Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
por Pedro Sales


Em resposta a este post, o João Pinto e Castro mostra que não acredita que seja possível uma rede partilhada de bicicletas em determinadas zonas de Lisboa. Não senhor, que isto é tudo a subir. Para corroborar deixa mesmo alguns exemplos. Entre eles, os "impensáveis" 600 metros que ligam a Praça de Londres ao cruzamento da Av. Roma com a dos EUA. Como a maioria dos leitores do Arrastão não tem a obrigação de conhecer a inclinação das ruas de Lisboa, deixo aqui um pequeno filme com o meu filho, quando tinha 2 anos e meio, a subir a mítica pendente da Avenida de Roma, ilustre representação de um Koppenberg à beira mar plantado. Que os hercúleos músculos de uma criança de 12 quilos, a arrastar 11 quilos com duas rodas, sejam capazes de locomover uma bicicleta não prova que o João Pinto e Castro seja contra a utilização pública de bicicletas em qualquer zona do planeta. Não senhor. Desde que se proceda previamente à terraplanagem de todos os declives superiores a cinco centímetros, o João Pinto e Castro aí estará para o defender.

* como diria o meu filho.
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por Pedro Sales
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Sábado, 22 de Novembro de 2008
por Pedro Sales


A branco, as zonas com um declive entre 0%-4%. Imagem retirada do Ecoblogue.



Estas postas do maradona têm suscitado o notório agradado de meia blogosfera. Compreende-se. A ideia de que é impossível usar a bicicleta como meio de transporte na capital deve ser mais antiga que a própria cidade. Parece que as características topográficas e meteorológicas de Lisboa tornam impensável uma rede de bicicletas partilhada como meio de locomoção, uma solução crescentemente utilizada um pouco por toda a Europa.

O maradona exemplifica: “sem ser eu, duvido que haja alguém na blogoesfera que consiga subir de bicicleta dos Restauradores ao Príncipe Real sem parar para respirar”. É certo que, por muitas voltas que se dê, deve ser difícil ligar esses dois pontos da cidade sem ter que transpor algumas ruas com 6 ou 7% de inclinação longitudinal (um valor muito pouco recomendável para quem não tenha as “pernas espectaculares” do maradona). O mesmo acontece em quase todo a zona histórica da cidade, da Graça à Mouraria, do Cais do Sodré ao Chiado. Mas também não é menos certo que 65% de Lisboa - e onde mora, trabalha e estuda a quase totalidade dos seus habitantes - apresenta um declive longitudinal a inferior 5% (como se pode ver no mapa). Não é preciso ser nenhum atleta para se conseguir deslocar de bicicleta, sem nenhum esforço por aí além, de Telheiras ou Alvalade até ao Rossio, ou de Benfica até às Avenidas Novas.

De acordo com os padrões internacionais para a definição de redes cicláveis nas cidades, declives até aos 5% são aceitáveis. Foi esse, de resto, o critério seguido pela equipa do Instituto Superior de Agronomia quando elaborou um plano para uma rede ciclável em Lisboa, deixando o centro histórico, com as tais ruas íngremes e estreitas de que fala o maradona, de parte. Quer isso dizer que Lisboa é ciclável para o cidadão comum? Depende do percurso. Não sendo de esperar a criação de postos de troca de bicicletas no Bairro Alto ou na Bica, é claramente possível utilizar a bicicleta numa parte muito significativa da cidade, não havendo nenhuma razão para que estas tenham que ser acantonadas à condição de instrumento de lazer.

O outro argumento já tinha sido utilizado pelo PSD na Assembleia Municipal. Havendo poucas pessoas a andar diariamente de bicicleta em Lisboa, não se deve "hipotecar a já pouca largura da maior parte das nossas ruas a um capricho ecológico ridículo". Em rigor, as ruas e os passeios de Lisboa já estão hipotecados: ao estacionamento caótico de carros em filas sucessivas, transformando artérias de quatro vias em ruas de sentido único. Não são as hipotéticas ciclovias a criar, mas os 600 mil carros que circulam diariamente em Lisboa, que “torna esta cidade tão mal preparada para fazer circular com a prioridade e conforto necessários a merda de um autocarro”.

Numa cidade onde, quando vou de bicicleta, consigo fazer em 20 minutos o percurso de seis quilómetros que liga a minha casa ao meu local de trabalho, mas onde nunca me despacho em menos de 30 quando vou de táxi, gostava de perceber onde é que o maradona foi buscar a ideia de que a promoção das bicicletas indica que “não há qualquer sinal de que se pense nas pessoas, na vida que as pessoas levam e na relação delas com a cidade, apenas um vago desejo de progresso”.

O que o maradona entende como um modelo escandinavo, que torna normal andar de bicicleta em Amesterdão ou Estocolmo, tem muito menos a ver com as condicionantes morfológicas das cidades do que com os condicionalismos económicos e políticos da II Guerra Mundial. A redescoberta da bicicleta na Europa, e que começa a ter lugar no outro lado do Atlântico em cidades tão planas como São Francisco, é agora impulsionada pelas preocupações ecológicas e de controlo do tráfego. A julgar pelo sucesso que está a conseguir em cidades como Barcelona ou Paris – que também tem Montmartre - parece que as pessoas de que fala o maradona não se têm importunado muito.
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A branco, as zonas com um declive entre 0%-4%. Imagem retirada do Ecoblogue.



Estas postas do maradona têm suscitado o notório agradado de meia blogosfera. Compreende-se. A ideia de que é impossível usar a bicicleta como meio de transporte na capital deve ser mais antiga que a própria cidade. Parece que as características topográficas e meteorológicas de Lisboa tornam impensável uma rede de bicicletas partilhada como meio de locomoção, uma solução crescentemente utilizada um pouco por toda a Europa.

O maradona exemplifica: “sem ser eu, duvido que haja alguém na blogoesfera que consiga subir de bicicleta dos Restauradores ao Príncipe Real sem parar para respirar”. É certo que, por muitas voltas que se dê, deve ser difícil ligar esses dois pontos da cidade sem ter que transpor algumas ruas com 6 ou 7% de inclinação longitudinal (um valor muito pouco recomendável para quem não tenha as “pernas espectaculares” do maradona). O mesmo acontece em quase todo a zona histórica da cidade, da Graça à Mouraria, do Cais do Sodré ao Chiado. Mas também não é menos certo que 65% de Lisboa - e onde mora, trabalha e estuda a quase totalidade dos seus habitantes - apresenta um declive longitudinal a inferior 5% (como se pode ver no mapa). Não é preciso ser nenhum atleta para se conseguir deslocar de bicicleta, sem nenhum esforço por aí além, de Telheiras ou Alvalade até ao Rossio, ou de Benfica até às Avenidas Novas.

