Quarta-feira, 28 de Março de 2012
por Sérgio Lavos

A Comissão Europeia até pode autorizar a venda do BPN ao BIC por um valor irrisório. A comissão de inquérito constituída pelos partidos do centrão até pode servir de cortina de fumo para todo o processo do banco do cavaquismo. Mas quer-me parecer que a procissão ainda vai no adro, a julgar por este post no Câmara Corporativa.

 

"A fazer fé no que se dizia no Jornal de Negócios (artigo reproduzido na íntegra aqui) de 26 de Janeiro de 2011, “a Finertec é detida pelo Banco Fiduciário Internacional, constituído em 2002 em Cabo Verde. Do conselho de administração da Finertec fazem parte algumas personalidades ligadas ao PSD, como António Nogueira Leite e Miguel Relvas.

Hoje, o Jornal de Negócios relata que um dos investigadores do BPN disse em tribunal o seguinte:




Aliás, parece que as autoridades de Cabo Verde se depararam com o mesmo problema, tendo instaurado processos de contra-ordenação a administradores do Banco Insular, detido pelo BPN, e do Banco Fiduciário Internacional.

Em face do exposto, ainda que mal pergunte:

        • Miguel Relvas, que é agora ministro da propaganda, e Nogueira Leite, que faz parte da actual administração da CGD, continuam a integrar o conselho de administração da Finertec, grupo que é detido, segundo o 
Jornal de Negócios
      , pelo Banco Fiduciário Internacional?
      • No âmbito da investigação ao BPN (e, segundo o investigador ouvido em tribunal, ao Banco Fiduciário Internacional), Miguel Relvas e Nogueira Leite serão chamados a depor na comissão parlamentar de inquérito acabadinha de nascer (e, se não for muita maçada, igualmente em tribunal)?"

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Quarta-feira, 29 de Fevereiro de 2012
por Sérgio Lavos

 

   

             A mentira compulsiva.                                  A neurose delirante.   

 

  

              A alucinação psicótica.                                   A esquizofrenia.

 

                    

                                O transtorno de múltipla personalidade. 

 

Não temais: o pior ainda está para vir.

tags: ,

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (46) | partilhar

Sábado, 1 de Outubro de 2011
por Sérgio Lavos

  +       + 

 

 

E o que é que estas três entidades têm em comum?

 

 

E o Presidente da República, tem feito o quê? Cowspotting. Lindo.


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (19) | partilhar

Sábado, 17 de Setembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Apesar dos lamentos de Passos Coelho sobre a "gravidade" da situação na Madeira, da gentil  lembrança do PR e da "análise" da Procuradoria-Geral da República, não tenho dúvidas de que nada vai acontecer a Alberto João Jardim, nem dentro do seu partido - a retirada da confiança política, como deveria ser - nem fora - a hipótese de alguma vez ser provado o crime de "dolo" com dinheiros públicos é risível. E toda a gente encara a impunidade com a maior das levezas, sabendo que o curso dos acontecimentos desemboca sempre em nada. A falência do país será coisa de pouca importância- moralmente, estamos falidos há muito.


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (42) | partilhar

Terça-feira, 23 de Agosto de 2011
por Pedro Sales

 

 

Carlos Moedas foi hoje ao Parlamento dizer que Governo aumentou de forma brutal o IVA da energia porque os investidores suspiravam pela harmonização fiscal com o resto da Europa. Imagina-se a fila de investidores, em frente ao ministério das Finanças, a exigir pagar mais 17% pela energia para reforçar a competitividade das empresas. Agora mais a sério, como se fosse possível perante uma afirmação destas, nem no Inimigo Público se lembrariam de um "argumento" tão delirante como este.

 

(Imagem retirada daqui)

 


por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

Alberto João Jardim recusa-se a falar e ameaça jornalista do DIÁRIO.

 

A impunidade tem um preço. E é democracia que o paga. Até quando o PSD (e o PS quando está no Governo) vai continuar a sustentar esta excrescência maligna do regime?


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (35) | partilhar

Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

"Começam a perceber-se as misteriosas razões que terão levado 2 159 742 portugueses a votar em Passos Coelho.

 

O eleitorado português tem sido repetidamente elogiado pela prudência e sensatez. Tirando a parte, humana, demasiado humana, da lisonja, resta o que é talvez fundamental, que os portugueses não gostam de surpresas e votam no que conhecem. E há que admirar a sua intuição: votando em Passos Coelho, o jovem desconhecido vindo do nada, que é como quem diz da JSD e de uns arrufos com a dr.ª Ferreira Leite, votaram no mesmo de sempre, na incomensurável distância que, em política, vai do que se diz ao que se faz.

