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	<title>Comentários em: Quantas mais vezes dirão que não até serem ouvidos?</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
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		<title>Por: José Silva</title>
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		<dc:creator>José Silva</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2009 12:00:43 +0000</pubDate>
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		<description>Eles seguem ao despique, como nesta desgarrada:
DESPIQUE AO DOMINGO
Tenho a garganta afinada
se eu tenho arte, não sei
só sei que na desgarrada
na desgarrada eu sou rei:
-
que ganhe da monarquia
um artista e um cantador
que canta que a fidalguia
é qu&#039;ainda tem seu valor!
-
num cantar ao despique
que é como a desgarrada
não quero que nele fique
de um PS, a sua cambada!
-
é de manhã e bebo o leite
qu&#039;a garganta me consola
não quero a Ferreira Leite
nem Rangel qu&#039;é mariola!
-
como é de de madrugada
e está nublada esta manhã
eu quero nesta desgarrada
dar o meu voto ao Louçã!
-
é cedo e ainda não s&#039;ousa
do almoço fazer sua lista
ganha Jerónimo de Sousa
e logo come um socialista!
-
vem Sócrates no discurso
cá faz que se enlouqueça
é de manhã e aquele urso
nos faz perder a cabeça!
-
e vira mais para a direita
põe o teu coração de lado
que do CDS ganhe a seita
d&#039;um simpático advogado!
-
e como no dança do vira
onde se dança com amor
que vença uma coisa gira
este Partido, o Renovador!
-
e com Portugal já partido
a roubarem o nosso erário
eu queria ter aqui metido
Marinho, nosso bastonário!
-
é um homem de confiança
vem Marinho e nos salves
de um Proença com pança
para comer Rogério Alves!
-
Pisco</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eles seguem ao despique, como nesta desgarrada:<br />
DESPIQUE AO DOMINGO<br />
Tenho a garganta afinada<br />
se eu tenho arte, não sei<br />
só sei que na desgarrada<br />
na desgarrada eu sou rei:<br />
-<br />
que ganhe da monarquia<br />
um artista e um cantador<br />
que canta que a fidalguia<br />
é qu&#8217;ainda tem seu valor!<br />
-<br />
num cantar ao despique<br />
que é como a desgarrada<br />
não quero que nele fique<br />
de um PS, a sua cambada!<br />
-<br />
é de manhã e bebo o leite<br />
qu&#8217;a garganta me consola<br />
não quero a Ferreira Leite<br />
nem Rangel qu&#8217;é mariola!<br />
-<br />
como é de de madrugada<br />
e está nublada esta manhã<br />
eu quero nesta desgarrada<br />
dar o meu voto ao Louçã!<br />
-<br />
é cedo e ainda não s&#8217;ousa<br />
do almoço fazer sua lista<br />
ganha Jerónimo de Sousa<br />
e logo come um socialista!<br />
-<br />
vem Sócrates no discurso<br />
cá faz que se enlouqueça<br />
é de manhã e aquele urso<br />
nos faz perder a cabeça!<br />
-<br />
e vira mais para a direita<br />
põe o teu coração de lado<br />
que do CDS ganhe a seita<br />
d&#8217;um simpático advogado!<br />
-<br />
e como no dança do vira<br />
onde se dança com amor<br />
que vença uma coisa gira<br />
este Partido, o Renovador!<br />
-<br />
e com Portugal já partido<br />
a roubarem o nosso erário<br />
eu queria ter aqui metido<br />
Marinho, nosso bastonário!<br />
-<br />
é um homem de confiança<br />
vem Marinho e nos salves<br />
de um Proença com pança<br />
para comer Rogério Alves!<br />
-<br />
Pisco</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Stran</title>
		<link>http://arrastao.org/uniao-europeia/quantas-mais-vezes-dirao-que-nao-ate-serem-ouvidos/comment-page-1/#comment-37335</link>
		<dc:creator>Stran</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 14:09:00 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Uma coisa é perder soberania nacional em favor de órgãos supranacionais eleitos; outra é estar disposto a perder instrumentos políticos para instâncias sem legitimidade democrática ou com uma legitimidade demasiago mitigada&quot;

Julgo que é necessário existir um pouco mais de honestidade neste debate. Embora muitas das razões apontadas podem ser válidas esta não o é!
A noção de que com este Tratado a União fica menos democrática é desonesto (tenho um artigo no meu blogue a expor mais detalhadamente este facto) e induz as pessoas a uma conclusão errada.

