Segunda-feira, 1 de Outubro de 2012
por Miguel Cardina

Volta e meia, lá temos o PS a fazer o triste papel de associar a oposição de esquerda aos projectos e propósitos da direita. É o modelo clássico do pensamento sectário: quem não está comigo faz o jogo do inimigo. Três sugestões para o Largo do Rato: ou deixam de distribuir cogumelos alucinogénos no bar, ou dão umas lições avulsas de história recente aos seus dirigentes (já ninguém tem pachorra para a narrativa aldrabada sobre o PEC 4...) ou fazem um processo rápido de cura psicanalítica (que este paleio já cheira a "transferência"). E sintonizem que os tempos estão a precisar é de mais esquerda, não de abstenções violentas, hesitações indignadas e umbigos dilatados.

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por Miguel Cardina
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Segunda-feira, 23 de Julho de 2012
por Miguel Cardina

Um ano a engonhar.

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por Miguel Cardina
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Caiu o Carmo e a Trindade. Os céus tremeram. Uma onda de indignação varre os blogues de direita. Deputados vociferam furiosamente no Parlamento contra a infâmia. Comentadores na televisão revoltam-se com a pouca vergonha. Jornalistas apresentadores de serviços noticiosos perdem a compostura e reclamam, olhos faíscando de ódio. É o horror, o horror... um deputado do PS, Pedro Nuno Santos - ainda por cima, um provinciano - atreveu-se a dizer qualquer coisa de esquerda. De esquerda! Há rumores de que em Kyoto ter-se-à sentido um pequeno terramoto. E milhares de peixes-gato deram à costa na Ilha de Páscoa. E que disse ele? Que não devemos agachar-nos perante os nossos credores; que a única arma que iremos ter, daqui a uns tempos, é o não-pagamento da dívida. Extraordinário! Extraordinário também porque vemos a direita ser anti-patriótica, a governar contra os interesses da pátria, e a esquerda - até o PS, imagine-se - a querer defender o país do saque que se prepara. Chegámos a um ponto essencial da nossa História, quando os valores tradicionais se começam a inverter. É agora ou nunca. Daqui a uns meses, será tarde; quando não pudermos mesmo pagar, quando a economia portuguesa estourar, seremos como peixes numa rede acabada de ser puxada do mar, à mercê das gaivotas. Será que nessa altura alguém se vai lembrar das palavras deste deputado, efémero herói da nação?

 

(É claro que um vice-presidente do PS vir afirmar o que será inevitável é completamente inoportuno. O muro erguido na comunicação social e na opinião pública em favor da austeridade, do respeito e da responsabilidade sofreu uma brecha. A unanimidade dos partidos do arco do poder quebrou-se. Alguém veio dizer que poderá haver alternativa ao desastre para onde estamos a ser conduzidos. E isso fere. É uma ameaça. A violência espoletada é a consequência da fragilidade do fio que une este Governo aos portugueses. As manifestações, os protestos, os apupos vão começando a aparecer. Como disse o Presidente da República, "os portugueses chegaram ao limite dos seus sacrifícios".) 

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Domingo, 6 de Novembro de 2011
por Sérgio Lavos

António José Seguro, o coiso que lidera o PS, ameaça entrar a toda a brida para o anedotário político nacional. Líder a prazo, já sabemos. Com o carisma de um gago a discursar na Agora ateniense. Uma nulidade ideológica, claro. Um deserto de ideias. Mas começa a mostrar verve e imaginação suficientes para aparecer num futuro volume que compile as frases marcantes de políticos. Está visto: com um Coelho e um Seguro, país ao fundo.

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por Sérgio Lavos
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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
por Sérgio Lavos

É por esta, e por outras (muitas outras mais) que não faz sentido nenhum, neste momento, deixar de pensar numa alternativa de esquerda que exclua o PS, este PS tutelado por Mário Soares. O problema não está no ziguezague do fundador do partido - ainda nem há dois meses apoiava medidas para Portugal tão gravosas como as que Grécia tem sofrido; está na atitude, que no fundo é a essência do PS: quando governa, embarca num capitalismo corporativista vergonhoso, e apenas quando está na oposição se lembra do Marx a ganhar bicho na gaveta lá de casa. Com um PS assim, não! Obrigado.

