Sábado, 24 de Novembro de 2012
por Sérgio Lavos
Sexta-feira, 7 de Setembro de 2012
por Sérgio Lavos
O que o ministro da Educação está a fazer conta com o vergonhoso colaboracionismo da FENPROF e de Mário Nogueira, que parece ter perdido a vontade de ir para a rua contestar a destruição da escola pública. É significativo que, quando estava em causa apenas a avaliação e a carreira dos professores, 150000 se tenham manifestado contra a ministra da Educação da altura. A FENPROF parece existir apenas para defender direitos adquiridos pelos professores do quadro, não para defender o Ensino ou os professores contratados. Quando um sindicato se demite da responsabilidade de defender os mais desprotegidos da classe, o que poderemos fazer para lutar contra a política de terra queimada deste Governo? Uma originalidade portuguesa e uma tristeza.
Sábado, 24 de Março de 2012
por Sérgio Lavos
Ainda estou para ouvir as explicações de Arménio Carlos e da CGTP sobre a agressão por sindicalistas ao grupo dos Precários Inflexíveis na chegada à Assembleia. E já agora também gostaria de saber o porquê da demarcação que o líder da intersindical fez das outras manifestações do dia da Greve. Se as agressões policiais e as declarações sucessivas da direcção da PSP e de Miguel Macedo são expectáveis - ninguém espera de gente com tendências salazarentas que algum dia consiga ser sincera ou que tenha vergonha na cara - da CGTP eu - e muitos outros - esperaria um repúdio claro das declarações do MAI e da violência da PSP*. Até agora, nada. Triste, e a confirmação de que CGTP é, cada vez mais, parte do problema e não da solução. A intersindical caminha a passos largos para se tornar o rosto da institucionalização da contestação. Mais importante que os direitos dos trabalhadores ou a miséria dos desempregados parece ser a posição de demarcação dos movimentos sociais que foram aparecendo. Quando uma intersindical esquece desta maneira os direitos dos mais desprotegidos e dos trabalhadores que é suposto defender, quem ganha será sempre quem detém o poder, quem está a destruir o país. Enquanto sindicalizado num sindicato que pertence à CGTP, sinto-me muito pouco representado. E, sobretudo, revoltado. O silêncio da CGTP é ensurdecedor. E inadmissível.
*O Pedro Viana tem razão: a CGTP não se incomoda com os elogios de um proto-salazarista como Miguel Macedo?
Quinta-feira, 5 de Junho de 2008
por Daniel Oliveira
por Daniel Oliveira
Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
A moção de censura do PCP ao governo tem sido referida como uma forma de pressão junto da CGTP, para que esta não chegue a acordo com o governo em matéria de lei laboral. Acho a acusação injusta. Antes de mais, não acredito que haja espaço para um acordo. As posições estão muito distantes. E mesmo que elas existissem, o PCP continuaria a ter o direito a uma estratégia própria e à sua própria agenda. Ela não deve ser substituida pela agenda da maior central sindical. A acusação não pretende, aliás, diminuir o PCP. Pretende retirar credibilidade às criticas dos sindicatos, dando a entender que elas correspondem a uma estratégia partidária e que, no fundo, a CGTP está mais próxima das propostas do governo do que se quer fazer querer. Não é verdade.
Sexta-feira, 14 de Março de 2008
por Daniel Oliveira
Governo e Sindicatos não acertam nos números da greve de hoje dos funcionários da administração local e as diferenças são enormes. Cerca de 70 por cento de adesão avançava a dirigente Ana Avoila a meio desta manhã, enquanto o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, anunciou ao início da tarde que os dados do Governo apontam para 5,3 por cento de trabalhadores que aderiram à greve.Não faço ideia como está a correr a greve da Função pública. Mas está na altura de sindicatos e governo começaram a explicar os seus critérios para aferir as adesões às greves, porque há diferenças que não são aceitáveis. Fica apenas uma nota: nunca ouvi falar de uma greve em Portugal com pouco mais de 5% de adesão. Isto quereria dizer que, na prática, não havia greve nenhuma.
É o próprio governo que diz que «cerca de 96 por cento das escolas estão a funcionar, 98 por cento das repartições de finanças estão a funcionar, 97 por cento dos serviços locais da segurança social estão a funcionar, 93 por cento das conservatórias e cartórios notariais estão a funcionar». Mesmo tomando estes números como verdadeiros (serão?), eles são completamente incompatíveis com uma adesão de apenas 5,3% dos trabalhadores. Fosse essa a adesão e todos os serviços estariam a funcionar e a funcionar normalmente. A não ser, claro, que a greve tenha sido de quase 100% no que fechou e de quase 0% no que funcionou. Improvável, não?
