Sábado, 6 de Julho de 2013
por Sérgio Lavos

Não sabemos se foi antes ou depois do seu pedido de demissão, mas enquanto se preparava para sair de forma irrevogável do Governo, Paulo Portas não autorizou que o avião do presidente Evo Morales aterrasse em território português para reabastecimento. Mais uma vergonhosa mancha no currículo de Paulo Portas, que poderá ter consequências nas boas relações comerciais com vários países sul-americanos - para além de ter colocado em risco a vida do líder de um país soberano. E para culminar, Portugal ainda nem sequer admitiu que tomou a decisão por pressões dos EUA, ao contrário do que fizeram os outros países que recusaram o reabastecimento - Itália, Espanha e França -, continuando a persistir na desculpa de que a decisão foi tomada por "razões técnicas". Deve ser isto a "responsabilidade" e o "sentido de estado" de que Portas vai falar quando vier explicar por que razão decidiu sair do Governo. Irrevogavelmente. 


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013
por Sérgio Lavos

 

Texto de Paulo Gaião no Expresso:

 

"O Presidente angolano é um dos grandes líderes africanos". Quem disse? Paulo Portas, na visita que fez esta semana a Angola, a terceira desde que é ministro.

 

Portas não se ficou por aqui. A eleição de José Eduardo dos Santos para Presidente da República, em Agosto passado, foi "um passo importante na estabilização, no desenvolvimento e no progresso de Angola", disse o ministro.

 

Eduardo dos Santos já leva 33 anos no poder, tem mais cinco anos de mandato presidencial à frente, até 2017, e pode fazer um novo mandato de cinco anos, até 2023, perfazendo... 43 anos no poder. Que importa?

 

Os grandes negócios angolanos passam há muitos anos pela família Eduardo dos Santos. O último foi a nomeação pelo Presidente angolano do seu filho José Filomeno dos Santos para administrador do Fundo Soberano de Angola, que gere as receitas do petróleo. Que importa?

 

A Constituição da República, aprovada em 2010, está desenhada à imagem e semelhança de José Eduardo dos Santos, com um poder presidencial totalitário. Que importa?

 

A UNITA está descontente com Paulo Portas porque este, quando vai a Angola foge do movimento do Galo Negro com medo de desagradar a Eduardo dos Santos. Ainda esta semana a UNITA manifestou o seu desagrado.

 

Há meia dúzia de anos, num artigo no jornal Sol, numa altura em que José Sócrates começava a dar-se com Hugo Chávez, Portas escreveu que o presidente da Venezuela queria "ser um presidente vitalício" (e ainda só levava oito anos de poder, menos 25 anos que Eduardo dos Santos).

 

"Só não vê quem não quer", adiantava Portas.

 

Quantas vezes já este homem falou, ao longo da sua carreira política, em princípios, ética e coerência de atitudes políticas que não pratica?"


por Sérgio Lavos
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Domingo, 16 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos

 

Ao longo da semana que passou, Paulo Portas teve mais uma vez a oportunidade de mostrar qual o seu verdadeiro carácter e por que razão está na política. O antigo director do jornal que contribui para a queda de Cavaco, o antigo ministro da Defesa que não terá recebido luvas na compra de dois submarinos, andou seis dias a fingir que não tinha nada a ver com as mexidas na TSU, remetido a um "silêncio patriótico", ao mesmo tempo que mandava os seus mangas de alpaca criticarem a medida publicamente e passava cartas a jornais nas quais se opunha à decisão governamental. De férias no estrangeiro, não falou. No regresso, também não. Entretanto, levantava-se no país uma onda de repulsa às medidas, da opinião publicada à rua, do PSD ao PCTP-MRPP. Quando percebeu que o melhor seria demarcar-se, não teve pejo em apunhalar Passos Coelho pelas costas e dizer que se opõe a uma medida essencial do Governo de que é o número dois, tendo o distinto descaramento de afirmar que irá fazer tudo para lutar contra "esta medida do Governo", como se o seu ministro, Pedro Mota Soares, não tivesse participado na elaboração da mesma, como se ele próprio não fosse ministro de Estado - Passos Coelho não se cansou de o repetir na entrevista à RTP. 