Tem sido uma estratégia utilizada por quem deveria elucidar e não enganar e é completamente irresponsável.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Uma coisa é perder soberania nacional em favor de órgãos supranacionais eleitos; outra é estar disposto a perder instrumentos políticos para instâncias sem legitimidade democrática ou com uma legitimidade demasiago mitigada&#8221;</p>
<p>Julgo que é necessário existir um pouco mais de honestidade neste debate. Embora muitas das razões apontadas podem ser válidas esta não o é!<br />
A noção de que com este Tratado a União fica menos democrática é desonesto (tenho um artigo no meu blogue a expor mais detalhadamente este facto) e induz as pessoas a uma conclusão errada.</p>
<p>Tem sido uma estratégia utilizada por quem deveria elucidar e não enganar e é completamente irresponsável.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Depois de chumbado&#8230; &#171; Solstício</title>
		<link>http://arrastao.org/uniao-europeia/quantas-mais-vezes-dirao-que-nao-ate-serem-ouvidos/comment-page-1/#comment-37033</link>
		<dc:creator>Depois de chumbado&#8230; &#171; Solstício</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 10:08:22 +0000</pubDate>
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		<description>[...] O texto de Daniel Oliveira é uma boa análise das causas do falhanço do tratado. Não obstante ser algo ingénua, retrata bem aquilo que são os factores que poderão estar na origem do descontentamento europeu. Mas é ingénua. Ou seja, cai em todos os pecadilhos daquilo que se pode, com alguma largueza, designar por miopia da esquerda. O aspecto essencial desta curteza de vistas é achar que o “Não” ao tratado é emancipatório, ou que não o sendo intencionalmente, possui uma qualidade emancipatória que, se bem gerida, pode resultar a favor da esquerda. Tenho uma percepção absolutamente contrária. [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] O texto de Daniel Oliveira é uma boa análise das causas do falhanço do tratado. Não obstante ser algo ingénua, retrata bem aquilo que são os factores que poderão estar na origem do descontentamento europeu. Mas é ingénua. Ou seja, cai em todos os pecadilhos daquilo que se pode, com alguma largueza, designar por miopia da esquerda. O aspecto essencial desta curteza de vistas é achar que o “Não” ao tratado é emancipatório, ou que não o sendo intencionalmente, possui uma qualidade emancipatória que, se bem gerida, pode resultar a favor da esquerda. Tenho uma percepção absolutamente contrária. [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: j.m.p.o.</title>
		<link>http://arrastao.org/uniao-europeia/quantas-mais-vezes-dirao-que-nao-ate-serem-ouvidos/comment-page-1/#comment-37023</link>
		<dc:creator>j.m.p.o.</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 04:49:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=3171#comment-37023</guid>
		<description>Já no primeiro comentário que aqui fiz me apeteceu perguntar o que é a democracia. Pergunta complicada esta. Então se lhe juntarmos à democracia o problema da liberdade civil e a este problema o do determinismo… temos incertezas para a vida (se não quisermos fazer mais nada dela:).

Não pensem que não sou democrata, por acaso até sou (já agora gostava de pedir ao EUROLIBERAL para acabar depressa de ler Rousseau e passas para Stuart Mill, é que a ideia das minorias se submeterem às maiorias defendida por Rousseau dá para fundamentar até ideias nazis - Rousseau não é assim tão liberal e democrata como quer parecer). 

Não percebo porquê tanta algazarra “democrática” com os referendos. Este tipo de referendo está muito perto daquilo que pessoas que sabem de ciência política/direito constitucional chamam de plebiscito. Ora foi por plebiscito que a constituição de 1933 entrou em vigor. Os democratas de 1976 ganharam por isso uma tal aversão ao referendo que ele só veio a ser introduzido na Constituição na revisão de 1997. Posto isto e juntando a formação de todos os portugueses, capazes de interpretar um tratado que altera o funcionamento de uma comunidade sui generis, expliquem-me o porquê da berraria referendária. (Para além de estarmos numa conjuntura económica difícil e por isso as pessoas discordarem de quem está no poder só porque sim e haver, por causa da baixa do nível de vida pessimismo em relação à novidade, o que favorece o não, não encontro outro motivo para se fazer um referendo.)

