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Foto de António Pedro Ferreira

José Rodrigues dos Santos foi suspenso de funções e será alvo de um processo disciplinar para o seu despedimento. Em causa estão as declarações do pivot numa entrevista ao ‘Público’ e um artigo publicado no ‘Diário de Notícias’ sobre o tempo em que foi director de informação da RTP e as interferências governamentais no canal do Estado. Rodrigues dos Santos já não vai apresentar o telejornal da RTP hoje à noite.

Não me envolvo na relação entre o empregado e empregador e no desinteressante debate sobre o seu salário, os seus horários ou as suas queixas pessoais. Para isso existe um sindicato, caso José Rodrigues dos Santos seja sindicalizado. E existem tribunais do trabalho. Mas Rodrigues dos Santos levantou um problema político. E, ao que parece, às acusações de interferência do poder político na informação da RTP, a única resposta que a Administração da empresa pública tem para nos dar é um processo disciplinar ao jornalista. Isto sim, interessa. E não é pouco. Até porque o ambiente começa a ficar um pouco pesado.

PS: Novas informações dizem que Rodrigues dos Santos continua a apresentar o telejornal.


Sem respostas ao post “Resposta: despedimento”  

  1. 1 1  Pedro Fontela

    É um pouco triste que ainda se esteja na fase na manipulação partidária do estado. Um sinal de muito pouca maturidade democrática por parte dos nossos políticos - e também sinal de que nunca deveriam ter entrado para a política porque lhes falta independência…

  2. 2 2  João Manuel de Simas Cília

    Caro Daniel:
    a minha contribuição para o debate, se me permite
    http://eusouogatomaltes.blogspot.com/2007/10/jos-rodrigues-dos-santos.html
    Cumprimentos
    JC

  3. 3 3  nelio

    quando li a entrevista no público, pensei logo que iria haver represálias… desta vez parece-me que a rtp deu um tiro no pé, porque o jrs tem junto do público uma imagem de isenção e a opinião pública não vai nessa de que o que ele quer é vingar-se por não ter tratamento especial. temo, no entanto, que a coisa não tenha quaisquer consequências ou impacto na maioria da opinião pública. se a sic tivesse despedido a floribella ou a tvi tivesse despedido a estrela da sua telenovela da noite (desculpem lá não saber concretizar) era capaz de dar origem a manifestações. penso que já está mais que provado que a nossa classe política é de muito má qualidade. pergunto-me é se o povo, no geral, terá uma qualidade melhor…

  4. 4 4  Luis Moreira

    Eu toda a vida ( com um interregno de 5 anos) fui quadro de empresas privadas.Sabem o que fazia ( e fi-lo diversas vezes) quando não estava de acordo com a política da empresa? Pedia a demissão!

    Tão simples! Estes jornalistas são diferentes dos outros trabalhadores porquê?

    Ao fim do mês lá estão a receber o grosso vencimento sem falhas.Mas sempre muito incomodados por que a sua função de jornalista é muito especial, muito independente,muito importante.

    O raio que os parta!

  5. 5 5  António oliveira Gomes

    Acho fundamental ler a entrevista e ler o comunicado da RTP.

    Eu, fiquei com a ideia que o JRS quer ir para casa fazer romances.
    Em vez de, decentemente, pedir a demissão e ir á sua vida fez as “chiquelinas” do costumes neste país.

    Pode “empochar” mais algum e agradar à direita e à esquerda.

    Que maravilha!

    Isto para não tirarmos mais “nojentas” ilações politico-partidárias.

  6. 6 6  Paulo Ribeiro

    Fantástico. Que situação mais irreal. Que país democrático é este onde nem sequer é tulerada a liberdade de expressão e onde só são permitidas notícias favoráveis ao “regime”. Em que ano estamos? Já chegamos à década de 70 ou enganaram-me em relação à minha data de nascimento?
    Tenho mesmo receio duma situação destas. Isto é demasiado grave e não se augura nada de bom.
    O problema é que o povo português gosta duma mão forte, que o mantenha bem dominadinho e reprimido, que o puna, de maneira a que se controle o que se faz na net(tem ideias que corrompem os meninos e muitos pedófilos), que castigue quem fuma, quem come, quem f…, enfim, tudo aquilo que alguma liberdade permite fazer, desde que não se ponha em causa a liberdade de outrém.
    O que interessa é controlar tudo muito controladinho.

  7. 7 7  Justicialista

    Isto é a nova ditadura da maioria! Já se sabe que com maiorias absolutas acontece cá disto. O espírito salazarento está ainda muito presente em cada um dos novos quadros socialistas! Parece que muita gente que chamava salazarista a este governo não estava muito longe da verdade! E o governo PS só não instaura mesmo uma ditadura porque estamos na União Europeia!

  8. 8 8  h

    Logo no Domingo disse algo sobre este assunto! Deixo apenas uma nota: quem era Governo no momento em que JRS declara terem existido pressões?