 

Paulo Portas já percebeu que o Governo é neste momento um morto-vivo. E por isso faz questão de, numa impressionante demonstração de hipocrisia, desonestidade intelectual, falta de lealdade e, acima de tudo, sem-vergonhice, estar no Governo sem estar no Governo. Se fizesse cair o executivo, as culpas recaíram sobre ele. Assim, continua, colocando um pé de fora, assegurando uma eventual sobrevivência do partido que preside. Pintar a cara de preto e cobrir-se de penas seria pouco para este ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. 


por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos

 

Na semana em que Paulo Portas ousou questionar as movimentações de Miguel Relvas à volta da RTP, começa a emergir uma catadupa de notícias sobre o caso dos submarinos, através dos sempre fiáveis Diário de Notícias (pelo menos, parte dele) e Correio da Manhã. Ainda bem. Assim temos oportunidade de saber que foram por exemplo transferidos 19 milhões de euros pelo BES para uma conta off-shore na mesma altura em foram feitos os famosos depósitos em cash numa conta do CDS-PP num balcão desse banco. O DCIAP investiga dados de que "resultam suspeitas que parte do dinheiro pago pelo GSC à ESCOM, relativo ao contrato de prestação de serviços, tenha sido utilizado para pagamentos indevidos e como contrapartidas a decisores e grupos políticos envolvidos nas negociações". Tudo coincidências, certamente, que serão explicadas em seu devido tempo pelo ministro de Estado Paulo Portas. Até porque, como sabiamente disse numa iniciativa partidária do PSD a procuradora Cândida Almeida - escusado pensar naquela chatice da independência do poder judicial perante o poder político, foi apenas um mero encontro de escuteiros onde Cândida esteve presente -, os nossos políticos não são corruptos. Vai ser uma história com final feliz, assim o espero.


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

Paulo Portas em duas escutas telefónicas relevantes no caso dos submarinos.

 

As escutas do Ministério Publico, consideradas relevantes pelo juiz de instrução Carlos Alexandre, revelam que Portas só queria falar do caso dos submarinos por telefone fixo ou em encontros presenciais.

por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
por Sérgio Lavos

por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Dois corruptores alemães. Um ministro da Defesa grego corrompido. Um cônsul honorário em Munique corrompido. Multas pesadas para os dois responsáveis da Ferrostaal e para a empresa. Multa para o cônsul. Tudo bate certo, não é? Pois, parece que o negócio da venda dos submarinos a Portugal se fez por magia, numa transação que envolveu apenas os dois responsáveis e o cônsul. Parece que não foram Durão Barroso, primeiro-ministro à altura, e Paulo Portas, ministro da Defesa, os governantes que decidiram a compra corrupta. Parece. Os corruptores pagaram luvas mas, apesar da empresa ter acabado por ganhar o concurso, parece que os corrompidos não as chegaram a receber por cá. Parece. Isto é o país do faz-de-conta. E os inimputáveis tomaram conta de tudo.


por Sérgio Lavos
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Domingo, 11 de Dezembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Sinto falta das aparições de Paulo Portas nos telejornais do tempo de Sócrates, logo a seguir a 2 ou 3 notícias de crimes. Tenho saudades daquela indignação sentida, do dedo em riste, pedindo mais polícia e mais segurança. Por onde é que ele anda, agora que, para além de qualquer dúvida, os roubos, os assaltos e mesmo os crimes mais violentos vão tomando conta do quotidiano deste país empobrecido? Ainda bem que em tempos um ministro do Mar qualquer investiu na compra de dois submarinos e de alguns tanques Panzer. Se não fosse isso, as cidades já tinham sido tomadas por meliantes...


por Sérgio Lavos
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Sábado, 19 de Março de 2011
por Sérgio Lavos

Não sei qual é a agência de comunicação que trata da vida de Paulo Portas e do seu PP, mas deve merecer todo o dinheiro que lhe pagam. As notícias de que continuaria a ser investigado por envolvimento em negociatas na compra dos dois utílissimos submarinos que abrilhantam as nossas forças armadas foram rapidamente sufocadas por uma lufa-lufa mediática de tirar o fôlego: ele é pressão ao Governo para apresentar o OE no parlamento, ele é escutar os anseios da geração à rasca - há oportunistas que aproveitam sempre o calorzinho primaveril para sair da toca - ele é o "apontar o caminho de saída ao primeiro-ministro". E tudo culmina numa comovente declaração de amor ao grande timoneiro por parte de Nuno Melo (esta vem do Correio da Manhã, via Bola, como deve ser). Imparável, o homem que mais fez pelo futuro da nação portuguesa adquirindo armamento que estamos a pagar agora, especialista em guilhotinamento de papéis e afins, o melhor representante do jogleurismo político nacional. Os inimputáveis são assim. E é disso que o meu povo gosta, como bem sabemos.