Não se pede à UE que auxilie terceiros estados, isto até seria contraproducente, pede-se que ela auxilie os seus Estados Membros.

 Sinceramente, se a pergunta que o João Gomes fez era para mim não a percebi. Não sei o porquê do baralho viciado.
 
As comunidades evoluem e padecem de vicissitudes que as influenciam durante a sua duração e mesmo para além delas. As coisas começam como começam e depois adaptam-se às diferentes gerações e mundividências. Na Europa as coisas não começaram assim tão viciadas, aliás serviram para manter a paz e para disciplinar uma fonte de conflito que foi o carvão do vale do ruhr. Se não leia a declaração schuman. (Pode encontrá-la aqui: http://www.fd.uc.pt/CI/CEE/pm/Tratados/Declaracao_Schuman_9-5-1950.htm ). Se estivermos para refazer as coisas é melhor pedir ao criador que acabe com isto tudo e o “crie com o ranho do nariz” (Guerra Junqueiro – Génesis).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Já no primeiro comentário que aqui fiz me apeteceu perguntar o que é a democracia. Pergunta complicada esta. Então se lhe juntarmos à democracia o problema da liberdade civil e a este problema o do determinismo… temos incertezas para a vida (se não quisermos fazer mais nada dela:).</p>
<p>Não pensem que não sou democrata, por acaso até sou (já agora gostava de pedir ao EUROLIBERAL para acabar depressa de ler Rousseau e passas para Stuart Mill, é que a ideia das minorias se submeterem às maiorias defendida por Rousseau dá para fundamentar até ideias nazis &#8211; Rousseau não é assim tão liberal e democrata como quer parecer). </p>
<p>Não percebo porquê tanta algazarra “democrática” com os referendos. Este tipo de referendo está muito perto daquilo que pessoas que sabem de ciência política/direito constitucional chamam de plebiscito. Ora foi por plebiscito que a constituição de 1933 entrou em vigor. Os democratas de 1976 ganharam por isso uma tal aversão ao referendo que ele só veio a ser introduzido na Constituição na revisão de 1997. Posto isto e juntando a formação de todos os portugueses, capazes de interpretar um tratado que altera o funcionamento de uma comunidade sui generis, expliquem-me o porquê da berraria referendária. (Para além de estarmos numa conjuntura económica difícil e por isso as pessoas discordarem de quem está no poder só porque sim e haver, por causa da baixa do nível de vida pessimismo em relação à novidade, o que favorece o não, não encontro outro motivo para se fazer um referendo.)</p>
<p>Não se pede à UE que auxilie terceiros estados, isto até seria contraproducente, pede-se que ela auxilie os seus Estados Membros.</p>
<p> Sinceramente, se a pergunta que o João Gomes fez era para mim não a percebi. Não sei o porquê do baralho viciado.</p>
<p>As comunidades evoluem e padecem de vicissitudes que as influenciam durante a sua duração e mesmo para além delas. As coisas começam como começam e depois adaptam-se às diferentes gerações e mundividências. Na Europa as coisas não começaram assim tão viciadas, aliás serviram para manter a paz e para disciplinar uma fonte de conflito que foi o carvão do vale do ruhr. Se não leia a declaração schuman. (Pode encontrá-la aqui: <a href="http://www.fd.uc.pt/CI/CEE/pm/Tratados/Declaracao_Schuman_9-5-1950.htm" rel="nofollow">http://www.fd.uc.pt/CI/CEE/pm/Tratados/Declaracao_Schuman_9-5-1950.htm</a> ). Se estivermos para refazer as coisas é melhor pedir ao criador que acabe com isto tudo e o “crie com o ranho do nariz” (Guerra Junqueiro – Génesis).</p>
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	<item>
		<title>Por: Luiz Araújo</title>
		<link>http://arrastao.org/uniao-europeia/quantas-mais-vezes-dirao-que-nao-ate-serem-ouvidos/comment-page-1/#comment-37021</link>
		<dc:creator>Luiz Araújo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 04:26:14 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;falando&quot; pouco, ou seja referindo só o essencial, um Estado europeu, seja ele uma federação ou não, só resultará da aprovação dos europeus se for o produto das suas aspirações. Isto é ABC da política mormente quando quem, como os que pretendem ser &quot;nossos representantes&quot;, postulam uma Europa democrática escorada no primado da lei, o Estado de direito. Não irlandês é também o meu não enquanto português e de tantos outros europeus de todas as nacionalidades. Não, Não e nãooooo a todas as tentativas de fazerem passar por nossa ambições que os políticos predadores da liberdade, pra não dizer agora de mais, querem fazer passar à força. Tomem juizo senhores politicos profissionais ou começará uma revolução geral em toda a Europa. Quem avisa amigo é, como diz o ditado popular. Socrtaes, você principalmente, escute o eleitorado, não nos substitua por favor, estamos muito cansados dos seus vossos truques, não nos obriguem a sair para a rua e gritar novamente!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;falando&#8221; pouco, ou seja referindo só o essencial, um Estado europeu, seja ele uma federação ou não, só resultará da aprovação dos europeus se for o produto das suas aspirações. Isto é ABC da política mormente quando quem, como os que pretendem ser &#8220;nossos representantes&#8221;, postulam uma Europa democrática escorada no primado da lei, o Estado de direito. Não irlandês é também o meu não enquanto português e de tantos outros europeus de todas as nacionalidades. Não, Não e nãooooo a todas as tentativas de fazerem passar por nossa ambições que os políticos predadores da liberdade, pra não dizer agora de mais, querem fazer passar à força. Tomem juizo senhores politicos profissionais ou começará uma revolução geral em toda a Europa. Quem avisa amigo é, como diz o ditado popular. Socrtaes, você principalmente, escute o eleitorado, não nos substitua por favor, estamos muito cansados dos seus vossos truques, não nos obriguem a sair para a rua e gritar novamente!</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Rui Gamboa</title>
		<link>http://arrastao.org/uniao-europeia/quantas-mais-vezes-dirao-que-nao-ate-serem-ouvidos/comment-page-1/#comment-36964</link>
		<dc:creator>Rui Gamboa</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 17:24:13 +0000</pubDate>
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		<description>Ainda assim, o Daniel Oliveira apresenta algumas soluções, ao contrário do que se vê na maioria dos blogues e imprensa escrita, onde só se vê uma histeria comum de &quot;viva os irlandeses&quot;, sem argumentarem minimamente sobre o assunto. É  tipicamente português: todos sabem de tudo e opinam sobre tudo. 