De acordo com os padrões internacionais para a definição de redes cicláveis nas cidades, declives até aos 5% são aceitáveis. Foi esse, de resto, o critério seguido pela equipa do Instituto Superior de Agronomia quando elaborou um plano para uma rede ciclável em Lisboa, deixando o centro histórico, com as tais ruas íngremes e estreitas de que fala o maradona, de parte. Quer isso dizer que Lisboa é ciclável para o cidadão comum? Depende do percurso. Não sendo de esperar a criação de postos de troca de bicicletas no Bairro Alto ou na Bica, é claramente possível utilizar a bicicleta numa parte muito significativa da cidade, não havendo nenhuma razão para que estas tenham que ser acantonadas à condição de instrumento de lazer.

O outro argumento já tinha sido utilizado pelo PSD na Assembleia Municipal. Havendo poucas pessoas a andar diariamente de bicicleta em Lisboa, não se deve "hipotecar a já pouca largura da maior parte das nossas ruas a um capricho ecológico ridículo". Em rigor, as ruas e os passeios de Lisboa já estão hipotecados: ao estacionamento caótico de carros em filas sucessivas, transformando artérias de quatro vias em ruas de sentido único. Não são as hipotéticas ciclovias a criar, mas os 600 mil carros que circulam diariamente em Lisboa, que “torna esta cidade tão mal preparada para fazer circular com a prioridade e conforto necessários a merda de um autocarro”.

Numa cidade onde, quando vou de bicicleta, consigo fazer em 20 minutos o percurso de seis quilómetros que liga a minha casa ao meu local de trabalho, mas onde nunca me despacho em menos de 30 quando vou de táxi, gostava de perceber onde é que o maradona foi buscar a ideia de que a promoção das bicicletas indica que “não há qualquer sinal de que se pense nas pessoas, na vida que as pessoas levam e na relação delas com a cidade, apenas um vago desejo de progresso”.

O que o maradona entende como um modelo escandinavo, que torna normal andar de bicicleta em Amesterdão ou Estocolmo, tem muito menos a ver com as condicionantes morfológicas das cidades do que com os condicionalismos económicos e políticos da II Guerra Mundial. A redescoberta da bicicleta na Europa, e que começa a ter lugar no outro lado do Atlântico em cidades tão planas como São Francisco, é agora impulsionada pelas preocupações ecológicas e de controlo do tráfego. A julgar pelo sucesso que está a conseguir em cidades como Barcelona ou Paris – que também tem Montmartre - parece que as pessoas de que fala o maradona não se têm importunado muito.
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Estas postas do maradona têm suscitado o notório agradado de meia blogosfera. Compreende-se. A ideia de que é impossível usar a bicicleta como meio de transporte na capital deve ser mais antiga que a própria cidade. Parece que as características topográficas e meteorológicas de Lisboa tornam impensável uma rede de bicicletas partilhada como meio de locomoção, uma solução crescentemente utilizada um pouco por toda a Europa.

O maradona exemplifica: “sem ser eu, duvido que haja alguém na blogoesfera que consiga subir de bicicleta dos Restauradores ao Príncipe Real sem parar para respirar”. É certo que, por muitas voltas que se dê, deve ser difícil ligar esses dois pontos da cidade sem ter que transpor algumas ruas com 6 ou 7% de inclinação longitudinal (um valor muito pouco recomendável para quem não tenha as “pernas espectaculares” do maradona). O mesmo acontece em quase todo a zona histórica da cidade, da Graça à Mouraria, do Cais do Sodré ao Chiado. Mas também não é menos certo que 65% de Lisboa - e onde mora, trabalha e estuda a quase totalidade dos seus habitantes - apresenta um declive longitudinal a inferior 5% (como se pode ver no mapa). Não é preciso ser nenhum atleta para se conseguir deslocar de bicicleta, sem nenhum esforço por aí além, de Telheiras ou Alvalade até ao Rossio, ou de Benfica até às Avenidas Novas.

De acordo com os padrões internacionais para a definição de redes cicláveis nas cidades, declives até aos 5% são aceitáveis. Foi esse, de resto, o critério seguido pela equipa do Instituto Superior de Agronomia quando elaborou um plano para uma rede ciclável em Lisboa, deixando o centro histórico, com as tais ruas íngremes e estreitas de que fala o maradona, de parte. Quer isso dizer que Lisboa é ciclável para o cidadão comum? Depende do percurso. Não sendo de esperar a criação de postos de troca de bicicletas no Bairro Alto ou na Bica, é claramente possível utilizar a bicicleta numa parte muito significativa da cidade, não havendo nenhuma razão para que estas tenham que ser acantonadas à condição de instrumento de lazer.

O outro argumento já tinha sido utilizado pelo PSD na Assembleia Municipal. Havendo poucas pessoas a andar diariamente de bicicleta em Lisboa, não se deve "hipotecar a já pouca largura da maior parte das nossas ruas a um capricho ecológico ridículo". Em rigor, as ruas e os passeios de Lisboa já estão hipotecados: ao estacionamento caótico de carros em filas sucessivas, transformando artérias de quatro vias em ruas de sentido único. Não são as hipotéticas ciclovias a criar, mas os 600 mil carros que circulam diariamente em Lisboa, que “torna esta cidade tão mal preparada para fazer circular com a prioridade e conforto necessários a merda de um autocarro”.

Numa cidade onde, quando vou de bicicleta, consigo fazer em 20 minutos o percurso de seis quilómetros que liga a minha casa ao meu local de trabalho, mas onde nunca me despacho em menos de 30 quando vou de táxi, gostava de perceber onde é que o maradona foi buscar a ideia de que a promoção das bicicletas indica que “não há qualquer sinal de que se pense nas pessoas, na vida que as pessoas levam e na relação delas com a cidade, apenas um vago desejo de progresso”.

O que o maradona entende como um modelo escandinavo, que torna normal andar de bicicleta em Amesterdão ou Estocolmo, tem muito menos a ver com as condicionantes morfológicas das cidades do que com os condicionalismos económicos e políticos da II Guerra Mundial. A redescoberta da bicicleta na Europa, e que começa a ter lugar no outro lado do Atlântico em cidades tão planas como São Francisco, é agora impulsionada pelas preocupações ecológicas e de controlo do tráfego. A julgar pelo sucesso que está a conseguir em cidades como Barcelona ou Paris – que também tem Montmartre - parece que as pessoas de que fala o maradona não se têm importunado muito.
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
por Pedro Sales



Depois desta ilustração do Pedro Vieira, o Arrastão presta mais uma justa homenagem a um dos ícones de Lisboa (remix encontrada neste blogue).

