Sábado, 23 de Março de 2013
por Sérgio Lavos

 

[...] Hoje temos a pouca sorte de assistir à "criação ao vivo", como se a literatura fosse uma matança do porco, em directo. Temos, enfim, poetas muito mediáticos, gente deveras talentosa e os cagalhões ampliados da Joana Vasconcelos. Uma colorida tristeza, se virmos bem. [..]

- Manuel de Freitas, em CÓLOFON,
Lisboa: Fahrenheit 451, 2012

 

Foto tirada ontem, num palácio nacional perto de si.

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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

 

O mesmo Governo que patrocinou o cortejo de vaidades da Joana Vasconcelos em Versalhes prepara-se para acabar com o financiamento do museu de Paula Rego, a Casa das Histórias, museu esse que contou com a doação inicial de mais de 500 obras da pintora portuguesa que os ingleses gostavam de ter como sua. São critérios. Se se confirmar o fim da fundação, espero que Paula Rego seja firme e peça os seus quadros de volta. Um país que trata assim os seus mais dilectos filhos merece nada menos do que isso. Merece nada.

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Sexta-feira, 29 de Junho de 2012
por Pedro Sales

Lembrei-me desta frase, do Quinito, ao ver estes dois vídeos, compilando todas as acções do Pirlo nos jogos contra a Inglaterra e a Espanha neste europeu. Ainda falta o melhor, contra a Alemanha, mas estes dois já são tão bons, tão bons que quase puxam as lágrimas.

 

(vídeos retirados daqui, antes que o maradona se lembre de os apagar)

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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012
por Sérgio Lavos

*

Quando é o próprio secretário de Estado da Cultura a escolher o representante de Portugal na Bienal de Veneza, e não um comissário - coisa inédita -, e dias depois do ministro dos Negócios Estrangeiros ter dado à costa para falar desta espectacular diva da arte, que consegue ser “genial, internacional, tradicional e empresarial” (Portas dixit), não precisamos de mais nada: Joana Vasconcelos é o passaporte para a imortalidade de Portugal. O histerismo político é tão pífio que, perto disto, os galos de Barcelos da artista parecem as Graças de Botticelli.

 

(E não surpreende que a artista se deixe instrumentalizar politicamente: a produção em série de mamarrachos que evocam a "tradição portuguesa" precisa de ser escoada de qualquer maneira. São escolhas de vida.)

 

*Para não baixar o nível estético deste blogue, optei por reduzir à sua verdadeira dimensão uma das obras da artista. Tem de haver limites para o mau gosto.

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Quinta-feira, 21 de Julho de 2011
por Sérgio Lavos

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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
por Pedro Sales


clicar para ver com maior detalhe.


O governo holandês realizou um concurso para a edição comemorativa de uma moeda de 5 euros alusiva ao tema “A Holanda e a Arquitectura”. O resultado final, como se pode ver, é simplesmente deslumbrante. Na cara da moeda, o nome dos 109 arquitectos holandeses mais famosos formam a imagem da rainha holandesa. A cuidadosa conjugação da lombada de livros de arquitectura desenha o mapa do país no centro da outra face da moeda. O artista vencedor, Stani Michiels, explica no seu blogue o complexo processo de criação do desenho vencedor e o software (gratuito e de licença livre) utilizado. Agora só falta lembrar o Zé Nuno para não se esquecer de trazer uma moedinha destas da próxima vez que vier a Lisboa.


(via designobserver)


por Pedro Sales
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O governo holandês realizou um concurso para a edição comemorativa de uma moeda de 5 euros alusiva ao tema “A Holanda e a Arquitectura”. O resultado final, como se pode ver, é simplesmente deslumbrante. Na cara da moeda, o nome dos 109 arquitectos holandeses mais famosos formam a imagem da rainha holandesa. A cuidadosa conjugação da lombada de livros de arquitectura desenha o mapa do país no centro da outra face da moeda. O artista vencedor, Stani Michiels, explica no seu blogue o complexo processo de criação do desenho vencedor e o software (gratuito e de licença livre) utilizado. Agora só falta lembrar o Zé Nuno para não se esquecer de trazer uma moedinha destas da próxima vez que vier a Lisboa.


(via designobserver)


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O governo holandês realizou um concurso para a edição comemorativa de uma moeda de 5 euros alusiva ao tema “A Holanda e a Arquitectura”. O resultado final, como se pode ver, é simplesmente deslumbrante. Na cara da moeda, o nome dos 109 arquitectos holandeses mais famosos formam a imagem da rainha holandesa. A cuidadosa conjugação da lombada de livros de arquitectura desenha o mapa do país no centro da outra face da moeda. O artista vencedor, Stani Michiels, explica no seu blogue o complexo processo de criação do desenho vencedor e o software (gratuito e de licença livre) utilizado. Agora só falta lembrar o Zé Nuno para não se esquecer de trazer uma moedinha destas da próxima vez que vier a Lisboa.