Por mim, acho que o Tratado, não sendo perfeito porque foi um acordo entre 27 Estados e a negociação nunca seria fácil, dizia eu que acho que o Tratado tinha medidas muito positivas para um melhor funcionamento da UE, principalmente depois dos recentes alargamentos. Nomeadamente, a redução da Comissão e do número de deputados no PE (apesar de Portugal perder deputados e ocasionalmente o Comissário, mas seria em nome de uma mais justa representatividade e o PEe a Comissão não podem continuar a aumentar seguindo os alargamentos) o Presidente, o Alto Representante, mais poder para o PE, capacidade de opinião dos Parlamentos nacionais, iniciativa dos cidadãos, etc. Tudo em nome de combater a excessiva máquina que vai sendo a UE e aproximar os cidadãos.

A questão do referendo terá sempre este resultado, se as soluções que o Daniel Oliveira, ou quem quer que seja, apresentarem forem a referendo, por muito boas que sejam, não passarão. A coisa mais fácil, para os que são contra a UE, é arranjar argumentos que nada têm a ver com o Tratado ou com a própria a UE, e manipularem os eleitores a votarem &#039;não&#039;. Isto torna-se muito mais fácil perante uma realidade economica internacional de crise, como a que se vive actualmente. Portanto, referendo numa matéria como esta nunca será viável, o resultado será sempre o mesmo.

