Quarta-feira, 19 de Outubro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Depois de na semana passada o primeiro-ministro mais despesista desde o 25 de Abril ter alertado o mundo (e a Europa) para o número de circo da dupla Merkel/Sarkozy, agora vêmo-lo queixar-se das bondosas medidas de recuperação do país que o Governo PSD/CDS decidiu incluir no Orçamento de Estado. A evidência da acusação ("corte dos subsídios viola a equidade fiscal") já teve a merecida resposta do co-conspiracionista das escutas de Belém - na realidade, o que Cavaco pretende é proteger a sua reforma de 10000 euros, pois claro, é tão evidente. Há quem ainda vá mais longe e, num súbito assomo de hipermemória, venha recordar os tempos do Cavaco destruidor dos sectores produtivos nacionais (agricultura e pescas à cabeça) ou se insurja, num grito de revolta, contra o silêncio do presidente nos casos da Madeira, das PPP's e das regras de atribuição de pensões. Esta revolta provoca em mim um misto de satisfação (finalmente vejo blogues que não são de esquerda a falar da herança de destruição deixada por Cavaco primeiro-ministro) e de surpresa; não é que bastou uma criticazinha às fabulosas medidas de Gaspar e do seu amigo tenor para que o caldo se entornasse, a tampa saltasse e a paciência se esgotasse a esta gente? Mais calma, meus amigos, mais calma; como se não conhecessem a esfíngica figura, o homem que paira sempre um palmo acima do comum dos mortais, nunca hesitando e raramente se enganando. Que interessa a Cavaco o futuro do país ou o destino do pobre Coelho? O ego fala mais alto, e não é com este Coelho, de quem ele nunca gostou, que a sua imagem será beliscada. O país estará arruinado daqui por três anos; mas, do meio dos escombros, uma figura emergirá para nos iluminar: "Eu bem vos disse, bem vos disse, já em 2011: há limites para o sacrifício dos portugueses..."


por Sérgio Lavos
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Toni Bolor

O que se passou foi que a Maria contou ao Aníbal quem foi Marie Antoinette e o que lhe aconteceu. O Aníbal por sua vez, ao ouvir pela primeira vez a história da oligarca que judiou com o povo e que por isso acabou como acabou, ocorreu-lhe uma visão do futuro. 
O Aníbal só está a acautelar o seu futuro (coisa como muitos sabem, sempre fez tão bem), pois quando a madama guilhotina voltar dentro de uns tempos para cortar as cabeças dos oligarcas, ele poderá dizer:


 "Eu bem vos disse, bem vos disse, já em 2011: há limites para o sacrifício dos portugueses..."


"Eu sempre estive do lado do povo!"


Não sei se vai ter essa sorte mas, estamos falar de Cavaco, o político saloio com a carreira mais longa a seguir a Salazar. É capaz de ter sorte.


Mas outros não terão tanta sorte...


Dizem as más línguas que Marie Antoinette está já com calores para além dos calores típicos de quem vive no inferno, parece que lhe contaram que vai receber em breve, a visita de um africanista de Massamá!
Acalma aí a passarinha mulher, que o africanista não tarda!!!

deixado a 20/10/11 às 01:19
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