Sexta-feira, 10 de Maio de 2013
por Sérgio Lavos

O melhor acaba sempre por ganhar no fim. Ou então o mais corrupto. Veremos.
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Domingo, 21 de Abril de 2013
por Sérgio Lavos

(E pode-se rever quantas vezes quisermos.)
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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

Ivan Cavaleiro.

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Domingo, 19 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

Jasus.

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Quinta-feira, 28 de Junho de 2012
por Sérgio Lavos

 

Conclusões da noite:

 

- A criatividade (Pirlo, Cassano e Montolivo) e a indisciplina (Balotelli) do Sul venceram o rigor e a fiabilidade da Alemanha.

- Monti aplica a pressão alta.

- A chanceler chorou.

 

É só um jogo de futebol? Claro; mas na política, como no futebol, às vezes perde-se, às vezes ganha-se. Merkel começou a perder. E a Europa só tem a ganhar com as lágrimas amargas de Angela.

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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012
por Sérgio Lavos

 

E a estrela renasce. Eu nunca duvidei, digam o que disserem as más línguas. O Messi? Há um ano estava a ser eliminado na Copa América sem um único golo marcado. Agora, é tempo do Nani aprender a não falhar golos feitos...

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Quarta-feira, 13 de Junho de 2012
por Sérgio Lavos

 

Tenho de fazer do Ronaldo o meu alvo nestas coisas da bola. Se resultou com o Postiga, quem sabe se a seguir o filho da Dona Dolores não marca um golito. Agora só falta o Paulo Bento vir defendê-lo e garantir que irá ser titular contra a Holanda.

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Terça-feira, 12 de Junho de 2012
por Sérgio Lavos

"Para que não se passe a conferência toda a falar nisso, amanhã joga o Hélder" - Paulo Bento.

 

"Loucura é repetir a mesma coisa vezes sem conta esperando de cada vez um resultado diferente" - Albert Einstein.

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Sábado, 2 de Junho de 2012
por Sérgio Lavos

 

É bem provável que acompanhe o campeonato da Europa. Há grandes jogadores por lá, algumas boas selecções e, de vez em quando, o talento e o génio levam a melhor sobre o cansaço acumulado de uma época e sobre a falta de estímulo - leia-se "capital" - dos milionários que vão passear à Polónia e a Ucrânia.

 

Demagógica, esta conversa? Realista. Basta ver o desempenho dos dois melhores jogadores da actualidade - Messi e Cristiano Ronaldo - nos grandes campeonatos. Não são muitos os jogadores que ficam na História por causa do que fazem em torneios de selecções; e talvez por isso Maradona seja (e vá continuar a ser) o melhor jogador de sempre. A Argentina de Maradona é mais importante, na constelação futebolística, do que o Nápoles de Maradona - apesar de tudo. Maradona é de um tempo em que a política fazia parte do futebol e o futebol da política. A Argentina teve a desfora da Guerra das Malvinas quando a cabeça de Maradona chegou mais alto do que o punho de Peter Shilton. Isto era futebol. Agora é um desfile de estrelas que nem no twitter estão autorizadas a dizer o que pensam.

 

E claro, parece que a selecção portuguesa organizou uma excursão turística a esses países durante o tempo que dura a primeira fase do campeonato. E que até vão ficar no hotel mais caro de entre as selecções do torneio. Acho bem, dado o crescimento brutal da nossa economia, que a Federação não olhe a gastos com este grupo excursionista a terras do Leste. Eles merecem. Paulo Bento também, que escolheu a nata da nata para levar lá. Que a nata seja um pouco azeda - uma maneira simpática de dizer que este é o grupo de joagdores mais fraco desde que acompanho campeonatos de selecções - ele não tem culpa. E talvez até consigamos, com alguma sorte e toda a tranquilidade, ganhar à Dinamarca.

 

Sei que posso enganar-me - depois do "fraco" Chelsea ganhar a Liga dos Campeões, para espanto da falange anti-benfiquista do país, apssei a acreditar em quase tudo -, mas também sei que terei mais possibilidades de estar certo se apostar na saída emglória ao fim de três jogos. Não podemos esperar mais: uma selecção que, tendo Bosingwa, caça com João Pereira; tendo Ricardo Carvalho, caça com Bruno Alves; leva um Miguel Lopes como mascote; e que aposta na titularidade da quimera Hélder Postiga (misto de jogador de futebol e de projecto de pivot de andebol) para marcar golos à Alemanha e à Holanda, não pode esperar ir muito mais longe do que o spa do hotel de luxo onde ficou instalada.

 

Falta de patriotismo? Eu gosto de futebol, caramba; bandeirinhas na lapela ou na janela é para políticos hipócritas da maioria de direita e gente que faz excursões a lojas de chineses para comprar produtos com as cores da bandeira nacional. Mas sofro, e vou ver, e talvez me surpreenda. Gosto de torcer por equipas pequenas quando o Glorioso não joga. Por isso, neste Europeu, estou com Portugal!

 

(Inicialmente publicado no Catedral da Luz.)

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Quarta-feira, 30 de Maio de 2012
por Sérgio Lavos

Sicília.

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Domingo, 15 de Abril de 2012
por Sérgio Lavos

Bestialidades.

