Sábado, 28 de Setembro de 2013
por Sérgio Lavos

 

Neste santo dia de reflexão, o Público decidiu pintar a negro a sua primeira página e chamar finalmente os bois pelo nome, trazer para primeiro plano aquilo que toda a gente já sabe há alguns meses: Portugal vai precisar de um segundo resgate

 

Não foi por falta de aviso. Economistas desalinhados com o discurso único e a esquerda do BE e do PCP têm vindo a afirmar, desde há dois anos, que a política de austeridade iria conduzir inevitavelmente o país a um ponto em que a dívida se tornaria impagável. Como Portugal apenas reconquistaria a confiança dos investidores se conseguisse o crescimento económico que permitiria a sustentabilidade da dívida pública, chegámos a este ponto, de recessão imparável, com o PIB a encolher e com o país a produzir cada vez menos riqueza para pagar o que foi pedindo emprestado. Seria mais do que expectável.

 

Há muitos culpados desta situação, mas não iludamos o papel do principal protagonista da desgraça do nosso país: Pedro Passos Coelho, o líder político que vai ficar na História como o homem que conduziu Portugal a dois resgates consecutivos. O primeiro por sede de poder, o segundo por incompetência e cegueira ideológica. 

 

Os tempos acelerados que vivemos levam a que a maior parte das pessoas esqueça o que aconteceu nos últimos dois anos e meio, mas há registos escritos que mostram qual o papel de Passos Coelho em todo o processo de ruína do país. Como relata David Dinis no seu livro Resgatados, o actual primeiro-ministro, que apoiara os três planos de estabilidade e crescimento apresentados pelo Governo de Sócrates, viu-se confrontado pelo PSD de uma forma clara. É conhecida a ameaça feita por Marco António Costa - actual porta-voz oficioso do partido - a Passos Coelho: "ou há eleições no país, ou há eleições no partido". Colocado entre a espada e a parede por causa do apoio aos PEC's de Sócrates, Passos Coelho não hesitou. Contrariando as indicações dadas em reunião com Sócrates de que iria aprovar mais um PEC, o PSD acabou por chumbar no parlamento esse plano (em aliança com o BE e a CDU, que votaram contra o PEC como tinham feito aos PEC's anteriores), levando à demissão de Sócrates e à consequente instabilidade que provocou uma subida dos juros até a um ponto em que se tornou inevitável pedir o resgate. Como Sócrates não se cansa de repetir, esse PEC IV tinha o apoio de Merkel e do BCE, e seria uma espécie de programa de austeridade atenuada - se resultaria ou não, nunca saberemos - que evitaria o resgate e a entrada da troika em Portugal, à semelhança do que aconteceu em Espanha (e, até certo ponto, em Itália) - recordemos que Mariano Rajoy resistiu a um resgate oferecendo em troca medidas de austeridade que nem de perto nem de longe se aproximam das que têm sido implementadas em Portugal nos últimos dois anos. 

 

Depois da traição a Sócrates, Passos Coelho embarcou numa campanha eleitoral durante a qual prometeu fazer o contrário do que acabaria por ser feito quando chegou ao Governo. E a mentira foi deliberada: Passos Coelho prometeu não cortar subsídios a funcionários públicos, pensões, despedir pessoas, sabendo que a maior parte dessas medidas estavam inscritas no memorando da troika. Disse que bastaria atacar as "gorduras do estado" para reequilibrar as contas públicas. Todos sabemos agora a que gorduras ele se referia: os reformados, os pensionistas, os funcionários públicos com menos qualificações. 

 

Dois anos e meio depois, quase todas os objectivos que estavam no memorando não foram atingidos. As metas do défice têm vindo a ser sucessivamente alteradas pela troika, devido à incapacidade do Governo em cumpri-las; a dívida pública, que de acordo com o programa deveria estar no final deste ano nos 118%, já atingiu os 130%; o desemprego, que deveria estar nos 12%, está perto dos 17%; e até as exportações têm um crescimento menor do que o previsto, apesar da propaganda governamental querer convencer-nos do contrário. A data simbólica do regresso aos mercados, repetida pelo Governo, foi mais um fracasso: os juros ultrapassam o limiar aceitável, 7%, e as agências de rating ameaçam com descida da notação do país - já ninguém acredita que Portugal não precise de um segundo resgate. Irónica é também a principal razão que os investidores encontram para este fracasso: o próprio Governo. Não esqueçamos que Cavaco decidiu manter o executivo em funções depois da saída irrevogável de Portas em Julho passado em nome da estabilidade e de um hipotético regresso aos mercados. Na realidade, estes acham que o Governo deixou de o ser em Julho passado, com a saída de Gaspar e a demissão irrevogável de Portas. Cavaco Silva, o outro culpado da ruína portuguesa, não quis deixar cair um Governo morto, e a cada dia que passa a podridão é mais visível. Já ninguém - nem os portugueses, nem os mercados - acredita na competência e na credibilidade das pessoas que nos governam. 

 

Caminhamos então para o segundo resgate pela mão de Pedro Passos Coelho. Depois de ter provocado o primeiro, decidiu manter-se como chefe do Governo contra a toda a razão e o bom senso - "não me demito" -, recusando-se a aceitar o fracasso das suas políticas. Passos Coelho, o arrivista deslumbrado, é o cego que conduz Portugal por um mar repleto de escolhos. Com um político deste calibre, o desastre seria previsível. O homem que conduziu Portugal a dois resgates consecutivos - eis o que ficará para a História. 


por Sérgio Lavos
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Sábado, 7 de Setembro de 2013
por Sérgio Lavos

 

As intervenções de Pedro Passos Coelho nos últimos tempos entraram numa tal deriva alucinadamente populista que qualquer pessoa de bem deverá começará a recear pela saúde mental no nosso primeiro.

 

Havia sinais anteriores, mas tudo terá começado a descambar naquela fatídica noite em que o irrevogável, completamente de surpresa - vamos esquecer que Coelho nunca o chegou a avisar da nomeação de Miss Swaps para o lugar de ministra das Finanças -, apresentou a demissão do cargo de ministro. Sabemos agora que o irrevogável apenas pretendia um lugar de maior destaque para pôr em prática as suas políticas de recuperação económica baseadas na indústria cervejeira - com o decisivo contributo de Pires de Lima, claro -, mas naquele momento acreditemos que Coelho terá sentido o mundo fugir-lhe debaixo dos pés. Ou, mais prosaicamente, teve a clara visão do pote a ser-lhe retirado do colo, como se retira um bombom a uma criança. Nunca saberemos com certeza, mas a verdade é que algum nervo mais sensível da alma do leitor de Sartre deverá ter sido tangido ao ler a agora famosa missiva de partida do irrevogável. Receamos mesmo que algo se terá irremediavelmente quebrado, e o Coelho ter-se-á sentido de regresso aos tempos em que perdeu a inocência com uma qualquer mulher oferecida por mão caridosa. Daí para a frente, Coelho entrava na idade adulta, aquilo que vulgarmente se designa "novo ciclo".

