Aqui estão as casas-tipo-méson cujos projectos foram assinados por Sócrates. Assinou os projectos mas não foi da sua refinada cabeça que tamanhos estes mamarrachos. O homem pode não ser muito rigoroso, mas tem bom gosto.
Por Daniel Oliveira 1 Fev 08 em Sócrates



Segundo o próprio, é ele o orgulhoso autor dos projectos.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1318312
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1318373
Não tenho quaisquer simpatias pelo actual primeiro-ministro, mas o homem é de longe o primeiro ministro mais VILIPENDIADO dos ultimos anos.
Foi o Freeport, a sua vida sexual, a sua formação academica, agora uns mediocres projectos….
Desculpem mas a luta politica tem de ter outro sentido.
E o governo de Socrates tem muito para se criticar, em lugar destas conversas de COMADRES….
escrevo enquanto seguro o queixo, que tende a descair com o espanto. Não admira que ainda não haja comentários…isto é de ficar sem palavras.
Honestamente, sempre que via estas lindas casinhas achava que nunca engenheiro algum teria sido consultado para fazer o que quer que fosse de projecto ( e eventualmente não estou assim tão enganada, afinal assinar não é fazer).
E não é na Guarda, é um País inteiro disto.
Estou deveras pouco interessado no que fez Sócrates à 20 anos atrás. A sua política de hoje é uma confirmação daquilo que sempre foi: José Sócrates quando critica os funcionários públicos, os professores, os trabalhadores, etc, não faz mais do que projectar, multiplicado por milhares, ou milhões, o que seria ele como funcionário público, professor ou trabalhador por conta de outrem.
O que é verdadeiramente burlesco nisto tudo, é ver como isto torna mais claro para quem não tivesse ainda percebido, mas ver também como José Manuel Fernandes e a sua trupe se rebaixam tanto, por causa dos amuos dos seus maestros.
De tudo isto, só é preocupante que espíritos mais confusos e confundidos, vão propalando que os políticos (a “classe” política) são todos corruptos, e jornalistas também. Ou que outros, mais esclarecidos, fiquem a discutir este fédivére, como se de coisa prioritária se tratasse.
O que verdadeiramente conta é que há políticos que servem causas e se batem por tudo o que está na ordem do dia; e há jornalistas que investigam as causas do que é verdadeiramente importante.
Concordo plenamente com o Corvo! Aliás, este tipo de abordagem só beneficia a “vítima”!
Já deviam ter aprendido isso!
António e Corvo, não fiz aqui nenhum julçgamento político de um facto que apenas demonstra falta de ética profissional de uma pessoa. Agora, não faltava mais nada que toda a gente, como é natural, tivesse de prestar contas das suas falhas deontológicas e José Sócrates, por ser primeiro-ministro, não. Acho que os valores se começaram a inverter um pouco. Ninguém está a falar da vida pessoal e privada de Sócrates e pelo menos eu nunca disse que isto o qualificava menos para ser primeiro-ministro. Não procuro políticos inatacáveis. Mas o facto de alguém ser político não o torna inatacável.
Como já disse: o que é importante, sob o ponto de vista político, é averigurar como é que alguns desses projectos acabaram por ser aprovados, a fazer fé no que consta dos descritivos que acompanham algumas das fotografias.
Tudo o resto são “fait divers”, que objectivamente contribuem para desviar a atenção do que é, realmente, primordial.
Mamarrachos, há muitos!
Deixem-se lá de coisas e respondam sinceramente: alguém confiava o governo do país ao autor de um projecto destes? Ok, eu sei que estou a fazer uma adaptação barata de uma piada lançada durante uma campanha de Nixon, mas respondam lá.
Também o Daniel alinha na maior tentativa de assassinato político de sempre?
Se for mentira, é tentativa de assassinato. Se for verdade, é jornalismo.
Gosto da expressão “maior tentativa de assassinato político de sempre”. De facto, o que é a cusação de pedofilia ao pé da acusação de assinar projectos de engenharia que não se fizeram. Memória curta, bolas! Isso sim, foi um assassinato plolítico, conseguido, com mentiras e coisas demasiado graves para serem esquecidas.
O PM (em quem votei e provavelmente voltarei a votar, embora desta vez, por exclusão de partes) pode não ter excelente imprensa! Mas… um pouco de honestidade intelectual: é comparável com o que foi feito a Ferro Rodrigues? Ou, sendo honesto, ao próprio Pedro Santana Lopes, independentemente das suas carências?!
Aquilo que se vê nestas imagens, é simplesmente construção «rasca» civil, da mais ordinária.
Agora consegue-se perceber porque é que o Dec Lei 73/73 ainda não foi revogado, mesmo depois de ter entrado uma petição na Assembleia da República, com cerca de 50000 assinaturas, pelo Direito à Arquitectura. Convém lembrar que a Arqtª Helena Roseta, foi a face mais vísivel desta petição e também a face objectiva, da moção alternativa no congresso do PS que entronizou Socrates. Saiu caro à Roseta, aos Arquitectos e ao País.
O Socrates, provavelmente, nunca foi membro de uma Associação de Direito Público, que estabelece códigos deontológicos e de ética profissional e que repudiam a prática da assinatura de favor. Se por acaso, for ele ou algum dos amigos, os autores de tal vómito expressivo, revoge-se imediatamente o DL 73/73 sem qualquer espécie de prerrogativas na legislação substituta.
É muito triste não ter argumentos políticos…
O homem da exigência, do mérito, da excelência, do rigor e do bom profissionalismo… não se lhe belisque a honra. A dele e a de muitos outros politiqueiros que por aí grassam.
O perfil está mais que feito, se bem que concordo que nada disto é inocente. Mas, também não se pode esquecer que foi assim que este ps lá chegou, como o DO bem referiu atrás. Na política (parece) não haver espaço senão para golpes baixos. è pena este entendimento da política.
Agora, defender o indefensável! Haja pachorra. Mas pronto, deve ser o pluralismo democrático.
Quando a vida para este senhor era, de algum modo parecida, com a de muitos outros portugueses que tinham de fazer pela vidinha para conseguir os euritos para tocar a vida para a frente, este não hesitou em fazer parte do esquema das assinaturas de projectos. Ao fim e ao cabo só fazia o que muitos portugueses fazem - tratar da sua vida. Somos um país aparentemente pobre, muito pobre. Muitos portugueses tb tentaram um esquema para poupar uns euritos, quando compraram casa (evitavam declarar o real valor da venda) - agora e, já nesta legislatura, foram “apanhados” e tiveram que pagar o que deviam, diga-se que justamente. Agora, assinar projectos, a pedido de outros que legalmente não o podiam fazer e, talvez ganhar algum com isso! Isso tá bem.
Quando o seu estatuto mudou, a sua visão também mudou, o que é natural… agora manda assinar.
Tá tudo bem. Não há-de ser nada.
Uns brufenes, xanax´s ou sedoxil´s devem ajudar a alíviar as mágoas.
Não percebo porque é que os arquitectos não têm uma palavra a dizer sobre o que se constrói neste país… mas cuidado, sem exageros, que os euros andam arredios e não dão para grandes arranjos estéticos.