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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
por Sérgio Lavos

Café com leite, fruta e Cardinais.

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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
por Sérgio Lavos

Na Europa, manda quem tem mais dinheiro.

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Terça-feira, 13 de Março de 2012
por Sérgio Lavos

A decisão de alargamento a 18 clubes até poderia ser uma proposta a considerar. O que é absurdo é ter-se decidido, a meio do campeonato, que não haverá relegações. Qual o objectivo? A quem é que isto serve? Quais os clubes que votaram contra a realização de uma liguilha? E, acima de tudo, por que razão o Benfica não apareceu a contestar esta decisão? Espero sinceramente que o absurdo não passe na FPF ou nas outras instâncias superiores a que os clubes que votaram contra irão recorrer. Caso contrário, mais suspeição pairará sobre este campeonato. É algo de que não precisamos.

 

(Também publicado no Catedral da Luz.)

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Domingo, 11 de Março de 2012
por Sérgio Lavos

Um, dois, quem sabe três penalties por marcar e um jogo do campeonato com prolongamento e marcação de grandes penalidades*.

 

 

*Ideia do Daniel Santos

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Quarta-feira, 7 de Março de 2012
por Sérgio Lavos

Witsel, garra e as pieguices de Bruto Alves, o carniceiro de Sampetersburgo.

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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
por Sérgio Lavos

Agora também vou andar por aqui, um novo blogue ecuménico, com um único credo, o Benfica: Catedral da Luz.

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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2012
por Sérgio Lavos


Dá-me um certo gozo ver os adeptos portistas queixando-se da arbitragem no jogo que deixou o FC Porto a cinco pontos do 1.º lugar.O André Azevedo Alves, por exemplo, até colou a etiqueta "double standards" no seu curto comentário à derrota. Só que a memória não é curta para todos, e por coincidência o resultado da primeira volta no FCP-Gil Vicente foi também 3-1. Com uma arbitragem também polémica, mas que estranhamente Vítor Pereira - e o resto da turba portista - não considerou "vergonhosa". Até o Público, como sempre, entra no bailinho: na crónica da partida da primeira volta, fala-se de "um encosto de Vilela" aproveitado por Hulk que o árbitro "considerou" penalty (caso não se tenha percebido, sim, estamos a falar daquele belo salto de carpa de Hulk dentro da área). Mas nem sequer é mencionado o vermelho que ficou por mostrar a Otamendi quando provocou o penalty marcado pelo Gil. Pudera. Já em relação a esta "polémica partida", o inefável Bruno Prata chama a título um estrondoso "FC Porto tinha perdido até com uma arbitragem competente" e continua por ali fora, "esquecendo-se" de dar o mesmo benefício da dúvida a Bruno Paixão que o seu colega tinha dado a Rui Silva na primeira volta. Para Prata - e para o resto da amnésica falange azul e branca - há, para além de qualquer dúvida razoável, dois penalties por assinalar a favor do FCP e um fora-de-jogo que Paixão não "anulou" - o sacana. Tanta clareza é certamente louvável. É pena que tal clarividência apenas surja de tempos a tempos, quando valores mais altos se levantam. 

 

"Vergonhosa", disse ele. A arbitragem. A indignação que o assaltou na primeira volta é capaz de ter sido mais discreta - tentei a sério, mas não encontro em lado algum ecos de tal coisa. Devem ser os tais double standards do André Azevedo Alves. Há quem diga que deveremos ser racionais na análise destas coisas. Concordo. Bruno Paixão é, e sempre foi, um péssimo árbitro - mesmo que em tempos o sr. Pinto de Costa o tenha querido para arbitrar um jogo do clube que dirige. Mas tem de haver limites para a tolice. Caramba, o FC Porto não tinha qualque remate à baliza aos 53 minutos do jogo de ontem, quando o Gil Vicente marca o seu terceiro golo. Assim, nem a boa vontade dos árbitros ajuda. Mas enfim, estou em crer que Vítor Pereira é um grande treinador, ainda que incompreendido. Renovem-lhe o contrato. Já.

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Sábado, 28 de Janeiro de 2012
por Sérgio Lavos

 

A melhor equipa do mundo é boa em quase tudo.

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Domingo, 4 de Dezembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Morreu um dos grandes da minha geração, o meu preferido do Mundial que me levou a gostar de futebol, Espanha 1982. Doutor Sócrates, descanse em paz.

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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Quem gosta verdadeiramente de futebol gosta pouco ou nada de tudo o que é lateral ao jogo. Este fim-de-semana, houve um Benfica-Sporting bem disputado, futebol aberto, com bastantes oportunidades de golo. Um jogo emocionante. Para variar, até a equipa da arbitragem esteve à altura. Dois dias depois, do que é que se fala? Dos actos de um grupo reduzido de adeptos que decide pegar fogo às cadeiras do Estádio da Luz; da caixa de segurança - relembre-se, uma estrutura usada em vários estádios na Europa, aprovada pela Liga de Clubes e pelo próprio Sporting numa visita feita em meados de Novembro; das declarações dos dirigentes. Mais uma vez, lamentável. Quem costuma ir aos estádios sabe que, em jogos grandes, há dois tipos de adeptos: os normais, que convivem nas bancadas amistosamente com adeptos de clubes rivais, e os anormais, os que vão para os topos entoar cânticos de insulto a adversários e até a clubes que não estão em campo, os que deixam um rasto de destruição a caminho do estádio, os que destroem propriedade privada quando a frustração canina da derrota lhes tolda os poucos neurónios que ainda flutuam no enorme vazio que está no lugar do cérebro, os que agridem bombeiros que se preparam para fazer o seu trabalho, colocando em risco a sua própria vida e a dos inocentes que os rodeiam

