Ramos-Horta discursou hoje no Parlamento e fez o que se esperava: atacou a oposição ao governo. O presidente disse que os timorenses “não aprenderam nada com o passado”. Mais à frente, lamentou-se: “O nosso ego tem sido sempre demasiado grande”. Se ao dizer “nosso ego” Ramos-Horta estiver a utilizar o plural majestático (o que não me espantaria), só posso assinar por baixo. Se não, compreendo a angústia: há egos que aguentam outros pela vizinhança.


Sem respostas ao post “Espaço vital”  

  1. 1 1  Mentat

    “O Presidente da República analisou os factores que conduziram à independência e criticou a liderança que ocupou o poder nos primeiros cinco anos do Estado timorense, incluindo-se a ele próprio, enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros do I Governo e primeiro-ministro do II Governo Constitucional.”

    Não é que se lê aqui um ataque à oposição ao Governo ?
    .

  2. 2 2  Daniel Oliveira

    «O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, afirmou hoje, no Parlamento Nacional do país, que os timorenses “não aprenderam nada com o passado”, tecendo depois duras críticas à Fretilin.»

  3. 3 3  Justicialista

    Infelizmente, penso que o problema de Timor-Leste não é só um problema de governo, nem sequer político. É muito mais que isso.
    Espero que se as coisas correrem ainda pior, que Portugal não se esqueça da sua responsabilidade.

  4. 4 4  JPD

    “Espero que se as coisas correrem ainda pior, que Portugal não se esqueça da sua responsabilidade.”
    Será isto um apelo à recolonização de Timor? Se há matéria onde Portugal tem sabido assumir as suas responsabilidades é precisamente Timor, agora não lhe cabe a si resolver os problemas dos outros países…

  5. 5 5  JPD

    “Espero que se as coisas correrem ainda pior, que Portugal não se esqueça da sua responsabilidade.”
    Será isto um apelo à recolonização de Timor? Se há matéria onde Portugal tem sabido assumir as suas responsabilidades é precisamente Timor, agora não lhe cabe a si resolver os problemas dos outros países…

  6. 6 6  Justicialista

    Senhor JPD, precisamente pelo passado vergonhoso de Portugal em matéria de colonização é que tem especial responsabilidades.
    Ou pensa que o simples apoio de Portugal à independência de Timor resolvia os problemas? Aliás o aproveitamento político da questão de Timor aquando do referendo (em plena campanha para as legislativas de 1999) foi também ele vergonhoso.
    O apoio verdadeiro mostra-se nos momentos mais críticos, nomeadamente naqueles em que não há tanto espetáculo mediático.
    Não digo que Portugal não esteja a apoiar Timor, mas é um facto incontornável que podia ajudar um pouco mais.
    Por fim, deixo esta reflexão: será que Moçambique, Guiné-Bissau ou Timor-Leste são os países mais pobres do mundo, mesmo ainda mais pobres que o Niger, o Ruanda, o Uganda, ou o Togo, por acaso?
    Todas as colonizações são más, mas houve algumas que ao menos deixaram alguma coisa (ou não exploraram tanto) nos países colonizados.
    [Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_GDP_%28PPP%29_per_capita ]

  7. 7 7  tardes de bolonha

    Certas lideranças timorenses são patéticas e incoerentes,fazendo lembrar algumas cá do burgo.Nao é que Ramos Horta,quando estava no Governo e já em campanha para as presidenciais,fartou-se de elogiar a competencia de Mari Alkatiri á frente do Governo?Só disse a verdade,porque foi essa a marca do governo Fretilin,naquelas condiçoes:os dados do PNUD,do Banco Mundial,FMI e a observaçao “in loco” dos cooperantes e de muitos jornalistas portugueses,atestam bem essa realidade.Alkatiri era antipático,nao tinha carisma?Pode-se aceitar a critica,mas tinha uma equipa competente,letrada,que passou decadas no estrangeiro,que estudou,que se licenciou,enfim,quadros.
    O que assistimos desde há um ano,foi a um golpe de estado constitucional e a uma farsa teleguiada pela Australia.

  8. 8 8  JPD

    Caro justicialista…não acho que as atitudes paternalistas sejam benéficas para quem quer que seja. Claro que há laços especiais entre certos países que devem ser acarinhados e Portugal não pode, nem deve, esquecer isso.
    Isso de estar a ver quais foram as colonizações boas e más não me parece que seja um debate util. Se virmos o estado actual dos países encontramos algumas ex colónias portuguesas em melhor posição que outros países e outras em pior. Não é por aí que se podem tirar grandes conclusões. Só é certo é que se algum país do mundo estiver à espera que seja o seu antigo colonizador a tirá-lo da miséria, nunca dela saírá.
    E já agora, se pretende realmente aferir do verdadeiro nivel de desenvolvimento de um país aconselho-o a consultar o indice de desenvolvimento humano feito pelas nações unidas que além do PIB tem em conta outros factores importantes.

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