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
por Pedro Sales

Da última vez que estiveram no Governo, PSD e PP apresentaram uma proposta de lei de bases da Educação onde defendiam a igualdade entre escolas públicas e privadas para efeitos de financiamento. Esse documento punha fim à obrigatoriedade constitucional de assegurar “uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades da educação”, substituindo-a por uma “rede de ofertas educativas” sustentada com o dinheiro dos impostos. Em querendo, era tudo rede pública.

 

A ideia foi agora retomada, e ampliada, pelo PSD na proposta de revisão constitucional apresentada por Passos Coelho. Mais uma vez, o carácter supletivo das escolas privadas é mandado para as urtigas, permitindo que estas passem a ser apoiadas directamente pelos impostos de todos. Suportada por uma longa e persistente campanha da esmagadora maioria dos colunistas da imprensa, os mesmos que só vislumbram facilitismo e rebaldaria nas escolas públicas, a marca distintiva da direita na última década tem sido sempre a mesma. Tratar indistintamente as escolas públicas e privadas, defendendo um modelo de ensino “privado” sustentado por um único pagador: o contribuinte.

 

Se a Lei de Bases acabou vetada por Jorge Sampaio, e a proposta constitucional do PSD não tem votos para passar no Parlamento, Paulo Portas encontrou na discussão sobre o financiamento dos contratos de associação o momento ideal para continuar essa campanha. Depois de ter percorrido o país de lés a lés, juntando-se às manifestações de escolas que não hesitaram em instrumentalizar as crianças para chantagear o Estado, reclamando um regime de financiamento de excepção que lhes permite receber mais 34 mil euros/ano do que o Estado confere às escolas profissionais, levou a discussão no Parlamento um projecto de lei. Nessa proposta, aprovada na generalidade há dois dias, defende-se que os contratos que o Estado celebrou com essas escolas sejam automaticamente renovados e, retomando Lei de Bases apresentada pelo Governo Barroso/Paulo Portas, “o dimensionamento da rede escolar dependente do Ministério da Educação, no que respeita ao seu alargamento, reconversão ou ajustamento, terá obrigatoriamente em consideração os estabelecimentos particulares e cooperativos já existentes”.

 

Deixa de ser a rede privada que é supletiva, para passar a ser a rede pública de educação, defendida na constituição, que passa a ter que se subordinar à existência de escolas privadas na definição da sua rede. De resto, não há nenhum argumento que justifique que uma entidade privada - neste caso colégios – possa ter o contrato que lhe garante dinheiros públicos automaticamente renovado. De uma penada, e ao contrário do decreto apresentado pelo Governo, o Estado fica sem instrumentos para avaliar a pertinência dos contratos assinados com terceiros.

 

Quando a maioria destes contratos de associação foram assinados, há coisa de 30 anos, garantiram a escolarização a milhares de jovens de todos os estratos sociais. Ninguém desvaloriza esse papel. A democracia encontrou um país pobre e pouco escolarizado. Eu próprio estudei numa escola pública cheia de pavilhões pré-fabricados. Era o que havia, num país que continuou a ser pobre mas que fez um esforço ímpar para expandir e massificar a sua rede educativa. Mas, em muitos desses casos, estes contratos hoje deixaram de fazer sentido. Em Coimbra, só para dar um exemplo, a escola secundária Infanta Dona Maria fica no mesmo bairro Colégio São Teotónio, uma escola com contrato de associação. É um exemplo entre muitos. Ninguém defende o fim destes contratos de ontem para amanhã, mas que se evite a actual duplicação de esforços e de recursos e que o Estado tenha mecanismos para ajustar a rede pública às necessidades educativas.

 

Pode parecer estranho, para Paulo Portas e todos os que encontram na leitura fantasiosa da “liberdade de apreender e ensinar” o pretexto para serem os contribuintes a pagar as opções privadas em educação, mas foram as escolas públicas que, com todas as suas imperfeições, garantiram que hoje temos mais mestres ou doutorados do que tínhamos licenciados há meia dúzia de anos. Muito correu mal, ou menos bem, nos últimos 30 anos. Mas hoje comparamo-nos, sem envergonhar, com os resultados educativos da média dos países industrializados. Não é o que queríamos, certo, mas há pouco mais de três gerações Portugal tinha a mesma percentagem de analfabetos que os países da Europa do Norte no XIX.