 

Há quem diga que as claques são necessárias, que trazem animação ao estádio. Não nego. Mas também é verdade que são sempre elas que provocam distúrbios antes, durante e depois das partidas. E tem de se fazer alguma coisa em relação a isto. Em Inglaterra, a solução foi simples: tratar os hooligans como indivíduos e não como parte de uma massa de pessoas. A violência nos estádios praticamente desapareceu neste país porque os adeptos violentos identificados pela polícia e pelos clubes passaram a ser proibidos de assistir a partidas de futebol. E se a violência está intrinsecamente ligada a uma claque, ao seu conjunto - como é o caso do colectivo Sporting 1143, agremiação de skinheads que se dizem fãs de futebol - ela deverá ser simplesmente erradicada dos estádios de futebol.

 

Mas há quem não entenda algo tão fácil de perceber: que a violência não faz parte do jogo, que o ódio deve ficar à porta do estádio. Os dirigentes, que deveriam dar o exemplo, também entram demasiadas vezes neste esquema, incitando directa ou indirectamente à violência. Aconteceu este fim-de-semana com o vice-presidente do Sporting, Paulo Pereira Cristovão, que mal acabou a partida veio acicatar ódios e desviar as atenções da derrota que o seu clube acabava de sofrer. Ontem, também voltou a suceder o inconcebível: um jornalista da TVI foi insultado por Pinto da Costa e agredido por elementos da empresa de segurança do Estádio do Dragão. Não é a primeira vez que um dirigente - e em particular, que Pinto da Costa - anda metido nestas brincadeiras perigosas. Haverá consequências, no plano desportivo, disciplinar ou legal? Infelizmente, sabemos que não. A impunidade é a regra no mundo do futebol. Enquanto não existir uma estrutura que seja independente dos clubes mais poderosos para julgar estes casos e leis mais penalizadoras para os autores deste tipo de actos, as coisas continuarão na mesma. 

 

Há quinze anos, um adepto sportinguista morreu num estádio de futebol atingido por um very light. O autor do disparo, um membro de uma claque benfiquista, foi julgado e condenado. Mas este tipo de objectos continua a entrar nos recintos desportivos. Os clubes não querem controlar quem vai à bola com outra intenção que não seja ver o "belo jogo". Fecham os olhos à violência fora do estádio e vão atiçando os ânimos ao longo da semana. Acontecer outra morte para que alguma coisa mude não pode ser uma opção. O futebol, o jogo jogado, tem de deixar de ser considerado apenas um pormenor no grande esquema das coisas. Se assim não for, quem perderá seremos nós, verdadeiros adeptos do que se passa ao longo de noventa minutos dentro das quatro linhas.

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Sábado, 26 de Novembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

"Se o Sporting ganhar na Luz é o principal candidato ao campeonato." - Eduardo Barroso.

 

(Parabéns aos jogadores do Sporting, que em vantagem numérica conseguiram dar luta.)

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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011
por Sérgio Lavos

Quim, Eduardo, Beto, Rui Patrício, Bosingwa, Sílvio, João Pereira (com Eliseu à espreita de uma lesão), Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Pepe, Coentrão, Raul Meireles, Hugo Viana, Castro, Paulo Machado, Carlos Martins, João Moutinho, Nani, Cristiano Ronaldo, João Tomás, Liedson, João Silva, Hugo Almeida, Hélder Postiga.

 

Força, Bentinho, ainda falta incompatibilizares-te com a outra metada da equipa. Estamos contigo nesse desiderato.

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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2011
por Sérgio Lavos

Esta frase: "João Pereira e Sílvio oferecem mais condições que Bosingwa". Uma piada sem graça do excelentíssimo seleccionador Paulo Bento. Seria o mesmo que dizer: "Pereirinha e Nuno Assis oferecem mais condições que Cristiano Ronaldo". Ou: "José Rodrigues dos Santos e Margarida Rebelo Pinto oferecem mais condições que Mário de Carvalho". E por aí fora. Também farei um esforço para perceber por que é que Liedson não joga nesta selecção e suplentes não utilizados do Benfica (Ruben Amorim) do Saragoça (Ruben Micael) e do Granada (Carlos Martins) são convocados em detrimento de titulares do Braga (Hugo Viana), do Sporting de Gijón (Castro) e do Toulouse (Paulo Machado). A história mal contada de Ricardo Carvalho não foi um percalço. E pelo que se viu no jogo com a Dinamarca, Paulo Bento já conseguiu pôr a maioria dos jogadores contra si - basta comparar com o primeiro jogo da sua era, contra a Espanha. Com Carlos Queiroz, a fasquia tinha sido colocada a uma altura difícil. Mas Bento lá se vai aproximando...