Terça-feira, 4 de Março de 2008
por Daniel Oliveira
Escrevi que o timing da última greve geral fora um erro, com os resultados que então se viram. E que se tinha gasto a bomba atómica e seria muito mais difícil voltar a usá-la: a greve, por ser tacticamente prematura, não tinha conseguido traduzir com justiça o descontentamento que se sentia. Basta olhar para a realidade política actual para perceber a falta que ela agora fazia: por muitos factores, Sócrates está desgastado, a sua máquina de propaganda está esfrangalhada, muitos mais sectores estão mobilizados e haveria, neste momento, uma real capacidade de fazer o governo recuar em várias matérias. A greve seria uma chegada forte e não uma falsa partida. Será possível repeti-la? Fazer duas greves gerais no espaço de um ano é muitíssimo difícil. E, deixando aproximar eleições, cheiraria ao que seria: campanha eleitoral. Foi cedo demais, como muitos dirigentes da CGTP, ultrapassados por outras agendas, avisaram na altura. Há erros tácticos com um preço estratégico muito alto. E alguns desses erros cometem-se apenas por haver demasiada gente que, em vez de querer discutir serenamente cada opção, prefere a cegueira do "ou estás connosco ou contra nós".
Sábado, 16 de Fevereiro de 2008
por Daniel Oliveira

Com todos as restantes tendências a defender a filiação da CGTP na Confederação Sindical Internacional, a maior central sindical do Mundo,
o PCP impôs à Intersindical o isolamento. Depois de durante anos ter mantido a CGTP com uma forte ligação a uma organização internacional dominada pelos sindicatos do Leste da Europa, que nunca fizeram uma greve ou um combate político pelos seus trabalhadores (a Federação Sindical Mundial, que hoje agrupa sindicatos da Síria, Cuba, Coreia do Norte, Vietname ou Bielorrússia), o PCP continua a não aceitar a mudança dos tempos e a manter a CGTP refém da sua cegueira.112 delegados votaram a favor da integração na CSI, mas a disciplina de voto entre os militantes do PCP falou mais alto.
Florival Lança, o responsável pelo departamento internacional, decidiu não falar durante o congresso e não presidir a qualquer sessão de trabalho, para não ter de subscrever esta inacreditável decisão.
Recorde-se que fazem parte da
CSI a CUT e a CGT, do Brasil, a CGIL, de Itália, as Conissiones Obreras, de Espanha, e a CGT, de França, centrais com as quais a CGTP sempre teve relações políticas muito próximas e, algumas delas, com fortes relações com os partidos comunistas dos seus países. Mas o PC português é muito especial na sua forma de olhar o Mundo e, por isso, muito especial tem de ser a a CGTP.
A CSI tem 311 centrais sindicais filiadas e representa 168 milhões de trabalhadores de 155 países.
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
por Daniel Oliveira
Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008
por Daniel Oliveira
Mais escandaloso do que
o coordenador da Comissão de Trabalhadores da mais importante fábrica para a economia nacional não estar no próximo Conselho Nacional da CGTP é nem sequer ter sido proposto pelo seu sindicato (o Sindicato dos Metalúrgicos do Sul, dominado pela linha ultra-ortodoxa do PCP e tem num quinto dos seus associados trabalhadores da Autoeuropa) como delegado ao congresso. É extraordinário. Desse sindicato,
o representante na direcção da CGTP será Manuel Bravo, funcionário do sindicato sem empresa e por isso alguém que não se deixa influenciar pela realidade no terreno.
A razão porque o PCP não quer António Chora no congresso (os delegados não são eleitos directamente pelos trabalhadores) não é por ele ser do Bloco de Esquerda. É porque tem prestígio entre os seus camaradas de empresa que o conhecem, já que é lá que ele trabalha, e que, ano após ano, votam de forma esmagadora na lista que ele encabeça; é porque
tem uma estratégia que não se limita a dar mais e mais derrotas aos trabalhadores na ilusão de que assim reforça a luta; é porque apesar de ser dirigente partidário obedece aos trabalhadores da sua empresa e não às decisões do seu partido; e é porque não depende de negociações entre correntes partidárias na CGTP para ter peso sindical. O seu peso sindical vem de onde tem de vir: dos trabalhadores.
Se não tivesse medo de o ver à solta, o PCP também mandava borda fora Carvalho da Silva, responsável pela devolução de muita da credibilidade que a CGTP mantém, assim como dispensa os representantes eleitos pelos trabalhadores da Autoeuropa no congresso da Intersindical. O PCP não hesita em fragilizar qualquer movimento unitário, em enfraquecer os sindicatos quando mais deles precisamos, se isso significar que não deixa de os controlar. E como se viu pela tentativa de correr com Carvalho da Silva, apesar da sua evidente popularidade, não se trata apenas de ter militantes seus nos lugares chave. Trata-se de ter militantes da linha que tomou conta do partido. Nem nos seus confia se não forem funcionários obedientes.