 

Vejamos: todos os discursos públicos desde aí foram feitos de improviso. Falando para plateias hesitantes entre a adoração ao querido líder e a perplexidade perante os delírios ouvidos, o primeiro tem firmado um estilo que reconhecemos nos melhores momentos do maluquinho do Rossio. Entre o queixume, em tempos execrado - "não sejam piegas" -, a ameaça - "se não nos deixarem brincar, vem aí o segundo resgate, chuvas de gafanhotos e o dilúvio" - e a alucinação pura - ao dizer que seria louco o político que quisesse o empobrecimento da população, coisa que ele logo no início do programa de ajustamento disse que seria inevitável -, Coelho tem oscilado entre o relambório babado propagandístico e a viagem mental por territórios nunca antes desbravados.

 

O mais recente sinal de preocupação para todos nós foi a acusação feita ao PS de que a promessa de descida de impostos é, e cito, uma "esperteza saloia". Não é apenas a linguagem utilizada, ao nível de uma criança de 10 anos ou de um indigente mental; é tudo o que a afirmação acarreta. O homem que foi eleito com dezenas de promessas que, mal conseguiu chegar ao pote, esqueceu sem dó nem piedade, o homem que não só mentiu ao prometer coisas que, dada a situação financeira do país, nunca poderia cumprir, como mentiu sabendo muito bem qual a verdadeira dimensão da despesa pública - as "gorduras do estado" que seriam suficientes para sanear as contas públicas -, voltou a mentir já depois de eleito sobre as mentiras que disse antes, e persiste na mentira por exemplo ao ameaçar com um resgate (por causa do chumbo do Tribunal Constitucional) que está a ser negociado pelo menos desde o início do ano (e no mesmo discurso Coelho diz também que o Governo está a preparar o país para não ter um resgate de 15 anos em 15 anos), esse homem sente-se indignado com o pedido feito pelo PS para baixar impostos. Isto quando supostamente há uma proposta para baixar o IRC, feita por uma comissão nomeada por ele próprio, o primeiro-ministro, e a constante promessa, ensaiada por ele e por vários ministros, de uma baixa de impostos "assim que possível".

 

É claro que isto seria cómico, se não fosse profundamente trágico. Pedro Passos Coelho é o maior mistificador, o tipo com mais lata a já ter passado pela cadeira de primeiro-ministro do nosso país. Diz tudo e o seu contrário, sem hesitações, acusa os outros de fazerem aquilo que sempre fez, aquilo que o ajudou a chegar a primeiro-ministro - a demagogia e a mentira - e prossegue imparável sem contraditório, em rédea solta. Não é um caso de insanidade mental. É um caso de absoluta falta de vergonha, o mais próximo que Portugal pode ter de um Berlusconi, mas sem a classe de bufão de ópera do italiano (relembremos que Coelho nem para musical de la Féria serve). Estamos todos de parabéns. 


por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 27 de Agosto de 2013
por Sérgio Lavos

Pedro Passos Coelho sobre os incêndios num ano especialmente gravoso, sobretudo pelas quatro mortes, mas também pelo invulgar número de ocorrências:

 

"Não me parece que exista responsabilidade directa a imputar a alguém."

 

Pode até ter razão - apesar do persistente problema  das matas por limpar antes da época de incêndios e da sucessivas queixas dos bombeiros sobre o subfinanciamento das corporações e da protecção civil -, mas a verdade é que, quando o PSD e o CDS eram oposição, nunca se abstiveram de criticar o Governo de Sócrates. Se juntarmos a isto a ausência do primeiro-ministro do terreno - mas com certeza que ir a banhos na Manta Rota será uma prioridade maior do que visitar os quartéis dos bombeiros ou até fazer uma declaração sobre os mortos e os feridos - e vemos de que fibra este primeiro-ministro é feito. Ele e Cavaco Silva estão bem um para o outro. 


por Sérgio Lavos
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Sábado, 4 de Maio de 2013
por Sérgio Lavos
O pequeno filho da puta
é sempre
um pequeno filho da puta;
mas não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não tenha
a sua própria
grandeza,
diz o pequeno filho da puta.
no entanto, há
filhos-da-puta que nascem
grandes e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o pequeno filho da puta.
de resto,
os filhos da puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o pequeno filho da puta.
o pequeno
filho da puta
tem uma pequena
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o pequeno
filho da puta.
no entanto,
o pequeno filho da puta
tem orgulho
em ser
o pequeno filho da puta.
todos os grandes
filhos da puta
são reproduções em
ponto grande
do pequeno
filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
dentro do
pequeno filho da puta
estão em ideia
todos os grandes filhos da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
tudo o que é mau
para o pequeno
é mau
para o grande filho da puta,
diz o pequeno filho da puta.
o pequeno filho da puta
foi concebido
pelo pequeno senhor
à sua imagem
e semelhança,
diz o pequeno filho da puta.

é o pequeno filho da puta
que dá ao grande
tudo aquilo de que
ele precisa
para ser o grande filho da puta,
diz o
pequeno filho da puta.
de resto,
o pequeno filho da puta vê
com bons olhos
o engrandecimento
do grande filho da puta:
o pequeno filho da puta
o pequeno senhor
Sujeito Serviçal
Simples Sobejo
ou seja,
o pequeno filho da puta.

II

o grande filho da puta
também em certos casos começa
por ser
um pequeno filho da puta,
e não há filho da puta,
por pequeno que seja,
que não possa
vir a ser
um grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.

no entanto,
há filhos da puta
que já nascem grandes
e filhos da puta
que nascem pequenos,
diz o grande filho da puta.
de resto,
os filhos-da-puta
não se medem aos
palmos, diz ainda
o grande filho-da-puta.
o grande filho da puta
tem uma grande
visão das coisas
e mostra em
tudo quanto faz
e diz
que é mesmo
o grande filho da puta.
por isso
o grande filho da puta
tem orgulho em ser
o grande filho da puta.
todos
os pequenos filhos da puta
são reproduções em
ponto pequeno
do grande filho da puta,
diz o grande filho da puta.
dentro do
grande filho da puta
estão em ideia
todos os
pequenos filhos da puta,
diz o
grande filho da puta.
tudo o que é bom
para o grande
não pode
deixar de ser igualmente bom
para os pequenos filhos da puta,
diz
o grande filho da puta.
o grande filho da puta
foi concebido
pelo grande senhor
à sua imagem e
semelhança,
diz o grande filho da puta.

é o grande filho da puta
que dá ao pequeno
tudo aquilo de que ele
precisa para ser
o pequeno filho da puta,
diz o
grande filho da puta.
de resto,
o grande filho da puta
vê com bons olhos
a multiplicação
do pequeno filho da puta:
o grande filho da puta
o grande senhor
Santo e Senha
Símbolo Supremo
ou seja,
o grande filho da puta.