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por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
por Miguel Cardina
A grande questão que atravessará o PS pós-Sócrates será a de saber se permanecerá amarrado à troika, ao PSD e ao CDS, se tentará arrepiar caminho e encontrar pontes com a esquerda na oposição ou se toda essa tensão interna provocará (ou não) um realinhamento de alguns sectores na sua orla. À direita e à esquerda. Aceitam-se apostas.

por Miguel Cardina
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Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
por Miguel Cardina

 

José Sócrates e Pedro Passos Coelho não partilham só o facto de terem assinado o memorando da troika e se disponibilizarem a aplicá-lo com zelo. Une-os também um percurso de vida semelhante: passos políticos iniciais numa juventude partidária (ambos na JSD, curiosamente), um lugar precoce como deputado, ligações directas ou indirectas ao mundo dos negócios. Estão igualmente irmanados por um sinuoso percurso académico tardiamente concluído em universidades privadas - Sócrates na extinta e polémica Independente; Passos Coelho na Lusíada, conhecida por acolher muitos políticos do PSD. Isto, dirão alguns, é espuma intriguista. Para estes importa sobretudo o acinte comicieiro de logo à noite, a frase no telejornal, a dramatização dos acólitos. O espectáculo pós-democrático.

 

A verdade é que nunca as escolhas foram tão claras e a política tão urgente. E - precisamente por isso? - nunca o confronto entre os dois partidos do grande centro soou tão plástico. Com Portas pelo meio, imaginando-se já num lugar de vice-rei independentemente do partido vencedor, fala-se muito para ter de dizer nada. Discute-se acaloradamente alterações ao memorandum para não debater o seu conteúdo; fala-se de "honrar os compromissos" para não abordar o tema da renegociação da dívida; agita-se a bandeira do "grande esforço nacional" para não dizer que esta crise, criada pela especulação financeira, vai ser paga pelos cidadãos, pelo desmantelamento do estado social e por um pacote de privatizações irracionais. Este domingo vota-se e uma coisa é certa: as coisas só mudam se escolhermos efectivamente mudar.


por Miguel Cardina
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Domingo, 22 de Maio de 2011
por Sérgio Lavos

 

 PS paga apoio com refeições.


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 29 de Abril de 2011
por Miguel Cardina

 

O programa do PS agora apresentado é um mau truque de ilusionismo. O editorial do Público de ontem chama-lhe «um programa igual a um carro usado» e nota como as medidas avulsas, genéricas e requentadas ali apresentadas são «um sintoma de esgotamento típico de um fim de ciclo». Parece-me uma caracterização acertada. Aspecto importante: desaparecem grande parte das medidas contidas no PEC IV, que Sócrates tão arrebatadoramente defendeu e cujo chumbo considerou uma manobra lesa-pátria das oposições unidas. Sobretudo medidas que o eleitorado tradicional de esquerda poderia ver com maus olhos, como o congelamento de salários na função pública, os cortes nas pensões e o aumento do IVA. Não é a primeira vez que em momentos eleitorais vemos o PS tentar passar a imagem de que é diferente do que tem sido no poder.

 

Mas desta vez a coisa corre o risco de parecer ainda mais anacrónica. É que um dos elementos mais curiosos do programa é a inexistência de referências ao FMI, que verdadeiramente irá fazer o programa do futuro governo. José Sócrates e Pedro Passos Coelho, com a bênção de Cavaco e da banca portuguesa, governarão com o programa de austeridade desenhado pela troika. E governarão muito provavelmente coligados, caso as sondagens estejam certas e a preferência do parceiro de aliança se mantenha inalterada. Estamos, pois, diante de uma jogada de ilusionismo de baixo calibre. Quando a 16 de Maio for apresentado o pacote FMI e os líderes do PS e PSD forem obrigados a entender-se com base nessa plataforma, a audiência terá diante dos olhos aquilo que já é evidente para todos: o truque desvendado. Sócrates de mão dada com Passos Coelho ao mesmo tempo que procura sacar com a outra mão a rosa escondida na manga do casaco. Convencerá alguém?

 

* Texto inicialmente publicado no Blogue de Esquerda, da revista Sábado, onde estarei nestes dias a participar na "Semana do Blogger Convidado". Deixo um agradecimento especial à Marta Rebelo pelo convite e uma sugestão para que passem por lá.