 

Esse esforço, constantemente desprezado e desvalorizado pelos apologistas da autoflagelação nacional, foi feita à custa da escola pública e do trabalho de dezenas de milhar de professores. Entender que a escola pública se deve subordinar à escolha privada de uns quantos é persistir nos erros de quem, como a Suécia, fez essa escolha e tem vindo no caminho inverso ao português. Errar sem saber é mau, conhecendo o resultado é estupidez.


por Pedro Sales
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2010
por Pedro Sales

“Pode ser tentador discutir o que diz este telegrama ou aquele. Nós não discutimos por uma questão de princípio. Se aceitássemos discutir este telegrama ou aquele estávamos a ser cúmplices e a patrocinar a violação da correspondência diplomática que é essencial à segurança dos Estados”, declarou Paulo Portas, ex-ministro que fotocopiou, e levou para parte incerta, 61893 documentos abrangido pelo segredo de Estado.


por Pedro Sales
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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010
por Sérgio Lavos


Depois dos submarinos, blindados. A batalha naval organizada pelo ex-ministro Paulo Portas - o líder do tal partido que faz parte do arco da governação, e vê-se por este exemplo que deve fazer mesmo - conta agora com a força de uns blindados última geração (experimentais, parece), prontos para derrotar qualquer Burkina Faso (ou mesmo Liechtenstein) que nos possa invadir. Tudo muito turvo? Nem pensar. Provavelmente estes tanques hight tech foram comprados para serem um transporte alternativo ao táxi que os deputados do CDS-PP costumam utilizar. Para passar por bairros problemáticos, com muita criminalidade e tal. Mas a menina Cândida agora vai investigar - o chefe manda, alguém tem de obedecer.

por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008
por Pedro Sales



Paulo Portas esteve ontem a inquirir insistentemente Vítor Constâncio sobre o relatório da Deloitte que, em 2003, já alertava para a existência de irregularidades no BPN. O Banco de Portugal conhecia o relatório e nada fez, diz Paulo Portas. Tem razão. Mas não contou a história toda. Em rigor deveria ter dito que, cumprindo a lei, a Deloite entregou uma cópia ao Banco de Portugal e outra seguiu para o ministério das Finanças. Em 2003, a responsável pela pasta dava pelo nome de Manuela Ferreira Leite. O número dois do Governo dava pelo nome de Paulo Portas. Há momentos em que mais vale a pena estar calado, não vá notar-se que tanta insistência na inoperância do polícia esconde uma notória condescendência pela forma criminosa como os gestores e accionistas do BPN levaram este banco à falência.

por Pedro Sales
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Paulo Portas esteve ontem a inquirir insistentemente Vítor Constâncio sobre o relatório da Deloitte que, em 2003, já alertava para a existência de irregularidades no BPN. O Banco de Portugal conhecia o relatório e nada fez, diz Paulo Portas. Tem razão. Mas não contou a história toda. Em rigor deveria ter dito que, cumprindo a lei, a Deloite entregou uma cópia ao Banco de Portugal e outra seguiu para o ministério das Finanças. Em 2003, a responsável pela pasta dava pelo nome de Manuela Ferreira Leite. O número dois do Governo dava pelo nome de Paulo Portas. Há momentos em que mais vale a pena estar calado, não vá notar-se que tanta insistência na inoperância do polícia esconde uma notória condescendência pela forma criminosa como os gestores e accionistas do BPN levaram este banco à falência.

por Pedro Sales
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Paulo Portas esteve ontem a inquirir insistentemente Vítor Constâncio sobre o relatório da Deloitte que, em 2003, já alertava para a existência de irregularidades no BPN. O Banco de Portugal conhecia o relatório e nada fez, diz Paulo Portas. Tem razão. Mas não contou a história toda. Em rigor deveria ter dito que, cumprindo a lei, a Deloite entregou uma cópia ao Banco de Portugal e outra seguiu para o ministério das Finanças. Em 2003, a responsável pela pasta dava pelo nome de Manuela Ferreira Leite. O número dois do Governo dava pelo nome de Paulo Portas. Há momentos em que mais vale a pena estar calado, não vá notar-se que tanta insistência na inoperância do polícia esconde uma notória condescendência pela forma criminosa como os gestores e accionistas do BPN levaram este banco à falência.

