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Repetindo a gracinha que levou às últimas eleições que reforçaram o AKP, o exército turco voltou a declarar publicamente que o Estado secular está em perigo.


Sem respostas ao post “Quando o poder das armas não se habitua ao poder do voto”  

  1. 1 1  Xico

    Como no caso da Argélia???!!!

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  2. 2 2  João Pedro Dias

    De repente parecia o Vasco Graça Moura em uniforme!

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  3. 3 3  osrevni

    Uma das grandes desgraças deste mundo: o Estado laico está sempre em perigo.

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  4. 4 4  Duarte Duval

    em perigo estou eu com a Turquia aqui tão perto.

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  5. 5 5  Justicialista

    O senhor Gul foi mesmo eleito presidente da Turquia. À terceira foi de vez!
    Há uns tempos quando a extrema-direita chegou ao governo da Áustria em coligação com os Democratas-Cristãos, também defendi que o governo era legítimo até se provar o contrário. O alarido todo feito por causa do senhor Haider provou-se totalmente infundado.
    Mantendo a coerência, acho que todo o governo democraticamente eleito tem a sua legitimidade incontestada. Querer excluir algum partido do sistema ou do governo é simplesmente anti-democrático.
    Tem tanta legitimidade o presidente do Irão, como o Presidente dos EUA, como o presidente da Venezuela ou o governo da Polónia, goste ou não das suas políticas!
    O que não posso defender são as ditaduras!

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  6. 6 6  Luis Moreira

    Mas é legitimo alguem utilizar a função para que foi eleito para acabar com o Estado de Direito?

    A Constituição Turca não afirma um Estado Democrático e Laico?

    O Hitler tambem começou por ser eleito…

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  7. 7 7  J

    O Hitler é usado para tudo, só mostra como ele se tornou num ícone demoníaco, quase religioso, no ocidente…

    O Presidente da República na Turquia, pelo que eu sei, não tem poderes executivos. Contudo, este presidente vai co-habitar com um governo da mesma formação política. Ainda é muito cedo para tirarmos conclusões precipitadas – se daqui a dois ou três anos a Turquia estiver lentamente a caminhar para um “estado islâmico” graças a leis que não julgaríamos possíveis naquele país, então aí já saberemos o que vale a dupla Gül-Erdoğan, claro que se chegar a esse ponto, o exército já os terá retirado do poder…

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  8. 8 8  Anonimo

    Acho graça a uma certa esquerda que brade tanto na separação da religião e do estado, se se trata de cristianismo, e brade na direcção oposta se se trata de outras religiões.
    Há coisas curiosas, não há?

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  9. 9 9  Euroliberal

    Há sete estados europeus que são confessionais e não laicos: Os cinco nórdicos, a GB e a Grécia…

    Ora a Turquia nem sequer vai deixar de ser laica, como esses sete países democráticos e respeitáveis, o que teria direito a fazer de qualquer modo.

    Vai apenas corrigir certos excessos jacobinos e totalitários como a proibição de as mulheres usarem véu nas repartições publicas e universidades. De facto, o véu é usado habitualmente por 60% das turcas e é complatamente ridículo que as próprias filhas de Erdogan tenham de ir estudar para os EUA para poderem aí usar o véu que no seu próprio país de que seu pai é primeiro-ministro não podem fazer !

    Quanto aos Pinochets turcos que já derrubaram quatro primeiros-munistros democráticos, tendo mesmo enforcado em 1960 Adnan Menderes, PM eleito democraticamente, por esboçar algumas reformas islamistas, esses canalhas devem ser demitidos e julgados por alta traição. Não são turcos, são espiões da CIA e da Mossad.

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