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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
por Sérgio Lavos

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Domingo, 21 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

Não sei qual é o problema. Se formos ver bem as coisas, o Sporting está apenas a pagar uma viagem de autocarro. Fraquinho. Há muito tempo que certas equipas chegam a pagar viagens de avião para destinos paradisíacos. Esta direcção leonina tem de se esforçar mais para chegar a algum lado. 


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Sábado, 20 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

Esta foi a frase que Judas Iscariotes proferiu antes de aceitar as 30 moedas de prata* dos fariseus. 

 

*Não faço a mínima ideia onde fui buscar as 25 moedas de ouro, da Maia. Obrigado.


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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

 

Uma selecção chegar a uma final do Mundial é obra. Fazê-lo sem ter sofrido um golo sequer, é memorável. Parabéns aos jogadores e a Ilídio Vale - quando uma equipa defende como esta (e eu vi todos os jogos) muito do mérito tem de ser atribuído ao treinador. Quanto à história de não haver vedetas na equipa, eu olho e vejo Mika - o último guarda-redes português tão bom com esta idade foi Vítor Baía. Vejo defesas como Cedric, certo a atacar e a defender; Roderick, impulsivo e imponente; Nuno Reis, um central que eu não vi falhar uma vez, e fazendo pouquíssimas faltas; e um excelente lateral-esquerdo, Mário Rui, bom a defender e a atacar. A dupla do meio-campo defensivo, Danilo e Pelé, é intransponível e ainda tem arte para lançar ataques e marcar golos. Sérgio Oliveira respira classe. Alex é um bom extremo. Caetano é o novo João Pinto. E Nelson Oliveira é um caso sério para ser o próximo ponta-de-lança da selecção principal. O lado mau desta história? Cedric foi emprestado pelo Sporting. Roderick não tem o lugar assegurado no Benfica. Danilo teve de emigrar porque o Benfica não lhe renovou o contrato. O mesmo aconteceu com Mário Rui. Pelé também já joga no estrangeiro. Sérgio Oliveira passou uma época no banco do Beira-Mar, emprestado pelo FCP. E não sabe o que vai acontecer nesta. Nelson Oliveira será, na melhor das hipóteses, quarta ou quinta opção no Benfica, provavelmente atrás de Rodrigo, que não é melhor do que ele. E o FCP contrata Danilos do Brasil, enquanto o nosso emigra para Itália. Vergonhosa, esta situação. Com o futebol português refém de jogadas de empresários e com uma direcção da FPF inexistente (e inacreditável), é um milagre esta selecção ter chegado tão longe.

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Terça-feira, 16 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

 

Parece que o sr. Jorge Jesus andou a praticar durante as férias. Personal coaching, outra dessas invenções da pós-modernidade, como a morte do autor ou a música pimba. Aprendeu a falar com os jornalistas. Confesso sentir saudade da boca cheia de pastilha; não sou imune aos encantos xunga da Amadora quando se trata de futebol - a relação entre as classas privilegiadas e a bola é tema de tese a concluir do outro lado da Segunda Circular. Prefiro o courato ao caviar, a mini à flute de champanhe. Adiante. O problema não é Jesus ter deixado de mascar pastilha de boca aberta em directo para a TV; é ainda não ter aprendido a mais básica das lições do futebol: como controlar o ritmo de uma partida.

 

Vamos lá ver; contratar meia dúzia de bons reforços para o banco: excelente ideia. Ir aos saldos do Barcelona e encontrar um Villa dos pequeninos: melhor ainda. Descobrir alguém que, na frente capilar, substituísse com distinção o malogrado Balboa: feito, com proveito para as coisas da bola e tudo. Axel Witsel é, desde já, o jogador mais inteligente do plantel do Benfica. Eu juro que hoje, ao ver tantos jogadores do Benfica na área e uma velocidade de passe entre eles bastante acima da média, paralisei durante meio segundo, temi pelo inevitável desfecho. E foi esse meio segundo o suficiente para a calma zen de Witsel encontrar do outro lado o número 9 da equipa, que estava no lugar onde deve estar o número 9: no coração da pequena área a empurrar bolas para a baliza (o Cardozo estava à linha a passar o esférico para trás, se é isso que querem saber, fazendo juz ao número 7 que usa nas costas). Villa teve Messi anteontem, Nolito teve o toque de Witsel. Podem salvaguardar as distâncias que quiserem, mas o segundo golo do Benfica é uma jogada de equipa rara. Belíssima.

 

Mas depois, o pesadelo. Questão: como manter um excelente resultado fora de portas, contra uma equipa cuja maior qualidade reside no ataque? Opção n.º1: tirar Aimar, regressado de uma lesão, e fazer entrar Matic, adiantando Witsel. Opção n.º2: tirar Aimar, regressado de uma lesão, e fazer entrar Ruben Amorim, adiantando Gaitan. Opção n.º3: tirar Cardozo, que "apenas" serve para marcar golos, e fazer entrar Saviola, repetindo a linha média/avançada que marcou dois golos em 45 minutos ao Arsenal, há menos de 1 mês. E o que fez Jorge Jesus? Cito: "Na segunda parte meti o Saviola pensando que com ele e o Cardozo pudéssemos fazer o 3-1. Não aconteceu e sofremos o golo do empate num lance em que há falta nítida sobre o Emerson. Aí tentei defender o resultado com a entrada do Matic." Resumindo: um resultado de 2-1 não deve ser defendido, antes deverá ser pensado como uma excelente oportunidade para "esmagar o adversário". Um empate, sim, é para defender. Ou Jesus, com a ajuda do seu personal coach, andou embrenhado nos ideogramas do I-Ching e vê além do comum dos mortais, ou, lá está, ainda não aprendeu a controlar o ritmo do jogo quando a equipa está em vantagem no resultado. Será difícil encontrar treinador que alie tanta capacidade de preparar o jogo atacante com tão pouco domínio do que está na base de qualquer equipa vitoriosa: a defesa.