(via designobserver)


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Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira


De Lena Gieseke, a Guernica em 3D.


Pode ver com mais qualidade aqui.

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Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
por Daniel Oliveira
Um dos graves problemas do ensino português é a quase ausência da educação para a arte e muito em especial para a música. Uma falha que demonstra a cegueira dos sucessivos ministérios da Educação. O ensino da música não é uma frescura, um capricho, uma ocupação de tempos livres. O gosto educa-se a criatividade treina-se. E o gosto e a criatividade são úteis para todos os domínios da vida, incluindo actividades profissionais, sejam elas quais forem. Recentemente o Ministério da Educação decidiu, a bem da generalização do ensino da música, retirar do financiamento da iniciação musical nos conservatórios e extinguir o regime supletivo deixando apenas o integrado. A existência dos dois regimes tem sido o melhor sistema e tem funcionado.

Não consigo imaginar de onde possa vir esta ideia peregrina. Mas talvez ajude a perceber a decisão o facto de nenhum dos autores do estudo que levou a esta decisão ter qualquer relação com o ensino artístico e a actividade artística. O ensino especializado e profissional tem de começar muito cedo e não são duas ou três aulas de iniciação musical com vinte ou trinta alunos sem uma enorme motivação para a música que o substituem. Todos as crianças devem aprender a gostar de música. Mas o ensino especializado tem outros objectivos. E o que enerva é este habito nacional de, na promessa de um futuro melhor, se acabar com as únicas coisas que funcionam neste país. E nisso, convenhamos, este governo é especialista.

Se continuamos a seguir este caminho, o de acabar com todos os espaços de formação profissional artística, chegaremos a um ponto em que não teremos portugueses nas orquestras, nos coros e nas bandas. E um país sem criadores e sem actividade artística própria é um país sem identidade. Bem sei que o investimento na cultura e na arte, se não der direito a uma inauguração com muitos VIP's ou apoios de actores de novelas em campanhas eleitorais, dá poucos votos e por isso motiva pouco os nossos governantes. Mas quando batemos no fundo na produção cinematográfica nacional e estamos perto de nada na dança, apesar do evidente aumento de público, esta machadada no ensino da música parece ser a confirmação de uma política continuada de desistência.

Este é um assunto a que sou particularmente sensível. Cresci no meio de música e só a minha manifesta falta de talento me livrou de uma vida de penúria. A minha avó foi, durante anos, professora de iniciação musical no Conservatório de Lisboa. Está já há muitos anos reformada, mas pelas suas mão passaram centenas e centenas de jovens. Muitos deles estão hoje em orquestras e coros. Outros são professores. Muitos tiveram de ir para fora. Também por este motivo egoísta fica o apelo: amanhã, dia 15 de Fevereiro, das 15h00 às 19h00, haverá um "desconcerto" em frente à Assembleia da República. Vamos dar música aos deputados. E já agora assinem a petição.

por Daniel Oliveira
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Sábado, 13 de Outubro de 2007
por Daniel Oliveira



Paulo Pinto Mascarenhas já tornou pública a sua posição sobre o Nobel da literatura. Nunca leu mas é contra. Como na ortodoxia comunista, a política determina a arte. No caso, a avaliação da sua qualidade. Afinal de contas, a gaja é feminista. Dali não pode vir boa coisa e a razão do reconhecimento só pode ser ideológica.

Que fique esclarecido: lamentavelmente, ainda não li nada de Doris Lessing. Quase só tenho ouvido elogios. Mas nestas matérias não confio na opinião de ninguém. Afinal de contas, pessoas que respeito e de gosto em geral inatacável andaram anos a tentar vender-me o neo-realismo português.

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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira



A imagem (que não é esta que aqui está, claro) tem 9,9 Gigapixels e é a maior fotografia de alta resolução do mundo. Trata-se de um fresco de Andrea Pozzo, “La Gloria di San’Ignazio”, da Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma. Clicando na imagem que aqui coloquei chegará ao site e poderá ver os mais ínfimos pormenores. O projecto é da HAL9000, um grupo especializado em restauro e preservação de arte. Cheguei lá graças ao Corta-Fitas, que descobriu o recorde anterior: um fresco italiano de 1513, de Gaudenzio Ferrarri, na Igreja de Santa Maria delle Grazie, em Varalli Sesia, que também pode "visitar". Tenho lá voltado para ver um pouco de cada vez. Espero ansiosamente por mais.

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