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por Miguel Cardina
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Domingo, 10 de Abril de 2011
por Miguel Cardina

José Sócrates pede aos militantes que gritem que estão com ele. A sua moção vence com mais de 97% dos votos. Duas ou três vozes dissonantes falam para uma sala vazia. Há comoção nos apelos à unidade. Quando hoje regressou ao palco, o líder salvador que não estava disponível para governar com o FMI, não encontrou bandeiras do PS mas apenas bandeiras nacionais. E muitas câmaras, telepontos, vídeos de ex-líderes a entronizá-lo e música grandiloquente. O autismo é uma arma?

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por Miguel Cardina
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Quinta-feira, 31 de Março de 2011
por Miguel Cardina

O administrador dos CTT, Marcos Baptista, nomeado para o cargo pelo seu ex-sócio e secretário de Estado dos Transportes, Paulo Campos, suspendeu hoje o seu mandato após revelações de que teria falsificado o seu currículo académico. A notícia está aqui e só me fez lembrar um grande hit dos anos oitenta. Deve ser do calor.

 


por Miguel Cardina
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Sexta-feira, 25 de Março de 2011
por Miguel Cardina

Ao contrário do que já li por aí, este governo não caiu de podre. Caiu de manha, como alguns jogadores que pressentem o adversário por trás e simulam a queda na grande área. Do timing ao modo como foi preparada a apresentação do PEC 4, tudo foi feito para impossibilitar a sua aprovação pelo PSD, o parceiro habitual do PS nesta sucessão de medidas austeritárias. O PS procurou assim libertar-se do fardo de ter de ir receber à porta o FMI e abriu campo a um discurso de vitimização. Quanto ao PSD, empurrado pelas circunstâncias e pela fome de poder, lançou-se de imediato numa tentativa de demarcação política, que já levou Passos Coelho a um estranho exercício de faltar às promessas eleitorais antes mesmo de poder ser eleito. Como já estamos em clima pré-eleitoral, entraremos num período de crispação retórica que tenderá a encobrir as convergências de fundo entre a direita neo-liberal e a “esquerda-merkel”, como convenientemente lhe chamou Zé Neves. Por isso mesmo é muito interessante o quadro elaborado pelo Público sobre a “repartição dos sacrifícios” constantes nos PECs e a análise que o Nuno Serra faz dele, mostrando a sua intrínseca injustiça. Alguém consegue dizer-se de esquerda e manter a imperturbabilidade diante desse programa do bloco central tácito?


por Miguel Cardina
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Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011
por Miguel Cardina

O PS abdicou da defesa dos trabalhadores e dos mais desfavorecidos. Trocou a sua matriz socialista pela adesão às teses neoliberais. Demonstra-se incapaz de questionar o poder do capital financeiro enquanto dono e árbitro do desenvolvimento económico. É dominado internamente por uma liderança autoritária que seca tudo à sua volta, que distribui lugares e se alimenta de promiscuidades. O PS acabou por se instalar no espaço do centro, tornando o país mais pobre, política e socialmente.

 

As considerações não são minhas. São de Ana Benavente, histórica militante socialista e antiga secretária de Estado da Educação. Reflectem o desencanto de uma significativa camada de militantes que não encontra em José Sócrates e na actual direcção do PS o arrojo político que caracterizou historicamente a social-democracia. Que, mais triste ainda, não vislumbram aí qualquer hipótese de reabilitação de um padrão ético que reequacione igualdade, liberdade e solidariedade. Não é um problema específico do centro-esquerda português, mas não há dúvida que no P português a erosão do S vai bastante adiantada. Veja-se, por exemplo, a inexistência de promoção de debate ideológico, o modo como maioritariamente se buscam diálogos e acordos com a face direita do espectro político, a forma como as estruturas dirigentes se mostraram enfastiadas com uma campanha presidencial que assumia claramente a defesa do Estado social e a crítica à chantagem dos mercados financeiros.

 

Será interessante perceber se no Congresso de Abril alguém se chegará à frente para fazer a figura de crítico do socratismo. António Costa e António José Seguro acham que ainda não chegou a sua hora. Manuel Maria Carrilho e Carlos César não estão disponíveis para desempenhar esse papel. É bem provável que ninguém se disponha a isso: os tempos futuros adivinham-se difíceis para um potencial sucessor de Sócrates e todos os militantes sabem que este eucaliptou bem o terreno em redor. Um adversário talvez desse jeito para que houvesse um simulacro de debate, mas o mais provável é Sócrates ter de ocupar-se sozinho do calor dos holofotes. Um passeio que dirá muito sobre o estado a que chegou um partido cada vez mais canibalizado pelo poder.