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Domingo, 12 de Outubro de 2008
por Pedro Sales



Paulo Portas foi aos Açores para se dedicar à sua cruzada predilecta. O Rendimento Social de Inserção. Para o PP, José Sócrates tem que tirar o RSI "a quem, pura e simplesmente, não quer trabalhar". Não faço ideia como é que chegou a estes números, e acho que o próprio também não, mas Paulo Portas garante que se poupavam 100 milhões de euros, uma verba que representa mais de 25% dos 371 milhões de euros orçamentados para este programa. Paulo Portas acha que fica caro ao país subsidiar os pobres que não trabalham, eu acho que o país fica mais pobre quando Paulo Portas trabalha.

por Pedro Sales
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Paulo Portas foi aos Açores para se dedicar à sua cruzada predilecta. O Rendimento Social de Inserção. Para o PP, José Sócrates tem que tirar o RSI "a quem, pura e simplesmente, não quer trabalhar". Não faço ideia como é que chegou a estes números, e acho que o próprio também não, mas Paulo Portas garante que se poupavam 100 milhões de euros, uma verba que representa mais de 25% dos 371 milhões de euros orçamentados para este programa. Paulo Portas acha que fica caro ao país subsidiar os pobres que não trabalham, eu acho que o país fica mais pobre quando Paulo Portas trabalha.

por Pedro Sales
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Paulo Portas foi aos Açores para se dedicar à sua cruzada predilecta. O Rendimento Social de Inserção. Para o PP, José Sócrates tem que tirar o RSI "a quem, pura e simplesmente, não quer trabalhar". Não faço ideia como é que chegou a estes números, e acho que o próprio também não, mas Paulo Portas garante que se poupavam 100 milhões de euros, uma verba que representa mais de 25% dos 371 milhões de euros orçamentados para este programa. Paulo Portas acha que fica caro ao país subsidiar os pobres que não trabalham, eu acho que o país fica mais pobre quando Paulo Portas trabalha.

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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
por Pedro Sales



Paulo Portas propôs ainda o aumento das pensões mínimas, sugerindo que o Governo "vá buscar o dinheiro" ao Rendimento Social de Inserção, que disse estar a ser distribuído a quem não quer trabalhar.

Se falta dinheiro para acudir aos mais pobres, nada como o ir buscar ao programa para apoiar socialmente os miseráveis. É esta a peculiar lógica redistributiva do partido de Paulo Portas, sempre pronto a tratar os desempregados como uns madraços que não querem trabalhar. Repare-se que não há aqui nenhuma preocupação com o funcionamento do RSI e os seus eventuais abusos (que existem). Não. Apenas e sempre a mesma cruzada de Paulo Portas contra o RSI. Quando esteve no Governo tudo fez para acabar com este pequeno programa social, que representa menos de 400 milhões de euros, mas apresenta uma taxa de fiscalização que encontra par em poucos programas públicos. Este ano, 30 mil beneficiários vão ser inspeccionados. Aqueles que deixaram de cumprir os requisitos perdem esse direito e têm que devolver o dinheiro. O que é que o PP quer fazer? Propaganda e nada mais, tentando capitalizar o ressentimento dos remediados contra os pobres que andam com um mp3 lá no bairro.

A visibilidade dos efeitos do RSI constitui, curiosamente, o seu o principal calcanhar de Aquiles e é por isso que a demagogia de Paulo Portas encontra um carinho tão especial por este programa. Num bairro de classe média ninguém estranha se um dentista ou engenheiro troca o Renault Megane por um BMW, não passando pela cabeça de ninguém questionar o cumprimento fiscal do proprietário do carro. Mas o mais certo é que a possibilidade de evasão fiscal não seja inferior à do incumprimento no RSI. Só que a fraude fiscal é invisível e não assegura o ressentimento social da classe média baixa contra os mais fracos, dois traços que a tornam desinteressante para o PP