 

E, pedindo ajuda a O'Neill, o eleitorado "tinh' rrazão": disse Passos Coelho que era um disparate afirmar-se que tributaria o subsídio de Natal e foi a primeira coisa que fez mal chegou ao Governo; que não mexeria nos impostos sobre o rendimento e idem aspas; que iria pôr o Estado em cura de emagrecimento e o "seu" Estado só tem engordado de adjuntos, assessores, "especialistas" (e até de "superadjuntos" e "superespecialistas"); agora foi de férias "para recuperar algum tempo do [seu] papel enquanto marido e pai" depois de ter anunciado que "o Governo não gozará férias" dada a necessidade de, "com rapidez", "traduzir os objectivos (...) que estão fixados em políticas concretas".

 

Estou em crer que o eleitor português típico, se tal coisa existe, nunca votaria num político imprevisível."

 

(No lugar de sempre.)


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (43) | partilhar

Domingo, 7 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (43) | partilhar

Sábado, 6 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, nomeou dois assessores com um estatuto remuneratório equiparado a director-geral, ou seja, irão receber um salário mensal bruto de 3.892,53 euros.

 

Devem ser os tais super-assessores do super-ministro. Tudo mudou para melhor, não duvidemos.


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (30) | partilhar

Terça-feira, 2 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

 

Havia quatro potenciais compradores do BPN. O governo PSD/CDS, através de uma Caixa Geral de Depósitos recheada de novos boys dos dois partidos, quer negociá-lo em regime de exclusividade com o BIC, cujo presidente é Mira Amaral, antigo ministro de um dos clientes mais famosos do BPN, Cavaco Silva. Para além dos 40 milhões que o BIC afirma ir pagar, metade dos funcionários irão ser despedidos. Entretanto, um dos compradores que foram preteridos, o NEI, vem dizer que nunca fez uma oferta que fosse inferior a 100 milhões de euros (sim, 60 milhões mais do que é proposto pelo BIC), e que a proposta seria sempre vantajosa para os trabalhadores. Excluído à partida, este grupo de investidores vem falar agora de uma luta de David contra Golias. Julgo que ninguém poderá ter dúvidas sobre a natureza deste negócio. A história do BPN é uma mafiosa pescadinha de rabo na boca, um vaivém criminoso entre PS e PSD que rapinou ao Estado (que somos nós, não esquecer isto) incontáveis milhões. Fundado por figuras do PSD, ligadas aos governos de Cavaco Silva, fez crescer a fortuna de muitos durante os anos de bonança financeira, recorrendo a empresas fictícias offshore e a ilegalidades várias. Quando estava prestes a afundar-se, o governo PS decide esbanjar erário público na sua recuperação, dando razão ao ditado: o crime compensa. E o círculo completa-se, já com o PSD no poder, com a venda, aparentemente ruinosa para o Estado, a uma instituição financeira ligada a outra figura do PSD cavaquista, Mira Amaral. Portugal há muito que se tornou uma metástase da Sicília, e ninguém parece interessado em acabar com a doença. Só não vê quem prefere não ver. E em terra de cegos...


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (57) | partilhar

Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
por Miguel Cardina

Fernando – o candidato presidencial que exortava os seus adversários a darem-lhe tiros na cabeça, o cidadão que é maçónico e régio, o homem que viu um dia uma criança correr atrás de uma galinha para lhe roubar um pedaço de pão, o populista que queria reduzir a AR a 100 deputados porque ali campeia a preguiça, o independente que queria moralizar o país, o cabeça-de-lista por Lisboa do PSD que se bateu por um programa sem o conhecer, o ego a quem prometeram um lugar que não fosse o de mero deputado – Fernando, dizia, renunciou. Não ficou para mudar a política, não aceitou bater-se por um mandato que lhe foi confiado, amuou por não lhe terem dado os votos necessários para que fosse eleito presidente da Assembleia. Enfim, uma história triste com um final mais ou menos esperado. Um episódio que revela bem como o justicialismo se conjuga mal com a democracia. Um enredo que diz muito sobre a figura de Nobre e quase tanto sobre o ethos político e moral do partido que o decidiu acolher.


por Miguel Cardina
link do post | comentar | ver comentários (42) | partilhar

Sexta-feira, 1 de Julho de 2011
por Sérgio Lavos

 

Tinha curiosidade em saber onde vai ser aplicada a metade confiscada do seu subsídio de Natal? Descubra aqui*. E, vá lá, é por uma boa causa. Os senhores banqueiros do BPN (aquele banco onde o nosso Presidente da República depositou as poupanças de uma vida, lembra-se?) andam pelas ruas da amargura há tanto, tanto tempo, que até dava pena. E o povo não quer isso. O povo quer que o sistema financeiro arribe para que lhe continue a cobrar juros e a ganhar milhões pagando menos impostos do que qualquer empresa ou contribuinte individual. Viva nós!

 

*Via 5 Dias.