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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
por Sérgio Lavos

Parece que Edite Estrela se terá precipitado. Podemos então esperar uma reedição do duelo entre a imprensa suave e o animal feroz, nos próximos tempos. Uma mão leva a outra, claro; mas só até certo ponto. Afiam-se as facas. É a este triste fado que parecemos estar destinados. A nossa vidinha é um pormenor da história.


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010
por Sérgio Lavos
Uma luz brilha ao fundo do túnel. Escolhida a task force que irá resgatar o país do cerco a que foi submetido, nada poderá correr mal daqui para a frente. As notícias que vão surgindo - um honroso 40º lugar no ranking da liberdade de imprensa, a mísera esmola de 400 milhões ao BPN - não vão impedir que se enverede pelo caminho justo. Enquanto tivermos do nosso lado o pior ministro das Finanças da União Europeia e o seu humilde servo Sócrates (as conferências de imprensa conjuntas desta dupla são bastante reveladoras) tudo terá remédio. Enquanto isso, encurralado na sua própria promessa, Passos Coelho esbraceja. Nada de novo na frente ocidental.
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por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 6 de Outubro de 2010
por Sérgio Lavos
A frase é de António José Seguro, potencial candidato à liderança do PS. Haja quem destoe do pensamento único que se apoderou do partido do Governo desde que Sócrates se tornou líder. E, já agora, divergindo também do discurso do bloco central dos interesses. Não é o único: Henrique Neto, um dos fundadores do partido anteriormente conhecido por socialista, também critica o PEC 3 e a via sem saída para onde o país está a ser empurrado (o FMI, como sabemos, não se costuma enganar). Do outro lado da trincheira, há alguns que não se compadecem com essas minudências, tais como "sacrifícios dos portugueses" ou "medidas de austeridade", e continuam a gastar o dinheiro que não temos em aviõezinhos militares. É para levar a sério, a austeridade à moda de Portugal? Se fosse, uma das primeiras medidas tomadas teria sido o congelamento de todos os processos, iniciados por este ou por anteriores governos, com vista à aquisição de material militar. Seria o mínimo, o decente, a fazer. Mas a decência, já sabemos, é um luxo que há muito foi dispensado.
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Domingo, 26 de Setembro de 2010
por Sérgio Lavos


Há quem fale da influência negativa das elites como uma das principais causas do atraso do país. A generalização é sempre perigosa, mas há alguns exemplos interessantes que mostram até que ponto estas frases atiradas pelos profetas da desgraça fazem sentido. Hoje, por exemplo, na contracapa de um qualquer pasquim que passou de relance pelo meu campo de visão, uma frase e uma imagem: "Tenho ouvido o presidente dizer palavras sensatas", a frase, e na imagem pode-se ver o monarca na reforma, Mário Soares, sentado no cadeirão de tribuno que lhe é devido. Uma frase, que parece inverter o rumo de uma história antiga, e uma imagem, simbólica de um poder que não se esbate, que se prolonga muito além do tempo de duração de um cargo político. Um poder subterrâneo, decerto, que toda a gente conhece, mas que ninguém nomeia - e não há qualquer teoria conspirativa por detrás da cortina; é simplesmente assim, natural e inevitável. Dirão: mas haverá algum mal em ouvir os conselhos do pai do regime? Há; sobretudo se aceitarmos a conclusão de que, neste momento, há mais enteados do que filhos da Revolução. Estamos a chegar ao limite, ao ponto de não retorno, certo, mas o que realmente deixou de haver é paciência para a forma de fazer política deste pai e dos seus herdeiros, a extensa matilha de coiotes que se foi apoderando do poder e dele se tem alimentado durante as últimas décadas. Os bastardos de Sá Carneiro não são melhores - a eles devemos dez anos de dinheiro europeu e recursos naturais desperdiçados (durante os Governos de Cavaco), um primeiro-ministro que fugiu e uma piada que passa por político, o inefável Santana Lopes.

