uma pessoa chamar mentiroso a alguém. E mentir no segundo seguinte. Talvez não soubesse. Mas então não garantisse que se tratava de uma mentira.
Realmente a referência à Câncio é totalmente descabida. Eu acho que ele quis atacar indirectamente o PM através da sua “namorada”. Só assim se percebe a reacção da caneirada do PS. Louçã errou, também, nesse ponto: não são lobos, são carneiros.
Acho que Louçã podia ter respondido à altura do PM se quisesse. Sócrates além de MENTIROSO, é LADRÃO.
Por muito menos Luís XVI foi parar à guilhotina.
Há dias em que não se deve sair à rua…
Uma verdadeira vergonha. O Dr. Francisco Louçã tem nível para o Bolhão não para o parlamento. Desceu ao nível da lama desta vez afirmando que os deputados do PS uivam. E ele como se expressa, ladra?
Quanto à menina Câncio, o Daniel não compreendeu?
Pois eu explico-lhe: O Louçã meteu a Câncio ao barulho, de forma completamente despropositada, apenas para embaraçar o José Sócrates. Sabe como se chama a isso em bom Português Daniel? É ser porquinho.
The Studio, como o seu comentário deixa claro, em Bulhão é o senhor especialista. “Animalesco” e “mentiu” não o incomodou. É normal. O senhor tem os seus ódios: gays, negros, imigrantes em geral e o BE.
Quanto à história de Fernanda Câncio, o termo “menina” diz tudo sobre a sua preocupação com o caso. Embaraçava Sócrates porquê? Quem tinha de embaraçar era Santana. Sócrates, neste caso, não tem nada com que se embaraçar.
Justicialista, atacar com o quê? O que há na referência a Fernanda Câncio que sirva para atacar Sócrates? Confesso que leio estas expressões mas ninguém diz ao certo do que estão a falar. O primeiro-ministro tem alguma coisa de que se deva envergonhar? Que eu saiba não. Santana e Menezes é que têm.
Eu escrevi aqui sobre o caso da Fernanda Câncio (de quem sou amigo). Queria embaraçar alguém ao faze-lo? Ele referiu-se ao que foi um ataque pessoal para o distinguir de um ataque político. A minha única critica é que foi despropositado. Mas não foi, olhe de que persepectiva se olhe, nada mais do que isso.
Acho extraordinário como mais uma mentira comprovada de Sócrates e nesse mesmo momento ter chamado mentiroso a Louçã por ele ter repetido uma coisa que saiu nos jornais deixou de contar. De facto, as indignações escolhem-se pelas conveniências. Ele disse “Fernanda Câncio”. Para a defender, sim. Para atacar Santana, claro. Mas disse, comentando um facto político que ajudou a fazer cair Menezes e que todos os jornais e colunistas comentaram. Incrível! Como foi capaz! O que é chamar mentiroso a alguém comparado com isto.
Só acho lamentável, porque demagógico e desnecessário.
Mas dou o braço a torcer, não tens que repudiá-las, até porque não foi um ataque a Socrates.
Cumprimentos
A verdade é que o Sócrates detectou uma das facetas mais antipáticas do Louçã e “massacra-nos” com ela. E é eficaz!
Refiro-me à santimónia um bocado pedante do Louçã, com aquele sorrisinho de lábios arrepanhados que, doa a quem doer, lhe dá um ar apadralhado que não força a simpatia…
O Sócrates, ao atacá-lo insistentemente por esse lado - como “est de bonne guerre” - leva o espectador a concordar subconscientemente com ele; e, se concorda quanto ao “complexo de superioridade moral”, está dado o primeiro passo para concordar com o resto…
O Bloco devia considerar este aspecto.
Caro Daniel, como pode ver pela notícia da Lusa supra-citada, José Sócrates não andou pelo país a explicar o novo acordo com os sindicatos. Isso, sim, é uma mentira. Além disso, Pedro Proença particiou em dois DEBATES (e não sessões de esclarecimento) onde, além dele, estiveram o secretário-geral da CGTP-IN, Carvalho da Silva, assim como representantes da CIP. Em democracia, isto é de salutar.
O que faz o Dr. Louçã perante isto? Acusa o Primeiro-Ministro de manipulação dos sindicatos, alegando, até, que o faz como prática comum. Não é isto um ataque pessoal?
Num debate parlamentar por vezes há excessos, tem havido em varias ocasiões, e ontem a bancada do PS estava particularmente nervosa.
Sempre que o Bloco confronta o PS com factos e com acusações, Socrates por sistema perde a cabeça.
Quem chamou mentiroso e cobarde a Louçã, foi Socrates.
Eu acho que Louçã não deveria ter utilizado a palavra uivo, para classsificar o inclassificavel comportamento que ontem estava a ter a bancada do PS, mas parece que já tenho assistido a outros epitetos do mesmo jaez, vindos de outras bancadas sem prvocarem tanto sururu.