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (24) | partilhar

Quinta-feira, 30 de Junho de 2011
por Sérgio Lavos

Passos Coelho disse em de Abril que cortar subsídios era um disparate.*

 

*Sugestão do comentador LAM.

tags: , ,

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Domingo, 26 de Junho de 2011
por Sérgio Lavos

Passos não poupou dinheiro porque o Governo não paga bilhetes na TAP.

tags: ,

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (66) | partilhar

Sábado, 18 de Junho de 2011
por Sérgio Lavos

E o Nobre, onde é que anda?

tags: ,

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
por Miguel Cardina

 

José Sócrates e Pedro Passos Coelho não partilham só o facto de terem assinado o memorando da troika e se disponibilizarem a aplicá-lo com zelo. Une-os também um percurso de vida semelhante: passos políticos iniciais numa juventude partidária (ambos na JSD, curiosamente), um lugar precoce como deputado, ligações directas ou indirectas ao mundo dos negócios. Estão igualmente irmanados por um sinuoso percurso académico tardiamente concluído em universidades privadas - Sócrates na extinta e polémica Independente; Passos Coelho na Lusíada, conhecida por acolher muitos políticos do PSD. Isto, dirão alguns, é espuma intriguista. Para estes importa sobretudo o acinte comicieiro de logo à noite, a frase no telejornal, a dramatização dos acólitos. O espectáculo pós-democrático.

 

A verdade é que nunca as escolhas foram tão claras e a política tão urgente. E - precisamente por isso? - nunca o confronto entre os dois partidos do grande centro soou tão plástico. Com Portas pelo meio, imaginando-se já num lugar de vice-rei independentemente do partido vencedor, fala-se muito para ter de dizer nada. Discute-se acaloradamente alterações ao memorandum para não debater o seu conteúdo; fala-se de "honrar os compromissos" para não abordar o tema da renegociação da dívida; agita-se a bandeira do "grande esforço nacional" para não dizer que esta crise, criada pela especulação financeira, vai ser paga pelos cidadãos, pelo desmantelamento do estado social e por um pacote de privatizações irracionais. Este domingo vota-se e uma coisa é certa: as coisas só mudam se escolhermos efectivamente mudar.


por Miguel Cardina
link do post | comentar | ver comentários (27) | partilhar

Segunda-feira, 9 de Maio de 2011
por Sérgio Lavos

Não sei se terá sido boa ideia seguir a convenção do BE através das gordas do Público on-line e da sempre equilibrada cobertura do Renato Teixeira, esse grande estudioso do fenómeno Bloco de Esquerda para esta segunda década do século, no 5 Dias, mas do que perdi não reza a história, nem a deste fim-de-semana nem a das eleições que se aproximam. A verdade cruel da queda nas sondagens não desmente as palavras dos seus líderes, mas convenhamos que pedir votos ao centro e à direita me parece prenhe de um patético wishfull thinking que nem a busca de parangonas desculpa. Também não sei o que será o "extremismo radical" de que fala Louçã; referir-se-à ele aos cartazes com ovelhas negras que eram colados nas paredes de Lisboa em meados da década passada? O caminho para o centro - parece ser esse - terá de se fazer sacrificando uns quantos anciões cordeiros, percebi bem? E onde espera o BE ir conquistar votos, ao volátil povo que tanto se lhe dá votar PS ou PSD, comprovando o chavão da esquerda de que estes são partidos sem diferenças? Certamente não aos leitores do CDS, que de tropeção em tropeção de Passos Coelho lá vai trepando em direcção a uma futura e novamente respeitável coligação, reeditando a união nacional magicada pela saudosa dupla Santana-Portas, que tanto deu ao país. Para dizer a verdade, ao currículo de Passos Coelho falta uma passagem pelo comentário televisivo, mas seguramente que a sua destreza na feitura de farófias e outras iguarias doces compensa esta ausência. Até porque de ideias, estamos conversados, e gosto de imaginar os cabelos arrepiados da classe média de crédito estourado ao ouvir o líder do partido da laranja afirmando que, seriamente dado que ele é um homem sério, seriíssimo, as medidas do trio FMI não são suficientemente penalizadoras e que ainda irá mais longe do que os bondosos samaritanos da troika, privatizando até à última réstia de empresa estatal, depenando definitivamente as empresas públicas que ainda vão alimentando os cofres do Estado, a CGD e a TAP. E a RTP, claro, não esquecer, que isso de ter uma estação pública deverá ser luxo apenas dos outros, incluindo o berço do capitalismo, os EUA. Pormenores. Ideias peregrinas não faltam certamente a Coelho e à sua trupe, e sempre insistindo na panaceia da manutenção dos impostos. Haverá capelas com mais fiéis onde ir pregar, mas convenhamos que é preciso concorrer com as medidas para tornar a economia competitiva propostas pelo PS; se estes baixam o IVA do golfe e aceleram a destruição dos serviços do estado, Coelho salta mais longe, e sonha com um país dominado pela selvageria do ultraliberalismo económico. Um utópico.

 

O problema é que a contramão perigosa por onde conduzimos parece ser, por vontade da única alternativa que nos resta - uma viragem à esquerda - o caminho provável. No limite, é verdade que ser retirada a responsabilidade de governação aos nossos políticos, apesar da lamentável perda de soberania, é uma solução com o seu quê de interessante. E como ninguém parece muito interessado em bater o pé a quem manda verdadeiramente no país, animemo-nos: a diversão da viagem está mais do que garantida.