  9. 9 9  António de Almeida

    -Nestas matérias é bom usar alguma cautela, não sou ingénuo, e acredito que existem ingerências do poder político na comunicação social, mesmo na privada todos nos lembramos do episódio Marcelo/TVI, mas, até hoje apenas ouvi uma jornalista dizer que no tempo em que Mário Soares era primeiro-ministro, telefonava para a redação do DN. Só que essa jornalista proferiu tal afirmação num talk-show há uns 3, 4 anos, e Mário Soares já não é primeiro-ministro desde 1985, assim fala-se com à vontade. José Rodrigues dos Santos fala em pressões, mas nada concretiza, é assim um pouco ao género “vocês sabem do que estou a falar”, sabendo-se que se chegar a um acordo de rescisão amigável e satisfatório para ambas as partes, poderá escolher se prefere Carnaxide ou Queluz de Baixo como próximo local de trabalho. Agora digo eu “vocês sabem do que estou a falar”!

  10. 10 10  pepe

    Independentemente da razão que assiste JRS, a Administração da RTP não podia deixar de fazer o que fez. Imagine-se se não o fizesse.

    E como sei que JRS sabe isto tão bem ou melhor do que eu, não sei o que o levou a dar uma entrevista com este teor antes de sair da RTP.

    No final, qualquer que seja o desfecho, ninguém ficará bem na fotografia dos acontecimentos.

  11. 11 11  magnolia

    Não ponho a menor dúvida nas afirmações de José Rodrigues dos Santos. Há anos que convivo todos os dias por motivos profissionais com o abuso de poder deste governo PS. Podem crer que o MO é igual a todos os níveis. E a maioria das coisas que acontecem ficam em segredo excepto, claro está, quando por questões meramente pessoais e particulares, a coisa vem a público. (caso do professor Charrua, da directora do Centro Saúde, etc9 A verdade é que cada dia que passa a repressão e o assédio moral são constantes. Mas o pessoal vai aguentando enquanto estiver a “mamar” na teta. Só estrabucha quando a mama se acaba, e aí… é a revolta que se vê. No caso concreto, volto a referir, como disse no início, acredito em JRS, mas caramba! Só agora denuncia? Ao fim de tantos anos? Ou só agora acabou a mama?

  12. 12 12  Ricardo Francisco

    O problema não é destes políticos.

    O problema é de que governantes eleitos ou não terem este poder.

    Cortem o poder dos governantes. Cortem com meios de comunicação do estado. Cortem com entidades reguladoras. Deixem abrir quantos canais quiserem abrir, já não há a desculpa da limitação do espectro.

    A alternativa é continuar a chamar nomes a este ou a outro governante.

  13. 13 13  Dylan T.

    Ficaria bem ao Daniel repor um pouco de seriedade, por muito que isso comprometa a tese dos “eles andam aí”, que era uma bela tese.
    O José Rodrigues dos Santos refere-se a uma pressão relativa à escolha do correspondente em Madrid, em 2004. 2004, sublinho, rings a bell?
    Querer lançar cortinas de imprecisão, ou é má fé, ou - estou certo - uma distracção.

    Cumprimentos

    Dylan T.

  14. 14 14  Nuno

    Os comentadores deste blog (magnolia e justicialista) não têm noção q estes alegados abusos a q JRS se refere tiveram lugar em 2004? O governo coligação tinha maioria asbsoluta mas era PPD/CDS.
    E é assim com esta leviandade q qd convém se vão fazendo acusações (ridiculas) e especulativas de asfixiamento democrático por parte deste governo! A realidade é outra!

  15. 15 15  Lino José

    Para mim, e para se acabar de uma vez por todas com estas cenas intermináveis de interferências dos Governos na RTP, e que já vêm desde tempos imemoriais, fazia assim : agarrava no canal 1 e privatizava-o a 100%.

    E nem sequer o fazia por causa destas interferências. Fazia-o porque ando a ser obrigado a pagar esta espécie de tv pimba, via impostos e via taxa, e a única coisa que têm para me dar são concursos, telenovelas e música apimbalhada.

    Ao fim e ao cabo a programação é tão miserável quanto a das SICS e das TVIs, há pouca diferença. E se assim é, onde diabo é que está o tal apregoado Serviço Público ?

  16. 16 16  magnolia

    Caro Nuno, eu tenho noção daquilo que se passou em 2004. O que acontece é que nós (pelo menos foi isso que entendi) estamos aqui a discutir, não o que se passou em 2004, mas sim a atitude tomada “hoje”, 9 de Outubro de 2007, pela Administração da RTP. Ou seja, o jornalista falou e a Adm não achou que ele devesse falar, tendo para isso emitido o comunicado que todos conhecemos. A atitude que está em causa é esta e não outra. Afinal é agora que o jornalista está a sofrer represáli
    as às mãos desta Adm.

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