Gostava, também, que alguém me dissesse como acham que os Chefes de Estado que negociaram este Tratado, podem ser chamados de &quot;delinquentes&quot; e afins. Então não foram eleitos democraticamente em cada um dos seus países? É que não estamos a falar de um ou dois que quiseram levar a sua avante, não, isto foi acordado entre 27, 27 Chefes de Estado eleitos democraticamente e está a ser ratificado por um número muito maior de deputados pela Europa fora, todos eles eleitos democraticamente. Estarão todos errados? Fazerão todos parte dessa conspiração de &quot;delinquentes a roubar caramelos na mercearia&quot;? Francamente....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda assim, o Daniel Oliveira apresenta algumas soluções, ao contrário do que se vê na maioria dos blogues e imprensa escrita, onde só se vê uma histeria comum de &#8220;viva os irlandeses&#8221;, sem argumentarem minimamente sobre o assunto. É  tipicamente português: todos sabem de tudo e opinam sobre tudo. </p>
<p>Por mim, acho que o Tratado, não sendo perfeito porque foi um acordo entre 27 Estados e a negociação nunca seria fácil, dizia eu que acho que o Tratado tinha medidas muito positivas para um melhor funcionamento da UE, principalmente depois dos recentes alargamentos. Nomeadamente, a redução da Comissão e do número de deputados no PE (apesar de Portugal perder deputados e ocasionalmente o Comissário, mas seria em nome de uma mais justa representatividade e o PEe a Comissão não podem continuar a aumentar seguindo os alargamentos) o Presidente, o Alto Representante, mais poder para o PE, capacidade de opinião dos Parlamentos nacionais, iniciativa dos cidadãos, etc. Tudo em nome de combater a excessiva máquina que vai sendo a UE e aproximar os cidadãos.</p>
<p>A questão do referendo terá sempre este resultado, se as soluções que o Daniel Oliveira, ou quem quer que seja, apresentarem forem a referendo, por muito boas que sejam, não passarão. A coisa mais fácil, para os que são contra a UE, é arranjar argumentos que nada têm a ver com o Tratado ou com a própria a UE, e manipularem os eleitores a votarem &#8216;não&#8217;. Isto torna-se muito mais fácil perante uma realidade economica internacional de crise, como a que se vive actualmente. Portanto, referendo numa matéria como esta nunca será viável, o resultado será sempre o mesmo.</p>
<p>Gostava, também, que alguém me dissesse como acham que os Chefes de Estado que negociaram este Tratado, podem ser chamados de &#8220;delinquentes&#8221; e afins. Então não foram eleitos democraticamente em cada um dos seus países? É que não estamos a falar de um ou dois que quiseram levar a sua avante, não, isto foi acordado entre 27, 27 Chefes de Estado eleitos democraticamente e está a ser ratificado por um número muito maior de deputados pela Europa fora, todos eles eleitos democraticamente. Estarão todos errados? Fazerão todos parte dessa conspiração de &#8220;delinquentes a roubar caramelos na mercearia&#8221;? Francamente&#8230;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: bloom</title>
		<link>http://arrastao.org/uniao-europeia/quantas-mais-vezes-dirao-que-nao-ate-serem-ouvidos/comment-page-1/#comment-36937</link>
		<dc:creator>bloom</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 12:20:42 +0000</pubDate>
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		<description>ó euroliberal, esses textos são intencionais ou é tudo escrita automática?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>ó euroliberal, esses textos são intencionais ou é tudo escrita automática?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Fernando Penim Redondo</title>
		<link>http://arrastao.org/uniao-europeia/quantas-mais-vezes-dirao-que-nao-ate-serem-ouvidos/comment-page-1/#comment-36931</link>
		<dc:creator>Fernando Penim Redondo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 11:30:37 +0000</pubDate>
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		<description>Enquanto os europeus se entretêm com este &quot;jogos florais&quot; o petróleo continua a enriquecer quem o tem e  quem o controla.
A defesa dos interesses geo-estratégicos de que depende o nosso futuro e a nossa civilização estão nas mãos de mentecaptos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto os europeus se entretêm com este &#8220;jogos florais&#8221; o petróleo continua a enriquecer quem o tem e  quem o controla.<br />
A defesa dos interesses geo-estratégicos de que depende o nosso futuro e a nossa civilização estão nas mãos de mentecaptos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Boris Shroeder</title>
		<link>http://arrastao.org/uniao-europeia/quantas-mais-vezes-dirao-que-nao-ate-serem-ouvidos/comment-page-1/#comment-36927</link>
		<dc:creator>Boris Shroeder</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 09:38:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=3171#comment-36927</guid>
		<description>Até posso concordar com José Manuel Faria, sobre o maior conhecimento providenciado aos cidadãos com a dinâmica que se criaria com 27 referendos. Mas não é menos verdade o seguinte:

Já mais haverá um acordo uníssono entre 495.000.000 habitantes! Seria de uma grande irresponsabilidade ambicionar tal cenário.

Não se deve negar a legitimidade das decisões tomadas por aqueles que são democraticamente eleitos para tomar decisões.

E é claro, não sei qual é o medo de ser Europeu! Será que têm medo de se tornar mais pobres, com menos qualidade de vida, ao deixar de ser português para ser europeu!? Têm medo de quê? que tenhamos de distribuir as nossas grandes riquezas pelos povos pobres do centro e norte da Europa?

Enfim, concordo com a disseminação da informação, quem sabe porque não: via referendos! Mas discordo do abandono do tratado, ou de tudo aquilo que seja imagem da afirmação de uma Europa unida, contra a falta de qualidade de vida dos seus cidadãos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Até posso concordar com José Manuel Faria, sobre o maior conhecimento providenciado aos cidadãos com a dinâmica que se criaria com 27 referendos. Mas não é menos verdade o seguinte:</p>
<p>Já mais haverá um acordo uníssono entre 495.000.000 habitantes! Seria de uma grande irresponsabilidade ambicionar tal cenário.</p>
<p>Não se deve negar a legitimidade das decisões tomadas por aqueles que são democraticamente eleitos para tomar decisões.</p>
<p>E é claro, não sei qual é o medo de ser Europeu! Será que têm medo de se tornar mais pobres, com menos qualidade de vida, ao deixar de ser português para ser europeu!? Têm medo de quê? que tenhamos de distribuir as nossas grandes riquezas pelos povos pobres do centro e norte da Europa?</p>
<p>Enfim, concordo com a disseminação da informação, quem sabe porque não: via referendos! Mas discordo do abandono do tratado, ou de tudo aquilo que seja imagem da afirmação de uma Europa unida, contra a falta de qualidade de vida dos seus cidadãos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: João Gomes</title>
		<link>http://arrastao.org/uniao-europeia/quantas-mais-vezes-dirao-que-nao-ate-serem-ouvidos/comment-page-1/#comment-36919</link>
		<dc:creator>João Gomes</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 00:42:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=3171#comment-36919</guid>
		<description>A UE formalmente democrata existe. Exigir-lhe mais democracia não passa de um chavão.
A UE solidária com os países e povos mais desprotegidos não passa de um mito. Ela só vê mercado. Veja-se quem a governa e quem a determina.
A UE não tem futuro. Ela esfarrapa-se a apanhar o maior quinhão, sendo que a uma parte dela, os países menos desenvolvidos, resta-lhe umas migalhas.
Para grandes males, grandes remédios. E a UE tem uma doença que parece incurável. Os chás e paninhos quentes não curam, disfarçam.
A não muito longo prazo a questão que se porá é: porque não começar tudo de novo,mas com um baralho que não esteja viciado? E aí, confesso, não sei qual será a sua resposta...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A UE formalmente democrata existe. Exigir-lhe mais democracia não passa de um chavão.<br />
A UE solidária com os países e povos mais desprotegidos não passa de um mito. Ela só vê mercado. Veja-se quem a governa e quem a determina.<br />
A UE não tem futuro. Ela esfarrapa-se a apanhar o maior quinhão, sendo que a uma parte dela, os países menos desenvolvidos, resta-lhe umas migalhas.<br />
Para grandes males, grandes remédios. E a UE tem uma doença que parece incurável. Os chás e paninhos quentes não curam, disfarçam.<br />
A não muito longo prazo a questão que se porá é: porque não começar tudo de novo,mas com um baralho que não esteja viciado? E aí, confesso, não sei qual será a sua resposta&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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