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (16) | partilhar

Segunda-feira, 11 de Abril de 2011
por Sérgio Lavos

A inabilidade e a falta de imaginação política de Pedro Passos Coelho começam a vir ao de cima, como azeite em água, à medida que as grandes decisões se vão aproximando. Desde o ziguezague que levou à queda do Governo, vagamente teleguiado por Cavaco, até à apresentação no dia a seguir ao congresso do PS do kamikaze Nobre - que, de resto, parece estar a preparar-se para fazer a mesma figura que Vital Moreira fez nas Europeias, com a dificuldade acrescida de concorrer contra o novo Messias do Largo do Rato, Ferro Rodrigues -, passando pela biografia cabritiana que inclui o edificante episódio dos caniches e heróicas referências ao Obama de Massamá, tudo parece encaminhar-se em direcção ao cenário ardentemente desejado por Pacheco Pereira: a derrota do PSD nas próximas legislativas. As sondagens são pouco mais do que uma maçada, e ainda não reflectem a imparável prestação do mago eleitoral Sócrates no congresso de Nurember..., perdão, Matosinhos. Ao estilo pausado e receoso de Passos Coelho, responde o engenheiro da rusticidade serrana com empolgamento e arregimentar de hostes; com vigor e com o tradicional fado do coitadinho; com um estrutural abrir de braços acolhendo neste calor a direita anti-ultraliberal e a esquerda radical. José Sócrates, o político plastidom, sabe que não precisa de apresentar resultados, mostrar competência, ou até, ideia peregrina, governar o país, para ganhar eleições. A lixeira política nacional precisa de um rei do lixo que esteja à altura do trabalho de manga-de-alpaca da UE que espera o próximo primeiro-ministro desta soberaníssima nação à beira-mar plantada. E Passos Coelho precisa de um curso de reciclagem - o ideal seria um programa de debate político com alguém da craveira de José Lello ou Tino de Rans, à moda das saudosas conversas entre Sócrates e Santana Lopes na SIC antes da ascensão deste belo par ao estrelato. Não sendo neste momento esta hipótese possível, só lhe resta uma solução: convencer o país de que a política é mais do que fogo-de-artifício retórico, espalhafato mediático, imagem no espelho. Bela empresa. O fracasso deverá ser a via provável. E o país que se lixe.

tags:

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Sexta-feira, 25 de Março de 2011
por Miguel Cardina

Ao contrário do que já li por aí, este governo não caiu de podre. Caiu de manha, como alguns jogadores que pressentem o adversário por trás e simulam a queda na grande área. Do timing ao modo como foi preparada a apresentação do PEC 4, tudo foi feito para impossibilitar a sua aprovação pelo PSD, o parceiro habitual do PS nesta sucessão de medidas austeritárias. O PS procurou assim libertar-se do fardo de ter de ir receber à porta o FMI e abriu campo a um discurso de vitimização. Quanto ao PSD, empurrado pelas circunstâncias e pela fome de poder, lançou-se de imediato numa tentativa de demarcação política, que já levou Passos Coelho a um estranho exercício de faltar às promessas eleitorais antes mesmo de poder ser eleito. Como já estamos em clima pré-eleitoral, entraremos num período de crispação retórica que tenderá a encobrir as convergências de fundo entre a direita neo-liberal e a “esquerda-merkel”, como convenientemente lhe chamou Zé Neves. Por isso mesmo é muito interessante o quadro elaborado pelo Público sobre a “repartição dos sacrifícios” constantes nos PECs e a análise que o Nuno Serra faz dele, mostrando a sua intrínseca injustiça. Alguém consegue dizer-se de esquerda e manter a imperturbabilidade diante desse programa do bloco central tácito?


por Miguel Cardina
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2010
por Sérgio Lavos

Parece que Edite Estrela se terá precipitado. Podemos então esperar uma reedição do duelo entre a imprensa suave e o animal feroz, nos próximos tempos. Uma mão leva a outra, claro; mas só até certo ponto. Afiam-se as facas. É a este triste fado que parecemos estar destinados. A nossa vidinha é um pormenor da história.


por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Sábado, 4 de Dezembro de 2010
por Miguel Cardina

Pedro Passos Coelho afirmou esta noite na RTP 2 que Sá Carneiro «dirigiu uma contra-revolução contra os desvios da revolução».

tags: ,

por Miguel Cardina
link do post | comentar | ver comentários (36) | partilhar

Sábado, 23 de Outubro de 2010
por Pedro Sales


"O que é a Ongoing?", perguntava o deputado Branquinho há menos de oito meses numa comissão de inquérito. Parece que aprendeu depressa.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (40) | partilhar

Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010
por Sérgio Lavos
Uma luz brilha ao fundo do túnel. Escolhida a task force que irá resgatar o país do cerco a que foi submetido, nada poderá correr mal daqui para a frente. As notícias que vão surgindo - um honroso 40º lugar no ranking da liberdade de imprensa, a mísera esmola de 400 milhões ao BPN - não vão impedir que se enverede pelo caminho justo. Enquanto tivermos do nosso lado o pior ministro das Finanças da União Europeia e o seu humilde servo Sócrates (as conferências de imprensa conjuntas desta dupla são bastante reveladoras) tudo terá remédio. Enquanto isso, encurralado na sua própria promessa, Passos Coelho esbraceja. Nada de novo na frente ocidental.
tags: ,