E Soares, que faz ele no pasquim, sentado no seu cadeirão de tribuno? Ressente-se, destila um rancor miudinho, vinga-se. Soares, o homem que lançou Fernando Nobre aos leões (e o incansável presidente da AMI não mereceria passar por tal papel), e agora recusa-se a apoiá-lo directamente (por muito que ele pedinche), elogiando o actual presidente. Sabemos quem é o outro candidato com possibilidades de vitória nas presidenciais - se Manuel Alegre passar à segunda volta, não se duvide que terá hipóteses de ganhar as eleições; e sabemos que a esse candidato nunca foi perdoada a traição, a candidatura sem apoio do primeiro partido do regime, o PS. Não há qualquer ingenuidade nas palavras deste velho tribuno, tudo fará para boicotar (de preferência, pela calada) a candidatura de Alegre. O resto - o estado das finanças, a crise internacional, o arrufo entre Sócrates e Passos Coelho -, pormenores sem importância, amendoins para os pobres. Estamos longe, muito longe, da velha ideia romântica do político ser eleito para servir o povo. Eu gostaria muito de não partilhar o sentimento generalizado de nojo perante a política. Mas há pouco, muito pouco, que me convença a sentir o contrário. Estamos todos de parabéns.
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010
por Sérgio Lavos
Projecto de revisão constitucional do PSD? O que é isso?
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Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
por Pedro Sales
"Se o PS não estivesse com uma contingência de ter uma maioria simples e não absoluta no Parlamento e de estar dependente do condicionamento feito pelo discurso mais à esquerda, quer do Bloco, quer do Partido Comunista, talvez conseguisse avançar mais rapidamente num consenso maior quanto ao tipo de reformas que precisamos de fazer". Pedro Passos Coelho, a propósito da posição do PS sobre as propostas do PSD para rever a Constituição.
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008
por Pedro Sales
Segundo o Diário de Notícias, “influentes dirigentes da ala esquerda do PS”, como Cravinho, Maria de Belém, Vera Jardim, Ana Gomes ou Paulo Pedroso, ponderaram apresentar uma “moção global alternativa à de José Sócrates”. Temendo que a apresentação de um texto programático, mesmo sem apresentar uma candidatura alternativa, fosse encarado como uma divisão no partido em ano de eleições, “recuaram”.

Esta notícia é exemplar sobre o deserto de ideias e de reflexão crítica que tomou conta do Partido Socialista com José Sócrates. Tudo o que se desvie da unanimidade albanesa no apoio ao Governo é visto como um corpo estranho no interior do partido. Só assim se compreende a silenciosa passividade perante a transformação do principal espaço de debate interno de um partido, como é o caso de um Congresso, numa rampa de lançamento para o novo slogan eleitoral. Sintomático é que, de acordo com o próprio Paulo Pedroso, esse debate estratégico não tenha lugar por que “a direcção não decidiu os moldes em que se pode fazer esse debate”. Pois...
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
por Pedro Sales
Como, na carta que endereçou à Assembleia da República, Dias Loureiro garante que “não tem nada a esconder”, o PS já garantiu que inviabilizará novamente a sua audição. Dias Loureiro foi administrador e a “cara” mais visível do grupo BPN, no preciso período em que este comprou um banco às escondidas para “lavar” o dinheiro nas operações mais esdrúxulas. Mas, como alega que não tem nada a esconder, o PS considera o caso encerrado. Pegando nas já célebres palavras de Vítor Constâncio, se é tudo gente respeitável por que razão querem alguns deputados importunar o senhor conselheiro de Estado, pretendendo apurar explicações públicas sobre uma questão que vai custar centenas de milhões ao erário público?

por Pedro Sales
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2008
por Pedro Sales



O líder parlamentar do PS anunciou que o grupo socialista vai apresentar uma declaração de voto, onde “defende intransigentemente a igualdade dos direitos expressos na constituição e que não põe em causa o conteúdo programático dos diplomas” sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A declaração, claro, é para justificar o voto contrário às propostas que o PS considera um imperativo constitucional. Até a declaração de voto é imposta pela liderança da bancada, não vá algum deputado cometer a loucura de dizer que o que queria era mesmo votar a favor, sem um “mas” de conveniência.

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O líder parlamentar do PS anunciou que o grupo socialista vai apresentar uma declaração de voto, onde “defende intransigentemente a igualdade dos direitos expressos na constituição e que não põe em causa o conteúdo programático dos diplomas” sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A declaração, claro, é para justificar o voto contrário às propostas que o PS considera um imperativo constitucional. Até a declaração de voto é imposta pela liderança da bancada, não vá algum deputado cometer a loucura de dizer que o que queria era mesmo votar a favor, sem um “mas” de conveniência.