 

 

Alberto Pimenta


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 1 de Março de 2013
por Sérgio Lavos

Portugueses e Portuguesas,O direito à manifestação e à expressão do descontentamento político está consagrado na constituição e a participação cívica é um dos elementos que mais vigor poderá dar à nossa democracia. Os tempos que vivemos são difíceis e desde o lugar de responsabilidade que ocupo tenho em primeira mão consciência das dificuldades que vivem muitos portugueses e do desespero que sentem. No entanto para que a democracia não saia perturbada pelo excesso de entusiasmo de um par de radicais que não se reveem no programa de governo acho necessário ressalvar os seguintes pontos:-A manifestação de 2 de Março deverá ser ordeira, pacífica, reservada e ajuizada. A tranquilidade dos transeuntes e dos habitantes deve ser tida em conta, será portanto de evitar a utilização de elementos ruidosos ou que causem demasiado aparato.-As palavras de ordem e cartazes deverão obedecer às regras elementares de bom gosto e de decoro, não ofendendo os representantes do povo (ou as suas mães) nem as instituições do estado.-A manifestação deverá restringir-se do ponto A ao ponto B, entre a hora X e a hora Y. Terminada todos os manifestantes deverão ir para casa ver a reportagem na televisão e esperar quietinhos por 2015.-Todas as ordens dadas e sugeridos pelos elementos que se afirmem os directores da manifestação devem ser seguidas escrupulosamente. Se eles disserem senta os portugueses deverão sentar-se, se disserem corre os portugueses deverão correr.-Toda e qualquer iniciativa que vise transformar uma legitima expressão de descontentamento em algo mais, que procure desconstruir as desiguais relações de poder ou que procure constituir-se enquanto momento político deverá ser imediatamente censurada. A manifestação serve única e exclusivamente para que eu e os membros do meu governo possamos ouvir a vossa voz, e não para que, deus nos livre, utilizeis as vossas mãos.-Para assegurar a segurança de todos os manifestantes estará presente o corpo de intervenção da PSP em números inacreditáveis. Pedimos a todos os manifestantes que não hesitem em entregar à polícia todos os profissionais da desordem que ousem desrespeitar estes pontos anteriormente referidos. A PSP estará autorizada a desrespeitar todos os seus regulamentos internos, mas isso porque está do nosso lado. Acaso vejam um deles com um megafone corram, corram muito, corram bem.Desejo a todos um saudável exercício dos vossos direitos constitucionais,Pedro e Laura.

 
"Portugueses e Portuguesas,

O direito à manifestação e à expressão do descontentamento político está consagrado na constituição e a participação cívica é um dos... elementos que mais vigor poderá dar à nossa democracia. Os tempos que vivemos são difíceis e desde o lugar de responsabilidade que ocupo tenho em primeira mão consciência das dificuldades que vivem muitos portugueses e do desespero que sentem. No entanto para que a democracia não saia perturbada pelo excesso de entusiasmo de um par de radicais que não se reveem no programa de governo acho necessário ressalvar os seguintes pontos:

- A manifestação de 2 de Março deverá ser ordeira, pacífica, reservada e ajuizada. A tranquilidade dos transeuntes e dos habitantes deve ser tida em conta, será portanto de evitar a utilização de elementos ruidosos ou que causem demasiado aparato.

- As palavras de ordem e cartazes deverão obedecer às regras elementares de bom gosto e de decoro, não ofendendo os representantes do povo (ou as suas mães) nem as instituições do estado.

- A manifestação deverá restringir-se do ponto A ao ponto B, entre a hora X e a hora Y. Terminada todos os manifestantes deverão ir para casa ver a reportagem na televisão e esperar quietinhos por 2015.

- Todas as ordens dadas e sugeridos pelos elementos que se afirmem os directores da manifestação devem ser seguidas escrupulosamente. Se eles disserem senta os portugueses deverão sentar-se, se disserem corre os portugueses deverão correr.

- Toda e qualquer iniciativa que vise transformar uma legitima expressão de descontentamento em algo mais, que procure desconstruir as desiguais relações de poder ou que procure constituir-se enquanto momento político deverá ser imediatamente censurada. A manifestação serve única e exclusivamente para que eu e os membros do meu governo possamos ouvir a vossa voz, e não para que, deus nos livre, utilizeis as vossas mãos.

- Para assegurar a segurança de todos os manifestantes estará presente o corpo de intervenção da PSP em números inacreditáveis. Pedimos a todos os manifestantes que não hesitem em entregar à polícia todos os profissionais da desordem que ousem desrespeitar estes pontos anteriormente referidos. A PSP estará autorizada a desrespeitar todos os seus regulamentos internos, mas isso porque está do nosso lado. Acaso vejam um deles com um megafone corram, corram muito, corram bem.


Desejo a todos um saudável exercício dos vossos direitos constitucionais,

Pedro e Laura."
(Via Facebook.)

por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2013
por Sérgio Lavos

 

O exercício já foi feito por mais pessoas, mas nunca é de mais recordar alguns dos tuítes com que Pedro Passos Coelho nos brindou antes de ir ao pote, um festival de encenação e má fé nunca antes visto em Portugal:

 

Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português. - 2 de Maio de 2011.


Temos de apostar na economia, mas na economia que cria emprego, não na economia que cria rendas aos amigos do poder. - 2 de Maio de 2011.


Impostos e salários foram sacrificados para pagar juros demasiado altos. Quem assim procedeu não pensou no país mas em salvar a própria pele. - 2 de Maio de 2011.


Faremos diferente, trazendo para cima da mesa as contas verdadeiras e pondo o Estado a fazer os sacrifícios que andou a impor aos cidadãos. - 2 de Maio de 2011.


A médio e longo prazo, a consolidação orçamental não é suficiente: o crescimento económico é a única solução para reduzir a dívida. - 3 de Maio de 2011.


Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa. - 10 de Maio de 2011.


Não vamos nomear os amigos. Nomearemos com transparência aqueles que por mérito e competência merecerem ser nomeados. - 25 de Maio de 2011.


Ficámos ontem a saber que há concursos públicos internacionais forjados: o Governo já sabe quem ganha antes de os lançar. - 27 de Maio de 2011.


Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos. - 1 de Junho de 2011.


Não quero ser eleito para dar emprego aos amigos. Quero libertar o Estado e a sociedade civil dos poderes partidários. - 2 de Junho de 2011.


Prefiro ser criticado por alguma medida mais difícil que defendo do que ser acusado de ludibriar as pessoas. - 16 de Maio de 2011.