 

Tirando estes, vá lá, pormenores, está tudo bem encaminhado para Nolito ser o melhor marcador da Liga - parece que Falcao quer voar para um clube de grande dimensão, como é o caso do gigante Atlético de Madrid - e Witsel tornar-se o jogador com mais classe a jogar no campeonato português desde que o director desportivo do Benfica pendurou as chuteiras. Vocês sabem do que eu estou falar.


por Sérgio Lavos
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Segunda-feira, 18 de Julho de 2011
por Ana Mafalda Nunes

...o país do futebol.

 

 


por Ana Mafalda Nunes
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Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
por Sérgio Lavos

 

Calhou uma vez mais estar de férias durante o Tour. Não vou tecer considerações (não tenho jeito para bordados) sobre as suspeitas de doping que perseguem os grandes ciclistas nem a monumental vaia que Contador ouviu durante a apresentação da prova. Toda a gente sabe que os franceses facilmente cedem ao prazer da irascibilidade, e por isso - mais o Flaubert, o Godard, o Camus e o Zidane - lhes devemos perdoar. Adiante. Parece que este ano vai haver montanha a sério. Andy Schleck is my man, se sabem do que estou falar. Como não é o Djokovic nem o Nadal. Gostaria de ter visto este um escocês ganhar Wimbledon, mas não foi desta que Andy Murray superou os seu complexo de inferioridade perante a musculatura do sobrinho do central do Barcelona de Cruyf. Mas o ténis é um jogo de meninas (como maradona e David Foster Wallace se esforçaram por provar). O ciclismo é aquela coisa da glória e da superação e da absoluta verdade de que apenas se poderá ganhar recorrendo a meios ilícitos. O problema não é este ou aquele ciclista serem suspeitos de alguma coisa; o problema é que parece não haver outra maneira de lá chegar, ao topo. A dúvida paira sobre todos, como num filme de Hitchcock. Mesmo os que nunca são apanhados. E isso deixa-me vagamente chateado; por exemplo, aborrece-me que aquele que parecia o mais puro talento surgido nos últimos anos, o herdeiro de Marco Pantani, tenha entregue a alma ao Diabo e o corpo a várias transfusões de sangue, e por duas vezes seguidas. Ricardo Ricco sprintando serra acima era um espectáculo do outro mundo. Mas... como diria Gregory House, "a vida não é justa", e por vezes a glória vai parar aos lutadores com grande capacidade de fintar as equipas anti-dopagem. Enfim, só me lembro disto porque revi hoje um episódio da série no qual é tratado um grande campeão americano pelo médico. E claro, esse grande campeão americano dopa-se. E no fim, safa-se. É a vida.

 

Enquanto vou, eticamente dividido, assistindo na Eurosport ao excelente relato da Volta (bela dupla de comentadores aquela, por vezes complementada por um francês irascível chamado Olivier* - ou será um belga? - que não se importa de ser o saco de pancada dos outros dois), espero pelos primeiros jogos da pré-época. Confesso que a satisfação de ver partir Villas-Boas rumo a melhores paragens foi um pouco atenuada quando foi revelado o nome do novo treinador - Pinto da Costa terá algo na manga, ao escolher alguém chamado Vítor Pereira para o lugar. Resta-me esperar que meia equipa seja vendida - e quando escrevo "meia", refiro-me ao João Moutinho e ao Falcao, os outros podem ficar - e acreditar cegamente nos três ou quatro defesas-esquerdos que Jorge Jesus vai testar no lugar do Fábio Coentrão. Tirando isso, está tudo bem com o Benfica; temos jogadores suficientes para ter duas equipas a disputar o campeonato (haverá maneira de autorizar uma alteração nos regulamentos?) e o pelotão de avançados em linha de espera para substituir Cardozo dá-me razões de sobra para confiar numa boa campanha na Taça da Liga. Isso e os dois Salvios (ou Ramires, como preferirem), os dois Di Maria (Gaítan e a maravilha que sobrou do Barcelona) e os três defesas direitos que não irão tirar o lugar a Maxi Pereira. No entanto, confesso sentir um pouco de inveja do adversário (?) da Segunda Circular. É tempo do Benfica começar a apostar noutros mercados; queremos um Thadeus von Rumpelstiltskin no ataque; um Varsaj Snhjors no meio-campo; e esperanças sul-americanas a treinar na Academia (ah, esperai, isso já temos). 