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (16) | partilhar

Sábado, 25 de Setembro de 2010
por Sérgio Lavos


Poder-se-ia pensar que, com a saída de cena de Pedro Santana Lopes, há uns anos, o mau filme série B em que se tornou o PSD poderia sair de cartaz. Mas depois apareceu Luís Filipe Menezes e ainda tivemos direito a um breve cameo de Manuela Ferreira Leite. E agora, Pedro Passos Coelho, o político de ar sério e compungido - a quem certamente qualquer um de nós compraria um carro - decide enveredar pelo caminho justo, o único caminho que os líderes do PSD conhecem: o da asneira. José Sócrates é o homem certo na altura exacta: um sensacional incompetente a liderar-nos num momento crítico, decisivo, de crise mundial e de mudança de paradigma económico. A série ininterrupta de maus primeiro-ministros teve o seu apogeu com Sócrates, mas a verdade é que já lá vão duas eleições à conta do desnorte do PSD. E o engenheiro agradece.

A insistência de Passos Coelho na nova Constituição transformou-se numa teimosia absurda, principalmente depois de terem saído as primeiras sondagens mostrando o descontentamento dos eleitores com a proposta. Fica-se sem saber de quem terá sido a brilhante ideia de propor mudanças na Constituição que podem levar ao enfraquecimento do Estado Social em pleno período de crescimento do desemprego e de quebra do poder de compra. Mas o pior foi o que veio a seguir: a mensagem passada pelo Governo de que a moeda de troca para a aprovação do Orçamento seria precisamente o acordo para a revisão constitucional, como se este fosse uma inadmissível chantagem. Sócrates pode não perceber grande coisa do governo de um país, mas soube-se rodear dos especialistas certos, os spin doctors que transformam cada derrota em falsa vitória e cada escândalo em oportunidade de vitimização, aproveitando a fragilidade do adversário para atacar onde mais dói: as sondagens.

À primeira oportunidade, o parceiro de tango de que Sócrates se gabava de ter encontrado sofreu o destino esperado: a traição. Pedro Passos Coelho deveria saber que o tango também pode ser uma dança de morte, e o enamoramento é sempre passageiro. Agora que o PS se encontra numa fase de crescimento nas sondagens, Sócrates acena com o fantasma de novas eleições. O PSD, definitivamente, não aprende. O país, esse, é apenas um parêntesis no jogo da cadeira do poder. Até quando?
tags: ,

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (23) | partilhar

Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
por Pedro Sales
"Se o PS não estivesse com uma contingência de ter uma maioria simples e não absoluta no Parlamento e de estar dependente do condicionamento feito pelo discurso mais à esquerda, quer do Bloco, quer do Partido Comunista, talvez conseguisse avançar mais rapidamente num consenso maior quanto ao tipo de reformas que precisamos de fazer". Pedro Passos Coelho, a propósito da posição do PS sobre as propostas do PSD para rever a Constituição.
tags: ,

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

Terça-feira, 6 de Julho de 2010
por Pedro Sales


Sistematizando as várias micro-narrativas que têm vindo a ser matraqueadas, ad nauseam, pelos clones de Medina Carreira e Campos e Cunha que tomaram de assalto o espaço mediático, o artigo de Passos Coelho no I demonstra até onde o PSD está disposto a utilizar a actual crise económica como o álibi para o que chama de “agenda da mudança”.

Se o país está em crise, Passos Coelho descobriu a razão para os problemas competitivos que afectam a economia nacional vai para uma década: o “aumento desequilibrado da esfera de responsabilidade do Estado nas áreas sociais” e a forma como o nosso incipiente Estado Social “obrigou ao aumento dos impostos ao longo das últimas décadas”. De 1973 a 1999, diz Passos Coelho, as despesas sociais passaram de “8,7% para cerca de 26,1%” e a carga fiscal subiu de “18,6% para perto de 34% do produto”.

Sucede que, ao contrário do que nos quer fazer crer o líder do PSD, não são os números mais recentes que destoam - tanto a carga fiscal como a percentagem do PIB dedicado às questões sociais é inferior à média europeia -, mas os 15% de impostos cobrados em 1973 - quando o resto da Europa já andava pelos 32%... Que Passos Coelho, para defender a “destatização da sociedade”, tenha que ir buscar como termo de comparação fiscal e social um regime que deixava, nesse mesmo ano de 1973, cinco milhões de portugueses sem qualquer cobertura médica, onde o número de analfabetos era 20 vezes superior ao de licenciados, a mortalidade infantil tinha números africanos e onde apenas 5% da população frequentava o ensino secundário diz-nos bastante sobre a natureza das propostas que se prepara para apresentar. Curiosamente, e, ao contrário da sua leitura esquemática sobre a atrofia económica causada pelo peso do Estado, nem por isso a economia parecia ter maior dinamismo - muito antes pelo contrário.

