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Um exemplo de como a América é o mais contraditório dos países. Um país de acção e reacção e de opostos. Longe da nossa indefinição, que parecemos gostar de alimentar (no meio é que está a virtude, nem tanto ao mar nem tanto á terra, os extremos tocam-se, enquanto o pau vai e volta folgam as costas…), os confrontos nos EUA são claros e os lados dele também. E por isso a luta dos homossexuais, como a dos negros, a das mulheres ou a dos imigrantes, é tão assertiva.
Na Marcha do Orgulho Gay de Nova Iorque centenas de milhares de pessoas juntaram-se na 5ª Avenida. É um dos principais acontecimentos da cidade. Quase todas as comunidades estão representadas (latinos, asiáticos, caribenhos, italianos, judeus, negros) e as profissões mais improváveis também (polícias e bombeiros fardados e com a bênção das suas corporações), os funcionários gays das grandes empresas marcham com o apoio do seu empregador, centros comunitários dos bairros mais pobres, igrejas mais liberais, pais de homossexuais e políticos democratas, do governador do estado a um senador e vários congressistas, passando por activistas de partidos ultra-minuritários de esquerda e apoiantes locais da candidaura democrata à presidência que distribuem autocolantes onde se pode ler “Obama Pride”. Saltam a vista três coisas: a dimensão e importância do acontecimento, tudo parecer dividir-se por comunidades e identidades segmentadas e a comercialização da marcha. Os funcionários das empresas distribuem merchandising e várias marcas financiam o acontecimento, o que mereceu, este ano, críticas das organizações LGBT mais politizadas. Não espanta. Nova Iorque não é a América. São meio milhão de homossexuais na área metropolitana. Também são meio milhão de consumidores.
Os conflitos são claros nos EUA. Mas o mercado é quase um consenso.
Por Daniel Oliveira 6 Jul 08 em Voz da América











Realmente a minha ignorância é um espanto ! Não sabia que havia tanto ser à solta com orgulho em “atracar de popa”, em “pegar de empurrão” a “agasalhar a fruta” isto é, pessoal que tem a “braguilha para trás”. Feitios ! Os que não pertencem a esse clube com certeza que também terão orgulho em ser como são ! Não sejam ridículos e provocadores !
Cada um como cada qual, ninguém tem nada com isso pelo que não há necessidade de “Show”, show esse que em vez de facilitar a compreensão de quem não percebe, só vai aumentar as hostilidades e não vai contribuir para que as diferenças sejam vistas como normais.
Só 500.000? E na área metropolitana, que tem quase 19 milhões de habitantes? Mesmo só para a cidade que tem cerca de 8 milhões, parece-me pouco. Não perfaz os tais 10-15% de que falava o relatório Kinsey.
Mas a ‘comunidade gay’ em qualquer sítio deve ser a mais difícil de quantificar, mesmo numa cidade cosmopolita como NY…