Vamos a factos, João Proença tem andado a defender o novo codigo do trabalho do PS, só que esteve no Porto , mas não na mesma sala que Socrates ,e sim com Vieira da SIlva, como já disse um destacado militante do PS, parece mais uma questão de semantica, para mim o secretario geral da UGT, como dirigente do PS, tem andado a defender o novo codigo do trabalho da Flexisegurança, que o PS quer pôr em pratica, e tudo tem a ver com a frase do Louçã, da questão dos ditos sindicatos sérios e daqueles que o não são.
Noutro tempo a palavra era mais clara, AMARELOS.
Sobre a Fernanda Cancio e a manobra RELES do PSD Menezes -Ribau, o problema tem a ver com a acusação de cobardia lançada por Socrates.
Socrates que defende de forma veemente , o caso Jorge Coelho Mota-Engil, o João Proênça, não teve a coragem politica de publicamente defender Fernanda Cancio do ataque que fez ao seu profissionalismo e competencia o PSD, a proposito da sua contratação para uma serie de programas , sobre bairros problematicos.
Talvez o assunto não tivesse sido bem escolhido.
Mas a postura de Socrates , perante o caso Fernanda Cancio , revela muito pouca coragem politica.
Quanto á questão do mentiroso, basta ver ver as promessas de Socrates ,e a sua postura uma vez no governo, para ver quem mente.
Independentemente de saber quem tem razão neste caso, o estilo do primeiro-ministro José Sócrates em nada contribui para a dignidade da instituição parlamentar.
Na verdade, a instituição parlamentar tem sido aviltada pelo comportamento do nosso “primeiro”, que, por exemplo, quando questionado sobre o aumento dos combustíveis, logo vem com a história do “Paulo das feiras”, em resposta a um intervenção do deputado Paulo Portas;da mesma forma que invectiva o deputado Louçã de mentiroso, a propósito de uma interpelação sobre o código de trabalho.
Enfim, comportamentos muito pouco dignos da parte de José Sócrates, e que têm as marcas do autoritarismo.
Mentiras em Portugal; há muita gente que mente, especialmente o engenheiro Pinto de Sousa, que na campanha eleitoral disse que não subiria os impostos e por os ter subido, tudo sobe:
Tudo Sobe
Sobe crédito mal parado
as dívidas estão a subir
neste País desgovernado
que na cauda teima em ir?
-
Sobem os combustíveis
também por cá sobe gaz
do governos insensíveis
amealham no seu cabaz!?
-
sobe a brigada da velhice
sobe gente com invalidez
e certo economista disse
qu’é fenónemo português!
-
e sobre o preço do peixe
de tudo o que há na praça
com os dentes num feixe
este povo já pouco traça!?
-
Sobem no País uns ricos
que vivem da exploração
de pobres, certos burricos
que até licenciados estão!?
-
Sobe a poluição nos ares
não se cuida do ambiente
sobem as bocas do Soares
que mostrou ser o vidente!
-
Sobe tudo em nossos lares
e sobe o peixe congelado
e os pescadores nos mares
que já não trazem pescado!?
-
Dum Abril temos em Maio
as chuvas do mês de Abril
sobem tachos do Sampaio
e desse Guterres tão servil!?
-
este tempo anda manhoso
na Primavera é o inverno
e subiu um Durão Barroso
p’ra nos meter no inferno!?
-
Tudo sobe todos os anos
disse esse tal economista
sobe o dinheiro de fulanos
que têm o golpe de vista!?
-
Sobem nos Classificados
a lista das trabalhadoras
que saciam seus amados
e as meretrizes, senhoras!?
-
sobe o consumo de droga
também sobe contrabando
sobe a gente que se afoga
por esses que vão remando!?
-
Sobe tanto a criminalidade
Sobe a gente com manha
quero outra nacionalidade
e ser o cidadão d’Espanha!
-
Sobe da gente aprisionada
ai por delito condenável
esta gente ao ser julgada
Considera-se inimputável!?
-
só não sobem nesta vida
certas almas para o Céu
vão numa louca descida
pró Inferno, digo-vos eu!
-
Pisco
Opah, coitado do Sócrates…
Eu entendo a agressividade, está a deixar de fumar.
Mentira é um adjectivo que se ajusta bem é ao PS.
Leiam as actas da aprovação do Código do Trabalho de Bagão. Vieira da Silva abominava o Código.
Hoje o defende e até está colocando lá os despedimentos livres.
No que se transformou o PS.
““Animalesco” e “mentiu” não o incomodou. É normal.”
Daniel, há uma grande diferença: “Linguagem animalesca” é própria do homem (mal educado) mas “uivos” são próprios dos animais irracionais. Seja como for, quem levou a conversa para a lama foi o Louçã, quando muito o PS deixou-se arrastar”
“O senhor tem os seus ódios: gays, negros, imigrantes em geral e o BE.”