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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
por Pedro Sales



O envelhecimento e progressiva desertificação do centro de Lisboa nos últimas décadas é o que torna mais difícil de “engolir” o escândalo do património disperso da Câmara de Lisboa. Lisboa perdeu 250 mil habitantes desde 1981. São milhares e milhares de jovens que, perante o preço do mercado imobiliário, se refugiaram nos subúrbios. Esse fluxo migratório tem consequências na vida da cidade. A cidade torna-se mais insegura, o trânsito insuportável, o planeamento urbano caótico, o comércio e transporte nocturno uma miragem. Há anos e anos que não há candidatura autárquica que se preze que não prometa “repovoar” Lisboa com jovens.

Ora, pelo que agora se sabe, para além dos fogos da habitação social, a câmara dispõe de 3200 casas espalhadas pela capital. E durante as três décadas em que a cidade se foi envelhecendo e desertificando, os sucessivos executivos preferiram distribuir apartamentos a amigos, directores municipais, da polícia, jornalistas, vereadores e sabe-se lá a quem mais. Algumas das casas terão sido certamente entregues a quem precisava, não duvido. Mas a questão de fundo mantém-se. Sem critérios claros, a distribuição destas casas foi casuística e nepotista. Pior. A câmara hipotecou o principal instrumento de que dispunha para influenciar os preços do mercado e para chamar jovens em início de carreira, efectivamente necessitados de rendas controladas, para o centro da cidade. Escolheu a via mais fácil. A inexistência de regras, permitiu a quem pôde entregar casas a todos quantos se sabiam movimentar nos corredores do Paços do Concelho.

É por isso que as declarações hoje proferidas por Ana Sara Brito são uma afronta aos milhares de jovens que, querendo continuar em Lisboa, passam horas e horas nos transportes para conseguir trabalhar na capital. Diz a vereadora da habitação que, tendo uma casa cedida por Krus Abecassis, o contrato sempre foi legal e a renda foi sendo actualizada ao longo destes 20 anos. Não duvido. Mas, verdade verdadinha, é que quando deixou a casa, em 2007, pagava cento e cinquenta euros por mês. Se o contrato não é de favor, o preço não engana. Ana Sara Brito, com um salário certamente superior a 90% dos lisboetas, vivia numa casa ao lado da principal artéria da capital, pagando um renda que não dá para alugar um simples quarto na periferia.  Ana Sara Brito está a mais no cargo que ocupa. Se não o percebe, o mais certo é que os lisboetas acabem por o fazer por si.

PS: António Costa solicitou solicitou um parecer à Comissão Nacional de Dados para divulgar a lista do património disperso da autarquia, quem o ocupa e as rendas praticadas. Fez bem. Perante o avolumar da história não há nada como divulgar todos os nomes. Até porque, como se tem visto, tudo o que sai na imprensa vem da mesma fonte. Está na altura de conhecer toda a história, e não apenas a que mais convém a Santana Lopes e Helena Lopes da Costa.
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O envelhecimento e progressiva desertificação do centro de Lisboa nos últimas décadas é o que torna mais difícil de “engolir” o escândalo do património disperso da Câmara de Lisboa. Lisboa perdeu 250 mil habitantes desde 1981. São milhares e milhares de jovens que, perante o preço do mercado imobiliário, se refugiaram nos subúrbios. Esse fluxo migratório tem consequências na vida da cidade. A cidade torna-se mais insegura, o trânsito insuportável, o planeamento urbano caótico, o comércio e transporte nocturno uma miragem. Há anos e anos que não há candidatura autárquica que se preze que não prometa “repovoar” Lisboa com jovens.

Ora, pelo que agora se sabe, para além dos fogos da habitação social, a câmara dispõe de 3200 casas espalhadas pela capital. E durante as três décadas em que a cidade se foi envelhecendo e desertificando, os sucessivos executivos preferiram distribuir apartamentos a amigos, directores municipais, da polícia, jornalistas, vereadores e sabe-se lá a quem mais. Algumas das casas terão sido certamente entregues a quem precisava, não duvido. Mas a questão de fundo mantém-se. Sem critérios claros, a distribuição destas casas foi casuística e nepotista. Pior. A câmara hipotecou o principal instrumento de que dispunha para influenciar os preços do mercado e para chamar jovens em início de carreira, efectivamente necessitados de rendas controladas, para o centro da cidade. Escolheu a via mais fácil. A inexistência de regras, permitiu a quem pôde entregar casas a todos quantos se sabiam movimentar nos corredores do Paços do Concelho.

É por isso que as declarações hoje proferidas por Ana Sara Brito são uma afronta aos milhares de jovens que, querendo continuar em Lisboa, passam horas e horas nos transportes para conseguir trabalhar na capital. Diz a vereadora da habitação que, tendo uma casa cedida por Krus Abecassis, o contrato sempre foi legal e a renda foi sendo actualizada ao longo destes 20 anos. Não duvido. Mas, verdade verdadinha, é que quando deixou a casa, em 2007, pagava cento e cinquenta euros por mês. Se o contrato não é de favor, o preço não engana. Ana Sara Brito, com um salário certamente superior a 90% dos lisboetas, vivia numa casa ao lado da principal artéria da capital, pagando um renda que não dá para alugar um simples quarto na periferia.  Ana Sara Brito está a mais no cargo que ocupa. Se não o percebe, o mais certo é que os lisboetas acabem por o fazer por si.

PS: António Costa solicitou solicitou um parecer à Comissão Nacional de Dados para divulgar a lista do património disperso da autarquia, quem o ocupa e as rendas praticadas. Fez bem. Perante o avolumar da história não há nada como divulgar todos os nomes. Até porque, como se tem visto, tudo o que sai na imprensa vem da mesma fonte. Está na altura de conhecer toda a história, e não apenas a que mais convém a Santana Lopes e Helena Lopes da Costa.
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por Pedro Sales



O envelhecimento e progressiva desertificação do centro de Lisboa nos últimas décadas é o que torna mais difícil de “engolir” o escândalo do património disperso da Câmara de Lisboa. Lisboa perdeu 250 mil habitantes desde 1981. São milhares e milhares de jovens que, perante o preço do mercado imobiliário, se refugiaram nos subúrbios. Esse fluxo migratório tem consequências na vida da cidade. A cidade torna-se mais insegura, o trânsito insuportável, o planeamento urbano caótico, o comércio e transporte nocturno uma miragem. Há anos e anos que não há candidatura autárquica que se preze que não prometa “repovoar” Lisboa com jovens.