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O líder parlamentar do PS anunciou que o grupo socialista vai apresentar uma declaração de voto, onde “defende intransigentemente a igualdade dos direitos expressos na constituição e que não põe em causa o conteúdo programático dos diplomas” sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A declaração, claro, é para justificar o voto contrário às propostas que o PS considera um imperativo constitucional. Até a declaração de voto é imposta pela liderança da bancada, não vá algum deputado cometer a loucura de dizer que o que queria era mesmo votar a favor, sem um “mas” de conveniência.

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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
por Pedro Sales
É compreensível que a maioria dos dirigentes socialistas não tenha apreciado sobremaneira as críticas de Ana Benavente ao PS, mas nada, mas rigorosamente nada, justifica a inqualificável resposta de José Lello aos microfones do Rádio Clube: "É uma loucura, são declarações de quem está mal com a vida e consigo própria, devia repensar a sua posição no partido. Não é um discurso político, é um discurso a necessitar de Lexotan”. 

Que José Lello não se aperceba do nível rasteiro da linguagem que costuma utilizar nas suas intervenções políticas é lá com ele, que o PS entregue a este senhor a expressão das suas posições já nos diz alguma coisa sobre a forma como este partido está mesmo a rapar no tacho.

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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
por Pedro Sales


Montagem do Luís Branco para o esquerda.net

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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
por Pedro Sales



O PS aprovou hoje as alterações ao sistema de voto dos emigrantes portugueses, alegando que o voto por correspondência permitia a existência de “chapeladas” eleitorais. E quem é que o PS escolheu para apresentar este projecto e defender alegado reforço da transparência do processo eleitoral? José Lello. Isso mesmo. José Lello, o dirigente do Partido Socialista responsável pela mais cara campanha no estrangeiro de que há memória, e que está a ser investigada pela PJ depois de ser público que a campanha no Rio de Janeiro foi financiada por um empresário entretanto detido pela justiça brasileira no processo da "máfia dos bingos". O mesmo empresário que, vá-se lá saber porquê, foi depois nomeado cônsul honorário em Cabo Frio pelo Governo do PS. Para compor o ramalhete, Maria Carrilho, a única deputada do PS eleita pelos círculos da emigração, faltou ao debate que lhe dizia directamente respeito.

Um dia como os outros na bancada socialista.

por Pedro Sales
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O PS aprovou hoje as alterações ao sistema de voto dos emigrantes portugueses, alegando que o voto por correspondência permitia a existência de “chapeladas” eleitorais. E quem é que o PS escolheu para apresentar este projecto e defender alegado reforço da transparência do processo eleitoral? José Lello. Isso mesmo. José Lello, o dirigente do Partido Socialista responsável pela mais cara campanha no estrangeiro de que há memória, e que está a ser investigada pela PJ depois de ser público que a campanha no Rio de Janeiro foi financiada por um empresário entretanto detido pela justiça brasileira no processo da "máfia dos bingos". O mesmo empresário que, vá-se lá saber porquê, foi depois nomeado cônsul honorário em Cabo Frio pelo Governo do PS. Para compor o ramalhete, Maria Carrilho, a única deputada do PS eleita pelos círculos da emigração, faltou ao debate que lhe dizia directamente respeito.

Um dia como os outros na bancada socialista.

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O PS aprovou hoje as alterações ao sistema de voto dos emigrantes portugueses, alegando que o voto por correspondência permitia a existência de “chapeladas” eleitorais. E quem é que o PS escolheu para apresentar este projecto e defender alegado reforço da transparência do processo eleitoral? José Lello. Isso mesmo. José Lello, o dirigente do Partido Socialista responsável pela mais cara campanha no estrangeiro de que há memória, e que está a ser investigada pela PJ depois de ser público que a campanha no Rio de Janeiro foi financiada por um empresário entretanto detido pela justiça brasileira no processo da "máfia dos bingos". O mesmo empresário que, vá-se lá saber porquê, foi depois nomeado cônsul honorário em Cabo Frio pelo Governo do PS. Para compor o ramalhete, Maria Carrilho, a única deputada do PS eleita pelos círculos da emigração, faltou ao debate que lhe dizia directamente respeito.