Foi você que pediu um primeiro-ministro mentiroso, aldrabão, ignorante, cínico e farsante? Ou quer repudiar e derrubar o maior traste que já passou pela cadeira de primeiro-ministro de Portugal? Informações aqui.


por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2013
por Sérgio Lavos

O Pedro Picoito, que é de direita e com quem muitas vezes não concordo, tem toda a razão quando escreve neste post:

"É uma cruel ironia. Na mesma semana em que o Primeiro-Ministro descreve a economia portuguesa com uma das suas fórmulas trôpegas (“a selecção natural das empresas que podem melhor sobreviver está feita”), ficamos a saber, pelo Público, que nove empresários da restauração se suicidaram nos últimos três meses e 11 mil empresas do sector foram à falência. José Manuel Esteves, secretário-geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, acrescenta que se trata muitas vezes de “microempresas de cariz familiar, e por isso as consequências são ainda mais gravosas”.

O Governo, entendamo-nos, não pode ser directamente responsabilizado por estas mortes. Mas a frieza dos números mostra a realidade, na vida das pessoas, do “processo de ajustamento” que Passos quer fazer passar por natural, inevitável e certo como uma lei da ciência. Vivemos acima das nossas posses? Pois agora morremos abaixo das nossas posses. As espécies, quando não se adaptam, extinguem-se, lá dizia o Sartre.

Se o Primeiro-Ministro tivesse um bocadinho de mundo fora das jotas e dos negócios de favor, saberia que há metáforas insultuosas. Sobretudo quando vêm de um parasita que sempre fugiu à “selecção natural” graças a hospedeiros bem colocados. Mas não tem. A selecção natural dá-se por pequenos passos."

 


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013
por Sérgio Lavos

"Ninguém aconselhou os portugueses a emigrarem" - Pedro Passos Coelho, 17 de Janeiro de 2013.

 

Governo incentiva jovens desempregados a emigrar. - Notícia de 31 de Outubro de 2011.

 

Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados. - Notícia de 18 de Dezembro de 2011.

 

O mentiroso patológico caracteriza-se por mentir de forma tão deliberada e comum que chega acreditar nas mentiras que inventa. Para além disso, ofende-se quando é apanhado a mentir. E ainda há quem fale do outro que anda por Paris...

 

(Via Esquerda Republicana.)


por Sérgio Lavos
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Domingo, 2 de Dezembro de 2012
por Sérgio Lavos

"Na entrevista de quarta-feira à TVI, Passos Coelho considerou que a Constituição permite mais alterações às funções do Estado no sector da educação do que no da saúde, acrescentando: "Isso dá-nos aqui alguma margem de liberdade, na área da educação, para poder ter um sistema de financiamento mais repartido entre os cidadãos e a parte fiscal directa que é assegurada pelo Estado"." 

O sublinhado mostra o que o primeiro-ministro disse na entrevista. Como entretanto meio país veio denunciar a inconstitucionalidade do pagamento de propinas no ensino obrigatório, tendo o ministro da tutela afirmado mesmo que essa medida não poderia sequer ser equacionada, Passos Coelho corrige o tiro, afirmando que não disse aquilo que efectivamente disse. Quando falou em sistema de financiamento repartido entre cidadãos e o Estado, estaria a referir-se a quê? Mas Coelho diz mais, caindo na asneira e mostrando que nem sequer sabe do que fala:

"no ensino secundário e no ensino superior há uma taxa de esforço financeiro directo que aqueles que estão a frequentar o ensino superior e, até aqui, o ensino secundário, faziam, a par do esforço dos impostos".

A confusão que vai cabeça do PM é inacreditável. Ele acha mesmo que o ensino secundário é financiado directamente pelos utilizadores (vulgo, propinas), como o é o ensino superior? Isto é a sério? O senhor primeiro-ministro não sabe que o ensino secundário não paga propinas? E por que é que ele disse "até aqui"? Vai mudar alguma coisa? Mistério... mas diz ainda mais:

"O ensino secundário praticamente desapareceu, na medida em que o ensino obrigatório foi estendido até ao 12.º ano. Uma vez estendido até ao 12.º ano, significa que as regras serão as mesmas em todos os níveis do ensino obrigatório"

O ensino secundário "praticamente desapareceu"??? A sério? Ele disse isto? E os jornalistas não o confrotaram com o ridículo de tal afirmação? Qual terá sido o nível de ensino que substituiu o secundário desde que o ensino obrigatório foi estendido até ao 12.º ano? Ninguém sabe. O que depreendemos das palavras do senhor primeiro-ministro é que ele não sabia minimamente do que estava a falar, tanto na entrevista à TVI como nas declarações de hoje. O que não é novidade, diga-se. Impreparação, desconhecimento, arrivismo voluntarioso, eis o que define o primeiro-ministro. Dir-se-á mesmo: alienação. Quem não sabe como se organiza o ensino em Portugal está completamente a leste de tudo. Este senhor existe mesmo? E governa-nos?


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 27 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos

"Emigrem. Não sejam piegas. O desemprego é uma oportunidade. E se a receita do Governo falhar, a culpa é toda vossa, portugueses." Um homem de Estado é isto.


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos

 

Para uma entrevista que durou quase uma hora e meia, Passos Coelho trouxe preparadas respostas para duas questões prévias: a ruptura com Portas e a frase de Belmiro a criticar a descida da TSU. Essas duas respostas mostram o carácter de um primeiro-ministro piegas, obstinado e incompetente.

 

Na primeira questão, utilizou a retórica do condicional, questionando se seria possível ter avançado com a medida sem ter consultado o outro partido da coligação (assim como Seguro e o presidente). Não disse que consultou, nem disse que não consultou. Não se vinculou ao acto positivamente, e nessa jogada entalou um Paulo Portas em pleno ensaio dramático de legitimação perante o eleitorado do PP. Se a medida avançou, Portas teria de ter estado a par. Mas nunca saberemos se de facto estava, acreditando na retórica de Passos. Uma canalhice ao parceiro de Governo em directo na TV - e será muito improvável que Portas acabe com a coligação, mesmo tendo sido completamente ultrapassado por Passos, Gaspar e, à distância, António Borges.

 

Na segunda questão, usou da mais barata demagogia para atacar Belmiro de Azevedo e cometeu um erro técnico grave que, infelizmente, não foi detectado pelos entrevistadores. Ao sugerir ao patrão da Sonae que deveria baixar os preços para compensar a quebra de consumo, quis passar o ónus da responsabilidade da quebra de rendimento das famílias (a sua medida) para Belmiro. Isto é incrível, por duas razões: primeiro, porque sugere uma possibilidade de pressão sobre as regras de mercado que, vamos lá ser sérios, ele não tem a mínima intenção de concretizar; segundo, ele sabe muito bem - e se não sabe, demonstra uma enorme incompetência - que uma possível baixa de preços para compensar a quebra no consumo comprime a margem de lucro e portanto esvazia o efeito positivo da redução da TSU. E ainda acrescentou, de forma cínica: claro, reduzir os preços sem prejudicar os produtores. Passos Coelho sabe mais do que aparentou nesta sugestão. Mas o que ficou foi o desafio gabarolas a alguém que tinha ousado questionar a medida do Governo.

