(pavilhão ainda em construção. foto Rui Gaudêncio)

A ministra da Educação, Isabel Alçada, foi ontem surpreendida durante a visita à Escola D. Manuel I, em Beja, com uma situação inesperada: o pavilhão polivalente coberto, acabado de construir – ao abrigo do projecto de requalificação do edifício escolar -, deixa entrar água a ponto de interditar o espaço às aulas de Educação Física. A governante, que disse ter sido informada da situação ontem de manhã, não escondeu o incómodo quando os jornalistas a confrontaram com o problema. E argumentou com uma insólita explicação. “Foi-me dito que o miniclima de Beja está relativamente diferente, graças ao Alqueva, que refrescou a cidade, e que tornou um pouco mais húmida esta zona.”

(…) Chegado o Inverno, verificou-se que a precipitação particularmente abundante entra pelas laterais, inundando o espaço destinado às actividades desportivas. Quando o frio aperta é impensável tanto alunos como professores envergarem roupas mais ligeiras. “Aquilo parece uma arca congeladora”, comparou um aluno, opinião corroborada por vários colegas e alguns professores. Reportando-se ao problema do pavilhão polivalente coberto, Pedro Nunes, presidente da Parque Escolar, lamentou a situação, frisando que as condições climatéricas que têm ocorrido desde o passado mês de Dezembro “não são próprias do Alentejo”. (Público)


13 respostas ao post “Será chuva, será vento? Vento não é certamente, e a chuva não bate assim”  

  1. 1 1  Carlos Marques

    Chega-se à política e parece que se fica logo catedrático – é uma actividade que requer sobretudo astúcia, rapidez de pensamento, verbo fácil e muita lata. Veja-se o caso da Ministra da Saúde, que transformou, com talento, a Gripe A numa oportunidade para o Governo, durante meses, diariamente, antes das eleições, mostrar presença e segurança.

    Quanto ao caso em concreto, é o dinheiro a escorrer pelas paredes para as piscinas de alguns – e portanto, venham de lá mais impostos.

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  2. 2 2  Antonio Cunha

    Digam ao ex ministro que o Alentejo já não é o deserto de antigamente.

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  3. 3 3  Paco

    Chamar “Pavilhão” àquilo só mesmo com muito boa vontade. Trata-se, na verdade, de um “telheiro”, já que tem cobertura mas não é fechado lateralmente…
    Parece que essa forma de construção resultou de uma transposição acéfala de recomendações comunitárias para a legislação nacional que obrigariam a um espaço daquelas dimensões, se fechado, a ter um sistema de climatização de custos de instalação e manutenção incomportáveis.
    Por isso, não tem paredes laterais… a climatização está assim dependente da meteorologia, que em Beja é de extremos, uns meses de Inverno, outros de inferno…
    E na outra escola da cidade, também em obras, está a ser construído outro “Telheiro Polivalente”…
    A não perder as cenas dos próximos episódios.

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  4. 4 4  JMG

    E pensar que Cavaco demitiu um Ministro por contar uma anedota inconveniente.

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  5. 5 5  GMaciel

    Só uma pergunta: ainda não há Nobel para a Ciência de Climatologia e Superlativos Efeitos do Aquecimento Global?

    É que candidata já temos!

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  6. 6 6  isagt

    Aposto que neste país há muitas Facturas de telheiros ao preço de Pavilhões Polidesportivos à conta das tais parcerias pr’ós amigos.

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  7. 7 7  Em@

    Os Invernos no Alentejo sempre foram muito frios, imaginem-se aulas de Ed F. num telheiro num Inverno normal, (mesmo sem esta chuva)!
    Porca miséria. Agora chama-se “micro clima” às asneiras das construções escolares! É para rebolar a gargalhar.

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  8. 8 8  Platão

    Mais uma malabarista do verbo! Os labirintos do Ensino são muitos e multifacetados, a ministra tem ainda muito que aprender (não há Novas Oportunidades para ministros?), entretanto, improvisa. Mas que grande “Aventura na Educação”!

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  9. 9 9  Justicialista

    Porque é que pessoas que parecem sérias e honestas quando vão para a política tornam-se patéticas?

    É prova que o poder corrompe.

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  10. 10 10  cafc

    “E os Portugueses, Senhor, porque lhes dais tanta dor, porque padecem assim?”

    E o “Senhor” responderia:
    -”Porque são masoquistas. São eles que votam e não eu!”

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  11. 11 11  José Sejeiro

    A Ministra não devia ter respondido, porque não devia ter sido “confrontada” com o problema. Um Ministro não pode ser confrontado com o estado duma escola recentemente construida. Se foi mal concebida, a responsabilidade é do arquitecto; se os cálculos de estabilidade estão incorrectos, a responsabilidade é do engenheiro projectista; se está mal construida, a culpa é do empreiteiro e, principalmente, da Fiscalização. A Ministra só é responsável pela decisão política de construir a escola.

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    Guimarães Reply:

    E quem a pagou?

  12. 12 12  fidel

    brilhante camarada cafc.

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