Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
por Sérgio Lavos

 

A imagem exibida pela polícia americana do presidente do FMI merecia uma atenção demorada.Quatro linhas de reflexão, como diria o outro. Primeiro: O homem está algemado e rodeado por um número considerável de polícias(o campo foi reduzido). A acusação é de "acto sexual criminoso", segundo o Libération. Porque está algemado? Espera-se que salte para cima dos polícias e tente violá-los? Que tente furtar-se à justiça? Não, DSK é mostrado a todos os povos do mundo como símbolo da justiça americana, universal, não poupando os poderosos. Se o cadáver de Bin Laden podia chocar os bons cidadãos, tomai então este outro vilão. Segundo: A imprensa responsável da Europa já publica tudo: o passado intimo, a transcrição de tablóides, a citação de bloguers e o comentário anónimo de "pessoas bem informadas". Terceiro: Este homem, que umas horas antes era tudo, está agora desprovido de toda a dignidade. (aos justicialistas que acharem a frase excessiva aconselho que se façam algemar). Foi-lhe retirada a gravata e os atacadores. Ele, que convenceu tanta gente com a palavra, não pode recusar as câmaras assestadas sobre a face.Olhem a face de DSK: é a face de Saddam, o diabo iraquiano, no cadafalso de Bagdad.O lisboeta informado, humilhado pela troika há oito dias, pode agora exultar. Quatro: O presumível crime de DSK é pouco referido. Mas como é evidente, o homem não foi preso por administrar o FMI. O puritanismo hipócrita exulta e, desta feita, a imprensa europeia está toda sentada no chá americano.

 

Luis Januário, certeiríssimo, resume o que, para já, vou pensando deste assunto.

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Terça-feira, 26 de Abril de 2011
por Miguel Cardina

 

 

 

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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011
por Miguel Cardina


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Quinta-feira, 7 de Abril de 2011
por Miguel Cardina

 

Um calor infernal invade o país. Há quem fale de uma normal e passageira antecipação do Verão. A mim parece-me já o FMI a fritar-nos em lume brando. O FMI não, que isso lembra ditaduras militares na América Latina, canções a preto e branco e expressões como «carestia de vida». Não, o que virá é o FEEF, que sendo um fundo e europeu remete-nos mais para auto-estradas, estufas no Alentejo e oportunidades de negócio para escritórios de advogados e empresas de consultoria. Ou então tanto faz o nome desde que se accionem os eufemismos: resgate, ajuda, auxílio, estabilização, assistência financeira.

 

Espera-nos um plano de austeridade que será caucionado pelos partidos que nos governam há décadas e que terá tão poucos matizes essenciais quanto maior for o apelo à inevitabilidade. E vai ser grande. É preciso rasurar as possibilidades de um outro caminho e omitir a injustiça dos cortes que se preparam: ao mesmo tempo que a banca paga menos IRC que o Sr. Reis da mercearia, perspectivam-se reduções nos salários, subsídios e pensões; ao mesmo tempo que as Parcerias Público-Privadas continuarão a alimentar clientelas económicas teme-se que um machado venha a pairar sobre a saúde e a educação públicas; ao mesmo tempo que o discurso político-económico entrará numa modorra monolítica, o país entrará em recessão. Mas também podemos ser um nadinha optimistas: ao mesmo tempo que a política austeritária e o discurso das inevitabilidades formarão um bloco coeso, crescerá a necessidade de uma alternativa.

 

Hoje é dia 7 de Abril e um calor infernal invade o país. Uma inglesa com as costas cor de camarão confessa ao seu parceiro: «what a nice weather». E ainda não viram nada.

 

Publicado também no blogue do Portugal Uncut


por Miguel Cardina
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Quarta-feira, 30 de Março de 2011
por Sérgio Lavos

Banco de Portugal empresta mil milhões ao FMI.

 

E daqui a uns tempos, o FMI irá, não ajudar Portugal, mas sim fazer um resgate que é, nas palavras de um colunista irlandês do The Independent, um adiar do problema para as gerações futuras. E um descalabro social sem precedentes. Curiosamente, a notícia linkada não refere qual a taxa de juro que o FMI irá pagar ao Banco de Portugal, e, depois de alguma pesquisa feita na Internet, não encontrei qualquer referência a essa parte da questão, e fiquei mesmo dúvida se será mesmo um empréstimo ou um financiamento directo, sem cobrança de juros (talvez o João Rodrigues possa explicar-me como funciona). Seja como for, resumindo, Portugal está a emprestar dinheiro a uma instituição para que esta possa emprestar de volta (daqui a pouco tempo, parece), com um juro que pode ir de 4.5 a 5%, e impondo condições que podem levar à absoluta destruição do tecido económico nacional. Maravilhoso. Ou sou eu que estou a ver mal o problema?

 

*Não reparei quando estava a escrever o post, e segui um link do Facebook, mas a notícia citada é de Dezembro de 2009. OK, uma notícia ultrapassada, e provavelmente os mil milhões já foram parar há muito aos cofres do FMI. Pois, parece que em 2009 estávamos em tempo de vacas gordas e que um compromisso da UE é para se levar a sério. Mas esperem, em 2009 o défice não estava já a crescer? A economia não tinha estagnado? Pouco mudou desde essa altura, a não ser o desemprego, que aumentou, e o poder de compra de quem ainda trabalha, que diminuiu. Pois.

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por Sérgio Lavos
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