O RSI, com todas as imperfeições que tenha, é um dos mais eficazes instrumentos de apoio à inserção social e profissional e é o principal responsável pela (ligeira) diminuição do abandono escolar. Mas para Paulo Portas nada disso conta. O PP diz que está preocupado com a fraude. Óptimo, é justo penalizar quem não cumpre. Mas não é só no RSI. Estou certo que o Partido de Paulo Portas vai mudar 180 graus o que tem sido a sua política fiscal e, no próximo OE, vai apresentar medidas contra os offshores financeiros que, todos os anos, nos levam mais em impostos do que o custo total do RSI. A não ser que, como parece, a sua política se resuma a um slogan: os pobres que paguem a crise.

por Pedro Sales
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Paulo Portas propôs ainda o aumento das pensões mínimas, sugerindo que o Governo "vá buscar o dinheiro" ao Rendimento Social de Inserção, que disse estar a ser distribuído a quem não quer trabalhar.

Se falta dinheiro para acudir aos mais pobres, nada como o ir buscar ao programa para apoiar socialmente os miseráveis. É esta a peculiar lógica redistributiva do partido de Paulo Portas, sempre pronto a tratar os desempregados como uns madraços que não querem trabalhar. Repare-se que não há aqui nenhuma preocupação com o funcionamento do RSI e os seus eventuais abusos (que existem). Não. Apenas e sempre a mesma cruzada de Paulo Portas contra o RSI. Quando esteve no Governo tudo fez para acabar com este pequeno programa social, que representa menos de 400 milhões de euros, mas apresenta uma taxa de fiscalização que encontra par em poucos programas públicos. Este ano, 30 mil beneficiários vão ser inspeccionados. Aqueles que deixaram de cumprir os requisitos perdem esse direito e têm que devolver o dinheiro. O que é que o PP quer fazer? Propaganda e nada mais, tentando capitalizar o ressentimento dos remediados contra os pobres que andam com um mp3 lá no bairro.

A visibilidade dos efeitos do RSI constitui, curiosamente, o seu o principal calcanhar de Aquiles e é por isso que a demagogia de Paulo Portas encontra um carinho tão especial por este programa. Num bairro de classe média ninguém estranha se um dentista ou engenheiro troca o Renault Megane por um BMW, não passando pela cabeça de ninguém questionar o cumprimento fiscal do proprietário do carro. Mas o mais certo é que a possibilidade de evasão fiscal não seja inferior à do incumprimento no RSI. Só que a fraude fiscal é invisível e não assegura o ressentimento social da classe média baixa contra os mais fracos, dois traços que a tornam desinteressante para o PP

O RSI, com todas as imperfeições que tenha, é um dos mais eficazes instrumentos de apoio à inserção social e profissional e é o principal responsável pela (ligeira) diminuição do abandono escolar. Mas para Paulo Portas nada disso conta. O PP diz que está preocupado com a fraude. Óptimo, é justo penalizar quem não cumpre. Mas não é só no RSI. Estou certo que o Partido de Paulo Portas vai mudar 180 graus o que tem sido a sua política fiscal e, no próximo OE, vai apresentar medidas contra os offshores financeiros que, todos os anos, nos levam mais em impostos do que o custo total do RSI. A não ser que, como parece, a sua política se resuma a um slogan: os pobres que paguem a crise.

por Pedro Sales
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por Pedro Sales



Paulo Portas propôs ainda o aumento das pensões mínimas, sugerindo que o Governo "vá buscar o dinheiro" ao Rendimento Social de Inserção, que disse estar a ser distribuído a quem não quer trabalhar.

Se falta dinheiro para acudir aos mais pobres, nada como o ir buscar ao programa para apoiar socialmente os miseráveis. É esta a peculiar lógica redistributiva do partido de Paulo Portas, sempre pronto a tratar os desempregados como uns madraços que não querem trabalhar. Repare-se que não há aqui nenhuma preocupação com o funcionamento do RSI e os seus eventuais abusos (que existem). Não. Apenas e sempre a mesma cruzada de Paulo Portas contra o RSI. Quando esteve no Governo tudo fez para acabar com este pequeno programa social, que representa menos de 400 milhões de euros, mas apresenta uma taxa de fiscalização que encontra par em poucos programas públicos. Este ano, 30 mil beneficiários vão ser inspeccionados. Aqueles que deixaram de cumprir os requisitos perdem esse direito e têm que devolver o dinheiro. O que é que o PP quer fazer? Propaganda e nada mais, tentando capitalizar o ressentimento dos remediados contra os pobres que andam com um mp3 lá no bairro.