 

Jogos contra equipas da terceira divisão suiça: um must de qualquer pré-época, para compor as bombásticas capas da Bola e ajudar ao entusiasmo dos milhões de benfiquistas que vivem no Seixal. Pelo andar da carruagem, talvez nem sobre muito tempo para espreitar os Mundiais de atletismo, lá para Agosto. O Verão é longo - e a pilha de livros habitual uma vez mais não será desbastada. Boas férias desportivas.

 

*Informado por dois comentadores, alterei o nome do francês, que afinal não é francês, é monegasco, essa raridade antropológica. Claro que teria bastado ir ao site da Eurosport para descobrir isso. Mas uma regra de ouro dos blogues é não investigar demasiado - a não ser que se escreva sobre coisas demasiado sérias. De qualquer modo, obrigado aos dois, LF e Mike.


por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
por Sérgio Lavos

 

Enquanto José Mourinho luta, perto dos cinquenta anos, com o seu passado, eu recordo uma crónica de Enrique Vila-Matas em que ele fala da sua amizade com jogadores do Barcelona e do interesse destes pelos livros. Nos anos 90, Guardiola mostrava elegância dentro e fora do campo, discutindo literatura com o escritor catalão. Nadal, o tio de Rafael, era também um leitor regular, e o amor pelo Barcelona de Vila-Matas vivia também destas histórias paralelas, prolongamentos dos títulos conquistados com Bobby Robson e Louis van Gaal, da classe pura de jogadores como Stoichckov, Romário, mais tarde Rivaldo e Figo, Ivan de la Peña. O Barcelona, entre meados dos anos 90 e 2009, era a minha equipa espanhola, e para essa afeição não era certamente pouco importante a política. O clube autonomista, tradicionalmente ligado à esquerda, o clube dos românticos e de quem gostava de ver jogar sem pensar em coisas comezinhas como resultados ou títulos. O Barcelona de Rijkard era algo diferente, mas era um prazer, à velha maneira holandesa de jogar à bola. Uma máquina de circulação de bola, e o génio de Ronaldinho Gaúcho a servir a Henry e Eto'o. Um prazer recompensado com um título europeu e o melhor futebol do mundo. Depois, veio o gentleman Guardiola, o intelectual, cordato, correcto, um homem da casa. E Messi cresceu, e tornou-se o olho do furacão morno em que se transformou o futebol do Barcelona. Jogos com mais de 70% de posse de bola, toques curtos desde a defesa, progressão andebolística, o último passe de génio de Iniesta ou Xavi a libertar um qualquer para marcar. Resumindo, um tédio perfeccionista, um aborrecimento descomunal que apenas conquista a admiração sincera de quem estudou demasiado as minudências do jogo (pense-se em Luís Freitas Lobo, e sabe-se do que eu estou a falar) e se esqueceu daquilo que leva os adeptos ao estádio:a emoção, a incerteza, a imprevisibilidade. A equipa barcelonesca é um robô repetitivo, um deep blue imbatível que, com a anuência simpática do mundo e o gesto cortês dos árbitros que vai apanhando, derrota os outros adversários, humanos e imperfeitos. Mesmo o melhor de todos eles, Mourinho. Sempre a mesma táctica, o mesmo plano de jogo, a narrativa perfeita. O mito nasceu - a equipa com o melhor jogador de sempre, quem sabe se a melhor equipa de sempre. Como é possível ter acontecido o desastre da época passada, quando o Inter foi capaz de derrubar o mito? Nunca, e por isso não poderá voltar a acontecer. Os ídolos têm pés de barro, e Mourinho mais do que provou isto, no Chelsea, no Inter, no Real Madrid. A cagança dos heróis do futebol convenceu toda a gente a olhar para o lado perante o espectáculo miserável de jogadores a atirarem-se para o chão ao mínimo toque. Busquets é o bebé chorão que toda a mãe sonha ter, Daniel Alves passou do segundo melhor lateral direito do mundo, um jogador excepcional, a fiteiro incorrigível, provocador e briguento, e sempre perdoado pelos árbitros. Salvam-se alguns: Iniesta, Xavi. E depois, Messi, o extraterrestre, o monstro alimentado pela equipa e pelo resto do mundo. Os consecutivos falhanços do jogador argentino na selecção, nos antípodas do deus Maradona, são um indício claro da importância do sistema de jogo e da qualidade dos restantes companheiros no Barcelona. Maradona carregou às costas uma equipa, um país, uma nação ferida por uma guerra perdida contra um país europeu. E em Itália, voltou a fazer mesmo, contrariando possibilidades estatísticas e a influência dos poderes da FIFA que não queriam ver repetir-se uma vitória da Argentina. Messi, para já, habita outro reino, um Olimpo inferior ao deus maior.

