O mesmo homem que diz sempre que não faz a lei e se limita a cumpri-la, violou-a ao fim de duas horas de ela estar em vigor. E subitamente tornou-se bastante compreensivo em relação à leitura que se pode fazer da própria lei. Convido-o para fumar a sua cigarrilha aqui ao café da minha rua para passar a ser legal logo no dia seguinte. Não se deve queixar: a fúria higiénica e o fundamentalismo legislativo acaba sempre por nos bater à porta. Está só a provar do seu próprio veneno.
Por Daniel Oliveira 3 Jan 08 em Tabaco


É uma vergonha o jornalismo sensacionalista que se faz no em Portugal ! Isto é sério? Isto é jornalismo? Queremos ser mundo civilizado, mas qd a ASAE fecha pardieiros é fundamentalista, qd vamos a um sitio e vemos que aquilo é um pardieiro gritamos pela ASAE e pelo livro de reclamações! É uma coerência “à Menezes”! Muito própria do tuga!
É ridiculo, triste, sensacionalista e populista estarem em cima do homem à 1h de 1 de Janeiro durante uma celebração de passagem de ano por estar a fumar uma cigarrilha e tentarem fazer paralelismos com a actuação da ASAE!
Gordon Brown prepara uma nova lei para a saúde com base no princípio do utente-responsável: ou seja, um fumador ou um obeso perdem direitos de acesso à saúde caso não adoptem um estilo de vida saudável. Fumar e comer porcarias passa assim a estar quantificado no regime fiscal e o contribuinte ganha ou perde direitos em função disso. Em Portugal há quem seja adepto desta ideia, que a mim sinceramente me faz espéce.
Sobre a messiânica lei de Gordon Brown:
http://opoderdegrayskull.blogspot.com/2008/01/ser-saudvel-ou-ir-morrer-longe.html
Subscrevo integralmente o comentário do Nuno, que vem na esteira do que tenho escrito nas cronicasdorochedo (cronicasdorochedo.blogspot.com).
Continuarei a defender a acção da ASAE e a lamentar que existam jornalistas e comentadores que estejam sempre a denegrir a imagem dos serviçso público e, quando vêem um a actuar em conformidade, movem-lhe uma perseguição feroz. Como jornalista e também cidadão acho este tipo de jornalismo ignóbil, mas se calhar estou antiquado!
Penso que este seu post, Daniel, foi mais um “grito de alma” do que algo pensado e elaborado, ou estarei enganado?
Gostava que o crime económico, as más práticas ambientais, a pedofilia, ou a corrupção fossem em Portugal combatidos com o mesmo zelo com que agora a ASAE luta contra a falta de prateleiras homologadas pela UE nas mercearias do bairro.
Tenho evitado entrar em polémicas sobre a nova lei sobre o tabaco, já que há muito percebi não valer a pena pregar no deserto do fundamentalismo anti-tabágico. Há contudo um discurso recorrente sobre os custos para o Serviço Nacional de Saúde imputados aos fumadores. Os mais analfabetos dizem que os fumadores deveriam ser penalizados em termos fiscais, ou não beneficiar do referido serviço na mesma medida dos não fumadores. Para quem não saiba, e é escandaloso ouvir este discurso por parte de pessoas supostamente bem informadas, o Imposto Especial Sobre o Tabaco, rendeu ao erário público qualquer coisa como 700 milhões de Euros (leram bem, setecentos milhões). Se pensarmos como valor razoável para a construção de um I.P.O. o valor de 100 milhões de Euros, poder-se-iam constuir sete por ano em Portugal, só com este imposto directo. Que tal, os fumadores serem excluidos do Serviço Nacional de Saúde e passarem a ter um serviço próprio com um orçamento resultante daquilo que pagam para fumar? Nós já pagamos bem caro pelo facto de fumarmos, por isso deixem-se de imbecilidades e aprendam a fazer contas. Faço-me entender?
O Diario de Noticias está a tornar-se outro Correio da Manha,Trata-se da festa da passagem de ano,no casino todas as pessoas estavam a fumar naquela mesa.A intenção era mesmo denegrir o homem,se ele não estivesse a fumar publicavam a fotografia a dizer que ele viu e consentiu.Em França para não estragar as festas da passagem de ano a lei só entrou em vigor no dia 2.
Apenas um pequeno comentário.
Se por exemplo na carris, a carreira de dia 1 de janeiro só começa pelas 5h30 e não pelas 00h01, acho que a lei ainda não estaria em vigor porque a festa se tinha iniciado no dia anterior. Acho que é um pouco assim. Experimentem andar às 01h15 de dia 31 de janeiro com o passe de fevereiro, e vão certamente ser multados.
João Costa, vá explicar isso ao Gordon Brown e aos brutos dos ingleses.
Creio que a actividade da ASAE se tem centrado unicamente na economia informal que, infelizmente, é a única forma de sobrevivência de muitos milhares de portugueses, como é o caso dos feirantes, micro-negócios familiares, etc. Não me parece que alguma vez tenham utilizado a mesma eficiência com “os poderosos”, ou estou enganado?
Mais uma vez, existe a diferença entre “os casinos” e os “cafés de bairro”, dois pesos e duas medidas..
Então este senhor chateou-nos a cabeça o ano inteiro com uma mesquinhez ímpar e é o 1º a contrariar o que apregoa?
Aquela piada da ASAE se ir fechar a ela própria está mais próxima da realidade do que eu pensava.
Oh Nuno, cair em cima do senhor as 2.30 da manhã do dia 1 de Janeiro é só legítimo quando ele faz o mesmo em cima de todos durante 365 dias por ano.