A visibilidade dos efeitos do RSI constitui, curiosamente, o seu o principal calcanhar de Aquiles e é por isso que a demagogia de Paulo Portas encontra um carinho tão especial por este programa. Num bairro de classe média ninguém estranha se um dentista ou engenheiro troca o Renault Megane por um BMW, não passando pela cabeça de ninguém questionar o cumprimento fiscal do proprietário do carro. Mas o mais certo é que a possibilidade de evasão fiscal não seja inferior à do incumprimento no RSI. Só que a fraude fiscal é invisível e não assegura o ressentimento social da classe média baixa contra os mais fracos, dois traços que a tornam desinteressante para o PP

O RSI, com todas as imperfeições que tenha, é um dos mais eficazes instrumentos de apoio à inserção social e profissional e é o principal responsável pela (ligeira) diminuição do abandono escolar. Mas para Paulo Portas nada disso conta. O PP diz que está preocupado com a fraude. Óptimo, é justo penalizar quem não cumpre. Mas não é só no RSI. Estou certo que o Partido de Paulo Portas vai mudar 180 graus o que tem sido a sua política fiscal e, no próximo OE, vai apresentar medidas contra os offshores financeiros que, todos os anos, nos levam mais em impostos do que o custo total do RSI. A não ser que, como parece, a sua política se resuma a um slogan: os pobres que paguem a crise.

por Pedro Sales
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
Uma coisa que me comove: ver Paulo Portas a sofrer com as desigualdades sociais. Longe vão os tempos dos ataques aos «ciganos do rendimento mínimo» e dos insultos aos mais pobres dos mais pobres. Agora todo ele é solidariedade social.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira


No seu artigo no jornal Sol, Paulo Portas indignou-se este fim-de-semana contra Hugo Chávez. Diz que «quer ser um presidente vitalício» e que é «um ditador anunciado e só não vê quem não quer». Que «prende opositores» e «fecha televisões». Fico contente por os direitos humanos e o combate às ditaduras terem ganho, em tão pouco tempo, um novo defensor. Passo a explicar:

Como saberão, na Tunísia, a liberdade de expressão e associação são uma miragem, vários membros da União dos Jornalistas Tunisinos são regularmente intimidados e presos pela polícia. Centenas de pessoas estão presas por delito de opinião, algumas há mais de 14 anos. Há relatos de tortura nas prisões. Os activistas das organizações de defesa dos direitos humanos e da oposição são presos e espancados. Não há independência do sistema judicial, apesar dos repetidos protestos de advogados e defensores dos direitos civis, que pagam pela sua ousadia. Depois de 22 anos de poder, garantidos por farsas eleitorais, um referendo a uma emenda constitucional acabou com a limitação de mandatos para o senhor Ben Ali. Podem ler os relatórios da Amnistia Internacional e dos Repórteres Sem Fronteiras.


Quem esteve, uns dias antes de escrever o seu artigo no “Sol”, no Congresso da União “Democrática” Constitucional, dirigida com mão de ferro pelo senhor Ben Ali? Nada mais nada menos do que Paulo Portas, que não gosta de referendos a emendas constitucionais que acabem com limites de mandatos se forem na Venezuela, mas não o incomodam se forem na Tunísia, que não gosta que se encerrem televisões na Venezuela, mas a prisão de jornalistas na Tunísia não merecem o seu incómodo, que se indigna com futuros ditadores mas aplaude ditadores de longa data. Paulo Portas tem pouco critério na sua indignações e nenhuma autoridade. Não se limitou a ficar calado. Esteve lá, no Congresso do partido do ditador.


por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira
A propósito do facto de Paulo Portas ter levado milhares de cópias de documentos oficiais do Ministério da Defesa (alguns deles, ao que parece, confidenciais) para a casa, o "Público" faz hoje um destaque sobre a matéria. Parece ser prática corrente os ministros em partida digitalizarem às expensas do Estado documentos do Estado para engordarem o seu arquivo pessoal. Num país normal, deveria ser considerado grave levar para casa tudo o que não seja público e não esteja acessível ao cidadão comum. Porque, no momento que abandonam o cargo, é isso mesmo que os ministros passam a ser. Talvez ninguém dê muita importância à matéria, mas ela é um excelente retrato de como os titulares de cargos públicos em Portugal olham para os Estado como se fosse coisa sua.

por Daniel Oliveira
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2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


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