Ora, pelo que agora se sabe, para além dos fogos da habitação social, a câmara dispõe de 3200 casas espalhadas pela capital. E durante as três décadas em que a cidade se foi envelhecendo e desertificando, os sucessivos executivos preferiram distribuir apartamentos a amigos, directores municipais, da polícia, jornalistas, vereadores e sabe-se lá a quem mais. Algumas das casas terão sido certamente entregues a quem precisava, não duvido. Mas a questão de fundo mantém-se. Sem critérios claros, a distribuição destas casas foi casuística e nepotista. Pior. A câmara hipotecou o principal instrumento de que dispunha para influenciar os preços do mercado e para chamar jovens em início de carreira, efectivamente necessitados de rendas controladas, para o centro da cidade. Escolheu a via mais fácil. A inexistência de regras, permitiu a quem pôde entregar casas a todos quantos se sabiam movimentar nos corredores do Paços do Concelho.

É por isso que as declarações hoje proferidas por Ana Sara Brito são uma afronta aos milhares de jovens que, querendo continuar em Lisboa, passam horas e horas nos transportes para conseguir trabalhar na capital. Diz a vereadora da habitação que, tendo uma casa cedida por Krus Abecassis, o contrato sempre foi legal e a renda foi sendo actualizada ao longo destes 20 anos. Não duvido. Mas, verdade verdadinha, é que quando deixou a casa, em 2007, pagava cento e cinquenta euros por mês. Se o contrato não é de favor, o preço não engana. Ana Sara Brito, com um salário certamente superior a 90% dos lisboetas, vivia numa casa ao lado da principal artéria da capital, pagando um renda que não dá para alugar um simples quarto na periferia.  Ana Sara Brito está a mais no cargo que ocupa. Se não o percebe, o mais certo é que os lisboetas acabem por o fazer por si.

PS: António Costa solicitou solicitou um parecer à Comissão Nacional de Dados para divulgar a lista do património disperso da autarquia, quem o ocupa e as rendas praticadas. Fez bem. Perante o avolumar da história não há nada como divulgar todos os nomes. Até porque, como se tem visto, tudo o que sai na imprensa vem da mesma fonte. Está na altura de conhecer toda a história, e não apenas a que mais convém a Santana Lopes e Helena Lopes da Costa.
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Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira


O PSD apresentou a mais absurda moção de censura inventada até hoje: contra um só vereador por causa de uma coisa que foi decidida por outro vereador que foi poupado à censura. E o PCP absteve-se, dando sinais que as suas prioridades são eleitorais.

Os deputados municipais do Bloco vieram em defesa de Sá Fernandes e a concelhia de Lisboa do BE também. Fico muito satisfeito por tal ter sucedido. Como morador do bairro onde tudo está a acontecer e apoiando activamente a luta contra o que se está a fazer na Praça das Flores (quanto mais não seja, para que da próxima se faça diferente), não deixo de saber distinguir a defesa dos direitos dos munícipes de uma mesquinha vingança política.

Esta moção não tem sentido. Nem o que sucedeu justifica uma moção de censura, nem se percebe porque é que a moção se dirige a este vereador em particular. Ou melhor: percebe-se. Mas não tem nada a ver com a Praça das Flores. São contas antigas. As de um tempo em que o PSD tinha, esse sim, uma ideia muito própria do que era o interesse público quando fazia negócios com os terrenos da feira popular e do Parque Mayer. Aí sim, privatizava-se o que era público. E de forma bem pouco clara.

Marcos Perestrelo, vice-presidente da Câmara e responsável pelos espaços públicos, continua protegido no seu gabinete. Parece poder continuar a contar com a ajuda do PSD e do PCP. Mais altos valores se levantam.
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por Daniel Oliveira
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Sábado, 7 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira
No mesmo momento em que o Bloco de Esquerda participa com Manuel Alegre, dirigente, deputado e militante do PS, num comício e acha isso normal (eu acho), seria estranho que criticasse um vereador independente, que não é nem dirigente nem militante do Bloco, por reunir com quem entende. Se acha que tal lhe deveria ser comunicado, diz isso ao vereador, não aos jornais.

Acho que o Bloco deve fazer uma avaliação do trabalho de Sá Fernandes. A reestruturação das empresas municipais e o caso da Praça das Flores são alguns casos que devem ser debatidos. Segundo sei, estão a ser debatidos entre o Bloco e o vereador independente e parece que há, num caso problemas de concretização e no outro divergências. É saudável. E que elas sejam públicas também. Sá Fernandes é independente do Bloco, o Bloco, enquanto partido, é livre de ser crítico em relação a medidas tomadas por Sá Fernandes. Aqui o fiz. Mais: o Bloco pode e deve avaliar o cumprimento do acordo celebrado entre o BE e Sá Fernandes e entre Sá Fernandes e António Costa. Se o balanço for negativo pode e deve tirar daí conclusões e com lealdade e clareza tomar decisões políticas.

Mas transformar este debate num jogo de suspeitas públicas sobre a lealdade do vereador não é como se espera que o Bloco resolva divergências. Interessa o conteúdo das políticas na capital. O resto não tem qualquer relevância pública. Nem para os lisboetas nem para os eleitores do Bloco.

Sá Fernandes terá defeitos, alguns resultantes de inexperiência na vida politico-partidária. Mas falta de lealdade pessoal e política não é seguramente um deles. Aqui está uma coisa que devemos aprender com a forma como, por exemplo, o PCP faz os cortes políticos internos ou com aliados: não transforma-los em avaliações de carácter ou de lealdade. Deixa feridas e ressentimentos que nunca saram.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira


Foto de Dias dos Reis


Durante anos o jardim da Praça das Flores quase não teve manutenção. Precisava urgentemente de obras. Não tendo a Câmara dinheiro (e está por fazer a verdadeira responsabilização dos sucessivos executivos), encontrou uma solução. Uma empresa que organiza o lançamento do novo modelo da Skoda queria usar aquela praça para ali fazer os jantares e festas diários para os três mil convidados do acontecimento (300 por dia), que inclui, além do acontecimento, um filme promocional em Lisboa. A Câmara autorizou. Recebeu 150 mil euros de taxas do ruído e utilização do espaço (preço tabelado) e exigiu ainda em troca obras profundas no jardim orçadas em 30 mil euros. A partir das 17 horas e até à meia-noite (e não todo o dia, como tenho lido em vários sítios) durante 15 dias os moradores estão privados daquele que é o principal espaço público deste bairro. Os comerciantes da praça foram compensados financeiramente e através da contratação de serviços. Os restantes foram esquecidos.