A força da luta sindical mede-se em vitórias para os trabalhadores. E esse é o balanço que o PCP não quer fazer. Prefere mostrar quem manda. Os nossos patrões, dignos do século XIX, agradecem. Sócrates também.
Domingo, 27 de Janeiro de 2008
por Daniel Oliveira

"A CGTP-IN deve reunir todas as suas forças para assegurar a eleição duma direcção capaz, forte, socialmente prestigiada, reconhecida e plural, que corresponda à alargada base social de apoio do movimento sindical, constituída por trabalhadores de diversificadas convicções políticas. A futura direcção deve ser discutida e legitimada no seio do movimento sindical e dos seus órgãos. Não poderá ser decidida na base de concepções aparelhísticas e de interesses estreitos em instâncias exteriores ao movimento sindical. Tal fragilizaria a unidade e o futuro da principal central sindical dos trabalhadores portugueses"
"A CGTP-IN, à luz dos seus princípios e ao serviço dos trabalhadores, deve filiar-se na nova central sindical global - a CSI - onde se encontra a esmagadora maioria dos movimentos sindicais democráticos e representativos do mundo inteiro, assim como praticamente todos aqueles com quem trabalhamos e nos relacionamos há muitos anos. Deve fazê-lo porque a solidariedade mundial dos trabalhadores é hoje, mais do que nunca, um imperativo necessário, contribuindo assim para reforçar a unidade orgânica e o sindicalismo pluralista e progressista a nível mundial, com a sua contribuição própria, combativa e autónoma"
"É preciso reconhecer que há problemas que é preciso defrontar e que a organização se rotinou, pratica estilos de trabalho ultrapassados e precisa revitalizar-se; que a formação dos quadros é quase inexistente (e a dos trabalhadores também) e isso compromete o futuro, para além da ignorância gerar medos e recusas do desconhecido; que o conhecimento rigoroso da realidade está longe das práticas sindicais; que a participação dos trabalhadores é em muitos casos reduzida; que boa parte do movimento sindical não se tem mostrado capaz nem, nalguns casos, interessado em aproveitar integralmente a credibilidade que a Direcção da CGTP-IN tem conquistado na sociedade portuguesa e nos seus órgãos institucionais, nomeadamente através da adequada acção e intervenção do seu secretário geral e, a nível externo, do seu secretário internacional; e que, perante dificuldades, se prefere escondê-las, numa atitude de falta de transparência, num processo de difícil confronto com a verdade revolucionária e transformadora"
"Não há quadros inamovíveis, nem reformar-se é a saída natural de um dirigente da central sindical. Mas não pode deixar de se condenar com veemência a invocação cega de critérios formais, o afastamento por diferenças de opinião ou a impossibilidade de um secretário-geral constituir uma equipa de trabalho que inclua alguns colaboradores mais próximos. Tal eleva a preocupação sobre a real autonomia da CGTP-IN e obriga a redobrada atenção e esforço para a obtenção de soluções de cuidadoso respeito pela diversidade das componentes do projecto unitário"
"Não haverá prosseguimento de práticas unitárias efectivas na CGTP-IN se se verificar uma sobreposição duma maioria fechada, capaz de decidir previamente e fora dos órgãos da central, deixando apenas "sobras" para unitariamente se decidirem, sufocando as restantes componentes do projecto"
"A direcção em preparação tem de ser uma solução construída dentro do movimento sindical, com os actores reais do processo sindical, os dirigentes sindicais dentro da estrutura; não pode resultar de nenhuma imposição unilateral, de inspiração hegemónica, ao revés da base social de apoio da CGTP"
Ulisses Garrido, Fátima Carvalho, Guadalupe Simões, João Baldaia, Adriano Sousa, Albertina Fernandes, António Avelãs, António Grosso, Artur Ferreira, Esmeralda Guilherme, Francisco Branco, Francisco Corredoura, Henrique Borges, Horácio Figueiredo, João Cunha Serra, João Lourenço, João Pascoal, Joaquim Mesquita, Jorge Rebelo, José Estêvão, Luísa Batista, Maria Barradas, Manuel Grilo, Nuno Oliveira, Viriato Jordão e outros.
Quarta-feira, 9 de Janeiro de 2008
por Daniel Oliveira
Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira
por Daniel Oliveira
Nas ruas de Lisboa quase não havia trânsito mas o governo fala de uma delirante adesão de 22% à greve.
Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira