Quarta-feira, 9 de Maio de 2012
por Sérgio Lavos

O primeiro presidente afro-americano é também o primeiro a apoiar publicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não cumpriu neste mandato tudo o que tinha prometido, mas ainda vai a tempo de ser um grande presidente.


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (57) | partilhar

Sábado, 5 de Novembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Era a grande esperança dos EUA. Um símbolo da luta pelos direitos civis. Poderoso na retórica, carismático dentro e fora de portas, o fim do pesadelo que tinham sido os oito anos de Bush. O primeiro ano foi marcante: conseguiu que a Saúde chegasse a quem nunca tinha tido acesso a ela. A sua eleição também conseguiu que acontecesse algum apaziguamento na política americana, que a dureza do confronto ideológico se desvanecesse. Até que começaram a aparecer as primeiras dificuldades. Na ressaca da crise financeira de 2008, não conseguiu que a economia americana arrancasse nem que o desemprego baixasse. Entretanto, a maioria Democrata foi destronada na câmara dos representantes por um partido Republicano tomado de assalto por uma facção de extrema-direita, radical e racista, o Tea Party. O seu poder enfraqueceu. O carisma quase messiânico era uma coisa do passado. E Guantánamo continua a existir. 

 

O que fazer? O mesmo do que quase todos os presidentes americanos antes dele: virar-se para o exterior, reafirmar os EUA como uma potência em perda, começar uma guerra. O primeiro ensaio foi a intervenção na Líbia - mas quem comandou a operação foi a França, e o conflito parecia ter uma natureza diferente. Agora, a escalada recomeça para os lados do Médio Oriente. A táctica, contudo, parece ser a mesma do que na Líbia: deixar que os aliados no terreno façam o trabalho sujo que as tropas americanas não podem fazer. Há um relatório que supostamente vai provar que o Irão prepara-se para produzir armas nucleares; onde é que já ouvimos isto? O aliado promete bombardear o Irão. O belicismo de uma nação que é origem de grande parte da violência do pós-guerra, directa ou indirectamente, a única nação do mundo que pode afirmar, sem censura generalizada, ir construir novos colonatos em território que não lhe pertence, a única nação, Israel, que coloniza um território, mais de trinta anos depois das últimas colónias africanas terem obtido a independência. 

 

O Médio Oriente é um vespeiro, todos sabemos. Israel parece estar com vontade de cutucar os vizinhos, como se não houvesse já ebulição suficiente no mundo. E Obama, a grande esperança, anui, aceita, incentiva. Mais do que uma desilusão, um sonho desfeito, uma desgraça. Esperemos que não consiga ultrapassar em feitos o seu antecessor, W. Bush. Mas nunca se sabe: as eleições americanas estão perto no tempo. Tudo é possível.


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (35) | partilhar


pesquisa
 
TV Arrastão
Inquérito
Outras leituras
Outras leituras
Subscrever


RSSPosts via RSS Sapo

RSSPosts via feedburner (temp/ indisponível)

RSSComentários

arquivos
2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


Contador