Apesar das opiniões se dividirem (há quem esteja satisfeito com arranjo do jardim, abandonado há anos por alguns dos que agora tentam ser porta-vozes do descontentamento) há contestação de muitos moradores e comerciantes (os que não estão na praça). Pela minha parte, não estou, como morador, nada satisfeito com a solução encontrada.

Ao contrário do que tem sido dito por alguma oposição (e a falsidade não é inocente e revela as prioridades nos alvos políticos), este acordo foi feito pelo vereador dos espaços públicos e vice-presidente da Câmara, Marcos Perestrello, e não pelo vereador dos espaços verdes, a quem coube apenas passar a autorização do ruído até às 22.30 (o jantar tem um concerto, péssimo por sinal) e decidir que obras tinha a empresa de fazer no jardim. Não que seja muito relevante (o vereador Sá Fernandes tem manifestado o seu apoio a este acordo), mas este esclarecimento talvez deixe claro que Helena Roseta e PCP não querem fazer oposição ao executivo, mas apenas a um dos vereadores, mesmo quando não é ele o responsável por uma decisão. Prioridades eleitorais.

Percebo que para o pelouro de Sá Fernandes a decisão seja positiva: tem a recuperação de um jardim a custo zero, mais as taxas do ruído (a outra não vai para o seu pelouro). Só que uma câmara não é um conjunto de pelouros e a decisão deve ser analisada no conjunto. Não concordo por isso com a posição de Sá Fernandes.

Como morador do bairro e utilizador diário da praça, envolvi-me pontualmente neste processo. Ouvindo os protestos de alguns comerciantes que lançaram um abaixo-assinado ajudei a organizar um encontro entre eles e o vereador Sá Fernandes (por ser aquele a quem consegui ter acesso mais rápido), para que este ouvisse os seus justos protestos. Houve algumas cedências, como a manutenção da abertura total aos moradores, a todas as horas, de um passeio fundamental para a circulação entre as duas partes do bairro.

Por ter tido este papel e achar que é o que devo fazer como morador (o de simples cidadão), por me ter irritado a oportuna e oportunista alteração de responsabilidades, que me levaram a duvidar da boa-fé de quem dava voz partidária à contestação (a dos moradores é outra coisa) e ouvindo o ex-presidente João Soares, com fortíssimas responsabilidades no estado calamitoso das finanças da Câmara (nem tudo começou com Santana), falar do assunto como se nunca tivesse estado na Câmara, fiquei em silêncio público. Mas não nos devemos mover pela irritação. Porque este, por via do meu apoio ao vereador Sá Fernandes, foi o executivo que elegi e porque vivo neste bairro, esclareço a minha posição.

1 - Não tenho uma posição de princípio contra o uso esporádico de espaços públicos para este tipo de eventos. Na verdade, todas as cidades o fazem. Se não o fizessem não haveria, por exemplo, filmes e anúncios com imagens de exterior. Falar de privatização do espaço público porque ele é a dada altura usado por privados não faz sentido. Todas as cidades e todos os executivos desta cidade já o fizeram. Falar, como já li, de um modelo neo-liberal é um absurdo. Isto é o que se faz há anos (decidido por aqueles que usam agora esta terminologia) com o Rock in Rio, o Paris Dakar (em que a Câmara cede espaço e ainda paga por cima), nas passagens de modelos que se faziam na Rua do Século (zona residencial) e por aí adiante. Nada de novo a não ser que quem achou bem uma coisa passou a achar mal. A questão não é por isso ideológica ou de princípio. O problema é como foi feito e a duração do aluguer.

2 - Tendo em conta a situação financeira da cidade compreendo a necessidade da Câmara trocar alugueres de espaço por compensações em serviços para a cidade. Tenho pena que o tenha de fazer para garantir o mínimo dos mínimos, como um arranjo de um jardim. Mas em relação a isso as responsabilidades são apenas de quem estourou o dinheiro que existia e que não existia em processos arquitectónicos que nunca deram em nada, em negócios ruinosos para a câmara que a fizeram perder rios de dinheiro (como os com a Bragaparques) e em desvarios vários que pagaremos por muitos bons anos. Os mesmos que se opuseram a um pedido de empréstimo, numa demonstração de irresponsabilidade e cinismo sem limites.

3- Se a Câmara puder fazer o seu trabalho sem gastar o nosso dinheiro isso é excelente. Se puder cortar despesas sem reduzir pessoal e sem reduzir os serviços que presta aos munícipes, melhor. E o turismo empresarial é, como se sabe, uma importante actividade económica da cidade (que será abalada pela saída do aeroporto). Três mil convidados estrangeiros que ficam a conhecer a cidade e acontecimentos internacionais sem investimento são bons para Lisboa.

4 - Dito tudo isto, considero um enorme exagero o aluguer de um espaço público numa zona residencial por 15 dias, mesmo que apenas a partir das 17 horas, sobretudo no começo do Verão e durante as festas da cidade, quando as pessoas começam a usar o espaço público até mais tarde. Uma coisa é alugar por uns dias um espaço destes, outra é privar toda a população do seu principal espaço ao ar livre durante meio mês (se acrescentarmos os dias de montagem e desmontagem mais ainda). Ainda mais para uma festa privada guardada por seguranças, o que não deixa de ser aviltante para quem a fica a ver de fora. O espectáculo de uma praça cercada por grades altas, tornando-a numa espécie de espaço isolado, é degradante. Se uma empresa quer usar um espaço público não o trata como se fosse uma sala privada.

5 - As compensações são evidentemente reduzidas. Irrisórias para as despesas gerais do acontecimento e para a dimensão da empresa que o organiza. A Câmara negociou muito mal, mesmo que cumprindo a tabela. Se pôde negociar o arranjo do jardim, podia ter conseguido muito mais.

6 - A população tinha de ser auscultada antes da decisão para que grande parte dos problemas não tivessem surgido. E o contacto com a população e comerciantes tinha de ser feito pela câmara e juntas e não por qualquer empresa privada que, diga-se de passagem, foi leviana e imensamente arrogante com os moradores, como seria de esperar. Foi nos vereadores que votámos, não podem delegar este tipo de funções.

7 - Este tipo de operações têm um limite: o do respeito pelos moradores. Não sendo por princípio contra elas, desde que sejam excepcionais e com excelentes compensações, acho que esse limite foi largamente ultrapassado e que faltou à Câmara o cuidado de envolver a população. É falso que os moradores estejam impedidos de aceder às suas residências. Nem vejo como isso seria possível. Mas tenho ouvido relatos de incidentes com os seguranças do acontecimento, Não é admissível que ninguém que viva na praça tenha de se identificar a um segurança privado para ir para sua casa. Não faltava mais nada.