 

Quanto ao resto, mantêm-se intocadas as qualidades de barítono e a boa dicção, assim como todos os defeitos. Mas estes não se vêem numa entrevista; acontecem diariamente, nas decisões tomadas, e afectam-nos a todos, comprometendo o futuro do país. E essa é a verdadeira tragédia.


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos

"Nunca a descida da TSU para as empresas devia ser compensada pelos trabalhadores."

 

Passos Coelho "ignorou" e "agrediu" a concertação social. Pede-lhe que faça marcha atrás e que dê sinais de "ética"."

 

A) João Proença, secretário-geral da UGT

B) Carvalho da Silva, antigo sindicalista

C) Arménio Carlos, líder da CGTP

D) António Saraiva, presidente da CIP

E) Todas as anteriores

 


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

Pedro Passos Coelho acoita-se em São Bento com medo da fúria dos trabalhadores - gastando assim milhares de uma RTP que é acusada de ser um fardo para o Estado - e aí dará uma entrevista que servirá (?) para limpar a sua degradada imagem. Haverá melhor exemplo dos tempos que vivemos?


por Sérgio Lavos
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Segunda-feira, 10 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos

Se o roubo anunciado por Passos Coelho não vai ajudar as empresas e certamente não ajuda nada os já depauperados trabalhadores, porquê a insistência? Por razões ideológicas, claro. O equilíbrio nas contribuições dos patrões e dos trabalhadores para a Segurança Social é uma experiência científica impulsionada pelo FMI e calorosamente abraçada por um Passos Coelho que tresleu Hayek e Milton Friedman e decidiu vestir o manto de salvador da pátria, custe o que custar. Este tipo de experimentalismo já foi tentado antes noutros lugares. Por exemplo, o Chile de Pinochet, durante os anos 70. As medidas radicais ensaiadas por uma equipa de friedmanianos apenas foram implementadas porque toda a contestação social foi fortemente reprimida pelo ditador. Apenas um ditador consegue governar contra o bem estar do povo. Será que Passos Coelho sabe mesmo o que está a fazer? 


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

"Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos e pelas suas acções". (...)

 

“Com certeza quem apresenta maus resultados deve pagar eleitoralmente pelos maus resultados, mas o país não desenvolve uma cultura de responsabilidade só com o resultado eleitoral” (...)

 

"Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se." (...)

 

"não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados "andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles". "Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos?"

 

A) Um irresponsável esquerdista

B) Um responsável político islandês

C) Um cretino sem emenda

D) Um populista demagógico e mentiroso

 

Resposta aqui, mas C) e D) estão correctas.


por Sérgio Lavos
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Domingo, 9 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos

Henrique Manuel Bento Fialho sobre o cínico paternalista Passos Coelho:

 

"Pedro Passos Coelho achou por bem dirigir-se aos portugueses, através da sua página de Facebook, descendo ao nível dos mentirosos que juram pela saúde dos filhos: «Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como Primeiro-Ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o fazer». Sei de gente como Passos Coelho, pelo menos em termos de estatuto, que gosta tanto dos filhos como eu gosto das pulgas do meu cão. Os consultórios deste país muito teriam a revelar, fosse o caso. Como é óbvio, não estou a colocar em causa o amor do primeiro-ministro relativamente aos seus herdeiros directos. O mesmo não me passou pela cabeça quando Relvas afirmou que queria chegar a casa e sentir que a sua filha estava orgulhosa do que o pai andava a fazer. Espero que a filha de Relvas ainda não tenha sufocado no próprio vómito. O que importa sublinhar é que Coelho está a transformar este país naquilo que ele já foi antes do 25 de Abril, um país onde os filhos de Passos Coelho não terão certamente as mesmas oportunidades que os meus filhos e a maioria dos filhos dos cidadãos portugueses. A ponto de, a breve trecho, ninguém poder jurar nada pelos filhos, pois quando o assunto é a sobrevivência tudo se hipoteca. Ora pense lá, Dr. Passos, quem poderá pensar em ter filhos hoje em dia? Mas que jovens casais poderão sequer sonhar com ter filhos hoje em dia? Onde arranjarão dinheiro para os criar, alimentar, vestir, para lhes comprar os manuais escolares e os manter na escola? Pedro Passos Coelho sugere aos jovens que emigrem ao mesmo tempo que se dirige aos portugueses enquanto pai. Isto já não é mera hipocrisia, é pura crueldade. Mais grave, é uma crueldade que não tem consciência de si própria. Eu não acredito que Pedro Passos Coelho seja sensível o suficiente para ter consciência do que anda a fazer, estou mesmo convencido de que se trata de um lunático. É por isso que estes episódios nunca me pareceram meros episódios, são reveladores do carácter de um homem:



por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

Horas depois de ter anunciado que iria trazer mais miséria a milhões de portugueses, Passos Coelho foi ver o concerto de Paulo de Carvalho, onde cantou com emoção a "Nini dos meus 15 anos". É este o primeiro-ministro que temos.


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

O momento de euforia que os mercados estão a viver, assim como o momento de alívio pelo qual alguns países - sobretudo Itália e Espanha - estão a passar, é um momento de extrema depressão para Pedro Passos Coelho. Saber que o BCE poderá comprar dívida portuguesa deixou profundamente triste o primeiro-ministro português, que tinha a certeza que Portugal iria regressar aos mercados em 2013 graças à cura de austeridade purificadora por que estamos a passar e que, em 27 de Junho passado, dissera discordar da política de intervenção do Banco Central no mercado secundário. Os meus pensamentos estão com o nosso primeiro neste momento particularmente difícil da sua existência.


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 23 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

 

Pedro Passos Coelho quis, no dia 5 de Abri de 2011:

 

«deixar claro que os membros do Governo não podem recrutar ilimitadamente uma espécie de administração paralela nos seus gabinetes». «Um membro do Governo tem direito a escolher um chefe de gabinete, uma ou duas secretárias de confiança, um ou dois adjuntos. Acabou. O resto que tiver que recrutar tem que recrutar na administração»

 

Claro que, quando o PSD e o CDS se alçaram ao poder, aconteceu precisamente o contrário: foram recrutadas centenas de assessores, adjuntos e especialistas, a maioria ao sector privado, muitos deles jornalistas e/ou bloggers e bastantes membros das juventudes partidárias sem qualquer experiência profissional relevante. Mais: como revela hoje o DN, todos estes boys vindos do privado receberam subsídio de férias este ano. Um primeiro-ministro sério, honesto, rigoroso, diferente dos anteriores. Um exemplo. Estamos todos de parabéns.