Um dia como os outros na bancada socialista.

por Pedro Sales
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
por Pedro Sales



O Partido Socialista vai impor a disciplina de voto à sua bancada parlamentar para garantir que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é chumbado, alegando que o assunto "não consta do actual programa do Governo". Das duas uma. Ou Alberto Martins toma todos por parvos, ou toma todos por parvos. Vir invocar que os deputados se limitam a votar de acordo com o que vem no programa do governo, no mesmo dia em que o PS aprova (e bem) um novo regime do divórcio sobre o qual não há uma linha no tal programa, é um insulto à inteligência das pessoas. Fica ainda por saber, claro, o que aconteceu à preocupação com o cumprimento do programa e das promessas eleitorais em votações como o referendo europeu ou o aumento do IVA (como se pode ver no vídeo).


por Pedro Sales
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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira


Fala-se cada vez mais, incluindo nas fileiras do PSD, de uma solução de Bloco Central para 2009, caso o PS perca a maioria absoluta. O PS cometeria um erro histórico (ainda se lembram de qual foi o resultado da experiência anterior?), libertando ainda mais voto para a sua esquerda. Para o Bloco de Esquerda, especialmente, seria a sorte grande. E as dissensões no PS seriam quase imediatas com efeitos imprevisíveis no xadrez partidário. Também na direita esta opção seria uma excelente notícia para os liberais de retórica, que podiam finalmente ganhar algum espaço.

Mas, tirando a hecatombe eleitoral para os dois partidos do centro, seria uma saudável clarificação política. De facto, há poucas razões, para além da lógica da alternância, para Sócrates e Ferreira Leite estarem em barcos diferentes. Na Europa, nas finanças, na economia, nas leis laborais, na segurança social e até na política internacional (sobre a qual nenhum deles tem qualquer opinião) a sintonia é quase absoluta.
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por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira
O ex-dirigente desportivo do clube de Valentim Loureiro, engenheiro José Lello, acusou Manuel Alegre de «parasitar o grupo parlamentar» do PS, viajando às suas custas para lançar um livro nos Açores. O Governo Regional dos Açores, insuspeito de simpatias com a oposição, já desmentiu, dizendo que Alegre foi aos Açores convidado pela direcção regional de Cultura e foi ela que pagou as despesas. Não é segredo que estou longe de ser um fã de Alegre. Mas quando entram no debate político os lellos desta vida há que montar o cordão sanitário. Se, como dizia o senhor, «na política é necessário haver rectidão e hombridade», talvez seja altura do PS começar a esconder algumas figuras. Ou deixam a oposição sem nada que fazer. Como diz Ana Gomes, «com defensores destes, por que há-de o PS preocupar-se com os detractores?»
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por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira
«Na política é necessário haver rectidão e hombridade»
José Lello, sobre a participação de Alegre no comício do Teatro Trindade
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por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira


Foto de André Beja



Sala completamente cheia. Outra sala, noutro lugar, com um ecrã gigante a tranmitir o comício, também cheia. E muita gente na rua sem poder entrar. Muitos militantes do PS e do Bloco de Esquerda juntos. Um excelente discurso do deputado José Soeiro. E um discurso mais contundente do que esperava de Manuel Alegre. Um comício inédito e um sério aviso a Sócrates. Devemos, ainda assim, um agradecimento a Vitalino Canas, um dos principais divulgadores desta iniciativa.

por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
No dia 3 de Junho, dirigentes do Bloco de Esquerda e "alegristas" participam num comício comum contra "o défice social". Não vale a pena fazer especulações delirantes a partir daqui. Mas vale a pena perceber o aviso. A esquerda à esquerda do PS está a crescer. E é por esse flanco que Sócrates vai perder a maioria absoluta.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Principais queixas: a RTP beneficia o governo; o Bloco de Esquerda é levado ao colo.
Principais conclusões da ERC em relação ao ano de 2007: a SIC dá mais espaço ao PS e ao governo do que a RTP; com votações semelhantes ao CDS e ao PCP, o BE tem de três a cinco vezes menos notícias que o CDS e três vezes menos do que o PCP.


por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 27 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
"Os senhores têm que se habituar que eu já não tenho vida política"
Jorge Coelho
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por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 6 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
Vale a pena acompanhar o julgamento de Fátima Felgueiras para ir conhecendo o PS profundo e como se pagam campanhas eleitorais.

por Daniel Oliveira
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