8 - Como morador, não reconheço a quem esbanjou dinheiro e deixou o cofre vazio e a quem abandonou esta praça durante anos (o executivo anterior até despediu o jardineiro que tratava dela) autoridade moral para ser meu porta-voz. Dou aos moradores e comerciantes, vítimas deste processo mal conduzido e ignorados pela Câmara e pelas duas juntas de freguesia, todo a legitimidade para protestar. Representam-me. O poder local, sendo um poder de proximidade, não tem desculpa para este tipo de autismo. Devia e tinha de ouvir as populações.

9 - Fazendo esta crítica a Sá Fernandes, que esteve mal no apoio a esta decisão, que pressinto que criticaria se a visse de fora, na oposição, reconheço-lhe o gesto de ter arcado com as responsabilidades junto dos comerciantes quando lhe foi solicitado e a hombridade de assumir solidariamente com o executivo a defesa de uma decisão que não foi primeiramente sua. Lamento que Marcos Perestrello tenha ficado confortavelmente calado sobre o acordo que assinou, escondendo-se atrás doutro vereador enquanto este era esfolado em praça pública. Mas não me espanto. Sá Fernandes errou, e não foi pouco, mas tem bom carácter e coragem. É por isso que gosto pessoalmente dele, mesmo quando dele discordo. Pena que estas sejam características que faltem a outros. Sei que esses chegarão longe.

E disse o que tinha a dizer sobre este assunto. O resto continuarei a dizer aqui no meu bairro.
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
Câmara de Lisboa suspendeu montagem da Feira do Livro e pondera cancelamento do subsídio. Por causa da novela entre editoras Lisboa arrisca-se a perder a Feira do Livro. Numa cidade que perdeu quase tudo, é só mesmo o que falta. Um disparate sem nome e, a confirmar-se, um erro grave da Câmara Municipal.

Parece que entretanto se caminha para uma solução. É-me indiferente qual, desde que a Feira se realize.
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Segunda-feira, 21 de Abril de 2008
por Daniel Oliveira



Amanhã, dia 22 de Abril, será inaugurado no Largo de São Domingos, o Memorial às Vítimas da Intolerância em Lisboa. Por iniciativa de Sá Fernandes apoiada pelo PS e pelo movimento "Cidadãos por Lisboa". A 19, 20 e 21 de Abril de 1506 foram barbaramente assassinados e queimados cerca de dois mil judeus em Lisboa. Os acontecimentos tiveram início junto ao Convento de São Domingos e culminaram em duas enormes fogueiras, no Rossio e na Ribeira.

Mais sobre o Massacre de Lisboa aqui.

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por Daniel Oliveira
O Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) chegou a acordo esta sexta-feira com o presidente da Câmara, António Costa (PS), sobre a constituição de uma comissão arbitral que vai decidir a integração dos trabalhadores precários, noticia a Lusa. «Chegámos a um acordo de princípio. Vamos avançar com a comissão arbitral», disse Joaquim Jorge, do STML, à Lusa, sobre o processo que irá avaliar a integração de cerca de 800 trabalhadores precários do município.

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Segunda-feira, 14 de Abril de 2008
por Daniel Oliveira
«A Assembleia Municipal de Lisboa, aprovou a isenção de taxas para os promotores do Rock in Rio. Pelo que sei, este ano, a empresa promotora comprometeu-se a arranjar o espaço circundante e a construir uma ponte pedonal, que é importante para a zona.
Não sei, porque não conheço bem o assunto, fazer o saldo. Uma coisa sei: numa questão destas, a abstenção é sempre o caminho errado. Ou achamos que as contrapartidas são suficientes e votamos a favor, como fez Sá Fernandes na CML. Ou achamos que as contrapartidas não são suficientes e votamos contra. Agora não sabermos se são suficientes ou não, não tomar posição e, ainda por cima, nem uma declaração de voto fazer, parece-me a pior das opções.
Não sei se vem mal ao Mundo se, na AML, o Bloco votar diferente de Sá Fernandes na Câmara. Afinal, não nos cansamos de dizer, dentro e para fora do Bloco, que Sá Fernandes foi eleito como independente, apoiado pelo Bloco. Agora, se assumimos que podemos e devemos votar diferente, se o BE tem uma posição e Sá Fernandes outra, não creio que seja positivo disfarçar...com a mais ilógica das posições, a abstenção.»
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por Daniel Oliveira
«Afirmar alternativa na cidade de Lisboa, contra a direita e o liberalismo, passa pela afirmação do Bloco de Esquerda e das suas propostas políticas para a Cidade de Lisboa e para os Lisboetas, mantendo a amplitude das suas candidaturas, rejeitando claramente coligações com o PS ou a CDU, de forma isolada, afastando da mesma forma entendimentos pós eleitorais com essas forças na C.M.L., trabalhando para soluções de unidade com outros sectores e cidadãos no quadro de um projecto próprio e autónomo para a cidade»

Esta é a frase do programa eleitoral da lista A, a lista próxima da direcção, que me fará votar em branco nas próximas eleições para a concelhia de Lisboa. Acho muito bem que o BE concorra sozinho, com Sá Fernandes à cabeça, nas próximas eleições autárquicas, apesar de achar que seria normal que essa decisão nascesse de um entendimento entre o BE e os independentes do projecto "Lisboa é Gente". Parece-me muito mais estranho o compromisso de não haver «entendimentos pós eleitorais».

As decisões políticas nascem de balanços políticos. Só se entende a decisão de não continuar, depois das próximas autárquicas, o acordo assinado há uns meses se isso resultar de uma avaliação política negativa desse mesmo acordo. Se a avaliação é negativa, então o Bloco deve dizer publicamente que é negativa e defender o fim do acordo, sem esperar pelas próximas eleições. Não se continuam coisas com as quais se discordam. Se não é negativa, este anúncio não tem em conta Lisboa e obedece apenas a puro cálculo eleitoral a pensar nas legislativas. Essa é uma forma intolerável de fazer política. Se não há avaliação nenhuma, isto é infantil, o que é muito mais grave num partido político.

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Segunda-feira, 31 de Março de 2008
por Daniel Oliveira
No Land alemão de Hesse, produziu-se uma aliança de governo entre o SPD (social-democrata) e o partido Die Linke («A Esquerda»; pós-comunistas e trotsquistas), enquanto há um governo SPD-CDU no país. (via Esquerda Republicana).

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Segunda-feira, 24 de Março de 2008
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Do progama da Al Jazeera, "People & Power": Lisboa, corrupção, José Sá Fernandes e imigração.