 

Por isso, meu caro Vila-Matas, lamento ter deixado de gostar do Barcelona. Pesaroso, lembro a minha primeira visita à cidade catalã e a romaria ao Camp Nou. Aquela grandiosidade, a popular mística, era verdadeira. Barcelona vivia o clube e eu vivia com a cidade quando via os jogos do campeonado espanhol, e sentia um gozo enorme sabendo que Guardiola era leitor de Borges e de Kafka, e que um dos meus escritores preferidos se sentava com os jogadores naquele café da Praça Catalunha de que agora não quero recordar o nome a falar de futebol e livros. Uma narrativa belíssima, uma história inatacável. Sei que voltarei a gostar do clube, mas entretanto chegou Mourinho, o engenhoso construtor de narrativas, o treinador pós-moderno, o espelho de uma vaidade que lhe vai roubando a juventude. O Real joga à defesa, é certo, mas jogará o Barcelona ao ataque? Talvez não interesse, mas sei que o plano de Mourinho para estas meias-finais perdidas foi boicotado pelos dois árbitros. A defesa era apenas a primeira parte da história. Mas Daniel Alves decidiu voar e cair deitado no chão a queixar-se de umas dores que nunca existiram. Imperdoável. Vergonhoso. E tudo se desmoronou. Esqueço a finta maravilhosa de Afelay e o monumento de Messi no segundo? Nunca. Mas a beleza desses dois momentos já tinha sido obliterada pelo erro anterior. A emoção foi-se. Ficou a aborrecida perfeição da máquina futebolística barcelonesca. A inevitabilidade da vitória. E isso não é poesia. Eu sei que compreendes. Falamos daqui a uns tempos.

 

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Terça-feira, 5 de Abril de 2011
por Sérgio Lavos

Para quem estava acostumado a brincadeiras perigosas, provocações desnecessárias e má educação por parte da direcção do clube que se sagrou justamente campeão nacional, apenas pode ter ficado surpreendido com a infantilidade que foi apagar as luzes do Estádio da Luz e ligar o sistema de rega logo a seguir ao fim da partida. A atitude não dignifica o Benfica e muito menos os adeptos que se comportaram de modo relativamente disciplinado* antes, durante e depois do jogo, ao contrário do que muitas vezes acontece em estádios a norte do Mondego e como recentemente sucedeu ali do outro lado da Segunda Circular. Parabéns a eles, aos adeptos bem comportados, e o opróbrio para quem decidiu resignar-se desta maneira, sobretudo depois de um jogo que a equipa mereceu perder, por culpa própria. Os adeptos portistas andaram um ano a falar em túneis e mesmo na vitória lembram Ricardo Costa, o que me parece ser bastante apropriado por parte de quem tem por herói alguém como Pinto da Costa, um dos principais instigadores da permanente guerrilha no futebol português - dificilmente se poderia esperar outra coisa. Eu, como benfiquista, e repetindo certamente a ideia da maior parte dos adeptos, repudiarei direcções que agirem como agiram no jogo de domingo, critico o presidente quando tenho de criticar - a compra de Roberto, o mau planeamento da época, o modo de ser tantas vezes pacóvio -, e gostava que o Benfica ganhasse sempre de forma justa. O ónus da complacência perante actos criminosos da direcção e da arrogância de quem não sabe ganhar pode ficar lado dos adeptos portistas, eles fazem bom uso das duas qualidades. Não é uma questão de superioridade moral, mas de decência em todos os aspectos da vida, dos quais o futebol é certamente dos mais importantes. Não deveria haver excepções, e se não posso esperar que os adeptos dos outros clubes tenham a mesma moral do que eu, não deveremos, de modo algum, relativizar as atitudes do clube do nosso coração em relação aos desmandos e ilegalidades alheias. No fim de tudo, o FCP foi justo campeão, e nem os jogadores nem o treinador (apesar das desnecessárias provocações do puto Villas-Boas na hora da vitória) mereceriam todo o mal que nasce da rivalidade entre os dois clubes. Parabéns - que eu ainda estou à espera dos parabéns pelo campeonato do ano passado que os portistas que conheço nunca me deram.

 

*Alterado. É claro que há sempre gente do Benfica que não sabe comportar-se em público. Antes, durante e depois dos jogos. E ainda por cima, não são originais e decidiram, desta vez, levar bolas de golfe para o estádio. Lamentável. Já deveríamos saber que neste desporto elitista (o golfe, claro) a agremiação do Norte nos bate aos pontos. Muita prática. 

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Domingo, 20 de Março de 2011
por Sérgio Lavos

 

Não sei se é útil fazer notar, mas a primeira finta de Ramires é, como dizer, uma coisa de outro mundo. Maravilha de golo.

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Domingo, 9 de Janeiro de 2011
por Sérgio Lavos

 

As catorze jornadas que o Benfica levou a perceber qual o melhor meio-campo para este campeonato são a principal razão dos oito pontos que distam do primeiro classificado. Ao longo da época passada, o losango do centro do campo assentava num equilíbrio zen cujos pilares eram Di Maria e Ramires. A impetuosidade atacante do primeiro era compensada pelo labor defensivo do segundo. Partindo de posições interiores paralelas (nenhum era um extremo puro), na mesma linha do campo, acabavam por percorrer caminhos diferentes: as diagonais da direita para a esquerda de Di Maria, em direcção à linha, abriam o espaço na direita para Ramires fazer o que melhor sabia, aparecer no sítio certo. Era o primeiro a surgir ao segundo poste e a concluir ataques iniciados por Di Maria, mas quando a equipa perdia a bola era quase sempre também o primeiro a descer e a recuperar a bola. Uma equipa composta apenas de jogadores criativos é um unicórnio que nem o Barcelona de Guardiola consegue conjurar. Na melhor das hipóteses - sim, o Barcelona de Guardiola - há cinco jogadores criativos e outros cinco ao lado para assegurar as recuperações de bola suficientes para que esses jogadores criativos possam, lá está, inventar. Golos, de preferência. O Benfica da época passada jogava neste equilíbrio, com a vantagem de ter um lateral, Maxi, que tanto pode construir como destruir. De resto, tínhamos David Luiz/Coentrão; Javi Garcia/Aimar ou Carlos Martins; Cardozo/Saviola, a dupla atacante, com uma dinâmica necessariamente diferente das outras duplas, mas que também acaba por funcionar nesta dialéctica funcional, construção e conclusão; e Ramires e Di Maria.