 

 

“Há jogos atrás da cortina, habilidades e corrupção. Este Governo é profundamente corrupto nestas atitudes a que estamos a assistir” - D. Januário Torgal Ferreira, 16/07/2012. 


por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

E lá do meio da maralha laranja, no Aquashow, a salvo do descontentamento do povo que ele diz servir, o Coelho apontou nova data para a salvação de Portugal, enquanto esperava que o arroz se cozesse: em 2013 é que vai ser. Um político que fala verdade e que não quer fazer como os outros é assim mesmo, olhos nos olhos. Portugueses - ingrato povo que não percebe o alcance das medidas que o está a levar à miséria. A pobreza liberta, não sabiam?


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 2 de Agosto de 2012
por Miguel Cardina

O PSD vai realizar a sua tradicional festa do Pontal dentro de um salão e não na rua, como habitualmente. E Passos Coelho vai passar férias à Manta Rota - a realidade dá-nos grandes metáforas... - com segurança reforçada. O que nos conduz, portanto, à magna questão meteorológica: conseguirá o primeiro-ministro estender-se um par de horas numa toalha, como uma "pessoa normal", numa praia cheia de povo?


por Miguel Cardina
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Domingo, 8 de Julho de 2012
por Sérgio Lavos

 

Fui perdendo o hábito de ver telejornais ao longo do tempo. E nos últimos anos, a sua obsolescência foi-se tornando cada vez mais evidente. Os jornais on-line actualizam a informação ao longo do dia e os canais noticiosos de hora a hora. Se pretendo informação, é melhor nem esperar pelos principais blocos noticiosos, repletos de informação que não é nova, reportagens sensacionalistas e "casos da vida" para o grande público. Mas o pior é que os telejornais servem de caixa de ressonância das opiniões mainstream sobre a realidade e de veículo de propaganda dos partidos do arco governativo, o PSD, PS e CDS. Se isso é claro na RTP (sempre com uma tendência para os partidos que ocupam o poder), acaba por ser mais ou menos evidente nos canais privados. 

 

Um dos exemplos deste via única do pensamento são os directos dos discursos políticos. Os assessores trabalham no terreno os jornalistas e editores dos telejornais, dão a cacha e, à hora prevista, lá está a propaganda servida em prime time. José Sócrates terá aprimorado o modelo, mas Pedro Passos Coelho (com a ajuda do inefável Relvas) é um bom seguidor do antigo primeiro-ministro.

 

Quando passo pelos telejornais, confirma-se a ideia. Ontem, a partir das 20h30, lá teve Passos Coelho o seu tempo de antena em pleno Telejornal da RTP. O motivo? A festa da JSD - que, muito significativamente, foi organizada no Algarve. As banalidades barítonas do costume, e um ou outro chavão para animar a juventude partidária, entre eles uma esotérica referência à "proletarização dos recibos verdes" - parte-se do princípio que ele estaria a referir-se à precarização, mas não convinha utilizar o termo, com uma carga pejorativa para a sociedade.

 

A cereja em cima do bolo foi o primeiro sinal do que aí vem, um apalpar do terreno que já começa a tornar-se comum neste Governo. Vai-se testando uma ideia na opinião pública até que o que à partida é inadmissível ou impraticável se torna inevitável. E onde pensa Passos Coelho ir buscar o dinheiro que o fim da suspensão do pagamento dos subsídios à Função Pública obriga? Ao Estado Social, como não poderia deixar de ser. Cada corte feito é uma oportunidade para este Governo. Uma oportunidade de aplicar no terreno a sua agenda ideológica. Não interessa que até aqui esta destruição não só tenha piorado a vida dos portugueses como não tenha trazido quaisquer resultados práticos em termos de redução do défice e da dívida pública. Isso é secundário. O mais importante é acabar com o Estado Social, cumprindo o sonho molhado neoliberal de Passos Coelho. De preferência, mantendo intocada a rede de interesses que suga o Estado dos recursos básicos para a população. Não esqueçamos: Passos Coelho poderia apontar às PPP's, à banca que paga muito menos impostos do que o resto da economia ou aos rendimentos e património dos mais ricos (como fez Hollande em França). Mas não o fez. O Governo não é forçado a cortar na Saúde e na Educação; escolhe-o fazer para não atacar o sistema que alimenta os interesses das corporações que parasitam o Estado. Uma escolha política, nunca uma inevitabilidade. E cada revés (como o da decisão do Tribunal Constitucional) é visto como uma oportunidade para avançar mais neste desígnio neoliberal: mudar para ficar tudo na mesma. Ou melhor, para reforçar o poder das corporações, das empresas de amigos, do capitalismo predatório que suga os recursos do país aproveitando-se da mão de obra cada vez mais barata dos trabalhadores portugueses. A China da Europa, como é o desejo, recentemente verbalizado, de Angela Merkel. 

 

Falar de Miguel Relvas - um morto-vivo político com a resistência de uma carraça e a flexibilidade de uma lesma - até acaba por funcionar como cortina de fumo para as medidas governamentais que estão a destruir o país. É preciso ver para além deste nevoeiro e perceber qual o objectivo do Governo. E o pior ainda está para vir.


por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
por Sérgio Lavos

O nosso querido líder Coelho, depois de bravamente fugir a uma manifestação que esperava por ele à porta de mais um dos eventos de propaganda governamental, num assomo de pieguice veio insurgir-se contra os sacanas dos sindicalistas que andam a organizar manifestações contra os governantes. Pois enfim, ele neste caso tem toda a razão. Onde é que já se viu, organizarem-se manifestações contra tão competente Governo? Ainda se fossem manifestações desorganizadas ou arraiais de aclamação organizados... Agora, manifestações organizadas? Inadmissível. O que vale é que a ele ninguém mete medo - terá gritado por detrás da barreira policial que o protegeu e desviou do caminho dos manifestantes. E até a pieguice do queixume sobre os mauzões dos sindicalistas lhe perdoamos. Alguém de bom senso poderá não acreditar na coragem deste primeiro-ministro? O ziguezague do PM, apesar de ser mesmo parecido com uma fuga, foi na realidade estratégico. Medo? Ele não evita protestos nenhuns. Apenas manifestações organizadas, malvadas. É de homem.


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2012
por Sérgio Lavos

“Miguel Relvas nunca teve negócios nenhuns com Silva Carvalho”, garante Passos Coelho.

 

 

"Na mesma mensagem, há referências encriptadas a três pessoas, identificadas por siglas, mas que correspondem aos nomes de Nuno Morais Sarmento (advogado de Silva Carvalho), António Cunha Vaz, conselheiro de comunicação referido em vários outros SMS do ex-espião, e MR, as iniciais usadas por Silva Carvalho na sua agenda para assinalar encontros com o ministro Miguel Relvas. Diz Silva Carvalho que NMS e ACV falaram com MR (então já ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares) e que estava tudo sob controlo, mas sem especificar a que se refere. O ministro garantiu ontem, no Parlamento, não ter tido qualquer contacto com Silva Carvalho ou a Ongoing após tomar posse. Porém, o SMS sugere que terá tratado de um assunto relacionado com um deles ou os dois."