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Quarta-feira, 12 de Março de 2008
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Ler excelente entrevista de José Sá Fernandes ao Correio da Manhã. Fala de coisas concretas que, como lisboeta, me interessam. Deixa o debate sobre eleições para 2009: «Daqui a um ano logo se vê o que é que é melhor para Lisboa. Não é o que é melhor para o PS, para o Bloco de Esquerda. É o que é melhor para Lisboa.»
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008
por Daniel Oliveira
O Tribunal de Contas recusou dar o visto prévio ao empréstimo de 360 milhões de euros que a Câmara de Lisboa pretendia contrair. Começa a gestão da crise para António Costa, que adiou uma viagem aos EUA. O dinheiro é crucial para a Câmara de Lisboa pagar aos seus fornecedores, evitando que a cidade fique paralisada.

Uma péssima notícia para a cidade de Lisboa e para os muitos pequenos fornecedores da Câmara. O preço da passagem de Santana Lopes e Carmona Rodrigues pela Câmara de Lisboa será muito alto. Mas também não deixa de ser irónico que seja a lei das Finanças Locais, de que Costa é um dos autores, a impedi-lo de dirigir a autarquia. Esperemos que PSD e Carmona tenham a decência de assumir as suas responsabilidades.

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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008
por Daniel Oliveira
O antigo presidente da Câmara de Lisboa é um dos seis acusados pelo Ministério Público no processo Bragaparques. A acusação foi concluída hoje e os ex-vereadores Fontão de Carvalho e Eduarda Napoleão também estão no rol de acusados.
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Terça-feira, 15 de Janeiro de 2008
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A passagem pedonal da estação de metropolitano do Terreiro do Paço está a apresentar fissuras, apenas um mês depois de ter sido inaugurada. As primeiras infiltrações surgiram depois da chuva que caiu nos últimos dias em Lisboa.
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2007
por Daniel Oliveira
PSD vai transformar a sua abstenção no pedido de empréstimo da Câmara Municipal de Lisboa em voto "sim" para que a votação seja válida.

Entretanto, autarcas de Lisboa do PSD pedem a demissão de Paula Teixeira da Cruz.

Uma segunda nota: num orçamento que reduz a despesa em mais de 253 milhões de euros Sá Fernandes tem uma vitória. Para além de pequenas obras e reabertura de alguns jardins fechados há anos, começa já este ano (tanto tempo depois de ter sido pensado) a implementação no terreno do Plano Vede do Gonçalo Ribeiro Telles, com 85 km de corredores verdes e percursos para peões e ciclistas, e a requalificação dos miradouros históricos.

As empresas municipais serão reestruturadas, o que é fundamental para um funcionamento saudável da autarquia.
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Terça-feira, 4 de Dezembro de 2007
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O executivo da Câmara de Lisboa foi obrigado a aceitar um acordo para evitar o chumbo do empréstimo. Menos 100 milhões de euros do que o previsto. Numa piroreta cómica, foi o PSD que apresentou a proposta para depois se abster. O PSD substitui 14 dos seus 23 deputados municipais eleitos directamente que teimavam em não embarcar nesta irresponsabilidade.

Assim, o Presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia (a segunda mais endividada do país) decidiu quanto podia a Câmara Municipal de Lisboa pedir emprestado para pagar dívidas pelas quais o PSD é o principal responsável. Isto, uns dias depois do número dois de Menezes em Gaia e novo líder do PSD/Porto, Marco António Costa, ter dito que caso seja aprovada uma nova lei eleitoral será apresentado «um pacto a todos os candidatos a deputados no distrito do Porto para poderem "dispensar a disciplina de voto do partido nacional quando estiverem em causa os interesses da sua região".»



Lisboa é governada a partir de Gaia. Pelo homem que jurou guerra aos sulistas. Se isto acontecesse ao contrário nem quero imaginar os gritos de revolta que por aí se ouviriam. Pois está na altura de serem os lisboetas a exigir que a sua cidade seja governada por quem elegeram e não por uma direcção partidária sem qualquer sentido de coerência e vergonha.

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Domingo, 2 de Dezembro de 2007
por Daniel Oliveira



Através de uma fonte próxima de Luís Filipe Menezes, autoproclamado vereador da Câmara de Lisboa, ficamos a saber que o PSD só aceita um empréstimo à autarquia de Lisboa muito mais baixo do que o proposto por António Costa. «O dr. António Costa tem que fazer gestão e poupar, como todos os outros autarcas», diz fonte próxima de Menezes, o presidente da segunda Câmara mais endividada do país.

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Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
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Parece que houve queixas à Câmara Municipal de Lisboa contra esta brincadeira do 31 da Armada. Gente que não gosta dos métodos da "acção directa" e acha que a propriedade pública deve ser respeita. Estou solidário com os amigos do 31 e com todos os anarcas, okupas e grafiteiros em geral.

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Onde andam estes gajos quando precisamos deles?

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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
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O PSD, que perdeu as últimas eleições autárquicas em Lisboa, ameaça bloquear um pedido de empréstimo para resolver o problema que o PSD deixou na Câmara. E para isso pretende usar a maioria que tem na Assembleia Municipal (que estupidamente não foi a votos). Costa ameaça com a demissão. Depois da ameaça extemporânea de um deputado municipal do Bloco em pôr fim ao acordo em Lisboa, começam a ser ameaças a mais. O PSD que assuma que perdeu as últimas eleições e respeite o voto dos lisboetas, que quando votaram sabiam do empréstimo. Os restantes, que se deixem de ameaças. Lisboa merece um pouco mais do que birras.
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Britain's Brown meets with Saudi king (chegado lá por aqui)


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Domingo, 25 de Novembro de 2007
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"A proposta de edificação de um memorial às vítimas do massacre judaico de Lisboa de 1506, agendada para discussão e aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa para o passado dia 31 de Outubro, foi adiada "sine die" e corre o risco de ficar esquecida ou subvertida no seu sentido cívico. Em nome da memória do horrendo crime cometido em Lisboa nos dias 19, 20 e 21 de Abril de 1506, que vitimou milhares de cristãos-novos baptizados à força pelo Rei D- Manuel I em 1497, os cidadãos signatários desta petição reclamam da Câmara Municipal de Lisboa que mantenha e execute a proposta tal como foi concebida e na simbólica data prevista de 19 de Abril de 2008."

Assina a petição.