 

Ao fim de 14 jornadas, então, no Benfica-Rio Ave, um acaso - a ausência forçada de Carlos Martins - levou a que um jogador ganhasse confiança e espaço: Salvio. Não está tão próximo de Ramires que não possa de vez em quando ser capaz de pormenores de génio nem tão longe de Di Maria que não consiga a cobertura defensiva necessária para evitar as saídas para o ataque dos adversários. Do outro lado da linha, Gaitán é número dez que está a jogar deslocado. Não tem pique para ir à linha e cruzar, não tem a capacidade de drible de Di Maria, mas tem um pé esquerdo mais preciso nos cruzamentos e no passe. As dificuldades que sente numa posição que não é dele têm sido devidamente compensadas pelo número dez, Aimar ou, ainda e sempre, por Saviola. Por outro lado, Coentrão afirma-se de vez como um lateral e será um erro voltar à posição de extremo (como Jesus, de resto, parece ter percebido): a sua velocidade evidencia-se de trás para a frente, quando avança pelo corredor esquerdo à procurar de um desequilíbrio. Quando isto acontece, Gaitán fica mais para trás e compensa, começando a ganhar rotinas defensivas que manifestamente não tinha no início da época.

 

Jogando de maneira diferente, menos em ataque continuado, apostando nas mudanças de velocidade dos jogadores que atacam (Salvio é um falso lento, capaz de arranques impulsionados por uma excelente finta curta) - não é à toa que o Benfica tem marcado mais golos em contra-ataque esta época - o Benfica começa a ganhar uma dimensão que lhe permitirá fazer uma boa segunda volta. Pode parecer que o campeonato está perdido, mas faltam quinze jogos, e não devemos esquecer que, ao fim da primeira volta, o Benfica apenas tem menos três pontos do que na época passada; e ainda há mais três competições pela frente. E olhando para o futuro, os oito milhões que custa Salvio serão um preço razoável. O Benfica tem de começar a pensar seriamente na compra, para que não aconteça o mesmo que aconteceu com Micolli ou Reyes.


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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010
por Sérgio Lavos

Rússia organiza o Mundial 2018.

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Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010
por Sérgio Lavos

 

A volubilidade dos adeptos de futebol é um daqueles problemas sem solução. E quando falamos de milhões de adeptos, outro factor entra na equação: a diversidade opinativa, que no seu melhor manifesta-se no estádio, em forma de aplauso ou de apupo. Como em muitas outras coisas, o futebol não se diferencia de tudo o resto. Heróis, se formos a ver, há poucos. E os vilões podem nascer todas as semanas.

 

O Benfica, decidido a boicotar o sucesso do ano passado, deitou fora cartas que não conseguiu substituir, mas manteve incólume a coluna da equipa. As saídas de Di Maria e Ramires não podem, nunca poderiam servir, de desculpa para a irregularidade exibicional, que vem desde a pré-época. Mas se nada pode servir de desculpa, muito menos servirá a contestação ao treinador que pôs a jogar a equipa como há muito não se via - desde o campeonato de Toni. De bestial a besta, claro, mas nem tanto. Conhecemos os defeitos do treinador. Mas ninguém é perfeito. E Jorge Jesus tem crédito para muito mais, as qualidades que parecem ter desaparecido certamente irão ressurgir. Que esta fraqueza momentânea sirva para alimentar manchetes de jornais especulativos e ressentidos, já me parece menos normal. E menos ainda me parece que jornalistas chico-espertos estejam mais interessados no seu ego inchado pela ocasião do que em fazer um bom trabalho - sim, falo da entrevista no fim do Beira-Mar-Benfica, um caso surreal de desrespeito por quem, no limite, alimenta a estação que decide não cumprir o regulamento da Liga que obriga a que as perguntas rápidas no fim da partida se limitem ao comentário do jogo. Jesus terá sido extemporâneo? Nunca. Deselegante talvez, e apenas porque, sabemos, não tem o dom da palavra. Mas mal-educado foi, sem dúvida, o jornalista que insistiu uma segunda vez numa questão que fora respondida.

 

Outra vítima das flutuações de humor dos benfiquistas tem sido o melhor marcador das últimas três épocas. Sem desculpa, como a frase anterior o prova. E viu-se, no regresso da lesão, qual é a diferença entre ter Cardozo no ataque e outro jogador qualquer do actual plantel. Golos, parece. Aquele pormenor que traz resultados (e dinheiro). A classe no pé esquerdo, sobressaindo a média velocidade, como um lento pesadelo para o defesa. Imaginamos que a grande vantagem de Cardozo é a subvalorização que os adversários fazem das suas capacidades. Cada um joga com as armas que lhe dão.


por Sérgio Lavos
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