Passos Coelho não se dá ao esforço de comparar laranjas com maçãs para agitar em vão a tese da tirania fiscal. Não. O recado é claro: “chegámos ao fim da linha” do “reforço das políticas de correcção da equidade” e, doravante, passa a haver co-pagamentos na educação ou saúde. Não estamos a falar de taxas moderadoras, mas da repartição dos custos financeiros de serviços que, na sua base, são eles próprios condição da democracia. A linguagem, de resto, não é inocente e não há muito a dizer quando o homem que parece destinado a governar Portugal fala dos “desincentivos ao emprego que são alimentados por algumas políticas sociais demasiado generosas”.

Diz Passos Coelho, porque doutra forma até soava mal, que existirá a “salvaguarda dos mais desfavorecidos” do esforço de pagar a sua saúde ou educação. Mas é mesmo a definição de “desfavorecido” que interessa. Num país com uma estrutura de rendimentos como a nossa, onde o salário médio (ilíquido) não chega aos 800 euros, e onde 70% dos portugueses recebe menos de 1000 euros (novamente ilíquidos), dizer que é a classe média quem terá que pagar esses "bens de mérito" é assumir que serão os milhões de pessoas que já destinam quase metade do seu orçamento para as despesas da casa, a ter que suportar duplamente os seus custos de saúde ou a educação dos seus filhos.

Mas as propostas do PSD não representam apenas uma regressão social, são também um erro económico. Para quem tanto fala num novo modelo de economia e em reforçar a competitividade externa das empresas, a sensação de dejà vu é evidente. Permitir a extensão do mercado aos serviços público prestados pelo Estado, garantindo aos grandes grupos económicos que, não por acaso, têm apostado fortemente no sector daa saúde, crescentes volumes de negócio em bens não transaccionáveis, e por isso refugiados da competição internacional, não acrescentando um pozinho que seja à especialização da economia e à sua capacidade de produzir inovação e acrescentar valor. Abrir aos grupos económicos a área da prestação dos serviços público é desviá-los do investimento em sectores de bens transaccionáveis, vocacionados para a exportação, numa clara negação do que tem sido o discurso público do PSD.

Num país onde a perda de competitividade está muito ligada à incapacidade de sair de um modelo de baixa especialização do tecido económico e à forma como se processou a entrada no euro - com um modelo onde o único ajustamento macroeconómico disponível passou a ser o da desvalorização salarial -, Passos Coelho desdobra-se em loas à necessidade de apostar na competitividade das exportações ou modernização da economia, mas assume-se como a tábua de salvação dos grupo económicos há muito habituados a viver das rendas garantidas pelo estado ou em expandir o negócio em sectores protegidos da competição internacional.

Passos Coelho assegura que as suas propostas garantem uma maior competitividade e não deixa de ter alguma razão. Não é bem a que apregoa, é certo, mas a do salve-se quem puder para ver se tem direito às migalhas que restarem de um Estado Providência que o próprio diz querer acabar.
tags:

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (36) | partilhar

Segunda-feira, 17 de Maio de 2010
por Pedro Sales
O prolixo deputado Frasquilho, depois do João Galamba ter revelado um documento do BES, onde este porta-voz do PSD para as Finanças elogia a política orçamental do Governo com o mesmo desvelo fundamentalista com que a critica em público, diz que não existe nenhuma duplicidade no seu discurso. Afinal, explica, esse documento é só para estrangeiro ver. É uma argumentação original. Ou temos um banco que engana os seus clientes, ou as críticas do PSD ao governo são o teatro do costume e não são para levar a sério. Atendendo ao passado recente, não é de descartar o facto das duas hipóteses não serem excludentes.
tags:

por Pedro Sales
link do post | comentar | partilhar

por Pedro Sales
O prolixo deputado Frasquilho, depois do João Galamba ter revelado um documento do BES, onde este porta-voz do PSD para as Finanças elogia a política orçamental do Governo com o mesmo desvelo fundamentalista com que a critica em público, diz que não existe nenhuma duplicidade no seu discurso. Afinal, explica, esse documento é só para estrangeiro ver. É uma argumentação original. Ou temos um banco que engana os seus clientes, ou as críticas do PSD ao governo são o teatro do costume e não são para levar a sério. Atendendo ao passado recente, não é de descartar o facto das duas hipóteses não serem excludentes.
tags:

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (9) | partilhar

Terça-feira, 16 de Março de 2010
por Sérgio Lavos


O congresso partidário, esse acontecimento do outro mundo, com direito a directos nos telejornais e a painéis de comentadores pela noite fora, sempre me provocou um entusiasmo, vá lá, nulo. Gente do Portugal profundo, vagas de fundo, discursos empolgantes, claques e cliques, autarcas falando do coração, palmas, entusiasmo precoce durante três dias até um de dois desfechos possíveis: a estalinista aclamação do líder ou o acentuar das divergências internas, e no fim os comentários e o esmiuçar amiudado das palavras de todos os intervenientes. Não falo de nenhum partido em particular, sou suficientemente democrático para achar que as diferenças esbatem-se nestas situações, é a beleza da política. Por isso, é um luxo pegar nos jornais do dia seguinte ou ler alguns blogues de referência e perceber como a subjectividade continua a ser uma coisa tramada. Veja-se o caso do PSD. O Público garantiu-nos ontem que Pedro Passos Coelho tinha cavalgado a onda de euforia básica que se tem vindo a gerar nos últimos dois anos, empolgando nos discursos, desafiando os caciques - Alberto João à cabeça -, unindo as hostes para os combates que se avizinham, incluindo, evidente, as eleições internas. Aguiar Branco apagou-se, como a chama de um fósforo, perante tal ímpeto, e Rangel não chegou a provocar faísca; Castanheira, esse, não se chegou a saber muito bem quem é. Tudo feito, muito bem, parece-me ser Passos Coelho o adversário ideal para qualquer partido e presumo que sobretudo para os autores da reportagem. Se a esquerda simpatiza com ele - assumo que eu próprio sonho com Coelho à frente do PSD - é por razões meramente tácticas; é mais fácil defrontar um adversário que tenha a capacidade de se derrotar a si próprio. Mas afinal, se levarmos a sério as palavras de alguns simpatizantes - a claque, meu Deus, a claque - de Paulo Rangel que andaram pelo congresso (como Pedro Lomba), não foi nada daquilo que aconteceu: os discursos de Passos Coelho foram fraquinhos, o ataque ao soba da Madeira mal visto pelos militantes de base, e Rangel portou-se como Cícero em pleno Senado, mostrando ter mais ideias do que a média e exibindo maravilhosos dotes de tribuno que conquistaram o público presente e certamente o levarão à vitória.

Eu, que estou de fora e gosto tanto de acreditar no que os jornalistas relatam como na opinião de alguns cronistas credíveis, fico confuso: será assim tão subjectivo o efeito que um discurso provoca na audiência? Não queria tirar conclusões precipitadas, mas quero ainda menos ver imagens requentadas do congresso do PSD, que o tempo é pouco e a paciência não abunda. Seja como for, entre a plasticidade do eterno jovem Passos Coelho e a carne com sabor a peixe - ruptura, parece que é o mote - que nos é oferecida por Paulo Rangel, podem ficar os votantes do PSD muito bem servidos. Não sei o que se passou no congresso, mas quem se interessa por estas miudezas - destaco um senhor chamado Sócrates - deve ter ficado satisfeito. É esta a objectividade possível.
tags: ,

por Sérgio Lavos
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010
por Pedro Sales


Não escrevemos nada no Arrastão quando Carlos Peixoto, deputado do PSD eleito pelo distrito da Guarda, se tornou conhecido ao declarar que, “se estamos a admitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, então também podemos admitir, pelo mesmo princípio, casamentos entre pais e filhos, entre primos direitos e irmãos”.

O mesmo aconteceu quando, na quarta-feira, Carlos Peixoto disse na comissão parlamentar que verificava a admissibilidade da petição a propor um referendo que, ao não especificar que o casamento de pessoas do mesmo sexo era entre duas pessoas, a questão proposta era ambígua porque podia ficar a impressão de que se está a permitir o casamento de 4, 5 ou 6 homossexuais(!).

A razão para esta omissão é simples. Ninguém conhecia este senhor, um deputado de quinta fila cujas posições estão longe de vincular o seu partido. Dá-se um desconto. Constato, assim, o meu espanto ao verificar que as inacreditáveis declarações de Pacheco Pereira, aka ideólogo de Manuela Ferreira Leite, não andam assim tão distantes, nem são muito mais elaboradas intelectualmente do que as do seu patusco colega Carlos Peixoto.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (119) | partilhar

Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
por Pedro Sales
Uma direita órfã de representatividade politica, transferiu para a Presidência da República a expectativa de combate político com o Governo. São incontáveis os artigos e posts que se escreveram nos últimos meses a perscrutar cada suspiro, murmúrio ou declaração da presidência. Vinte e quatro horas. Foi esse o tempo que durou o seu último sobressalto, bruscamente interrompido com a promulgação sem espinhas do Orçamento de Estado. Não desesperem. Se não foi no OE é porque será no discurso de Ano Novo. Pois...Tão entretidos estão que nem se apercebem que o suposto protagonismo oposicionista de Cavaco Silva não é nenhum xeque ao governo, mas um xeque-mate ao PSD.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
por Pedro Sales


por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (24) | partilhar

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
por Pedro Sales



Manuela Ferreira Leite considerou ontem, em entrevista à TSF, que as obras públicas respondem "ao desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido".

60 mil emigrantes portugueses a trabalhar na construção civil do país vizinho.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

por Pedro Sales



Manuela Ferreira Leite considerou ontem, em entrevista à TSF, que as obras públicas respondem "ao desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido".