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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
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Terça-feira, 16 de Outubro de 2007
por Daniel Oliveira
A decisão de fechar um campo de tiro em pleno Parque de Monsanto foi anulada pela Câmara. Diz quem decidiu que era o campo de tiro mais bonito da Europa, o que não espanta. Campos de tiro em parques urbanos são, de facto, coisa pouco habitual. A brilhante decisão foi aprovada pelos vereadores eleitos pelas listas de Helena Roseta, Carmona Rodrigues e PSD.
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Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007
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O Plano Verde de Gonçalo Ribeiro Telles foi finalmente aprovado, o Plano de Saneamento Financeiro ontem aprovado pela Câmara de Lisboa vai permitir que a situação da maioria dos trabalhadores precários da CML seja resolvida e há sinais de que venha a ser retirada à Administração do Porto de Lisboa a tutela de todas as áreas que não estejam directamente relacionadas com a actividade portuária.
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
por Daniel Oliveira
Paulo Gorjão tirou conclusões do facto de eu ainda não ter falado das declarações de Maria José Nogueira Pinto. Fê-lo às 2 horas de 43 minutos da manhã. Vinte minutos depois eu tinha um post com um cartaz, feito pelas minhas mãos. Infelizmente, como diria o próprio, o timing dos posts impediu-o de recolher esta informação preciosa. Das duas uma: ou eu sou um gajo rápido a fazer cartazes e estou sempre a ler o interessantíssimo blogue em que Paulo Gorjão brinca ao Pacheco Pereira dos pequeninos ou o Paulo Gorjão é um pouco precipitado e daí resultam os seus recorrentes erros de análise. Claro que é a primeira hipótese que está certa. Eu fico a ver se Gorjão me apanha em falso. E se ele nota qualquer omissão, corrijo. E como faço isto há alguns anos já ganhei traquejo. Ainda assim, procuro alguém para me ajudar nesta difícil tarefa. Para fazer os turnos da noite.
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Segunda-feira, 16 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira
António Costa
Apenas mais 3% do que Manuel Maria Carrilho. Teria muito provavelmente perdido as eleições se Carmona tivesse concorrido com o apoio do PSD. Excesso de confiança, colagem excessiva ao governo, caso Júdice e pouca clareza em relação a politica de alianças. Uma lição: as eleições nunca estão ganhas à partida. Com mais cuidado teria ganho com maior folga. Teve bem menos do que a minha previsão. O governo está mesmo em queda. Mas venceu.

Carmona Rodrigues
De longe, não pude verificar as suas votações nos bairros sociais, onde a cacicagem dos serviços da Câmara se costuma sentir. Mas mesmo que isso tenha pesado, não chega. Tendo em conta o estado em que deixou a Câmara e os escândalos que pairam sobre si, é extraordinário o resultado que consegue. Ainda assim, não há volta a dar. Era o presidente e não chega aos 20 por cento. Foi derrotado. Esteve muito proximo da minha previsão.

Fernando Negrão
Ficará para a história como o candidato do PSD com pior resultado em Lisboa. E dizer pior é dizer muito pouco. Marques Mendes, que pediu uma leitura nacional destes resultados, devia começar a fazer as malas. Ainda assim, teve mais do que aqui previ. Perdeu estrondosamente.

Helena Roseta
A prova de que a forma e de que o sentimento anti-partidos vale mais do que a clareza dos propósitos e a coerência no programa. Teve mais do que previ. No entanto, com uma campanha muito pior do que se esperava, teve muito menos do que se previa no início, quando sonhava ser presidente. E muito longe do fenómeno Alegre. Mas venceu.

Ruben de Carvalho
Desce dois por cento e elege o segundo vereador à tangente. Com uma abstencão muito alta, o que geralmente benificia o PCP, em que aumenta o peso do eleitorado mais velho e mais fiel, é um mau resultado. Muito abaixo das sondagens. Muito longe do que aqui previ. Terá perdido mais para Roseta, que julgava ser uma boa notícia para si, do que alguem esperava? Perdeu.

José Sá Fernandes
Teve exactamente o que previ e muito próximo do que conseguiu há dois anos. Tendo em conta a candidatura Roseta, que entrava naturalmente no eleitorado do Bloco de Esquerda, e o facto de ter estado debaixo de fogo como mais nenhum candidato, pode considerar que venceu. Mas a minha leitura é diferente. Um vereador que denunciou a corrupção e que pela primeira levou um alegado coreruptor à barra de tribunal teria de ter mais num país que valorizasse, para lá da conversa de autocarro contra os políticos, a defesa das resgras democráticas. Não é o caso de Portugal e por mim tiro as devidas consequências deste resultado. Ainda assim, segurou o seu eleitorado nas piores circunstâncias. Por isso venceu.

Telmo Correia
Também teve o que aqui previa. Que seja ele a demitir-se dos seus cargos só demonstra a falta de vergonha do seu lider. Foi ele que chutou Maria José Nogueira Pinto do partido, foi ele que escolheu alguém que nada tinha a ver com as autárquicas de Lisboa (e que até se esforçou), foi ele que deixou para o fim a escolha do candidato, foi ele que quis ser lider quando Ribeiro o Castro ainda nem tinha ido a votos... Outros pagam a factura. O costume.

Desculpem eventual gralhas, o teclado não ajuda. De outra campanha, para as legislativas na Turquia, darei notícias.
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira



A principal razão para este voto é simples: cumpriu tudo aquilo com que se comprometeu há dois anos. Não é nada pouco. Mas outra razão pesa mais, para mim. Gosta ainda mais de Lisboa do que eu. E a terceira: gosto de saber que na Câmara haverá alguém que não facilita. Num país como Portugal, numa câmara como a de Lisboa, não é um pormenor. Sobretudo se, como começa a parecer plausível, António Costa tiver o descaramento de fazer uma aliança com Carmona Rodrigues.

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A principal razão para este voto é simples: cumpriu tudo aquilo com que se comprometeu há dois anos. Não é nada pouco. Mas outra razão pesa mais, para mim. Gosta ainda mais de Lisboa do que eu. E a terceira: gosto de saber que na Câmara haverá alguém que não facilita. Num país como Portugal, numa câmara como a de Lisboa, não é um pormenor. Sobretudo se, como começa a parecer plausível, António Costa tiver o descaramento de fazer uma aliança com Carmona Rodrigues.

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A principal razão para este voto é simples: cumpriu tudo aquilo com que se comprometeu há dois anos. Não é nada pouco. Mas outra razão pesa mais, para mim. Gosta ainda mais de Lisboa do que eu. E a terceira: gosto de saber que na Câmara haverá alguém que não facilita. Num país como Portugal, numa câmara como a de Lisboa, não é um pormenor. Sobretudo se, como começa a parecer plausível, António Costa tiver o descaramento de fazer uma aliança com Carmona Rodrigues.

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