A confissão de que não tem argumentos. Quando não se tem argumentos, chama-se racista e homófobo ao adversário, mesmo que não haja qualquer relação com o que está a ser discutido.
Quanto ao facto de meter a Fernanda Câncio ao barulho foi uma baixaria. Era para o Santana? porquê, por acaso a menina Câncio é alguma Santanete?
Estou de acordo com o Corvo. De facto o que me pareceu foi que Louçã quis foi dizer que Sócrates é que foi cobarde por não ter defendido F.C. dos torpes ataques dos PSDs. Que do que se passou se tirem outras ilacções só por doença anti-louçã primária.
E, caro Daniel, tem toda a razão: Sócrates mente descaradamente, mesmo quando chama mentiroso aos outros ( ou sempre que abre a boca!!)
ó The Studio, repare que o DO e o Bloco quando não têm argumentos vem com os mimos já velhinhos difamatórios, quando não há argumento o FACISTA dá para tudo!
Peço desculpa por voltar a meter aqui o bedelho, pois a discussão já vai longa, mas tomo a liberdade de resumir a minha opinião:
1. Julgo que o deputado Francisco Louçã ao fazer a afirmação que fez estava convencido de que a informação que tinha recolhido era verdadeira.
2. Sabe-se já que tal afirmação não correponde à verdade. Já foi desmentida por quem de direito e já nesta discussão foi dado conhecimento desse facto.
3. Não correspondendo à verdade, o PM tinha razão para se sentir melindrado.
4. Não obstante o referido em 3. o PM não devia ter-se excedido e o mesmo se diga relativamente ao F. Louçã. Ambos estavam na Assembleia da República e é de esperar que os membos do governo e os deputados se portem com elevação.
5. No mais, estou de acordo com as opiniões dos comentadores que me antecederam JDC e Alberto Dias.
Renovo os cumprimentos.
Francisco Clamote
http://terradosespantos.blogspot.com/
Na versão original ,Daniel referia que o Proença andava com os dirigentes do PS ,a “explicar” o Código Laboral.
Agora no PS2: já tem duvida se foi “debate” ou sessões de “esclarecimento”.
Na dúvida volta a versão original: “a noticia em causa fala de uma serie de sessões para explicar..”
A noticia em causa refere (desde sempre) o seguinte: “estão a percorrer o País para DISCUTIR com os militantes…..”
DISCUTIR percebeu??????
Tenho um grande amigo que com grande propriedade diz : antes um ignorante que um estúpido,porque aquele depois de esclarecido deixa de o ser, ao contrário deste que o é para sempre.
Francisco: a informação de Louçã era verdadeira e baseada nas notícias que tinham saído nos jornais e que nem Proença nem o PS desmentiram. Era é incompleta e a informação que faltava (e que não vinha em lado nenhum) mudava o contexto. Louçã não mentiu, usou a informação disponível que não estava completa. Já o desmentido do primeiro-ministro era falso. Por fim, não havia nenhuma razão para o melindre e ainda menos razão para chamar mentiroso e cobarde a Louçã. O primeiro-ministro dava a informação completa e o assunto morria.
A ideia de que referir uma pessoa que não está no parlamento é cobarde é absurda. Quantas vezes se referiu Sócrates a Menezes nestes meses? Também não está no Parlamento.
ruiventura, o senhor está incomodado com os insultos no Parlamento? Ninguém diria.
Não vejo qual é a diferença entre “explicar” e “discutir”. Explicar não é o mesmo que defender.
Caro Daniel Oliveira:
Admito o seu ponto de vista expresso na resposta que me dirigiu (ver supra). Terá também de admitir que o meu ponto de vista possa divergir do seu.
Aproveito para acrescentar algo ao meu anterior comentário que ficou incompleto, pois não mencionei, como era minha intenção, a referência de Francisco Louçã ao caso Fernanda Câncio. Diria que, no mínimo, tal referência, no contexto em que foi feita, para além de extemporânea, não faz qualquer sentido. Repito, no mínimo, pois não tenho o direito de (nem quero) fazer juízos de intenção relativamente a alguém que respeito (embora dele divirja com frequência)
Renovo cumprimentos.
Francisco Clamote
http://terradosespantos.blogspot.com
daniel oliveira,seria a última pessoa a insultá-lo,se assim o entedeu lamento (admita que todos temos formas próprias ou impróprias de “discutir”as coisas).Não concordo consigo em quase nada mas como já lhe disse uma vez “em causa a Liberdade e estaremos no mesmo lado da barricada”,tenho a certeza.
quanto á diferença (que não vê) entre “explicar” e “discutir” (acrescido ainda sobre o tema em questão)estamos conversados.
até sempre