60 mil emigrantes portugueses a trabalhar na construção civil do país vizinho.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

por Pedro Sales



Manuela Ferreira Leite considerou ontem, em entrevista à TSF, que as obras públicas respondem "ao desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido".

60 mil emigrantes portugueses a trabalhar na construção civil do país vizinho.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
por Pedro Sales


fotografia Diário de Notícias



Não vá o Governo mudar de posição sobre o Kosovo, e alguém se lembrar de perguntar a posição do PSD, Ferreira Leite foi ontem a correr de urgência a Belém para ”conhecer a posição do Presidente da República sobre a matéria”. Desde os já longinquos tempos do PRD, que a cada dia que passava suspirava pelo ingresso de Eanes na vida partidária, que não se via tamanha vertigem para a presidencialização de um partido. Cavaco Silva, que participou na festa, pelos vistos aceita ser o conselheiro e assessor para a política internacional do maior partido da oposição. Nenhum dos dois fica bem na fotografia.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

por Pedro Sales


fotografia Diário de Notícias



Não vá o Governo mudar de posição sobre o Kosovo, e alguém se lembrar de perguntar a posição do PSD, Ferreira Leite foi ontem a correr de urgência a Belém para ”conhecer a posição do Presidente da República sobre a matéria”. Desde os já longinquos tempos do PRD, que a cada dia que passava suspirava pelo ingresso de Eanes na vida partidária, que não se via tamanha vertigem para a presidencialização de um partido. Cavaco Silva, que participou na festa, pelos vistos aceita ser o conselheiro e assessor para a política internacional do maior partido da oposição. Nenhum dos dois fica bem na fotografia.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

por Pedro Sales


fotografia Diário de Notícias



Não vá o Governo mudar de posição sobre o Kosovo, e alguém se lembrar de perguntar a posição do PSD, Ferreira Leite foi ontem a correr de urgência a Belém para ”conhecer a posição do Presidente da República sobre a matéria”. Desde os já longinquos tempos do PRD, que a cada dia que passava suspirava pelo ingresso de Eanes na vida partidária, que não se via tamanha vertigem para a presidencialização de um partido. Cavaco Silva, que participou na festa, pelos vistos aceita ser o conselheiro e assessor para a política internacional do maior partido da oposição. Nenhum dos dois fica bem na fotografia.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Sábado, 27 de Setembro de 2008
por Pedro Sales


Num dos momentos mais desconcertantes d”As faces de Harry”, um dos personagens, interpretado por Robin Williams, sofre de uma estranha doença que o vai tornando progressivamente desfocado. Ao seu lado, colegas, amigos e familiares vão dizendo que ele se encontra “out of focus”. Sem saber o que fazer para resolver a sua situação, obriga toda a família a usar óculos para que o possam ver correctamente. Perante a radical solução, uma mulher acaba por reclamar: ''You expect the world to adjust to the distortion you've become!''



Manuela Ferreira Leite está cada vez mais parecida com o personagem de Woody Allen. Depois de garantir que as suas aparições seriam poucas, para maximizar o impacto de uma mensagem centrada “apenas nas questões que verdadeiramente preocupam os Portugueses", as energias do PSD têm sido gastas com o voto dos emigrantes e o Estatuto dos Açores, dois assuntos que suspeito importarem tanto aos portugueses como a secreta vida sexual das sardinhas em lata de conserva.

Há dois dias, na terceira declaração de Manuela Ferreira Leite nos últimos dois meses, as suas palavras foram destinadas à opulência do comício do PS e ao relevante facto de José Sócrates fingir que não lia o discurso quando o fazia através de um power-point (sic!). Código de trabalho, desemprego, OE, preços da gasolina ou o impacto da crise financeira e do BCE nos juros que vão comendo o orçamento das famílias portuguesas, isso, claro, são assuntos que ainda não mereceram uma palavra do PSD. Como, ao contrário dos filmes de Woddy Allen, as pessoas teimam em não querer mudar para fazer a vontade aos outros, a resposta parece vir na volta do correio, e concentrar cada vez mais à esquerda a oposição ao governo.
tags:

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (21) | partilhar

Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
por Pedro Sales
Hoje, depois do PSD ter participado na votação por unanimidade do Estatuto dos Açores, Paulo Rangel declarou que o seu partido vai solicitar a fiscalização sucessiva da sua constitucionalidade. É preciso reconhecer que esta é de génio. O PSD votou a favor de uma lei que não hesita em considerar inconstitucional. Entre as profundas convicções sobre a "crise de regime" e os "perigos para a separação de poderes" levantados pelo estatuto, o PSD fez as contas do costume e preocupou-se foi com os votinhos nos Açores daqui a três semanas. O resto é conversa para quem quiser ser enganado.

por Pedro Sales
link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar


pesquisa
 
TV Arrastão
Inquérito
Outras leituras
Outras leituras
Subscrever


RSSPosts via RSS Sapo

RSSPosts via feedburner (temp/ indisponível)

RSSComentários

arquivos
2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


Contador