Queria só dizer que este senhor por onde passou nunca deixou saudades e o caso da protecção civil e da DGV ponho as minhas mãos no fogo em como na ASAE vai acontecer o mesmo.
Quando se usa o poder arrogantemente como ele tem o que merece.
E aquele ar arrogante ,se lá estivesse eu mesmo chamaria a policia.
PRS, eu não preciso de explicar nada a ninguém. Se você não percebeu, o problema é seu. Fraquita a sua argumentação. Eu sei que dá algum trabalho pensar pela própria cabeça.
Realmente, o exemplo inglês, à semelhança do Americano, é do mais bruto, absurdo e incongruente que já se pode ouvir. Outra coisa, o tabaco era excelente para os médicos, visto que estes, sabendo que o paciente era fumador, tinham o diagnóstico feito. Caso o utente não fosse fumador, rapidamente se arranjava outra luminosa solução; fumadores passivos estão mais sujeitos aos malefícios do tabaco do que os fumadores em si. Continua a ser fácil engendrar um diagnóstico muito credível. Agora, que as pessoas estão supostamente livres da influência do fumo do tabaco em recintos fechados e/ou públicos, é evidente que se vai continuar a morrer com cancro nos pulmões, doenças cardiovasculares e com todas essas enfermidades “correctamente” associadas à influência do fumo deletério dos cigarros. O diagnóstico fumo de cigarro já não vai ter credibilidade alguma e os Srs. Doutores vão ser obrigados a trabalhar a sério, a diagnosticar correctamente as doenças e a procurar as verdadeiras causas por detrás dessas situações. Interrogo-me: haverá alguém com tomates suficientemente robustos para dizer que o problema capital está na poluição provocada pelos carros e agentes poluentes do quotidiano citadino, urbano, desenvolvido e que o ser humano não foi projectado para viver eternamente e sem doenças?….. A ver vamos.
João Costa, interpelei a sua distinta, excelsa e egrégia pessoa porque, ao não pensar pela própria cabeça, o seu post teve em mim o efeito de uma revelação. Fiquei sem perceber a que ‘argumentação fraquita’ se refere, mas também pouco interessa. O que interessa é que no Reino Unido está em cima da mesa uma lei que prevê responsabilizar fumadores e obesos pelo seu comportamento pouco saudável. Afirmar isto… não significa concordar com isto. Percebe? Ou quer um desenhinho? A lei é vergonhosa, quanto mais não seja porque abre um precedente de desigualdade social. Já para não falar no quanto de totalitário há num Estado que se arroga no direito de penalizar as minhas opções individuais. Mas esta é uma outra discussão. Extraordinário é eu escrever 10 linhas e você concluir acerca da minha forma de pensar. Deixo-o com estas duas ideias: ‘Anger Management’ e… ‘Vá Bardacaca’.
Um ser curioso, este Sócrates: se por um lado tem a obsessão da saúde (já ouvi dizer que o Messias Sócrates nos vai obrigar a fazer jogging todas as manhãs) por outro lado, deixa que as pessoas morram nas urgências e nas ambulâncias. Um case study para pategos, não haja dúvidas.
“ É uma vergonha o jornalismo sensacionalista que se faz no em Portugal ! “
Nuno, sensacionalista se calhar é o Nunes…é tanto mais sensacionalista que nem sabe quem lhe pagou o bilhete.
Já agora, diga quem saiba. Quanto custava um bilhete de fim de ano no Casino do Estoril e, porque carga d´agua, o Nunes fazia parte das individualidades convidadas??? Porque não foi o Nuno convidado e o Nunes foi???
Não fosse este jornalista sensacionalista, será que sabíamos destes arranjos meio….??? Ou será que não são???
Um abraço
Nuno e Carlos Barbosa de Oliveira,
A questão é: quem começou a ser piquinhas foi o presidente da ASAE…
Quem publicou esta notícia só avaliou o presidente da ASAE segundo os parâmetros e a percisão que a instituição liderada por ele avalia os pequenos comerciantes… foi medido com a régua que ele usou para medir…
Moral da história: é proibido fumar em espaços fechados para os pobres, que para os senhores dos casinos a lei é outra…
Tadito do SRE, assim perseguido na NOITE OBSCURA DO CASINO aliás foi na PARTE a PRETO OU NA PARTE A PRATA?E pagou ele e o seu subinspector?Parece que não …bem ,sempre eram 500 euros a cada ,olha deu pró tabaco…
É uma vergonha Nuno?
Acha que sim?
Quem semeia ventos colhe tempestades.
Ao menos os jornalistas vão fazendo alguma coisa pois este povo covarde enfim.
Eu cá para mim certas coisas não se resolvem com petições, etc. É na rua.
Passei ontem por acaso no casino de Lisboa e verifiquei que se pode fumar praticamente em todo o lado,mesmo junto das pessoas que estão a comer e não existem barreiras fisicas entre as zonas de fumadores e das não fumadores,o dinheiro falou mais alto,o sr. antónio sabia o que estava a fazer.
Sendo fumador e proprietário de um bar aberto há 20 anos não me esqueço um segundo que seja dos amigos e conhecidos que morreram em consequência do excesso de tabaco.
PRS, não me custa nada reconhecer que fui precipitado em relação ao que escreveu. Erro de interpretação minha em relação ao seu breve comentário. Mea culpa. Quanto aos insultos no final do seu último comentário,enfim….
João Costa: quem semeia tempestades colhe ventos. Ou o contrário.
Já agora, que me interessa a mim o preço do bilhete de fim de ano no casino? Que cretinice.
E o iluminado sou eu?
E o imbecil sou eu?