 

 

Pacheco Pereira acusa Miguel Relvas de ter mentido de todas as maneiras.


por Sérgio Lavos
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Domingo, 13 de Maio de 2012
por Sérgio Lavos

 

Ainda pairava no ar a bestialidade proferida por Pedro Passos Coelho (reiterada no dia seguinte) e já a conversa do costume se multiplicava por todo o lado. Mas que diabo, o primeiro-ministro apenas disse o que deveria ser evidente: um Estado que não só não consegue criar condições às empresas para contratarem mais gente e que, ainda por cima, consegue produzir todos os dias centenas de novos desempregados - em consequência da austeridade além do memorando - é um Estado que desistiu de garantir que a economia funcione. Portanto, a Passos Coelho apenas resta realizar as exéquias do Estado e servir como conselheiro laboral ao milhão de desempregados, é isso?

 

O extraordinário desta linha de raciocínio (?) é confundir a função de um primeiro-ministro - governar - com a de um amigo. Ou a de um gestor de carreira - e, se assim for, Passos Coelho deve ser o primeiro super gestor de carreira prometido há uns meses pelo Álvaro.

 

Mas há mais: o discurso do PM colide de frente com a realidade. Até poderíamos admitir que o seu conselho de amigo seria uma simples e ingénua idiotice. Mas não é. É uma deliberada mentira. Como mostra o quadro publicado neste post de João Vasco, Portugal é quarto país da OCDE em percentagem de "empreendedores", o maravilhoso termo de newspeak que define as pessoas que trabalham por contra própria. Vinte e três ponto cinco por cento da população. À nossa frente, surpreendentemente, não estão os EUA. Nem qualquer outro país que seja exemplo do "empreendedorismo". Estão o México, a Turquia e, extraordinário, a Grécia. Os países mais pobres, os que não conseguem garantir empregos à população, seja directamente no Estado seja através de estimulos à economia. No fundo, são os países com maiores desigualdades que lideram este ranking

 

O disparate torna-se perigoso sabendo-se que, neste momento, os bancos, apesar da promessa de recapitalização por parte do Governo, não estão dispostos a financiar a economia privada. E em tempo de crise, começar um negócio pode ser meio caminho andado para um ainda maior endividamento de quem já está no desemprego e a passar por sérias dificuldades financeiras. 

 

As declarações de Passos Coelho são vergonhosas, sim. Sobretudo porque o seu percurso profissional - carreira partidária desde os tempos da JSD, licenciatura aos 37 anos, emprego garantido nas empresas do padrinho Ângelo Correia - é uma afronta para as centenas de milhar que trabalharam uma vida inteira e agora se vêem atirados para o desespero do desemprego. Mas são também perigosas - incentivar os desempregados ao risco do investimento em pleno período de contracção económica. E são a evidência de uma de duas possibilidades: ou Passos Coelho e o Governo PSD/CDS vivem completamente alheados da realidade, das pessoas que os elegeram e do país que era suposto governarem; ou sabem muito bem o que se passa, qual o resultado da sua louca demanda austeritária, mas não vão parar, cegos por uma ideologia neoliberal sem histórico de aplicação prática (Vítor Gaspar dixit). Dê por onde der, o país parece ter perdido.


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

"A questão não é a de sabermos o que os desempregados podem fazer por si, mas antes o que deve o primeiro-ministro fazer por eles. Para quem ouve Passos Coelho é fácil esquecer que o país lhe confiou um trabalho, não a mesa de um café."

Luís M. Jorge.


por Sérgio Lavos
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Sábado, 12 de Maio de 2012
por Miguel Cardina

 

 

"Estar desempregado não pode ser um sinal negativo. Tem de representar também uma oportunidade", disse Passos Coelho. O que me agonia na frase não é só a desconsideração do governante com um desemprego real acima dos 20%. Nem o gozo do ex-jotinha com as dificuldades crescentes de jovens e menos jovens. Nem o desprezo do cidadão diante de uma nova vaga migratória que suga o país e sobre a qual ainda não existem números claros. Nem o cinismo do extremista liberal  que vê a crise como oportunidade para os seus. Nem a lógica do político que olha para a sociedade como se esta fosse uma simples soma de indivíduos atomizados mais as suas vontades. Nem a arrogância de um primeiro-ministro que fala como se fosse um guru da religião motivacional. É tudo isto e o facto de cada vez mais a nossa classe política dirigente se parecer com a orquestra do Titanic.


por Miguel Cardina
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2012
por Sérgio Lavos

 

A série de posts que a Fernanda Câncio tem dedicado ao programa do PSD nas últimas eleições é das coisas mais divertidas que tenho visto nos últimos tempos. Não há palavras para o topete do homem. Palavras para quê? É um artista português!

 

"A persistência no erro, apesar dos múltiplos e permanentes avisos, torna ainda mais censurável a atitude daqueles que [querem] teimar, dia após dia, semana após semana, ano após ano, numa estratégia que [sabem] que não leva Portugal ao rumo certo.

 

A fiscalidade portuguesa vem assumindo um papel negativo na economia.

 

Ao invés de favorecer uma actividade económica forte e sustentável, o actual sistema fiscal virou-se predominantemente para maximização da arrecadação de receita, ignorando os efeitos sobre a economia. Acabando por não servir nem a economia, nem as finanças públicas.

 

Por outro lado, existe, para além dos impostos, uma multiplicidade de "taxas" aos vários níveis da Administração Pública que configuram verdadeiros impostos, já que pouco se nota a contrapartida concreta do seu pagamento.

A austeridade deverá ter presente os objectivos de minorar os impactos negativos, a curto prazo, sobre o crescimento, o emprego e sobre a coesão social.

 

Os funcionários públicos, os pensionistas e os contribuintes em geral não perceberiam a necessidade de ser sujeitos a novos sacrifícios, se o Sector Público Administrativo, o Sector Empresarial do Estado, "Novo Estado Paralelo" continuassem com as suas estruturas "gordas" e não se fizesse a reavaliação da PPPCs.

 

O emagrecimento das estruturas do Estado deverá ser conduzido de forma inteligente e não cegamente.

Em relação ao aumento das receitas fiscais, o esforço será feito sem aumento de impostos, baseando-se na melhoria da eficácia da administração fiscal, do combate à economia informal e à fraude e evasão fiscal, o que permitirá um alargamento da base tributável.

 

A austeridade não deverá afectar o rendimento real disponível dos grupos mais desfavorecidos da nossa sociedade (nomeadamente pensionistas).

 

Já [foram identificadas] áreas de oportunidade que, no período da legislatura, apontam para um "mix" de consolidação orçamental essencialmente baseado na redução da despesa (no intervalo global entre 4 a 5 pontos percentuais do PIB) e de um aumento da receita fiscal, sem alteração da carga fiscal, por via do alargamento da base tributária e do combate à evasão fiscal.

