
É evidente que as reportagens que mostram a intimidade e quotidiano dos políticos são uma encenação. Pelo menos esperemos que sejam. Se não concluiríamos que o nosso primeiro-ministro começava a trabalhar às 11 da manhã. Foto roubada ao Pedro Sales.
Por Daniel Oliveira 14 Mar 08 em Sócrates, Televisão


isto cheira tudo a artificial que tresbunda! de um dirigismo americanófilo intragável.
não sei se já repararam que o sr. presidente da republica também “promove” o seu quotidiano no site oficial de belém, narrado por ele próprio. (o militarismo dos Pupilos, etc - uma escola catita, que tem dado “grandes homens ao país, mas também grandes panascas” é a forma como a instituição é glozada popularmente cá fora. Enfim,
Isto é um embuste mediático que encaminha as pessoas para informações que apelam para a neutralização das emoçôes (a parker, o jogging, o café, a secretária - o humor que a cambada faz sobre isso esvazia os conteúdos); mas as mensagens subliminares estão lá: o livrinho do Timothy Gaston Ash: “EUA, a Europa e o Futuro do Ocidente” em cima da secretária focado em primeiro plano)
o realizador deve ter tido consultoria técnica da revista Atlântico e supervisão oficial in loco do João carlos Espada
Marketing no seu melhor… “Humanizar” os políticos é técnica velha. Claro que eles são pesoas que têm família, filhos, cães, vivem numa casa, vão de férias. Pouco importa o que faz o “cidadão” José Sócrates, mas já importa o que faz o “nosso primeiro”. Muito oportuna, a peça da televisão…Uma pessoa “normal”, como todos nós, torna-se acessível, simpática. E Sócrates bem precisa disso! “Afinal, o homem até é como nós!…” - Não, não é. Porque é 1º Ministro, e é nessa qualidade que será “julgado”!
Há ainda a hipótese de o relógio estar parado. É coisa que não falta por aí…
Mas Ó Daniel, se é encenado ( e você como homem do espectáculo televisivo deve sabê-lo melhor do que eu ) para quê tanat preocupação. E já agora com os meios que dispomos hoje ( t/m, internte, etc ) o homem não pode ter estado a tarbalha em casa até lhe aparecer lá a repórter ?
O ridiculo a que cheguei para aqui a escrever um comentário sobre um não post, uma não notícia, etc etc !!!!!????
Ora arrogante, ora hipócrita.
Se ontem a do Socrates foi encenada, o que dizer da de hoje do Menezes, só que ao contrario da de Socrates , esta de hoje tinha figurantes ( contratados?)
Todas as entrevistas feitas com anuência prévia do entrevistado são encenadas. De certa maneira toda a comunicação é encenada. Por exemplo, o PM já tem a companhia de um membro da equipa de reportagem quando a repórter lhe toca à campainha.
O espectador deve avaliar não apenas o conteúdo do discurso, mas também a forma e, claro está, o contexto em que a entrevista é feita. O PM diz o que quer e é por isso avaliado pelo espectador. O interlocutor faz as perguntas e conduz o discurso como pretende e é dessa forma avaliado enquanto jornalista -neste caso. A imagem e a sua edição aportam informação -no caso é um trabalho para televisão- e contribuem para o conhecimento do espectador sobre a personalidade (re)tratada. O dia em que o PM decidiu abria a porta do hall de sua casa “ao país” é parte do contexto/conjuntura do momento, no caso o terceiro aniversário do Governo.
Pôr tudo no mesmo saco: o entrevistado, a entrevistadora, a equipa de captação e edição, agências de comunicação e mais não sei quantos elementos (o tal livro focado em primeiro plano… que raio, se o homem fala do livro, mostrava-se o quê? o tecto?) é deixar de parte uma análise objectiva à reportagem e, pelo menos, demonstra grande desconhecimento sobre o que se está a falar.
Uma coisa é o que o PM, ou o Menezes, mostra ou quer mostrar, outra é o que se mostra e como se mostra e, mais importante, é a nossa capacidade de ler isto tudo.