 

Desenganem-se aqueles que queiram ver [nisto] um instrumento de populismo, uma cedência à demagogia ou uma listagem de promessas fáceis.

 

O que deixamos à apreciação e ao escrutínio dos Portugueses resiste a qualquer teste de avaliação ou credibilidade. Tudo o [que] se propõe foi estudado, testado e ponderado. Consequentemente, as propostas são para levar a cabo e as medidas são para cumprir.

 

Também nisso queremos ser diferentes daqueles que nos governam e que não têm qualquer sentido de respeito pela promessa feita ou pela palavra dada. Assumimos um compromisso de honra para com Portugal. E não faltaremos, em circunstância alguma, a esse compromisso.

 

(Excertos do Programa Eleitoral do PSD para as legislativas, apresentado há 361 dias, a 8 de maio de 2011)."


por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012
por Sérgio Lavos

Alguém deveria dizer a Passos Coelho que o que está previsto no memorando da troika é a suspensão do pagamento de dois salários à Função Pública até 2013, e não 2014 ou quando deus quiser. Sugiro que troque umas palavrinhas com o seu ministro das Finanças sobre o assunto, por exemplo. De qualquer modo, ninguém está à espera que as migalhas para os funcionários públicos entrem depois de 2015. É que esse é o ano das legislativas, e o Coelho ainda tem esperança de chegar a essas eleições. O pândego.


por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
por Sérgio Lavos

Longe de mim ser um defensor do legado de Sócrates, mas o discurso ensaiado pelo actual executivo culpando o anterior pela política ultraliberal que está a dar cabo do país já enjoa. Nunca chegou a ser explicado o "desvio colossal" que foi falado em Junho e estas alusões ao país ter sido "entregue" pior do que o actual Governo esperava não convencem ninguém e são, falando claro, cretinas. Se foi assim, que mostrem onde estava o "desvio colossal", que digam o que estava errado nas contas. Assumam-se. Só dá vontade de dizer: sr. Coelho, o sr. é um piegas!


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012
por Sérgio Lavos

Passos Coelho considera que os políticos não são bem pagos.


por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012
por Sérgio Lavos

 

É este o gesto que as palavras do licenciado aos 37 anos me merecem. O incompetente que foi arranjando trabalho em empresas do seu padrinho político, Ângelo Correia. O eterno estudante que passou metade da vida como jovem jotinha no parlamento e que chegou a primeiro-ministro à conta da lambe-botice das bases do PSD. O medíocre que comprova o Princípio de Peter - "Num sistema hierárquico, todo o funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência" - na pior altura possível para o país: quando chega à liderança do Governo. A paciência esgotou-se. É caso para dizer (como se diz aqui): ó sr. primeiro-ministro, o senhor é, manifestamente, uma besta.


por Sérgio Lavos
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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
por Miguel Cardina

 

Já foi mais do que desmontada a ideia de que acabar com feriados contribui para resolver algum problema da nossa economia. Em muitos casos, é o seu contrário: pense-se por exemplo nos ataques às economias locais que esta medida tem. A verdade é que para o extremismo liberal isso não é o essencial. O essencial é a performance de quem ofende porque pode estar na ofensiva. De quem pune porque visa instituir uma agenda neoconservadora. De quem procura rasurar a alegria, a festa e a criatividade comunitária porque o extremismo liberal é também um ataque à diversidade da vida social. Em 1993, quando Cavaco decidiu suprimir a tradicional tolerância de ponto, o gesto acabou por lhe sair caro. Os tempos são outros, mas não é crível que Pedrito permaneça intocado. Torres Vedras já deu o mote e prepara uma manifestação. O Presidente do Carnavel de Ovar atinge o primeiro ministro com uma suprema desconsideração. Os sindicatos prometem "uma resposta adequada". Ou muito me engano ou este entrudo vai ter pouco de quarta-feira de cinzas.


por Miguel Cardina
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Domingo, 18 de Dezembro de 2011
por Sérgio Lavos

 "O desemprego é infelizmente uma realidade há vários anos nesta área e a situação não irá melhorar. Certamente nunca a curto prazo. Mas as claques que têm vindo a reagir de forma indignada, muitos dos quais nem sequer se deram ao trabalho de lerem o que realmente Pedro Passos Coelho disse, denota que em Portugal há uma série de pessoas que prefere que os políticos mintam."

 

Este tipo tem toda a razão. Onde é que já se viu, o pessoal ficar indignado com a verdade? Felizmente que ainda há políticos honestos, sinceros, que nunca mentem e dizem sempre a verdade - a redundância é propositada, o nosso primeiro-ministro merece todos os pleonasmos do mundo. Um homem sério, com planos para o futuro, que sabe o que quer para o país. Que ingratidão, ninguém compreender a visão deste homem!


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Há precisamente um ano, o 31 da Armada, ufanamente, fazia um apanhado das contradições de José Sócrates. Hoje, o Ricardo Santos Pinto, no 5 Dias, faz o mesmo com Pedro Passos Coelho. A diferença: Rodrigo Moita de Deus precisou de seis anos de governo socialista para fabricar o vídeo; com Passos Coelho, o tempo passa muito mais depressa: um ano, um ano apenas, e já conseguiu dizer que sim, dizer que não e dizer o seu contrário. Estamos todos de parabéns.


por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

"Começam a perceber-se as misteriosas razões que terão levado 2 159 742 portugueses a votar em Passos Coelho.

 

O eleitorado português tem sido repetidamente elogiado pela prudência e sensatez. Tirando a parte, humana, demasiado humana, da lisonja, resta o que é talvez fundamental, que os portugueses não gostam de surpresas e votam no que conhecem. E há que admirar a sua intuição: votando em Passos Coelho, o jovem desconhecido vindo do nada, que é como quem diz da JSD e de uns arrufos com a dr.ª Ferreira Leite, votaram no mesmo de sempre, na incomensurável distância que, em política, vai do que se diz ao que se faz.

 

E, pedindo ajuda a O'Neill, o eleitorado "tinh' rrazão": disse Passos Coelho que era um disparate afirmar-se que tributaria o subsídio de Natal e foi a primeira coisa que fez mal chegou ao Governo; que não mexeria nos impostos sobre o rendimento e idem aspas; que iria pôr o Estado em cura de emagrecimento e o "seu" Estado só tem engordado de adjuntos, assessores, "especialistas" (e até de "superadjuntos" e "superespecialistas"); agora foi de férias "para recuperar algum tempo do [seu] papel enquanto marido e pai" depois de ter anunciado que "o Governo não gozará férias" dada a necessidade de, "com rapidez", "traduzir os objectivos (...) que estão fixados em políticas concretas".

 

Estou em crer que o eleitor português típico, se tal coisa existe, nunca votaria num político imprevisível."

 

(No lugar de sempre.)


por Sérgio Lavos
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